Sexta-feira, 19.07.19

álvaro branco

Álvaro Branco, do Tramagal, promete greve dos metalúrgicos, a 24 de Setembro de 1975. A 25, o golpista e Vereador comunista Campante é preso, distribuindo G-3.

ver aqui o discurso

Sobre isto disse um tramagalense:

mdf golpe

Rogamos à Lígia que mande lá meter numa lápide o nome dos golpistas soviéticos.

Há mais um comentário dum golpista, era um dos que ganhou um prémio antes do 25 de Abril, fazendo uma poesia sobre os valorosos soldados que combatiam contra os africanos insubmissos.

Angola é nossa!

ma 


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Quinta-feira, 11.07.19

O doutor Constantino Pissarra (1) faz aqui uma estatística da violência durante a Reforma Agrária, no Distrito de Santarém.

pissara

Fico surpreendido com a ausência de menção aos gravíssimos acontecimentos de 6 de Novembro de 1975, na capital do distrito, onde houve 2 mortos.

Compulso a página da CAP e lá está a menção.

Nesse dia  mataram Francisco Teixeira, duma família de lavradores de Coruche.

E o doutor Pissarra não dá por ela.

Usou o Diário de Lisboa como fonte e de facto o jornal, ao tempo correia de transmissão do PCP, não menciona o assassinato.

No Público, porque não há outros jornais on-line da época sem ser o DL, o jornalista Manuel Carvalho, autor de boas obras sobre o Prec, relata os acontecimentos.

carvalho

Carvalho ouve o eng. Andrade da CAP e o dirigente do PCP, António Gervásio.

O Doutor Pissarra para fazer a estatística não podia confiar numa só fonte, especialmente numa tão parcial.

Ao fazê-lo omitiu a data mais trágica e violenta do processo da reforma agrária neste distrito. Ponto Final.

Vai isto dedicado aos lavradores abrantinos que estiveram na jornada de Santarém, parte dos quais já partiram.

Uma jornada épica na luta contra o golpismo comunista.

ma

 

 

(1) A violência política em torno da reforma agrária, 1975-1976

   



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Sexta-feira, 22.02.19

lourdes

Apontamentos tomados pela Ministra Lourdes Pintasilgo no Conselho de Ministros de Maio de 1975, depois do assalto do Copcon à sede do MRPP e da prisão de 400 militantes do movimento maoista, entre eles o caro amigo Rui Bastos.

ma

devida vénia ao Arquivo Pintasilgo

 



publicado por porabrantes às 21:49 | link do post | comentar

Domingo, 13.01.19

Na história da MDF faltava este subsídio, como o cap. Costa Martins, exilado em Angola, depois de derrotado no 25 de Novembro de 1975, se dedicou ao negócio de importar Berliets para as Fapla, com ajuda de José Eduardo dos Santos e a alegada conivência de Eanes.

 

'' (...) No sector da indústria, promoveu-se o desenvolvimento de um polo, inicialmente através da "Tramagal", e conseguiu-se ainda impedir que as Berliers portuguesas fossem vendidas a Angola, pela França, como estava a ser preparado, e cujo transporte iria ser feito pela Marinha Mercante grega.As berliers acabaram por ser vendidas a Angola, directamente por Portugal, e foram transportadas pela Marinha Mercante portuguesa, apesar das tremendas manobras de boicote desenvolvidas em Portugal, que tiveram de ser vencidas, tendo o então Presidente Português Ramalho Eanes contribuído para a solução, pelo que não quero deixar de referir essa sua meritória actuação (...)''

 

Costa Martins artigo no Público em 29 de Abril de 2002

 

mn

 



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Sábado, 03.11.18

wm

O golpista Costa Martins (no 25 de Novembro) quando era pau-mandado do dr.Cunhal resolveu tratar o problema da MDF através dum telefonema, era 22 de Janeiro de 1975 e os gonçalvistas queriam decretar o fim da liberdade sindical:

 

wwww

in Unicidade sindical combate o "ventre mole da Revolução"

in Público, com a devida vénia  

mn



publicado por porabrantes às 15:49 | link do post | comentar

Domingo, 02.09.18

D.Aurélio Granada Escudeiro, que pretendia ser descendente dos antigos reis mouros de Granada, daí o seu apelido, desempenhou vários cargos na Diocese, até que uma sólida preparação académica, o levou para mais altos voos.

AURÉLIO

Açoriano Oriental com a devida vénia

Foi assistente nacional da Acção Católica, onde confraternizou com Lourdes Pintasilgo.

Foi pároco do Mação e Alvega e boss do jornal da Diocese, ''A Reconquista''.

Para uns tinha espírito social (ver a obra do Cónego Geraldes Freire), chegando a ter problemas com a Ditadura, para outros era um truculento reaccionário, despertando mesmo anti-corpos no PSD de Mota Amaral.

