Domingo, 14.06.20

manuel_lopes_valente_jr - copia

1914. Justo da Paixão é Presidente da CMA. Na Vereação, o seu pior inimigo, Manuel Valente Júnior. São os dois democráticos mas odeiam-se. Boa parte da política local até 1930 vai ser marcada pelo ódio entre os dois.

A empresa ''Matos e Roldão'' consegue com aval do Justo, uma licença para construir em Alferrarede uma fundição de ferro que se destina à fabricação de máquinas ágrícolas. Será uma concorrente da Duarte Ferreira e da Fundição do Bom Sucesso do Rossio, dos Soares Mendes.

O Justo acha que é um bom investimento para o concelho, Alferrarede é uma área industrial em pleno desenvolvimento, interessa-se pela coisa e consegue que o Governo Civil defira a licença.

O Valente anda pelas gazetas propondo a elevação da vila a cidade, faz essa proposta na CMA a 13 de Abril, mas também vocifera pelos jornais , corredores do poder e tribunais (toda a vida andou metido em querelas judiciais) contra a nova indústria.

Há outro motivo, diz que querem instalar o forno perto da sua casa e que aquilo pode explodir.

As outras fundições locais têm os fornos nos centros urbanos do Rossio e do Tramagal e não explodiram, argumenta o Justo e o Governador.

O Valente acha que há uma conspiração contra ele, meteram-lhe a fábrica ao lado de casa para não o deixarem dormir, da mesma forma que em 1908 sonegaram as actas da Comissão Política do PRP, para que ele não fosse nomeado Vereador depois do 5 de Outubro.

Andou aí a mãozinha do Justo.!!!!!

Alicia um vizinho (Manuel dos Santos Vitória) e vai ao Supremo Tribunal Administrativo. Este despacha o assunto para o Governo.

Pelo Decreto nº 15034, de 27 de Abril de 1915, feito especialmente para contentar o cacique, é proibida a Fundição de Alferrarede.

O Valente pode dormir descansado.

O Eduardo Duarte Ferreira e o Soares Mendes também. Não haverá....por agora  mais concorrentes. .

ma     

   



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Quarta-feira, 10.06.20

Em 1956 a CP decide levantar as linhas do ramal particular do Conde de Alferrarede, que dava acesso à Quinta do Bom Sucesso também conhecido como Ramal Calhariz.



publicado por porabrantes às 17:10 | link do post | comentar

Segunda-feira, 20.04.20

interior fábrica azeite alferrarede 1907 rodrigo

Fábrica de Azeite de Alfredo da Silva (Alferrarede)  (1907)

Publicada no Livro '' Alfredo da Silva'', de Júlia Leitão de Barros e Ana Filipa Silva Horta, Circulo de Leitores, Lisboa 2002, com a devida vénia 

Publicar Histórias de Abrantes sem operários ou camponeses, é digno dos anti-fascistas da treta que por aí proliferam.

ma 



publicado por porabrantes às 16:30 | link do post | comentar

Terça-feira, 25.02.20

a vocação oficiosa é do do melhor.

os amigos do poder estão sempre ao lado do poder....

é melhor não chatearem, porque.....

ataram uma corrente à chaminé

tooe

estavam lá as malditas cegonhas

tooe

E começaram a abaná-las

tooe 3

a chaminé apresentava fissuras (dizem os oficiosos)  e podia desabar mas o pessoal que andava cá por baixo nem capacete tinha....

toee 4

mais que as cegonhas....... preocupam-nos as pessoas

fazem demolições sem tomar as medidas necessárias para preservar a segurança das pessoas

o mínimo não é como fez o Álvaro Batista e avisar o ICFN, o mínimo é apresentar queixa à Inspecção de Trabalho  http://www.act.gov.pt/(pt-PT)/Paginas/default.aspx    

ma

fotos com a devida vénia do Sr. Silva Lélito

 



publicado por porabrantes às 21:22 | link do post | comentar

Sexta-feira, 21.02.20
 

Município de Abrantes permite destruição de importante torre da última fábrica de resinas do concelho. Parte da arqueologia industrial abrantina está a ser vitima da ignorância e incompetência dos técnicos municipais que licenciam obras. Urge a Câmara contratar um técnico especializado em património cultural para evitar esta desgraça e vergonha. Que faz o vereador da cultura?

