Em 1882 um crime encheu as páginas dos jornais. Mataram uma rapariga da Barquinha e o suspeito era da Parrada,o Joaquim Morgado
Mas o ''verdadeiro criminoso'' conseguiu desfazer as suspeitas que recaíam sobre ele.
O Diário Ilustrado e a polícia estavam a avançar depressa demais, no dia seguinte o jornal ilibava o abrantino.
Tudo isto leva a comentar que lá porque o Morgado desse umas sovas na companheira, isso não o transformava automaticamente num assassino.
Quando hoje há a tendência de condenar automaticamente qualquer ''acusado'' de violência doméstica, sem discernir quais são os motivos que levam a ''ofendida'' a apresentar queixa, muitas vezes está-se a acusar gente inocente, às vezes acusada por reles motivos.
O Morgado fora falsamente acusado de assassinato por uma tipa com a cabeça perdida por ciúmes.
mn
D.Ilustrado 1882
Ficamos a saber como era uma jornada típica das eleições do rotativismo monárquico. Também ficamos a saber que João José Soares Mendes era regenerador. Magnífica a adesão '' espontânea'' do clero à campanha do chefe político abrantino. É das primeiras campanhas do Avellar, ainda era capitão. Outro dia especulou-se aqui acerca do presumível envolvimento do Avellar na prisão do Presidente do Mação, pelo famoso juiz transmontano Abílio de Sá. Um exame de alguma documentação permitiu saber que o Avellar também foi vítima das façanhas do Abílio. Hipótese descartada portanto....
A prosa do jornal é naturalmente favorável ao Avellar, o jornal era regenerador.
ma
Um dos empregos políticos do General Avellar Machado foi o de Comissário Régio na Companhia de Moçambique. Explica-se aqui o que era a Companhia
Segue carta (há muitas) do Senhor General ao Marquês de Fontes Pereira de Mello, Administrador Delegado da Companhia
Convém dizer que o Marquês não é o António Maria F.P. de Melo, que Bordalo homenageou dando o seu nome a uma revista satírica. É um familiar. O António Maria recusou qualquer título nobiliárquico.
Terá ido o abrantino alguma vez a África ou ficou-se pelos escritórios da companhia majestática, que eram na Rua do Alecrim?
Já aqui isto se referira, mas encontrou-se agora as cartas.
Curiosamente o irmão dele, o tenente da armada Joaquim Pimenta do Avellar Machado, morreu-lhe nos braços, jovem, depois duma doença contraída em Benguela, onde fora um Governador polémico.
Morreu em 29 de Outubro de 1892
Diário Ilustrado
Tenho ideia que o fado africano da família prosseguiu no século XX com mais algum familiar que, também militar, morreu cedo nas partes d'Além.
ma
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