Bispo auxiliar  de Angra sentiu na pele o levantamento anti-gonçalvista de Ponta Delgada, onde o povo expulsou das Ilhas, o Governador Civil de Ponta Delgada, D.António Borges Coutinho, filho do Marquês da Praia e Monforte, por ser comunista (1975).

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Os insurrectos estavam em parte manipulados pelos separatistas da FLA e pela CIA.

Além do afastamento do aristocrata vermelho, um grande latifundiário de S.Miguel, conotado desde sempre com a Oposição ao fascismo, também se pediu a deportação dos padres ''comunistas''.

D.Aurélio fez a vontade aos tipos.

Teve um papel destacado na reconstrução de Angra, destruída por um sismo.

Acabou condecorado por Carlos César, que tinha sido uma das vítimas da agitação reaccionária e golpista em 1975.

Lamentamos que a Ana Soares Mendes ou o Cónego Graça nunca tenham explicado aos leitores da ''Nova Aliança'' o papel do ex-pároco de Alvega, na luta contra o bolchevismo eclesial.

mn

 

foto de D.António, Anti-Fascistas da Resistência



publicado por porabrantes às 20:19 | link do post | comentar

Domingo, 01.07.18

''Retorno maciço dos portugueses do Ultramar. Na aflição da fuga, até de barco de pesca vieram muitos, a ponto de alguém dizer que fomos descobrir o mundo de caravela e regressámos dele de traineiras. A fanfarronice de uns, a incapacidade de outros e a irresponsabilidade de todos deu este resultado: o fim sem grandeza de uma aventura. Metade de Portugal a ser remorso da outra metade. Os judeus da diáspora ansiavam por regressar a Canaan. Povo messânico também mas de sentido exógeno, para nós o regresso é o exílio. A nossa Terra Prometida estava fora de Portugal. --- MIGUEL TORGA, Diário XII, 3ª edição revista''

 

 

Qual foi o impacto dos refugiados do Ultramar na demografia abrantina?

Não sei, e seria curioso estudá-lo. Mas sabemos qual foi o impacto nos concelhos vizinhos.

No Mação os retornados eram em 1975- 4,7% da população, em Vila de Rei 3,6%, na Sertã 4,9%, em Vila de Rei 3, 5%, e em Proença-a-Nova 4,6%.

Podemos pensar que em Abrantes em 1975 talvez 2 a 3% da população fosse composta por refugiados de África.

Que políticas públicas autárquicas foram desenhadas então para os receber?

Francamente não me lembro de nenhuma.

Deve ser como agora, onde a cacique, insolidária como uma chauvinista barata, diz que não recebe nenhum, porque não há casas de habitação social.

Se não há, é porque o seu partido quase não fez habitação social.

Há um texto terrível do António José Saraiva de 1975 sobre a forma como Portugal recebeu os ''retornados'' e outro dia, um retornado, o Humberto Lopes, evocava, numa crónica, a forma de hostilidade surda, com que os bem pensantes do PREC viam os refugiados do Ultramar.

O Artur Catarino, do Mação, estudou em Abrantes, fundou uma empresa a ''Bomsuíno'', em Lourenço Marques, um sítio cujo nome dizia Gylberto Freire, lembrava um ‘’empório de secos e molhados’’ e não uma capital, e como muitos outros chegou cá sem nada. Aqui conta a sua história.

O ex- Vereador comunista Manuel Lopes conta-nos a história da ameaça aos retornados nesta terra: 

(...)  ''Na memória também a ocupação “que não chegou a ser” do colégio La Salle após a retirada dos frades. Nos primeiros dias de setembro de 1975 “soubemos que dois mil retornados iriam ser colocados nas instalações. Ora o Liceu estava a rebentar pelas costuras e pensámos: cabe lá é dois mil alunos. Falámos com os administradores do Colégio no sentido de arrendar ao Estado se não concordassem seria pela força. Estava preparado um piquete militar para ocupar” o Colégio. Não foi necessário. O contrato de arrendamento aconteceu em 1979, a revolução foi tomando outro rumo e encerrou-se a ditadura. “Esperemos que não volte”.''(...)

O primeiro comentário é o seguinte, tem o Lopes uma memória exacta do que se passou e isto é verdade, ou já fraqueja da dita?

Porque se as coisas se passaram assim, recusaram receber dois mil refugiados de África e ameaçaram com um bando de salafrários armados, que de soldados pouco tinham, para se oporem a uma ordem do IARN, o organismo oficial que se ocupava dos retornados e recusarem a solidariedade para com portugueses, vítimas da traição, do saque, da cobardia.

