
Em 10 de Outubro de 1910, o diário madrileno ABC (monárquico e o mais vendido no país vizinho) publicou declarações do lavrador Manuel João da Rosa, vereador republicano abrantino, que acabara de ser empossado P. da Câmara sobre a implantação da República cá na terra e a situação geral do País.

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Manuel João diz que não esperavam o golpe para 5 de Outubro, mas mais tarde, Novembro. Confirma o que escreveu Martins Júnior de que em Abrantes a cúpula local do PRP não sabia de nada. Mas sabemos que havia um militar Farinha Pereira em contacto com a Carbonária, em Lisboa. Também diz que a Infantaria ( S.Domingos) não se opôs e que Artilharia (Castelo) foi mais renitente. Mas que se gritou nas suas barbas: Viva a República!.
O oficial mais graduado em S.Domingos na noite de 4 para 5 era o capitão António Maria Baptista e havia 5 oficiais republicanos duma guarnição de 30. Eram republicanos : '' Tenente Raimundo, cap. António Maria Baptista, Tenente Moreira, tenente Alpedrinha, ten. Sousa'' segundo Martins Júnior.
O oficial mais graduado no Castelo era o major Abel Hipólito, de simpatias franquistas.
Nenhum dos oficiais de S.Domingos sabia o que se passava, e estavam timoratos face à revolução, sustentou M. Júnior (Presidente Landru na República da Calábria).
Identificação do vereador entrevistado pelo ABC, agendas pessoais de MJ da Rosa para o ano 1910.
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