Sábado, 04.01.20

A lei de separação do Estado e da Igreja retirou ao clero o controle das populações das aldeias, onde o sentimento religioso era mais forte.

A retirada aos párocos do poder de controlar os nascimentos e casamentos e a promoção do casamento civil e do registo civil, implicou criar nas aldeias representantes da República que fizessem esse trabalho e ''evangelizassem'' o bom povo.

Logo em 20 de Abril de 1911 são nomeados para várias aldeias abrantinas, os novos encarregados dessa missão, entregue na sede do concelho a Diogo Oleiro.

Foram:

rt

mn

     



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Sexta-feira, 13.12.19

alvega 1

alvega 2

alvega igreja

Protesto do Padre João dos Santos contra o confisco dos bens da Paróquia de Alvega feito pelo Justo da Paixão e camarilha.

O mais violento protesto feito no concelho.

'(...)''bens que por direito divino e humano, só aos católicos pertencem, pois foram eles e só eles, que com a sua fé acompanhada de esmolas, que construiram este templo e compraram todas as alfaias, para os actos de culto (...)''    

Era 1911

A Igreja foi devolvida, mas a capela da Concavada foi vendida à família Paula de Matos, que a restaurou.

mn 

igreja: all about Portugal com a devida vénia 


tags: ,

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Domingo, 27.10.19

padre alpalhão

O Padre Alpalhão protesta, enquanto sacerdote, pároco e ''democrata sincero '' contra o saque dos bens da Igreja na Aldeia do Mato que paroquiava.

Alpalhão  fora objecto de homenagem pública, nesse ano, no D.Governo, por ceder uma casa para fazer uma Escola no Cabeço das Mós.

O Padre é certeiro no protesto, a ''verdeira democracia implica a liberdade religiosa''.

Ou seja era mais democrata que Ramiro Guedes e a restante cúpula do PRP local e já agora dos facínoras caça-padres das aldeias.

Mesmo assim o bravo Justo da Paixão, que segundo Candeias Silva era proveniente da roda, (devem ser críticas políticas à moda do Valente da Pera) e os boçais democratas locais  perseguiram-no com denodo.

Ou seja a formiga branca local eram mais republicana, que o António José de Almeida, o inigualável tribuno, que assinara o elogio.

Outro dia, a caça ao padre de Alvega.

ma

 



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Sexta-feira, 05.10.18

 

jos´maria pereira

Foi deputado à Constituinte de 1911.  Militou depois no Partido Unionista de Brito Camacho.  Foi senador durante a República.  Deu especial atenção ao associativismo abrantino, designadamente ao Montepio Soares Mendes.

Era natural de Abrantes, de família pobre e graças ao seu esforço tinha nas vésperas da República, uma posição destacada na Companhia de Tabacos.

Biografia a desenvolver quando houver mais tempo.

Mas já agora deixemo-lo fuzilar Afonso Costa:

AFONSO_COSTA

 

(...) ''No ano da graça de 1916-1917, quando o país se encontra na miséria, quando se verifica que há falta de pão, que há fome, nós verificamos este caso extravagante do Sr. Ministro das Finanças apresentar ao Parlamento um superavit, ou no dizer de S. Ex.a, visto que o termo já vai estando desacreditado, um excesso de receitas sobre as despesas!

Eu não quero proferir a frase que está no meu espírito, para não faltar ao respeito que devo à Câmara, mas isto não passa duma mistificação e dum insulto atirado à miséria pública.

Nós verificamos a miséria em que todos se debatem, estamos comendo um pão detestável, e em alguns pontos da cidade já se fez sentir a falta dele, o que originou várias colisões entre o povo e a polícia; nós vemos, pelo que respeita ao decreto da iluminação, que se tem levantado protestos por parte de todos; nós vemos que todos esses problemas que afectam a economia pública estão por solucionar por parte do Governo, e é neste' momento que o Sr. Ministro das Finanças apresenta um Orçamento, que não discuto, porque não está em discussão, apresentando um saldo positivo de 50 e tantos contos.

Sr. Presidente: eu não me quero alongar em mais considerações, pois muito mais teria a dizer, mas careço estudar detalhadamente os motivos que determinaram estes gastos com despesas de guerra.

Careço de saber detalhadamente as razões desta venda.

Não tenho dúvida que os contribuintes estão dispostos a fazer todos os sacrifícios, mas é bom considerar as circunstâncias angustiosas em que eles se encontram'' (...)

 30 de Janeiro de 1917

mn

bibliografia: artigo de Diogo Oleiro

postal da época da República

caricatura via Almanaque Republicano

discurso: ortografia da época



publicado por porabrantes às 07:48 | link do post | comentar

Sábado, 18.08.18

jose maria pereira

in ''As Constituintes de 1911 e os seus Deputados'', Lisboa,  1911, obra que saiu com  autoria de ''um oficial da secretaria do Parlamento'' 

 

Anote-se a sua contratação para a Companhia de Tabacos pelo escritor Oliveira Martins, que politicamente defendeu um regime ditatorial como único remédio para os males que afligiam Portugal em finais do século XIX.