 

Usar bandos armados para roubar, usou o PCP, manipulando tropas, na Reforma Agrária, conta por exemplo António Barreto, e as tropas de Abrantes em 1975 eram isso, um bando armado, manipulado pelos SUV.

Não há volta a dar-lhe, se as coisas foram assim, pode o Lopes assumir que agiu com o mesmo garbo que os fascistas que andam pela Europa a ameaçar emigrantes, com candidatos a Duce ,como o Salvini, que agita a Itália.

 

Com o agravante que o Lopes não queria acolher portugueses e diz que prepararam uma milícia para os afugentar.

 

A milícia foi destroçada a 25 de Novembro por soldados de Portugal. O amigo do Lopes, o Vereador Campante foi apanhado com as G-3 na mão e foi despachado para Caxias. Infelizmente ficou lá pouco tempo, porque isto é terra onde a Justiça é muitas vezes palavra vã.

mn

   

     

 

 

 



publicado por porabrantes às 22:06 | link do post | comentar

Podemos confiar na memória, ou ela prega-nos partidas?

Para escrever o que vai sair sobre o acolhimento a refugiados em Abrantes, procuro na net e vejo esta entrevista do Mário Pissarra, que vou guardar.

A entrevista é de 2016 e contradiz esta versão do ex-Vereador comunista Manuel Dias, de 2018.

Como conheci pessoalmente o que se passou, anoto um lapso evidente no que diz o Dr. Pissarra, afirma que negociou com a Iniciativas de Abrantes, LDA as questões do La Salle.

Impossível, a Iniciativas era em 1974-1975 apenas dona (como agora, por muito que isso desagrade à  cacique) do Teatro S.Pedro.

O edifício do colégio era propriedade da Sociedade Estabelecimento de Ensino S.João Baptista de La Salle, SARL que tinha alguns sócios comuns à Iniciativas e outros não.

Foi esta Sociedade que vendeu o edifício ao Estado, depois de o ter cedido à borla uns anos para aí funcionar o Liceu.

 

E já agora, como a Imprensa tem falado na desorganização das gerências anteriores a 2017 da Iniciativas, em grande parte devido ao desleixo dum conhecido médico abrantino, amigo da cacique, deve dizer-se que isso nunca aconteceu na Estabelecimento de Ensino S.João Baptista de La Salle, SARL, porque era dirigida por pessoas que não andavam a aparicar caciques todos os dias em inaugurações.

José Rosa de Sousa Falcão ou Armando Boavida, que geriram a sociedade, tinham mais que fazer que ser compagnons de route....

mn

 

nota: convém anotar que os Irmãos das Escolas Cristãs mantinham um curioso contrato de cessão de exploração com  Sociedade Estabelecimento de Ensino S.João Baptista de La Salle, SARL, tal como as Doroteias mantiveram até meados da década de 60......com os donos do colégio de Fátima, antes destes lhe venderem quase à borla o edifício, com o compromisso assumido pelas Freiras de manterem o ensino católico nesta terra, poupo comentários à forma pouca edificante como isso terminou...



publicado por porabrantes às 18:24 | link do post | comentar

Quarta-feira, 25.04.18

A tropa fandanga saiu de Abrantes  (RI2) para manifestar-se contra o VI governo saído das eleições para a Constituinte.

Queriam uma nova ditadura, ou como disse Mário Soares, transformar Portugal numa nova Albânia

suv abrantes.png

Poder Popular 2 de Outubro de 1975

 

mn 


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publicado por porabrantes às 12:51 | link do post | comentar

Sábado, 10.02.18

01 - 0001.jpg

(...) Falando apenas do distrito de Santarém, na Me­talúrgica Duarte Ferreira do Tramagal, na António Al­ves de Torres Novas, na Fiação e Tecidos de Tomar, na Videla de Torres Novas, na Moali do Cartaxo, na Sopepor de Almeirim e em muitas outras fábricas e empresas, foram os operários que tomaram conta das empresas e asseguraram a sua sobrevivência.

Permiti que aqui saúde todos os trabalhadores dessas empresas, e a sua luta esforçada, difícil, tenaz e abnegada.
No Tramagal, os trabalhadores salvaram a em­presa da falência, conseguiram vender mercadoria, reembolsaram o Estado do empréstimo, conseguem manter a laboração e preparam a reconversão da em­presa.(...)''
 
 

gamado ao Revolução Ressaca

 

Seria mister publicar todas as alarvidades ditas por políticos sobre o concelho.

Não gostam de alarvidades?

Ponhamos então mentiras!

E veríamos que a lista era infindável!

Contudo houve um médico bom rapaz (deputado comunista cá da zona) que disse que o Dr. Cunhal era o ''melhor de todos nós''.

Olhe que não.....

mn

 
 

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publicado por porabrantes às 13:45 | link do post | comentar

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