O Dr.Álvaro Batista, arqueólogo da CMA, faz algumas observações sobre a criminosa destruição das ruínas de S.Amaro, imóvel classificado, e um dos poucos restos da Abrantes quinhentista.
E faz algumas perguntas e considerandos, que urge tratar.
Pergunta o arqueólogo se houve resposta pública à carta aberta do historiador dr. Paulo Falcão Tavares.
Não houve essa resposta.
Foi contactado por este blogue um Vereador da Oposição e mesmo assim o assunto não foi tratado em sessão camarária, como devia ser.
Mas a CMA respondeu à Tubucci e tivemos acesso a essa resposta.
Mas antes disso convém esclarecer que foi a CMA que destruiu a capela e só lá deixou o cunhal.
Isso foi no século XIX, para alargamento da rua, agora baptizada Marquês de Pombal, tendo mais tarde Diogo Oleiro (cuja família era a dona dos imóveis) oferecido a imagem do Santo à Igreja de São Vicente.

Graças ao Dr.João Nuno Alçada, neto de Diogo Oleiro, sabemos que a sua família comprou em 1871, por 30.000 réis, a D.Maria Cândida Oliveira Falcão e a João Tavares Oliveira Graco, um casarão que tinha sido capela de Santo Amaro, sito na Rua da Corredoura.
Regresso à resposta da autarquia, sobre as perguntas concretas disse isto:

Ou seja não informaram quem era o representante legal da empreiteira
Sobre a alínea c) deram uma resposta evasiva
Sobre a alínea d)


Aos considerandos da Tubucci pelas pinturas criminosas dos vândalos do Creativ Camp não foi dada resposta.
Aos considerandos da Tubucci sobre a destruição da muralha no Largo da Feira, não foi dada resposta.
Sobre o caso concreto de Santo Amaro, foram publicadas a 4/9/17 fotos da destruição e a CMA ficou muda.
A CMA sabia da intenção dos empreiteiros e não tomou as providências cautelares necessárias.
Diz o Álvaro que a CMA enviou o assunto para tribunal.
Basta isso?
Não basta, a CMA tinha o dever de embargar a obra licenciada e não o fez.
Como não embargou as obras ilegais com que o Graça das seringas deu cabo da Quinta do Vale de Roubão.
Como não o meteu num tribunal.
A política patrimonial desta gente caracteriza-se por pagar a tipos para pintarem imóveis classificados sem licença da tutela.
Por demolir muralhas históricas.
Por tentar construir torres de 40 metros em edifícios do século XVI.
Pode isto mudar?
Pode, se a sociedade civil protestar.
Se os media denunciaram a situação.
Se os partidos e agentes políticos actuarem.
Mas sei por informação da Tubucci que algum media subsidiado se recusa a publicar denúncias.
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