 

Tubucci-Associação de Defesa do Património da Região de Abrantes

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publicado por porabrantes às 15:39 | link do post | comentar

ALTERNATIVAcom
5 horas

COMUNICADO - 20 fevereiro 2020
MUITO MAIS DO QUE A DEMOLIÇÃO DE UMA CHAMINÉ

O movimento ALTERNATIVAcom tomou conhecimento a 19 de fevereiro, da tentativa de demolição de uma chaminé de grandes dimensões em Alferrarede. Apesar da demolição já se encontrar em avançado estado à presente data, as movimentações em torno desta situação levam-nos a refletir sobre um conjunto de questões e preocupações para situações semelhantes.

Em primeiro lugar, como se pode constatar nas imagens amplamente difundidas nas redes digitais, o topo da chaminé era habitado por um casal de cegonhas brancas em fase de postura. Recorde-se a obrigatoriedade de cumprimento do Decreto-Lei n.º 49/2005, de 24 de fevereiro, que transpõe para a ordem jurídica interna duas diretivas do Parlamento Europeu e do Conselho, a propósito da proteção das Aves e dos Habitats, onde se especifica que é proibido “Perturbar esses espécimes, nomeadamente durante o período de reprodução, de dependência, de hibernação e de migração (…)” e “Destruir, danificar, recolher ou deter os seus ninhos e ovos, mesmo vazios” (artigo 11.º). Compreendemos que possam existir outras soluções, previstas na lei, nomeadamente a relocalização dos ninhos, dentro dos trâmites adequados. No entanto, preocupa-nos que no dia de ontem tenhamos assistido à tentativa, na altura infrutífera, de demolição da chaminé com as cegonhas-brancas e o respectivo ninho no topo da mesma.

Neste sentido, torna-se imperativo que neste tipo de situações, tal como noutras de semelhante impacto, todos os envolvidos, incluindo as autoridades competentes, garantam e salvaguardem, a segurança das pessoas, dos animais e dos bens visados.

Ressalva-se que, na ausência de mais informações relevantes, o movimento ALTERNATIVAcom não está a colocar em causa a necessidade de demolição da chaminé, o seu estado de conservação, nem tampouco o escrupuloso cumprimento dos procedimentos que viabilizam a sua demolição, em termos de controlo prévio e contínuo das obras em curso.

Importa apenas utilizar a situação como mote para o estímulo ao debate e reflexão, de forma mais abrangente, acerca do estado atual e do futuro do espólio e património industrial do concelho de Abrantes.

A zona envolvente àquela onde se encontra a decorrer a demolição, enquadra-se num contexto alargado de legado industrial identitário do concelho, que tem como principais incidências Alferrarede, Rossio ao Sul do Tejo e Tramagal. Por exemplo, neste caso em particular que se refere a Alferrarede, parte do edificado da outrora Companhia União Fabril (CUF), que aqui se instalou no início do século XX, encontra-se há vários anos completamente devoluto, principalmente a sul da ferrovia, apesar da sua centralidade e do crescimento urbano se continuar a desenvolver ao seu redor. O desenvolvimento do próprio Tecnopolo do Vale do Tejo, que despoletou a reconversão da área, entretanto tem estado aparentemente estagnado.

Sabemos que, após um longo silêncio sobre o assunto, esta área encontra-se agora a ser enquadrada no Programa Estratégico de Reabilitação Urbana (PERU) de Alferrarede, embora ainda sem que se vislumbre o que será o seu futuro, nem de que forma este património será protegido, valorizado, e potenciado.

Assim, o movimento ALTERNATIVAcom, continuará a acompanhar com atenção as ocorrências reais no concelho, que sirvam de exemplo ou ponto de partida para estimular a reflexão e envolvimento dos abrantinos em diversos temas. Estes, passam também pelo respeito, atuação e planeamento em relação às questões ligadas quer ao ambiente natural, quer ao construído. Contamos que juntos, possamos construir um programa sustentável e resiliente, com propostas que suportem o desenvolvimento integrado do território.

