Quinta-feira, 19.07.18

Depois do bloquista Rui Rio (bloquista, porque apoia bloco central) ter dado ordens para que o grupo parlamentar salvasse o governo e  lixasse os proprietários e autarquias, quando se votava uma proposta do PC que pretendia  ''indemnizar proprietários pela limpeza de faixas de combustível'' , mudando repentinamente a posição laranja, os deputados do Distrito, ''Duarte Marques, Nuno Serra (que faz parte da comissão de agricultura), Teresa Leal Coelho'' e outros fizeram uma declaraçao de voto em que dizem que ' “esta iniciativa visava corrigir uma enorme injustiça criada pelo Governo''    

Ler mais no Observador

A informação e as expressões assinaladas são retiradas do artigo de Rita Tavares.

mn

 



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Quinta-feira, 06.07.17

E X P O S I Ç Ã O

Porque julgamos digna de registo
a nossa exposição, Senhor Ministro,
erguemos até vós, humildemente,
uma toada uníssona e plangente
em que evitámos o menor deslize
e em que damos razão da nossa crise.

Senhor: em vão, esta província inteira,
desmoita, lavra, atalha a sementeira,
suando até à fralda da camisa.
Falta a matéria orgânica precisa
na terra, que é delgada e sempre fraca!
- A matéria, em questão, chama-se caca.

Precisamos de merda, Senhor Soisa!...
E nunca precisámos de outra coisa.

Se os membros desse ilustre ministério
querem tomar o nosso caso a sério,
se é nobre o sentimento que os anima,
mandem cagar-nos toda a gente em cima
dos maninhos torrões de cada herdade.
E mijem-nos, também, por caridade!

O Senhor Oliveira Salazar
quando tiver vontade de cagar
venha até nós solícito, calado,
busque um terreno que estiver lavrado,
deite as calças abaixo com sossego,
ajeite o cú bem apontado ao rego,
e... como Presidente do Conselho,
queira espremer-se até ficar vermelho!

A Nação confiou-lhe os seus destinos?...
Então, comprima, aperte os intestinos;
se lhe escapar um traque, não se importe,
quem sabe se o cheirá-lo nos dá sorte?
Quantos porão as suas esperanças
n'um traque do Ministro das Finanças?...
E quem vier aflito, sem recursos,
Já não distingue os traques dos discursos.

Não precisa falar! Tenha a certeza
que a nossa maior fonte de riqueza,
desde as grandes herdades às courelas,
provém da merda que juntarmos n'elas.

Precisamos de merda, senhor Soisa!...
E nunca precisámos de outra coisa.

Adubos de potassa?... Cal?... Azote?...
Tragam-nos merda pura, do bispote!
E todos os penicos portugueses
durante, pelo menos uns seis meses,
sobre o montado, sobre a terra campa,
continuamente nos despejem trampa!

Terras alentejanas, terras nuas;
desespero de arados e charruas,
quem as compra ou arrenda ou quem as herda
sente a paixão nostálgica da merda...

Precisamos de merda, senhor Soisa!...
E nunca precisámos de outra coisa.

Ah!... Merda grossa e fina! Merda boa
das inúteis retretes de Lisboa!...
Como é triste saber que todos vós
Andais cagando sem pensar em nós!

Se querem fomentar a agricultura
mandem vir muita gente com soltura.
Nós daremos o trigo em larga escala,
pois até nos faz conta a merda rala.

Venham todas as merdas à vontade,
não faremos questão da qualidade.
Formas normais ou formas esquisitas!
E, desde o cagalhão às caganitas,
desde a pequena poia à grande bosta,
de tudo o que vier, a gente gosta.

Precisamos de merda, senhor Soisa!...
E nunca precisámos de outra coisa."
_____________________

 

Roubado ao Dr.Veiga Maltez -Exposição de João de Vasconcellos e Sá a Salazar, devido a haver um Ministro Leovigildo Queimado Franco de Sousa, que pastoreava a Agricultura e tratava mal  os Agricultores alentejanos. Naturalmente estava em causa os adubos. 



publicado por porabrantes às 21:14 | link do post | comentar

Terça-feira, 23.06.15

A Revista de Estudios Extremeños destacou há tempos (2012) uma importante inovação na técnica agrária da região de Badajoz. Num artigo de Juan José Viola Cardoso conta como praticamente até meados do século XIX se manteve inalterável na região raiana a forma de  arar os campos. Durante 2.500 anos quase não houve mudanças nas técnicas.

charruecos.png

 A introdução duma charrua moderna ou ''charrueco'' foi feita em grande parte a partir de ''importações'' de Portugal, realizadas através do contrabando e destacam-se as alfaias contrabandeadas a partir da Duarte Ferreira.

Essas charruas ou arados foram extremamente populares nos campos de Badajoz e foram responsáveis por uma mini- revolução agrícola na zona.

charrueco 2.png

Imagens do excelente artigo do investigador Juan José Viola que se recomenda ler.

 

mn

  



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Quinta-feira, 26.03.15

26/10/2007

ESTÓRIA E MORAL: o plano tecnológico das hortaliças

 
Estória

«Ontem, em Abrantes, depois das 19.00, um grupo de agricultores/comerciantes apressa-se para descarregar as frutas e as hortaliças, junto do mercado.
Será Portugal um país atrasado tecnologicamente? Para os que constantemente respondem afirmativamente a esta questão, vejam lá esta foto, onde a facturação é passada na hora, com um portátil e uma impressora em pleno parque de estacionamento. Tirei eu a foto com o tlm.
»
(de um email de MV, que ilustra um fenómeno tão extraordinário como a aparição da Virgem aos pastorinhos)

Moral

Tudo como dantes, quartel-general em Abrantes.

(Desabafo tornado popular por volta de 1808 pela fraca reacção à ofensiva de Junot. Este, por essa altura, passeava-se por entre as viçosos nabiças de Abrantes, depois de ter assistido à fuga da Corte portuguesa para o Brasil. A coisa levou 7 anos a resolver e só começou a resultados práticos quando o futuro duque de Wellington meteu mãos à obra que começou aqui e concluiu em Waterloo.)
 
no excelente blogue Impertinências que vai prós links
 
 
NR-Nessa época o mercado ainda não tinha sido fechado pela ASAE
 
mn
 


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