Segunda-feira, 27 de Abril de 2015

Disse a cacique à Antena Livre '' Entre requalificar o antigo espaço ou investir em outro equipamento, optámos por esta última possibilidade, que também se situa dentro do centro histórico, no lote das antigas oficinas da Rodoviária do Tejo, um edifício que demolimos porque estava em estado de ruína, e onde construímos um novo edifício com linguagem contemporânea”, destacou a autarca.

Maria do Céu Albuquerque disse ainda à Lusa que a autarquia vai “fazer recuar” o espaço do edifício do antigo Mercado Municipal – “um entrave à entrada na cidade e sem grande valor historial ou arquitetónico” -, para, no âmbito de um projeto de reabilitação urbana, “requalificar o Vale da Fontinha e dotar Abrantes de uma entrada mais digna”.''

 

Já sabemos que a solução pimba e despesista é sempre a desta gente. Derrubar muralhas históricas, contratar empreiteiros falidos, construir equipamentos desnecessários, optar pelo camartelo contra a recuperação de edifícios históricos, construir um mamarracho que viola o Plano de Urbanização foi o que fizeram.

bunker artur.jpg

Agora vem a segunda parte: demolir o histórico mercado municipal porque não'' tem valor''.

 

Mas que cultura arquitectónica ou humanística tem a cacique para decidir que um edifício não tem valor ou história?

 

Nenhuma, como se viu pelo projecto do MIAA....

 

Em cinco minutos encontra-se na net um estudo dum reputado académico que reconhece o valor arquitectónico do velho mercado

mercado municipal.jpg

hugo.png

 

O Trabalho do Arq. António Varela na restauração  em 1948 do Mercado Diário que salvo erro tinha sido construído em 1938, sob o consulado de Henrique Augusto da Silva Martins, tendo aliás despertado críticas, por ser demasiado caro, é reconhecido nesta tese como obra marcante do modernismo português.

 

hugo 2.png

arquivo.png

mercado.png

 Em compensação o barracão bombeiral que a senhora restaurou nem sequer é obra de arquitecto, mas sim do eng. Mesquitela, que juntava aos trabalhos para fora, a actividade de banqueiro (no falido Mena e Pinto) e uma discutível actividade de político e militar fascista e que terminou a sua carreira de construtor em Abrantes, com o chumbo sonoro do seu projecto prá Assembleia, e a sua substituição forçada por Raul Lino.

 

Repense pois a edilidade o disparate que pensa fazer, arrasando o Mercado Diário e respeite a nossa História, porque já nos chega que tenha assassinado o Largo da Feira, autorizando construções sobre a muralha ou dando cabo dela.

muralha.jpg

 

mn

 

  



publicado por porabrantes às 14:19 | link do post | comentar

2 comentários:
De Hugo Nazareth Fernandes a 25 de Julho de 2015 às 19:50
Sou obrigado a desmentir o fim do parágrafo aqui publicado:

"O Trabalho do Arq. António Varela na restauração em 1948 do Mercado Diário que salvo erro tinha sido construído em 1938, sob o consulado de Henrique Augusto da Silva Martins, tendo aliás despertado críticas, por ser demasiado caro, é reconhecido nesta tese como obra marcante do modernismo português."


Nunca afirmei na minha tese que o Mercado de Abrantes fosse "obra marcante do modernismo português", nem tão pouco do percurso profissional de António Varela. Refiro a obra num contexto de relação e de acordo com o tema do capítulo, e apenas isso. Aconselho a reler o documento citado para que não se incorra em afirmações falaciosas em meu bom nome.

Cordialmente,

Hugo Nazareth Fernandes
Doutor Arquitecto



De Anónimo a 30 de Julho de 2015 às 14:13
Caro Arquitecto;
Abrantes é uma cidade onde pouco a poco o tecido edificado vai sendo destruido com argumentos daqueles Caro Arquitecto;
Abrantes é uma cidade onde pouco a pouco o tecido edificado vai sendo destruídos com argumentos semelhantes aos esgrimidos pela P.da Câmara.
Diz-se que os edifícios não têm história ou não têm valor e pumba, camartelo.
Foi no sentido de contrariar estas absurdas teses e tentar defender o património abrantino que se citou a sua tese, para provar que o mercado tinha história e algum ‘’valor’’. E que os argumentos do poder eram vãos.
Agradecemos o seu comentário que permite contextualizar o mercado dentro da obra de António Varela.
Cordialmente
MN


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