Abrantes, 21 de fevereiro de 2020.
Movimento ALTERNATIVAcom

Fotografia da intervenção tirada a 19 de fevereiro de 2020. Crédito: Álvaro Batista

 

La imagen puede contener: cielo, exterior y naturaleza
 


publicado por porabrantes às 15:28 | link do post | comentar

Sábado, 18.01.20

Em 21 de Junho de 1907, D.Carlos visita Abrantes, em plena crise política (era a ''ditadura'' de João Franco). Em Fevereiro, tinha havido um grande comício republicano na Praça de Touros. Pelas mesmas datas José Relvas aderia ao PRP e abria o Solar dos Patudos à propaganda republicana. Em 1906, os republicanos tinham tido cerca de 300 votos no concelho, frente a cerca de 800 dos dinásticos. Era Presidente da Câmara, o dr. Bairrão (regenerador). Formara-se o núcleo local dos franquistas, regeneradores-liberais, onde apareciam o solicitador  Almeida Frazão, e alguns militares como Jacinto Carneiro e Silva e Abel Hipólito.

d.carlos 1

O correspondente local do Diário Ilustrado (franquista) é um importante vulto local, muito ligado a João Franco.

d.carlos 2

D.Carlos vinha visitar as unidades militares e seria hóspede do Conde de Alferrarrede.Com ele, o General Vasconcelos Porto, Ministro da Guerra e ferrenho franquista.

d.carlos 3

Por isso, Alferrarede teve uma importância especial na visita, o Rei visitou as fábricas que agora se concentravam no arrabalde da cidade, mas teve uma surpresa, quando descia a Ferraria, hoje R. 5 de Outubro ,teve de passar pela casa do influente republicano, António Farinha Pereira

 

afp casa

No muro a seguir rubras e garrafais letras proclamam:

Viva a República!

d.carlos alf

O Vicente Themudo era o dono do Tainho e Pouchão. Da visita ao Sardoal temos foto e descrição no site Sardoal com Memória, que explica a polémica com os jornais republicanos abrantinos e as circunstâncias políticas da visita.

 E temos uma extraordinária foto

d.carlos sardoal

Ilustração Portuguesa

A visita foi breve a 22 El- Rei demandava Lisboa

  

el-rei abrantes

Ao mesmo tempo, João Franco desafiava os republicanos e a oposição monárquica (dissidentes do Alpoim, Regeneradores e Progressistas do velho cacique José Luciano) visitando o Porto e o latifundiário dos Patudos, herdeiro duma família que acolhera regiamente na Golegã, os marechais do liberalismo, depois da vitória da Asseiceira, recebia os seus novos amigos no palacete

bernardino patudos

e incendiava a Praça de Touros de Santarém, enquanto o Rei se assegurava da fidelidade das guarnições abrantinas.relvas 1

relvas 2

As mulheres de Ribatejo escutando o tribuno. As fotos são da Ilustração Portuguesa e as do comício republicano, do grande fotógrafo Josua Benoliel.

mn  

bibliografia : Eduardo Campos- cronologia para os dados eleitorais, Rui Ramos, D.Carlos, para enquadrar o contexto.

Depoimento oral do Dr.José Guedes de Campos

etc 

 

 



publicado por porabrantes às 22:07 | link do post | comentar

Quarta-feira, 01.01.20

olho do  bruno

( Junta de Abrantes e Alferrarede)

 

As  pequenas diferenças saltam a olhos vistos, excepto aos do Bruno e da seita

olho do bruno 2

(Foto do sr.José Vieira)

Havia um brasão na fonte e esta gente não o recuperou.

Que mal tinha o símbolo heráldico?

Assinalava uma parte da história duma humilde fonte e fazia parte da nossa história...

Devia ser recuperado e não liquidado.

Como o Mercado Municipal que o Bruno e esta gente queriam demolir.

De quem era o Brasão?

Quem quiseram ocultar?

ma

 



publicado por porabrantes às 15:19 | link do post | comentar

Domingo, 29.12.19

barco alferrarede 1941

barco alferrarede 1941 2

 

Em 14 de Agosto de 1941, o ''Alferrarede'' salvava 33 marinheiros do barco jugoslavo ''SUD'' afundado por um submarino alemão, comandado pelo capitão Ernst Bauer. (ver aqui)

ernst_bauer.2jqhytj5nd8g4gsk4s0wswogo.ejcuplo1l0oo0sk8c40s8osc4.th

O marinheiro alemão Bauer terminou a servir a Marinha da RFA, apesar de ser Cavaleiro da Cruz de Ferro, dada pelos hitlerianos. Foi um comandante naval lendário. 

O navio pertencia a uma empresa do grupo  CUF.

mn



publicado por porabrantes às 18:43 | link do post | comentar

Domingo, 01.12.19

cheiro

Mestre Orlando Ribeiro, Opúsculos Geográficos, IV Volume-O Mundo Rural  



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