Quinta-feira, 22 de Outubro de 2015

(,,,)Deixem-me, então, recorrer à brutidade: a figura que o PS fez na terça-feira, primeiro pela voz do líder do PS, à saída do Palácio de Belém, e depois, à noite, na SIC e na TVI, pelas vozes de Carlos César e de Pedro Nuno Santos, é das coisas mais irresponsáveis e vergonhosas que me foram dadas a assistir na política portuguesa. Quando questionado sobre os termos do acordo, Carlos César respondeu: “Não lhe posso detalhar o acordo. Em primeiro lugar, ele não está subscrito pelos seus parceiros. E, em segundo lugar, a sua divulgação só tem interesse por ocasião da indigitação.” Está tudo doido?

Uma resposta destas merecia nova manifestação na Fonte Luminosa. António Costa tinha jurado na sexta-feira, em entrevista à TVI, que não iria chumbar um Governo da coligação se não tivesse uma alternativa. Mas, na terça-feira, embora essa alternativa não existisse nem se soubesse se iria existir, ele já estava a pedir ao Presidente da República a indigitação para liderar o país. Não há acordo, ninguém o viu, o PS acha que não tem de o mostrar, mas o Governo só pode ser dele. Confirma-se: está mesmo tudo doido.

O DN resumia o caso exemplarmente na sua manchete de ontem: “Governo à esquerda – só falta que Costa, Catarina e Jerónimo assinem acordo.” No campeonato do wishful thinking, é das melhores coisas que li até hoje. Dentro desse mesmo espírito, posso já revelar aqui o título do meu próximo artigo: “João Miguel Tavares casa-se com Monica Bellucci, Charlize Theron e Scarlett Johansson – só falta elas aceitarem”.(...)

João Miguel Tavares no Público

com a devida vénia

 

também neste diário

 

'' Esmiuçada assim a questão da legitimidade entremos no tema de fundo e abordemos o problema da factibilidade. Para que desde logo não reste a mais remota dúvida quanto à minha posição devo declarar que sou frontal e absolutamente contra a ideia de constituição de um qualquer governo assente numa hipotética maioria de esquerda. A primeira razão para que assim seja radica precisamente no carácter meramente hipotético dessa maioria. A representação binária do Parlamento configurada na oposição direita/esquerda é destituída de qualquer tipo de solidez doutrinária ou política. Senão vejamos: o que aproxima o PS dos dois partidos da extrema-esquerda em matérias tão importantes como a organização política e económica, a questão europeia, o tema da política externa, para já não falarmos de matérias que remetem para planos mais densamente doutrinários? Não é preciso ir muito longe para encontrarmos a resposta. Basta atentar nos programas eleitorais sufragados há poucos dias. O PCP, partido que ainda hoje lamenta o fim da União Soviética, permanece fiel a um modelo marxista-leninista incompatível com aquilo que eles próprios designam como uma democracia burguesa onde os direitos são meramente formais. O Bloco de Esquerda, mais heterogéneo e, por isso, mais contraditório, não deixa de advogar uma ampla estatização da economia e uma completa oposição ao presente modelo de construção europeia. Não por acaso ambas as forças políticas passaram grande parte da campanha eleitoral a atacar o Partido Socialista e o seu programa que consideravam liberal, austeritário e praticamente idêntico ao da direita. De tal forma e tão assanhadamente o fizeram que o próprio António Costa, a dada altura, lhes teve de chamar a atenção para o facto de passarem mais tempo a atacar o PS do que a atacar a direita. É claro que até ao dia 4 de Outubro ignoraram liminarmente tal reparo.(.....)

Francisco de Assis

 

mas assim será, o que une as facções partidárias díspares é apenas o cheiro que vem da gamela do poder

ma 

 

 



publicado por porabrantes às 09:14 | link do post | comentar

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