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  <title>Cidadãos por Abrantes</title>
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  <description>Cidadãos por Abrantes - SAPO Blogs</description>
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  <pubDate>Thu, 22 May 2014 11:28:08 GMT</pubDate>
  <title>Autor de &apos;&apos;Deus tem caspa&apos;&apos; em Abrantes</title>
  <author>porabrantes</author>
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  <description>&lt;p&gt;&lt;img id=&quot;fbPhotoImage&quot; class=&quot;fbPhotoImage img&quot; src=&quot;https://scontent-a-lhr.xx.fbcdn.net/hphotos-prn2/t1.0-9/10372631_10201799672224789_7420680227437847809_n.jpg&quot; alt=&quot;&quot; /&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;a style=&quot;margin-right: 1em; margin-left: 1em;&quot; href=&quot;https://1.bp.blogspot.com/-aUtp2Q4sDaA/TzG--_y8yZI/AAAAAAAANrw/LfGus4RwsAM/s1600/deus+tem+caspa.jpg&quot; rel=&quot;noopener&quot;&gt;&lt;img src=&quot;https://1.bp.blogspot.com/-aUtp2Q4sDaA/TzG--_y8yZI/AAAAAAAANrw/LfGus4RwsAM/s320/deus+tem+caspa.jpg&quot; alt=&quot;&quot; width=&quot;223&quot; height=&quot;320&quot; border=&quot;0&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;a caspa é um tema muito literário&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&apos;&apos;Aos domingos repousava: instalava-me então no canapé da sala de jantar, de cachimbo nos dentes, e &lt;strong&gt;admirava a D. Augusta, que, em dias de missa, costumava limpar com clara de ovo a caspa do tenente Couceiro.&lt;/strong&gt; Esta hora, sobretudo no Verão, era deliciosa: pelas janelas meio cerradas penetrava o bafa da soalheira, algum repique distante dos sinos da Conceição Nova e o arrulhar das rolas na varanda; a monótona sussurração das moscas balançava-se sobre a velha cambraia, antigo véu nupcial da Madame Marques, que cobria agora no aparador os pratos de cerejas bicais; &lt;strong&gt;pouco a pouco o tenente, envolvido, num lençol como um ídolo no seu manto, ia adormecendo, sob a fricção mole das carinhosas mãos da D. Augusta; e ela, arrebitando o dedo mínimo branquinho e papudo, sulcava-lhe as repas lustrosas com o pentezinho dos bichos... Eu então, enternecido, dizia à deleitosa senhora:&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;— Ai D. Augusta, que anjo que é!&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Ela ria; chamava-me enguiço! Eu sorria, sem me escandalizar. «Enguiço» era com efeito o nome que me davam na casa — por eu ser magro, entrar sempre as portas com o pé direito, tremer de ratos, ter à cabeceira da cama uma litografia de Nossa Senhora das Dores que pertencera à mamã, e corcovar. Infelizmente corcovo — do muito que verguei n espinhaço, na Universidade, recuando como uma pega assustada diante dos senhores lentes; na repartição, dobrando a fronte ao pó perante os meus diretores-gerais. Esta atitude de resto convém ao bacharel; ela mantém a disciplina num Estado bem organizado; (...)&apos;&apos;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Eça no &apos;&apos;Mandarim&apos;&apos;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;sn&lt;/p&gt;</description>
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