Giovanni Baptista Antonelli, italiano, projectou uma ponte de barcas em Abrantes que não foi avante por falta de massa e dificuldades técnicas. (1581)
Pela ponte devia passar o invasor Filipe II.
Deve ser o 1 º projecto duma ponte no Tejo em Abrantes .
Biografia do arquitecto militar e espião (como Fillippo Terzi)
Soromenho, M: «Il Portogallo nella Monarchia Iberica: i percorsi di Giovanni Battista Antonelli», en Sartor, M. (a cura di):
Omaggio agli Antonelli..., Op. cit., pp. 263-273
PS-
Pedem-nos para esclarecer o Silva que Gianbattista Antonelli não era de Nápoles, mas da Emilia-Romagna, mais exactamente de Gatteo de Romagna.

Um pálio italiano para receber Carlos V
''Su Mg. entró en esta villa de Ábranles el viernes diez de éste y hasta aquí parece que como tengo dicho han hecho algunos regocijos y fiestas á su Mg. estos portugueses y en esta jornada ha habido cuatro lugares adonde han recibido á su Md. con palio. Aunque D. Diego de Córdoba no hará muchos censos con el valor de ellos, porque todos son muy ruines. Si Dios me deja ver á V. md. con salud tendré bien que contarle para muchos días de las cosas que en este jornada nos han acaecido y acaecerán que ahora comenzamos. Dicese por muy cierto saldrá de aqui su Mg. el Juebes XVI de éste para Tornar adonde tendrála semana Santa y la octava de Pascua, y dicen que Lisboa va mejorando de la enfermedad contagiosa que en ella había y si así es se tiene por muy cierto que su Mg. se irá á tener las cortes á ella, pasada la pascua y esto se publica mucho y por cierto como se cree lo será. Si Lisboa estubiere buena donde no tendrá las corles en Tomar, plega ios de ordenarlo todo como más convenga á su Santo servicio y al bien y quietud de este reino (...)''
Carta de Gaspar de los Arcos a Pedro de Morlanes, ''criado'' de Filipe II
Abrantes, Março de 1581
pub por J
Ou seja os abrantinos receberam com um pálio ''muito ruim'' o Conquistador.
Pode o progagandista dos invasores dizer que o pálio abrantino era de primeira, os cortesãos de Filipe II diziam que era ''muito ruim'' .
mn
Sofonisba Anguissola, Museu do Prado
Em 21 de Maio de 1527, há exactamente 493 anos, nascia Filipe II, que conquistaria manu militari Portugal.
Antes de ir celebrar Cortes a Tomar passou por Abrantes e demorou-se alguns dias. Chegou a 10 de Março



Segundo o cronista espanhol, Isidro Velazquez (Salmantino), que escreve na época, Abrantes teria sido centro de actividades conspiratórias de D.António I, o monarca deposto, pela invasão estrangeira.
Era um resto de cavalaria
quantos ao certo não sei
o que sobrou de Alcácer-Quibir
um resto
por seu reino e por seu rei.
Dois flancos dois frágeis terríveis flancos.
À primeira investida
levaram de vencida os invasores
era um resto de cavalaria
e povo mal armado.
Então o Duque de Alba carregou
trazia o exército mais forte da Europa
contra o que de nós ainda restava
cavaleiros sem cavalo
lavradores taberneiros sapateiros
fanqueiros mendigos chulos
putas
facas ancinhos foices pedras mãos
palavras palavrões
a língua portuguesa
o corpo e a alma
Alcântara e depois
Lisboa bairro a bairro rua a rua
por seu reino e por seu rei
quantos ao certo não sei
defendiam uma bandeira rota
além da morte além do fim.
Quando é assim
não há derrota.''

(1583)
Diz ainda que se alojou o Áustria, no castelo, no Paço que teria sido de D.Manuel I, coisa que parece desmentir a tradição popular duns Paços Reais que teriam existido na R.Manuel Constâncio, a par da Raimundo Soares.

Segundo algum autor teria havido recepção na Câmara, até agora não vimos evidência documental disso. E sem documentos, o que há são conjecturas. O mesmo indíviduo diz que um traidor, um Almeida, teve ''a dita'' de alojar o soberano espanhol. Deve ser a mesma ''dita'', que possuía a obscura fila da ''gente da governança'' que foi a beijar mão ao Conquistador.
Como algum diplomata castelhano disse, Filipe, além de os ter conquistado, também os tinha comprado. Em breve iriam a Tomar, receber as mercês que eram a paga da traição a D.António.
mn
Créditos:devida vénia
Manuel Alegre: Fala de Alcântara e depois
BN de Portugal (livro) e Chateau de Versailles (imagem d'El Rei Dom António I )

O Arcebispo de Lisboa e Inquisidor geral, D.Jorge de Almeida, pertencia à linhagem abrantina dos Almeidas, que em geral se bandeou pelo usurpador Filipe II, um Rei estrangeiro.
Em 1581, D.António, o Rei eleito pelas Cortes, entrou na capital do seu reino, entre as aclamações do povo alfacinha. Lisboa era a capital também do apoio ao monarca legítimo.
O Dom Arcebispo fugiu para Alhandra.Era um dos Governadores do Reino, deixados por D.Henrique.
Com isso evitou a repetição da cena da crise de 1383-1385, quando o ordinário de Lisboa, foi atirado do alto da torre da Sé, pelos homens do Mestre de Avis.

Debaixo dum pálio, entrou D.António, na Sé, recebido por D.Manuel de Almada , Bispo-Chantre que assim se associou à aclamação do novo Príncipe, que também foi jurar à Câmara de Lisboa, as Liberdades do Reino.
Já que se fala de abrantinos, era filho o Prior, do Infante D.Luís, aqui nascido, e duma mulher de ''nação'', ou seja judia.
Como o fora o Mestre, D.João I, filho doutra judia.
Era o Arcebispo claramente um traidor e um vendido a Filipe II?
Dentro do Episcopado foi um ardente defensor da legitimidade do filho da Imperatriz Isabel?
Não era um homem prudente, que inclusive tinha recusado a Púrpura cardinalícia, que lhe oferecera o Embaixador do Rei espanhol, em troca que tomasse partido prévio contra D.António.
Destas relações com Cristovão de Moura, há uma curiosa carta em que o diplomata pede ao Arcebispo, que condene um pregador que dissera que quem morresse matando castelhanos, merecia o céu.
Durante os dias da revolução lisboeta, foi intermediário entre D.António e o Duque de Alba, para tentar uma negociação.
Parece que tentou até ao fim um acordo entre D.António e Filipe II, mas dada a evolução da crise, acabaria por em Tomar votar o reconhecimento da realeza do Habsburgo.
Que nele manteve alguma desconfiança e que nunca o fez Cardeal.
mn
Federico Palomo, Para el sosiego y quietud del reino. En torno a Felipe II, y el poder eclesiástico en el Portugal en finales del siglo XVI ... - Hispania - XIV, CSIC, Madrid (2004)
José Pedro Paiva, Bishops and Politics: The Portuguese Episcopacy During the Dinasty Crise of 1580, JPH, vol IV,Brown University (2006)
Ana Isabel López-Salazar Codes, Inquisición y Politíca, El Gobierno del Santo Ofício en el Portugal de Los Austrias, 1578-1653, Universidade Católica Portuguesa, 2011
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