Terça-feira, 2 de Junho de 2015

 

 

 

vale de roubao sipa 1.jpg

Chalet que conjuga vários estilos do passado medieval português (românico, gótico e mourisco) num edifício inspirado nos chalets românticos ingleses. Habitação constituída por vários corpos de distintos volumes, irregularmente dispostos segundo um eixo longitudinal, de perfis marcados por telhados ponteagudos rematados por ornatos em flor de liz na cumeeira, com beirados salientes debruados a cerâmica ou assentes em mísulas também em madeira, de fachadas rasgadas por vãos de diferente recorte, neoromânico, neogótico e neoárabe, rematados a tijolo. Apresenta afinidades com outro edifício romântico, a Quinta do Bom Sucesso, em Alferrarede (v.PT031401020062), construído dentro do mesmo espírito romântico de recuperação de traços formais e decorativos do passado medieval, insistindo igualmente na integração harmoniosa numa natureza idílica, pretensamente selvagem.
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Número IPA Antigo: PT031401130071
 

vale de roubao sipa 2.jpg

 

vale de roubão sipa 5.jpg

Já em 2002 a Comissão Fabriqueira mantinha uns pardieiros a cair ao lado do Chalet

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e o cartaz dum político a pedir votos

vale de roubao sipa 3.jpg

 

a CMA do Sr.Carvalho ou a da Drª Céu não a podiam ter expropriado ou classificado?

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Estas portas não deviam estar abertas para a Comunidade ou para a Cultura e não para negociatas de seringas?

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Já em 2002 a Comissão Fabriqueira abandonara esta fonte....

fonte.jpg

 E em 2015 atacaram este lago

vale de roubão sipa 10.jpg

que foi destruído pelos bulldozers,

 

Descrição

Conjunto formado por casa, jardim e capela. CASA: planta longitudinal, composta por quatro corpos adossadas; volumes articulados com cobertura diferenciada em telhados de 2 águas, de forte inclinação um deles disposto transversalmente, e cúpula piramidal revestida de placas de ardósia; na cumeeira dos telhados de 2 águas e no beiral dos mesmos, uma crista de motivos flordelizados em cerâmica; sob os beirados da cúpula mísulas entalhadas em madeira; lambrequim de lizes em metal no remate das 4 águas da mesma. Fachada principal virada a N. composta por 5 corpos de diferentes dimensões e alturas com remates rectilíneos e empenas angulares: 1 piso no corpo do lado esquerdo da fachada, 2 pisos e sótão nos corpos seguintes, 3 no torreão com águas-furtadas rasgadas nas 4 águas da cobertura; vãos de diferente recorte rasgam a fachada, todos eles enquadrados por molduras denticuladas, em tijolo, alguns com mainéis e sobrearcos no mesmo material - uma porta de verga redonda, com uma inscrição na bandeira "Villa Maria Amélia / 1892", no corpo do torreão, janelas maineladas com vergas em arco quebrado e em arco ultrapassado, janelas de um só vão redondo, quebrado e contracurvado, frestas verticais e em quadrifólio, irregularmente dispostas. Fachada posterior S., virada para o jardim, rasgada por vãos de verga angular, trilobada, em arco quebrado e a meio ponto; ressalta um corpo semiovalado adossado ao torreão, subindo em 2 pisos, com uma varanda com guardas em tijolo rendilhado no piso superior. Fachadas laterais, de menores dimensões, com empenas angulares, a do lado O. rasgada por janelas de verga angular, trilobada e quebrada, e por porta-janela de verga em arco abatido, com balcão assente em mísulas e guarda em ferro; a do lado E. por frestas verticais e quadrifoliares, com um corpo de um piso adossado, este cego. INTERIOR: acesso pelo torreão, dos lados do qual se dispõem os vários compartimentos: a sala de estar com tectos em madeira de um plano, com ornatos vegetalistas aplicados, também em madeira, lareira em mármore e silhar de azulejos neomouriscos; a sala de jantar *1, com tecto forrado por tela pintada com temas mitológicos e pequenas pinturas murais nos tímpanos das janelas; a cozinha e uma escada íngreme, no corpo anexo ao torreão, do lado E., fazendo a comunicação com o piso superior, com vários quartos de dormir; escadas em caracol, em madeira entalhada e verga permitem o acesso aos 2 andares do torreão. Azulejos neomouriscos e naturalistas revestem em silhar várias divisões. Instalações sanitárias no corpo de um piso anexo à sala de jantar (uma antiga estufa) e na varanda do 1º piso. CAPELA: planta longitudinal, com pequena torre sineira de planta quadrada adossada à capela-mor, cobertura em telhado de 2 águas sobre a nave, em coruchéu piramidal com águas-furtadas nas 4 águas sobre a torre. Fachada principal virada a N., com empena angular e portal de verga em arco redondo, rodeada por tijolo e encimada por painel azulejar, em azul e branco, com a representação do Calvário e a inscrição "15 / 1897 / 1ª / Senhor Jesus da Boa Esperança / 1744". INTERIOR: nave única com tecto em madeira de 3 planos, arco triunfal redondo, vedado por cancelo em ferro, dando acesso à capela-mor, mais estreita, coberta por falsa abóbada de berço; no altar-mor um retábulo com painel em tela, representando a "Ascenção de Cristo". Sobre a porta de entrada a inscrição "Maria Amélia Fialho F. Silva de Abreu e Francisco E. Solano de Abreu 1897".

