Segunda-feira, 30 de Novembro de 2015

 

Na gloriosa lista de cónegos de São Vicente deve figurar um expulso de Portugal pela espada de Nuno Álvares.

Como se chamava o patife que seguiu João I de Castela e a  filha de Leonor Telles contra o Mestre de Avis?

álvaro gil.png

Quem pedia por ele ao Papa cismático, que era o de Avinhão?

regina.png

Quem era o anti-Papa?

benedicto_xiii.jpg

um tal Luna, que se dizia Papa

Benoit XIII : Pape d'Avignon Antipape
Auteur : Henri Ségur
 Lieu d'exposition : Palais des Papes

 

Encontramos o rosto de Beatriz cujos ''direitos'' Nuno Álvares esmagou em Aljubarrota, depois de ouvir missa em S.João de Abrantes e de não por os pés em S.Vicente?

 

beatriz.jpg

é esta, a filha de Leonor Telles de Menezes

 

em português o nome do cónego era Álvaro Gil

 

mas identificar o traidor deu trabalho, foi César Olivera Serrano, que identificou o tipo que trocou ser cónego de S.Vicente por ser servo duma rainha exilada

 

 in Beatriz de Portugal. La pugna dinástica Avís-Trastámara

Biographical study of the queen Beatriz of Portugal, second wife of the castilian King John I (1379), and the portuguese-castilian relations during the XIVth and XVth centuries, with the dinastic problems between the Trastámara and Avis dinasties

 

 

 

Dê-se pois a César o que é de César, e diga-se que é fundamental lê-lo para saber dos lusos ( e dos abrantinos) que o Mestre de Avis esmagou.  

 

E vindo de Aljubarrota, veio o Mestre rezar a S.João de Abrantes e não foi a S.Vicente, as suas razões tinha

E já Álvaro Esteves e outros tinham dito ,

Nós todos concordes em um amor, deliberação, desejo, conselho e obra; em nome da santa, e indivisa Trindade, Pai, e Filho e Espírito Santo, um só Deus verdadeiro, nomeamos, elegemos, tomamos, levantamos, e recebemos no melhor, e mais abundante modo, que em direito podemos, ao sobredito D. João, mestre de Avis, como nosso rei e senhor e dos ditos reinos de Portugal e Algarve, e lhe concedemos que esse se chame rei, e que faça, e possa fazer, e mandar sobre o governo, e defesa nossa, e dos mesmos Reinos todas aquelas coisas, e cada uma delas, que tocam ao ofício de rei e que fizeram, puderam, mandaram e costumaram fazer no tal ofício os reis dos ditos reinos, que até aqui foram, e prometemos, e jurámos e fizemos homenagem que seremos bem obedientes ao dito novo rei D. João; e não iremos contra, nem diremos, nem consentiremos, que outrem o faça.

 

dissera e acrescentara

 

O que tudo suposto, nós os prelados, fidalgos, procuradores acima nomeados examinando a verdade, achámos que a dita D. Beatriz era filha de D. Leonor Teles, a qual ao tempo que o Rei D. Fernando a tomou era legitimamente casada com João Lourenço da Cunha, e casados viveram como marido, e mulher por muito tempo, o que era notório ao dito rei D. Fernando, e a todo o Reino, e por este impedimento não podia o D. Fernando haver da tal D. Leonor filhos legítimos que pudessem suceder na herança do reino, nem possuí-lo por direito hereditário, e mais forçosamente por ser também parente por afinidade da cópula, que ela houve com o dito João Lourenço da Cunha, parente do dito rei D. Fernando em grau proibido.

Sobre isto vendo nós mais como a dita D. Beatriz, tendo razão de saber em como nosso senhor o papa Urbano VI é verdadeiro pontífice, ela de sua livre vontade casou com efeito com o sobredito João Henriques primo co-irmão de seu pai o rei D. Fernando sem haver dispensa do dito Urbano, e usou de uma chamada dispensa de Roberto em outro tempo cardeal, antipapa condenado, e viveu desse tempo até o presente, tendo ao dito Roberto por verdadeiro papa, e por boa a sua dispensa; o que tudo é verdadeiro, claro, e notório em todo Portugal e Algarves, e também nos reinos de Leão e Castela.

E por esta causa, e crimes de incesto por coabitar com homem seu parente, e de cismática por obedecer ao antipapa, a dita D. Beatriz perdeu o direito, se algum tinha, à herança destes reinos, tanto pelo que dispõem o direito comum, como também em virtude das sentenças e processos apostólicos proferidos contra João Henriques e todos aqueles, que o seguem no erro do cisma, qual é a dita D. Beatriz: e também vendo nós que a referida D. Beatriz por si e os seus, entrou, e invadiu os sobreditos reinos de Portugal, e do Algarve, contrariando ao contrato de pazes entre ela, e o dito João Henriques com o rei D. Fernando, e os povos dos ditos reinos e não guardando aos mesmos povos o estabelecido no tal contrato acerca do governo do reino:

 

entre outros assina

 

Eu Álvaro Esteves, vigário perpétuo da igreja de S. João de Abrantes, autoridade Apostólica, público notário e geral e procurador acima escrito do Concelho de Abrantes a estas coisas acima escritas, especialmente chamado, e a cada uma delas, quando assim foram feitas e firmadas, e com as acima ditas testemunhas juntamente presente fui, e mim aqui em este instrumento subscrevi e nele me sinal fiz, que tal é. Álvaro Esteves, etc.

(devida vénia ao Portal da História)

s.João sec XIX.png

 

E se mais dúvidas houvesse cito (por não ter Diogo Oleiro à mão) o Sr. Oliveira Vieira: '' haver duvidas sobre a imagem, “Jorge Cardoso (1606-1669), autor do Agiologio Lusitano dos santos, e varoens illustres em virtude do Reino de Portugal, e suas conquistas…” (fig.2), a páginas 468, diz-nos: “Pelo que tornando vitorioso (Batalha de Aljubarrota), foi dar graças à dita Igreja (São João Batista), deixando nela o seu retrato (em sinal de troféu), na devota imagem do Santo, que mandou esculpir de pedra, na qual em três partes do seu diadema tem as quinas de Portugal.” (b).

 

(blogue Coisas de Abrantes, uma das poucas coisas sérias sobre a nossa Terra)

s.joao.jpg

 

mn

 

créditos:foto do anti-papa: Palácio Papal d'Avignon

                                           D.Beatriz: El Sayón

 

 

  

 



publicado por porabrantes às 19:35 | link do post | comentar

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