


Do tweeter de Arnaldo Matos
@ArnaldodeMatos
Ao fim de seis anos, vão ser levados a julgamento a empresa, o director técnico e o director de segurança da obra de... reconstrução do Mercado do Livramento, em Setúbal, onde o derrubamento de um muro provocou a morte de cinco operários, no dia 7 de Fevereiro de 2012.
Chamavam-se Alberto Sanches Silva, José Arlindo de Mesquita, Souleymane Dallo, João Faceira e Saico Caimanque os operários mortos, cujas famílias esperam há mais de seis anos pelo julgamento dos responsáveis e devidas indemnizações.
Esta eterna demora do Tribunal mostra como a justiça portuguesa não tem qualquer respeito pelos operários e pelas suas famílias.''
Devida vénia ao Dr.Arnaldo e diga-se que tem toda a razão.
Resta perguntar quando se sentarão no banco do réus os responsáveis pelas mortes na USF D.Francisco de Almeida.
E já agora quando é que a imprensa divulga a sentença dos mortos na explosão na chaminé da Caia?
Continuando o sinistro rol, quando é que se divulga a causa do acidente que fez outro morto nos estaleiros municipais?
Se o ritmo do tribunal de Abrantes ou Tomar for o de Setúbal, o julgamento do caso da USF será em 2021....
mn
A CIP SA, adjudicatária das obras assassinas da USF dos Claras tinha introduzido um subempreiteiro, a KO-MAT,LDA sem cumprir as exigências legais estabelecidas no artigo 385° do CCP (Código dos Contratos Públicos) e sem que estivesse fundamentada a necessidade da subempreitada.
Quando a adjudicatária enviou a cópia do contrato para a CMA a 17 de Julho, não houve autorização, que só foi dada a 27 de Julho.
A CIP SA voltou a fazer coisa semelhante com outro subempreiteiro a Orona Portugal, Lda.
O Contrato só deu entrada a 20 de Julho, a autorização só foi dada a 27.Também tinha irregularidades.
A CIP SA usou pelo menos subempreiteiros para trabalhos no valor de
711.207,42€, que representavam mais de 65% da empreitada total.
A CIP SA também foi a adjudicatária das obras do sinistro bunker da Praça da Feira
Foto ânimo
Nas resoluções da CMA declara-se que para sanar as deficiências na contratação se devia comunicar as suas decisões ao Coordenador de Segurança em Obra, nos termos do Decreto-Lei n° 273/2003, de 29 de Outubro.
Este avisa no seu preâmbulo:
Foto do Correio da Manhã/Rui Miguel Pedrosa
A pergunta a fazer é, se havia irregularidades nos subempreiteiros, porque é que a CMA não parou as obras, até que as ditas estivessem sanadas??????
E ainda, houve trabalhadores dos subempreiteiros a trabalhar, sem que as subempreitadas estivessem autorizadas pela CMA?
ma
Fonte: Pegop/Tejo Energia Sumário Segurança 2004
Fonte: Correio da Manhã 14-1-2004
devida vénia ao Relatório da Pegop e ao Correio da Manhã, o documento da Pegop pode ser consultado na íntegra no link citado.
moral da história: à consideração do leitor ....
Em Janeiro de 2001 caiu um viaduto nas Caldas matando 4 operários, um deles abrantino. Domingos Espadinha (Abrantes), 28 anos, vibradorista. Ferindo mais operários, alguns deles abrantinos: Francisco Martins (Abrantes), 41 anos; Custódio Lopes (Abrantes), 45 anos.
Os responsáveis da obra foram condenados em primeira instância, a sentença foi anulada pela Relação de Lisboa por ''irregularidades processuais''. Repetiu-se o julgamento e o Tribunal das Caldas, em Junho de 2014, absolveu os responsáveis, em que também estava um abrantino, encarregado da obra.
As empresas envolvidas eram : ''Mecanotubo, Novopca e Kaiser Engenharia''. Mas o Tribunal condenou a Fidelidade a pagar a '' título de indemnização cível por morte e por danos não patrimoniais'' 390.000. € às vítimas.
O filho do Sr.Domingos, o Tiago comentou assim a sentença: '' É injusto e revoltante. A indemnização que vamos receber não vai trazer o que perdemos. Não há justiça. A decisão que defendíamos era que houvesse também condenação [dos arguidos]”''
O Tiago, mais a mãe, Maria Manuela, vai receber 145 mil €, quando tinham pedido
311.000 €. pelos danos sofridos.
Treze anos para receber o pagamento da indemnização pela morte dum pai e pela perda dum marido!!!!
E uma sensação de justiça por fazer!!!
A Ministra Paulinha da Cruz pode limpar as mãos à parede pelas demoras do sistema judicial. E era o sistema pre-citius.
Os media cá da terra, se bem me lembro, não deram conta do calvário da família Espadinha. Estavam ocupados com as baboseiras dos políticos, que importância tinha a morte injustiçada dum operário abrantino?
Os políticos também ficaram calados.
O Jornal das Caldas deu a notícia em 12 de Junho de 2014. Foi autor da notícia o jornalista Francisco Gomes. As expressões entre aspas são desse artigo. E a informação publicada também.
ma
O nosso amigo Zé Luz, que foi candidato do PSD à Presidência de Constância dá-nos o grato prazer de fazer este comentário:
PCP pronuncia-se sobre tragédia em Constância
O deputado do PCP é um espertalhão....«A Caima está instalada em Constância desde 1962. Foi a primeira vez, segundo fonte da empresa, que ali aconteceu um acidente com vítimas mortais.»A CAIMA mandou dizer esta mentira descarada à edição de hoje do Correio da Manhã (página 13).Nos anos 80 foram vítimas mortais na CAIMA três operários (um era autarca). Há ainda informação sobre uma outra vítima nos anos 60 da Moita do Norte.Porventura o porta voz da CAIMA deve ser algum advogado mentiroso....José Luz (Constância)
Caro Zé Luz:
Temos portanto que a ''fonte'' do Correio da Manhã não sabia o que dizia.
Que medidas de segurança há nessa fábrica, a que a tua amiga Julinha e os seus leais camaradas chamam ''divindade''?
Portanto há que por cobro a isto e dar trabalho à ACT
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Quanto à atitude do deputado do PCP obedece apenas a uma lógica partidária.

Foto de Henriques da Cunha no Jornal de Notícias
Abraço amigo
MN
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