 

ver também aqui

 

ma 

 



publicado por porabrantes às 20:45 | link do post | comentar

Domingo, 13.05.18

padre gonçalves s.joao 1

padre gonçalves s.joao 2

Protesto do coadjutor e pároco de S.João de Abrantes, a 29 de Agosto de 1911, contra o confisco dos bens da paróquia por parte das autoridades republicanas, chefiadas por Justo da Paixão.

Assina o Padre Joaquim José Gonçalves e diz que ''cede à força'' ( esqueceu-se de acrescentar ''bruta'')  e protesta em nome da Liberdade Religiosa.

s.joao amadeu bento

foto Amadeu Bento com a devida vénia

 mn

 

 



publicado por porabrantes às 22:28 | link do post | comentar

Sábado, 31.03.18

protesto padre rossio.png

O Rev. Padre Ricardo Andrade Largo protesta por violarem as Leis da Igreja e porque protestar é um direito de todo o cidadão, como diz o sacerdote, contra o arrolamento e saque dos bens da Paróquia de que era titular, que a República jacobina mandara fazer, enviando como delegado o Justo da Paixão, afamado proprietário local

Omito o que diziam as gazetas sobre a origem do Justo.

20334151_wjye9.jpg

Lamentamos não ter a foto do Padre Ricardo Largo, homem valente que resistiu ao roubo, obedecendo ao seu Bispo e à sua consciência de homem livre.

Houve colegas que se venderam, sendo famoso o Padre das Mouriscas.

Quanto ao Justo agiu como um facínora, não respeitando a primeira das liberdades, a de consciência.

Talvez um dia encontremos a foto do resistente.

Só uma curiosidade o espólio de ouro da Igreja do Rocio......era muito superior ao da Paróquia de S.Vicente, que incluía essa Igreja, Santa Maria do Castelo, S.Pedro as capelas de S.Pedro, Necessidades, S.Lourenço   etc.

mn



publicado por porabrantes às 16:11 | link do post | comentar

Domingo, 05.02.17

1911.png

Maria Lucília Brito de Moura, A Guerra Religiosa na 1º República, 2ª ed aumentada,

Univerdade Católica, Lisboa 2010

 

bispo portalegre.jpg

 

D.António Moutinho ia em fato talar e de comboio. Chegou ao Entroncamento e uma mulher gritou, diz a Autora ,  ''Olha um jesuíta'' e preparam-se para o justiçar.

Como se atrevia o dignatário católico a desafiar a consciência revolucionária do bom povo?

Que teria sucedido ao senhor na Estação de Abrantes?

Estaria lá, o Martins Júnior?

O livro fala também de Abrantes.

Será desnecessário dizer que este conceito canalhesco da liberdade religiosa deixava um bocadinho a desejar, mas foi a pauta do comportamento do regime  quase até ao consulado de Sidónio Pais.

mn

raptámos o recorte da Ilustração ao blogue Memórias Virtuais

  

 

 



publicado por porabrantes às 17:57 | link do post | comentar

Quarta-feira, 05.10.16

arrolamento do pego 2.png

Arrolamento dos bens da Igreja de Santa Luzia e paróquia do Pego, feito pelo distinto republicano Justo Rosa da Paixão (1911)-extracto

jusro paixao 2.jpg

justo da paixão album republicano.jpg

Que escreveu o republicano Valente sobre isto? 

ma 



publicado por porabrantes às 13:42 | link do post | comentar

Terça-feira, 12.04.16

diogo oleiro 1911.png

Era Março de 1911.

O jovem militante republicano Diogo Oleiro era nomeado para o lugar de ajudante do oficial do registo civil de Abrantes.

A generalização do registo civil tinha sido estendida a todo país pelas leis de Afonso Costa. Até 5 de Outubro de 1910 essas funções eram desempenhadas pelos párocos para toda a população católica (já havia um registo civil que abarcava apenas quem não fosse católico, uma ínfima minoria no país. Em Abrantes, contudo havia uma pequena população protestante).

O Registo Civil obrigatório roubava uma grande fonte de receita aos párocos, que cobravam grossos emolumentos por passagens de certidões e outras burocracias relacionadas com os actos relacionados com este âmbito.

Foi nesta época que os livros de assentos de baptizados (etc) passaram das Igrejas para as Conservatórias.

Lá se ia a principal fonte de receita do padre Raposo e dos outros colegas. Tinham razão para estarem chateados.

ma



publicado por porabrantes às 09:35 | link do post | comentar

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