Acessos

Estrada de Constância; Rua Vale de Roubam

Protecção

Inexistente

Grau

2 - imóvel ou conjunto com valor tipológico, estilístico ou histórico ou que se singulariza na massa edificada, cujos elementos estruturais e características de qualidade arquitectónica ou significado histórico deverão ser preservadas. Incluem-se neste grupo, com excepções, os objectos edificados classificados como Imóvel de Interesse Público.

Enquadramento

Periurbano, planalto, isolado. Situada à entrada da cidade de Abrantes, deita a fachada principal, antecedida por muro encimado por gradeamento com remates em ponta de lança, para uma rotunda onde entroncam as estradas vindas de Constância / Tomar e do Sardoal e o acesso à IP6; rodeada do lado S. por jardim cercado, onde estão implantadas várias construções do antigo jardim e uma capela; para lá da vedação são ainda visíveis outras construções em ruínas, que faziam parte da mata envolvente, entre elas um monumental tanque com espaldar rematado por merlões e ladeado por torrezinhas.

Descrição Complementar

 

Utilização Inicial

Residencial: casa

Utilização Actual

Assistencial: centro paroquial

Propriedade

Privada: Igreja Católica (Diocese de Portalegre - Castelo Branco)

Afectação

Sem afetação

Época Construção

Séc. 19

Arquitecto / Construtor / Autor

Desconhecido.

Cronologia

1892 - início da construção do edifício, encomendado pelo Dr. Francisco Eduardo Solano de Abreu, abastado proprietário agrícola da região, humanista e filantropo; 1897 - data de construção da capela construída no jardim, a S. do edifício, assinalada por inscrição na mesma, incorporando um painel de azulejos barroco, datado de 1744, vindo possivelmente do Convento de Nossa Senhora da Esperança em Constância e uma interessante tela seiscentista de sabor popular; 1940, c. de - a casa passa por doação para a afilhada do proprietário, Maria Amélia Baeta, que, por sua vez, a doa à Paróquia de São Vicente de Abrantes; 1996 - 1997 - obras de adaptação a centro de recuperação de tóxico-dependentes.

Dados Técnicos

Paredes autoportantes

Materiais

Estrutura em alvenaria de pedra e tijolo, rebocada e pintada de branco; molduras e remates dos telhados em tijolo; cobertura em telha cerâmica e lajes de ardósia (casa), telha cerâmica e placas metálicas na capela; mísulas em madeira sob os telhados do torreão; portas e janelas em madeira e vidro; pavimentos em madeira e materiais cerâmicos; azulejos em silhares e painéis.

Bibliografia

AAVV, Abrantes Cidade Florida, Abrantes, 1944.

Documentação Gráfica

IHRU: DGEMN/DSID; CMAbrantes (levantamento planimétrico antes das obras)

Documentação Fotográfica

IHRU: DGEMN/DSID; CMAbrantes

Documentação Administrativa

 

Intervenção Realizada

1996 / 1997 - reconstrução de rebocos, coberturas, pintura geral; construção do corpo de um piso, no local onde existia a estufa, para aí instalar sanitários; instalação de sanitários adicionais na varanda do 1º piso.

Observações

*1 - com a sala de jantar comunicava anteriormente uma estufa; *2 - nos jardins outrora recortados por veredas, riachos, tanques e grutas, adornados de mosaicos e azulejos, existiam várias capoeiras e cercados com animais variados.

Autor e Data

Isabel Mendonça 1997

Actualização

 Fonte: DGMN/Isabel Mendonça com a devida vénia para fotos, informação histórica e artística
 mn

 

notas: há erros básicos no texto de Isabel Mendonça, D.Maria Amélia Baeta nunca deu o imóvel (nem daria) à Paróquia de São Vicente, esta foi herdeira universal da senhora por testamento, feito quando a afilhada de Solano se encontrava extremamente doente. A Propriedade não é da Diocese, mas da Paróquia. 



publicado por porabrantes às 23:27 | link do post | comentar

2 comentários:
De boydabrantes a 3 de Junho de 2015 às 11:01
Boas,

Pelo que me falaram, a Dª Maria Amélia Baeta doou a casa ao conego directamente e não à Paróquia de São Vicente de Abrantes. Daí ele ter o direito de fazer o que bem entender com a casa, infelizmente...


De porabrantes a 3 de Junho de 2015 às 12:54
A herança da D.Amélia foi para a Paróquia por testamento.
Cumprimentos
MN


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