Domingo, 19.01.20

vinhos do rossio

 

Inquérito Agrícola, 1889

 



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Sábado, 18.01.20

Em 21 de Junho de 1907, D.Carlos visita Abrantes, em plena crise política (era a ''ditadura'' de João Franco). Em Fevereiro, tinha havido um grande comício republicano na Praça de Touros. Pelas mesmas datas José Relvas aderia ao PRP e abria o Solar dos Patudos à propaganda republicana. Em 1906, os republicanos tinham tido cerca de 300 votos no concelho, frente a cerca de 800 dos dinásticos. Era Presidente da Câmara, o dr. Bairrão (regenerador). Formara-se o núcleo local dos franquistas, regeneradores-liberais, onde apareciam o solicitador  Almeida Frazão, e alguns militares como Jacinto Carneiro e Silva e Abel Hipólito.

d.carlos 1

O correspondente local do Diário Ilustrado (franquista) é um importante vulto local, muito ligado a João Franco.

d.carlos 2

D.Carlos vinha visitar as unidades militares e seria hóspede do Conde de Alferrarrede.Com ele, o General Vasconcelos Porto, Ministro da Guerra e ferrenho franquista.

d.carlos 3

Por isso, Alferrarede teve uma importância especial na visita, o Rei visitou as fábricas que agora se concentravam no arrabalde da cidade, mas teve uma surpresa, quando descia a Ferraria, hoje R. 5 de Outubro ,teve de passar pela casa do influente republicano, António Farinha Pereira

 

afp casa

No muro a seguir rubras e garrafais letras proclamam:

Viva a República!

d.carlos alf

O Vicente Themudo era o dono do Tainho e Pouchão. Da visita ao Sardoal temos foto e descrição no site Sardoal com Memória, que explica a polémica com os jornais republicanos abrantinos e as circunstâncias políticas da visita.

 E temos uma extraordinária foto

d.carlos sardoal

Ilustração Portuguesa

A visita foi breve a 22 El- Rei demandava Lisboa

  

el-rei abrantes

Ao mesmo tempo, João Franco desafiava os republicanos e a oposição monárquica (dissidentes do Alpoim, Regeneradores e Progressistas do velho cacique José Luciano) visitando o Porto e o latifundiário dos Patudos, herdeiro duma família que acolhera regiamente na Golegã, os marechais do liberalismo, depois da vitória da Asseiceira, recebia os seus novos amigos no palacete

bernardino patudos

e incendiava a Praça de Touros de Santarém, enquanto o Rei se assegurava da fidelidade das guarnições abrantinas.relvas 1

relvas 2

As mulheres de Ribatejo escutando o tribuno. As fotos são da Ilustração Portuguesa e as do comício republicano, do grande fotógrafo Josua Benoliel.

mn  

bibliografia : Eduardo Campos- cronologia para os dados eleitorais, Rui Ramos, D.Carlos, para enquadrar o contexto.

Depoimento oral do Dr.José Guedes de Campos

etc 

 

 



publicado por porabrantes às 22:07 | link do post | comentar

cde 5 de outubro 1969

 Enquanto Maria Barroso e Fernanda Corte-Real Silva apelavam aos democratas, no S.Pedro aclamava-se a ditadura e Magalhaes Mota era candidato da UN, depois ANP.

mary lucy un

ma 

panfleto doado por Mário Semedo 


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publicado por porabrantes às 15:46 | link do post | comentar

Quinta-feira, 16.01.20

arautos

A PJ investiga burlas associadas ao empreiteiro da Cabeça Gorda, José Guilherme, que financiou as obras do lar das serringas do burlão Graça.

zé guilherme

ler

quem é que na Direita abrantina era amigo deles?

O Vereador laranja João Pico etc (cala-te boca)

ma



publicado por porabrantes às 15:01 | link do post | comentar

O sistema eleitoral censitário só permitia votar a quem tivesse determinados rendimentos e ser eleito a quem dispusesse de rendimentos mais elevados.

Quem é que estava em condições em 1841 de ser eleito Senador em Abrantes?

Quem eram os ricos?

Estes senhores:

António Mendes, 46 anos, natural de Olivença, residente em Abrantes, negociante e proprietário.

( 1$430  réis de décima de juros, foros e pensões, 70$930 réis de décima de prédios rústicos e urbanos arrendados, 46$800 de  décima de prédios rústicos e urbanos não arrendados,)

António Carlos de Cordes, 66 anos, do Sardoal, proprietário, residente em Abrantes

(  76$000 de décima de prédios rústicos e urbanos não arrendados)

António Martins Caldeira, de Abrantes, proprietário, aqui residente 

(34$000 de décima de prédios rústicos e urbanos não arrendados)

António Rodrigo de Almada, 36 anos, de Abrantes, proprietário, aqui residente 

(26$600 de décima de prédios rústicos e urbanos não arrendados)

Bernardo Gorjão Henriques,* 53 anos, de Alenquer, residente em Lisboa,proprietário,

(3$300  de décima  juros, foros e pensões, 48$800 de décima de prédios rústicos e urbanos não arrendados)

Brás da Silva Consolado,  61 anos, de Abrantes, aqui residente, proprietário,

(6$600 réis de décima de juros, foros e pensões, 21$000 de  décima de prédios rústicos e urbanos arrendados, 36$000 de  prédios rústicos e urbanos não arrendados)

Fernando José Caldeira, 40 anos, de Abrantes, aqui morador, proprietário,

(30$000  de  prédios rústicos e urbanos não arrendados)

João da Silva Arruda, 46 anos, de Abrantes, aqui morador, proprietário e negociante,

