Segunda-feira, 29.07.19

jana opina

Director Adjunto  da Zahara só consegue ver obras abrantinas a partir de  1963....

Solano de Abreu publicou Amorosos (Galeria Provinciana) em 1904. A imprensa de Lisboa deu por isso. O ''Occidente'' dedicou uma página ao livro. Depois mais obra de ficção e algum teatro. E um livro técnico sobre manteiga. 

amorosos

.

A literatura abrantina só começou em 1963.!!!! É de desatar a rir.

cdf

''O dr. Consciência foi o único a reunir as suas crónicas na Imprensa.''' (sic) Não foi ele, foi a redacção do Ribatejo que o fez, segundo declarações do próprio.

Em 1932, o Sadi-Azor (pseudónimo dum político local) editava ''Perfis'', onde reunia os seus versos humorísticos, dispersos pelos jornais locais.

perfis

sadi azor

E há mais alguns, Jorge Moura Neves Fernandes, com a ''Tribuna da Semana'' (crónicas de Manuel Viterbo no Jornal de Abrantes, onde fuzilava possidónios e ignorantes), o capitão Andrade que editou o que publicara no ''Correio de Abrantes'', nos ''Estudos de Castelo Branco''.

O Fernando Velez, que escrevia mal, reuniu as suas crónicas em ''Poeiras do Passado'', com prefácio do dr. José Amaral. Também foram publicadas inicialmente no JA.

E são das fontes mais importantes para os anos 50-60.

Vale a pena continuar?

Se o que escreveu a poetisa Maria Piedade Anselmo é literatura, até os anúncios das penhoras na Imprensa local são literatura.

Já agora:  quem escreveu ''Rol de todos os filhos da puta reviralhistas do concelho'', que estava para ser revisto  por Eurico Consciência????

Boa literatura são as peças forenses deste Advogado.

Finalmente todos os abrantinos que demandaram a capital e escreveram, não fazem parte da literatura abrantina pró homem....

Botto, a glória local e um dos poetas preferidos de Pessoa, não faz parte da literatura abrantina, quem faz é a poetisa Anselmo, que dedicava versos ao cónego burlão e  à cacique..

mn

 

 

 

 



publicado por porabrantes às 11:56 | link do post | comentar

Segunda-feira, 14.08.17

A Sara Morgado e o Eduardo Campos assinaram a História de Abrantes aos quadradinhos

 

Mas antes dela (que fez a bonecada) já o talentoso Baptista Mendes

 

baptista mendes.jpg

assinara em 1963 a história aos quadradinhos ''A  tomada de Abrantes'', 1963, Camarada (2ª série) #7/6º''

 

Foto e informação: Bedeteca Portugal

 

Baptista Mendes também escreveu (antes do Candeias) e desenhou outra história de sabor abrantino: D. Francisco de Almeida, 1963, Camarada (2ª série) #22/6º

 

Vamos reler a obra dele no ''Cavaleiro Andante''

 

Para encontrar as histórias de 1963 teremos de ir à Biblioteca Nacional .

 

ma 



publicado por porabrantes às 23:04 | link do post | comentar

Domingo, 09.10.16

O Sr.  José João Marques Pais tem vindo a fazer uma excelente descrição da vida política de Alpiarça durante o fascismo. Designadamente no livro '' “Gente de Outro Ver”. Actividade Política em Alpiarça desde as Invasões Francesas até Abril de 1974, Alpiarça, 2005''.

Num post no Jornal Alpiarcense, em 2013, desvenda como uma denúncia vinda do RI-2 de Abrantes, levou a PIDE a Alpiarça e a uma onda de prisões.

Trancrevo a parte abrantina, com a dita vénia:

'' (...)

Na origem desta investida da polícia política estiveram dois telefonemas recebidos no dia 16 de Agosto na sede da PIDE. O primeiro vinha do Regimento de Infantaria 2 de Abrantes e comunicava que nesse dia, pelas 22 horas, se evadira das cadeias do quartel o soldado João Carvalho Pereira, natural de Alpiarça, que se encontrava preso por ter sido considerado desertor. De facto, saíra ilegalmente do país no mês de Junho, quando soube que fora mobilizado para embarcar no dia 17 de Agosto para o Ultramar. João Carvalho Pereira tivera azar na sua fuga. Na sua passagem pelo país vizinho foi preso e entregue às autoridades portuguesas em Vilar Formoso, que por sua vez o entregaram no quartel de Abrantes. Fugira agora, de novo, do quartel em Abrantes.(...)''

Na rusga da PIDE cairam entre outros o Malaquias Abalada e o Álvaro Brasileiro.

Quem eram os bufos militares no RI-2?

ri 2 abrantes - copia.jpg

Ficamos a saber também que os militares do RI-2 tinham as enxovias ao serviço do fascismo.

A extinção da unidade fez desaparecer da net os dados sobre quem era o comandante em 1963. Mas iremos saber, descansem, quem era o coronel que se cobriu de vergonha colaborando com a PIDE. O coronel e os subordinados.

É só dar uma voltinha pelo Arquivo Histórico Militar.

mn     

um dos pides era o Mortágua



publicado por porabrantes às 23:09 | link do post | comentar

Segunda-feira, 20.06.16

'' (...)

 

Hoje, sentindo-me deprimido pela vida de Lisboa, e sabendo que no fim-de-semana não estaria cá ninguém, decidi fugir. Necessitava de ar fresco, ansiava por me encontrar na solidão do campo, cercado pela floresta (Portugal tem belas florestas) e pelo som da água a correr. Consultei um amigo de confiança, que me aconselhou a ir a Abrantes, cerca de 100 milhas acima do Tejo. Mas, pobre de mim, um português «de confiança» é coisa que não existe. Os portugueses, à semelhança dos persas, acreditam que é sempre melhor dizerem-te o que julgam que gostarás de ouvir, seja ou não verdade. É uma coisa que está sempre a acontecer-me. Ainda esta manhã, nada menos do que quatro portugueses garantiram-me que estava no comboio certo; felizmente, não foram capazes de me convencer, porque a carruagem ia na direcção oposta à que eu queria. É algo que está sempre a acontecer. Quanto a Abrantes, quando lá cheguei, após uma jornada de um tédio infinito (os comboios portugueses são inacreditavelmente lentos), tendo esperado encontrar uma pousada maravilhosa, situada nalgum castelo antigo, ensombrada por eucaliptos e na frescura de uma ribeira próxima, deparei com uma pavorosa casa à beira da estrada, situada na curva de uma rotunda constantemente atravessada por camiões, sem jardim algum, a comida horrível, um serviço péssimo, e música enlatada a troar pelo edifício inteiro.(...)

devida vénia ao Malomil

 

Hugh Trevor-Roper

 

1963, duma carta dum dos maiores Historiadores britânicos, datada de 1963, pela descrição deve ter estado alojado na Pousada do Castelo de Bode

hotel-pousada-de-sao-pedro-castelo-de-bode-001.jpg

foto duma agência turística

 

ver aqui história recente da Pousada

 

os ingleses são críticos implacáveis dos países ''exóticos'' que visitam, vejam-se as ácidas memórias dos oficiais que serviram em Portugal com Wellington.

ma 



publicado por porabrantes às 13:47 | link do post | comentar

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