GENERAL ALFREDO MANSILHA ASSUNÇÃO: UM HERÓI USURPADO | O General Alfredo Mansilha Assunção foi, como Tenente de Cavalaria, o Adjunto do Comando do Capitão
Salgueiro Maia, na coluna da Escola Prática de Cavalaria vinda de Santarém, a qual fez o que se sabe, em 25ABR1974. Essa qualidade está documentada no relatório da "Operação Fim de Regime", assinado por Maia, o comandante da força. O então jovem Tenente Assunção conteve-se, com grande brio e decoro militar, quando foi esbof
...eteado pelo comandante da Força de Ordem Pública da Região Militar de Lisboa, o lamentável Brigadeiro Junqueira Reis. No telejornal RTP1 de 2520H00ABR2014, Carlos Beato, então um Alferes Miliciano de Cavalaria - que comandava o 6.º Pelotão de Atiradores da força da EPC, como subalterno do Capitão Cav. Tavares de Almeida, comandante do Esquadrão de Atiradores, do Grupo de Cavalaria a dois Esquadrões (um de Carros de Combate, o outro de Atiradores), comandado pelo Capitão Cav. F. Salgueiro Maia - apresentou-se e foi apresentado ao público como "o Adjunto do Comando" do Cap. Salgueiro Maia. O repórter até o chamou de «Imediato» (!). É uma repetição da lamentável usurpação de funções e de papel que Beato tem, aparentemente, promovido e consentido, em proveito próprio, com êxito e honrarias, perante a ignorância complacente e preguiçosa dos jornalistas que se prestam a informar erradamente o seu público. Informei desse lamentável lapso o jornalista responsável pelo TJ em apreço. Disse-me ir repor a verdade dos factos. Sendo ele um profissional qualificado, acredito que o fará - em tempo útil. O General Assunção é um militar bravo, distinto e homem de carácter. Não reclamará à RTP1 o lugar que era seu, nem expulsará Beato do cargo e função de que este se apoderou (o que acresce a responsabilização da RTP na reposição da verdade). Comandou com nobreza, extraordinária honradez militar e enorme sacrifício pessoal, o lugar mais "difícil" (fiquemos por aqui...) da GNR. Representou as Forças Armadas Portuguesas em Angola durante quatro decisivos anos. Foi o chefe do Estado-Maior das tropas da ONU em Timor-Leste. Mais fora, se a mais se acomodara. É injusto para com ele confundir a sua ação, cargo e papel essencial no êxito das forças da Cavalaria, em 25ABR1974, com a de alguém em busca de promoção pessoal e de reencarreiramento político, depois de o ter perdido. Fica a minha homenagem a Alfredo Mansilha Assunção, pelo seu carácter. Fica a minha reposição da verdade, como jornalista (fora do ativo). Fica o meu lamento pela falta de preparação e de desejo de ter relatado a verdade, de jornalistas da RTP. E fica a minha esperança de que um momento de brio profissional de um jornalista da TV pública ("um impulso jornalístico", talvez...) traga aos espectadores portugueses que a vêem, a verdade dos factos. HVC |