(2$400 réis de décima de juros, foros e pensões,  56$000 de  prédios rústicos e urbanos não arrendados)

José Delgado Machado Rosa,   76 anos, de Abrantes, aqui morador, padre e proprietário

(33$700 de  prédios rústicos e urbanos não arrendados)

Manuel Joaquim Almeida Pimenta, 40 anos, do Sardoal, morador em Abrantes,  proprietário

(6$500 réis de décima de juros, foros e pensões, 105$000 de  prédios rústicos e urbanos não arrendados)

Manuel José de Almeida Beja, 80 anos, de Abrantes, aqui morador, proprietário 

(70$000 de  prédios rústicos e urbanos não arrendados)

Manuel Pestana de Almeida Valejo, natural de Évora, aqui morador, proprietário e coronel

(23$000 de  prédios rústicos e urbanos não arrendados)

Tem um ordenado de 480$000 como militar

Os dados são da folha oficial da época.

mn

* Bernardo Gorjão estava casado com D.Maria Benedita Almeida Beja e os bens de raíz que tinha em Abrantes vinham-lhe do casamento.

 


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publicado por porabrantes às 11:06 | link do post | comentar

Terça-feira, 14.01.20

Um abrantino demandou o Estado por atrasos processuais no Tribunal de Abrantes.

Queria 6.000 euros de indemnização, porque o Tribunal não conseguiu resolver uma questão relacionada com defeitos de construção num imóvel.

Em primeira instância o Estado foi condenado a pagar-lhe 700€.

Voltou a recorrer e os 700 euros foram mantidos.

Que nos lembremos é a primeira vez que o Estado é condenado pelos atrasos judiciais em Abrantes.

Pela sentença além das infrutuosas tentativas do oficial de justiça Rui....para citar os réus, ficamos a saber a produção processual dos juízes que por cá passaram: 

'' (...

70) Entre 08/06/2010 e 15/07/2011, o processo foi tramitado pela Juiz de Direito Ana .........., que, nesse entretanto, recebeu uma pendência de 1066 processos, a que acresceram mais 782 processos entrados, tendo findado 677 processos, pelo que, à sua saída, a pendência se cifrava em 1170 processos – doc. n.º 16 junto com a contestação;
71) Entre 15/09/2011 e 13/07/2012, o processo foi tramitado pela Juiz de Direito Rosa .........., que, nesse período, recebeu uma pendência de 1209 processos, a que acresceram mais 582 processos entrados, tendo findado 594 processos, pelo que, à sua saída, a pendência se cifrava em 1197 processos – doc. n.º 16 junto com a contestação;
72) Entre 17/09/2012 e 08/07/2013, o processo foi tramitado pelo Juiz de Direito Ivo .........., que, nesse período, recebeu uma pendência de 1206 processos, a que acresceram mais 528 processos entrados, tendo findado 567 processos, pelo que, à sua saída, a pendência se cifrava em 1167 processos – doc. n.º 16 junto com a contestação;
73) Entre 02/09/2013 e 15/07/2014, o processo foi tramitado pelo Juiz de Direito José .........., que, nesse período, recebeu uma pendência de 1228 processos, a que acresceram mais 415 processos entrados, tendo findado 485 processos, razão por que, à sua saída, a pendência se cifrava em 1158 processos – doc. n.º 16 junto com a contestação;
74) Em 31 de agosto de 2014, o processo transitou para a Instância Local de Abrantes – Seção Cível – doc. n.º 16 junto com a contestação e fls. 180 e seg., vol. II do suporte físico dos autos de Proc. n.º 663/10.9TBABT;
75) Entre 01/09/2014 e 06/05/2015, o processo foi tramitado pela Juiz de Direito Mariana .........., que, nesse período, recebeu uma pendência de 398 processos, a que acresceram mais 244 processos entrados, tendo findado 343 processos, pelo que, à sua saída, a pendência se cifrava em 297 processos – doc. n.º 16 junto com a contestação;
76) Entre 07/05/2015 e 15/07/2015, o processo foi tramitado pelo Juiz de Direito José .........., que, nesse período, recebeu uma pendência de 297 processos, a que acresceram mais 72 processos entrados, tendo findado 70 processos, pelo que, à sua saída, a pendência se cifrava em 296 processos – doc. n.º 16 junto com a contestação(...)..''

 

 

 

  

Como o processo do Jorge Dias durou tanto como a Guerra de Tróia, está na hora deste processar o Estado, por atrasos. 

mn



publicado por porabrantes às 23:23 | link do post | comentar

Segunda-feira, 13.01.20

lord weligton

Por carta de Abrantes, de 17 de Junho de 1809, Arthur Wellesley  denuncia a Lord Castlereagh, um irlandês como ele,  Ministro dos Estrangeiros britânico.  a brutalidade das tropas inglesas que saqueiam um país aliado.

NPG 891; Robert Stewart, 2nd Marquess of Londonderry (Lord Castlereagh)

Castlereagh

 

História do Império, de Monsieur de Thiers, Paris, 1866 Tomo 2

mn

 



publicado por porabrantes às 21:38 | link do post | comentar

Sexta-feira, 10.01.20

get_img

ler o artigo Breve história da linha da Beira Baixa, na Seara Nova, de Antonio Pinto Pires

imagem de lá



publicado por porabrantes às 22:50 | link do post | comentar

A Lusa diz que hoje será lida a sentença do caso da Farmácia Silva 


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publicado por porabrantes às 09:14 | link do post | comentar

Quarta-feira, 08.01.20

galeria

que é da CMA e que foi Paço de El-Rei D.Manuel

Pastoreia a cultura o Luís Dias.

ma


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publicado por porabrantes às 11:34 | link do post | comentar

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