Sexta-feira, 6 de Fevereiro de 2015

''Cemitério modelo de Abrantes está a revelar-se um fiasco

 

Decomposição dos corpos não se processa normalmente, espaço está lotado e processo de exumações foi cancelado. Para ultrapassar os problemas, município vê-se obrigado a criar mais covais e a alterar o modelo de sepultura.

Edição de 2015-02-05

 

O cemitério de Santa Catarina, em Abrantes, apresentado como inovador com toda a pompa e circunstância, está a revelar-se um fiasco. Construído em 2005 num processo que até causou alguma polémica entre a população, por ser ao estilo americano, o cemitério, um projecto idealizado pelo ex-presidente da câmara Nelson Carvalho, já devia ter covais livres para novas sepulturas mas encontra-se em ruptura por falta de espaço. Tudo porque falhou o tempo previsto para a decomposição dos corpos e agora a Câmara de Abrantes não pode fazer exumações e vê-se obrigada a construir mais covais.

 

tumba.jpg

 

Situação caricata é que a câmara notificou familiares de defuntos para levantarem as ossadas dos seus entes queridos e só depois, quando abriram o primeiro coval, é que se verificou que os corpos não podiam ser levantados por não estarem devidamente decompostos.

Ao todo a autarquia queria exumar 159 cadáveres e os familiares tiveram de ir aos serviços da autarquia para indicar o destino que queriam dar às ossadas: colocá-las em ossários, transferi-las para outro cemitério ou serem incineradas. Depois deste trabalho todo, a câmara suspendeu o processo não se sabe bem por quanto tempo.

Segundo o vereador Manuel Jorge Valamatos (PS), já foram consultados especialistas e há várias teorias para que os corpos não se tenham decomposto no tempo previsível que é de cerca de quatro anos (metade dos sistemas tradicionais). O certo é que o sistema aeróbico - com os caixões colocados em caixas de cimento enterradas e cobertas por relva - não funciona, pelo menos naquele local. E, com isso, o regulamento feito para o cemitério está desajustado porque prevê a exumação dos corpos ao fim de quatro anos.

Em todo este processo denota-se alguma passividade. Os covais foram sendo preenchidos e, cerca de quatro anos depois de ter sido inaugurado (em 2007), o espaço estava a atingir o limite da capacidade. Entretanto, a falta de solução atempada fez com que os falecidos começassem a ser sepultados noutros cemitérios do concelho, designadamente em Alferrarede e Rossio ao Sul do Tejo. No final de 2014, decidiu-se fazer a exumação dos 159 cadáveres, operação que falhou porque não se verificou primeiro se os corpos estavam completamente decompostos.

A autarquia vê-se agora obrigada a abrir mais covais em Santa Catarina, num total de 120, com uma ideia experimentalista de misturar o sistema tradicional com o aeróbico. E, para evitar perder mais tempo, a obra vai ser feita por administração directa evitando-se assim os prazos mais ou menos longos de um concurso público.

Segundo o vereador, os terrenos são argilosos e não permitem fazer covais tradicionais. A ideia, para ver se funciona e se a decomposição não demora o tempo que está a demorar, é escavar o terreno, retirar o solo argiloso e despejar no local terras que facilitem a decomposição. Os covais vão ter paredes em betão como no primeiro sistema mas o fundo não vai ter placa de cimento para que o contacto do caixão com a terra possa acelerar a decomposição dos corpos. Manuel Jorge Valamatos quer começar as obras já neste mês de Fevereiro, para que se evite que mais defuntos vão para outros cemitérios.''

 

devida vénia ao Mirante

 

Se bem nos lembramos fomos nós que publicámos a primeira notícia sobre as pavorosas trasladações que os coveiros de Abrantes queriam fazer com o maior desprezo pelos sentimentos das famílias, 

 


publicado por porabrantes às 09:13 | link do post

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