Quinta-feira, 05.11.15

Traidores!

 

 

Não há maior traição que a traição ao património do PS para a democracia portuguesa

As redes sociais e os espaços de comentários dos leitores na comunicação social nunca foram ruelas em que a liberdade de opinião lidasse bem com a diferença, com a realidade e com o usufruto de mínimos de senso. Amiúde a liberdade de expressão é confundida com o insulto, a verve destila um misto de cegueira, fel e adopção tardia de genes de lápis azul, e vai daí o ser humano transforma-se num animal feroz. Sem limites. A expectativa do poder pode galvanizar os apaniguados da tribo, acabrunhar alguns humores que afinal são de circunstância e transformar em gelatina a mais hirta das colunas vertebrais, mas nunca vergará quem não transacciona convicções por benesses do poder, quem não desvia a política de um exercício centrado nas pessoas e quem não abdica de actuar no quadro dos valores da democracia. Nenhum insulto ou ameaça mudará a minha opinião de que quem ganha uma eleição deve governar, quem perde vai para a oposição e uma súbita convergência de vontades à esquerda, com o sustento de uma bóia salva-vidas, é um erro político trágico para o futuro do Partido Socialista.

Traidores, dizem eles Entre os intervalos dos arremessos de impropérios próprios de gente tão destravada na língua como inconsequente na acção que transforma a sociedade, há quem se entretenha a rotular. Quem discorda é traidor, mesmo que tenham sido outros a quebrar as regras estabelecidas dentro e fora do PS. Quem critica é de direita, mesmo que tenham sido outros a celebrar acordos com essa direita nos últimos quatro anos, enquanto a maioria do PS travava um combate político então pouco apetecível. Quem questiona as opções da estratégia de fuga em frente depois da derrota da vitória anunciada não é socialista, é fascista e outros “istas” compagináveis com o agrado ao chefe, a orientação da propaganda vigente ou a performance sob a capa de uma personagem anónima e triste.

Traição aos valores da democracia A verdade é que os sintomas estavam aí. Militantes configurados para verem no PS uma mera plataforma de poder e dos poderes. Um partido fundador da democracia em que a maioria convive mal com a diferença, a alternativa e o pluralismo. É ver o nervosismo das listas alternativas nos congressos, a azia das opiniões diferentes e a candura da mudança de opinião após um SMS do chefe ou o aceno de uma oportunidade. Não há maior traição que esta ao património do contributo do PS para a tolerância, o pluralismo e a liberdade. Tal como na sociedade, há quem ache que o poder é um direito quase divino, para predestinados ou D. Sebastiões, que a liberdade de expressão é um exclusivo de alguns e as conquistas do 25 de Abril não podem ser generalizadas.
Traição à memória E depois há a traição à memória, à história do PS, ao que disseram no passado, ao que deixaram fazer no passado em seu nome e aos impulsos de uma liderança que assegurava a maioria absoluta e se ficou por uma minoria absoluta, alegadamente com convergências das esquerdas cimentadas com a exclusão da construção europeia, da união monetária e da NATO. Querem maior traição à memória que fingir que a construção europeia, desde 4 de Outubro de 2015, deixou de ter uma influência cada vez mais presente nas opções dos decisores políticos e na vida das pessoas? Querem maior traição que fingir que, num quadro em que quem ganhou as eleições vai para a oposição, haverá alguma convergência de vontades e voto nas matérias excluídas das estabulações à esquerda?

Traição ao futuro Quando o presente é preocupante aos democratas com convicções só resta darem um contributo para gerar esperança para o futuro. Sim, é traição ao futuro hipotecar o posicionamento do PS ao centro por uma deriva à esquerda alicerçada numa convergência plena de exclusões, contradições e riscos. Querem maior traição que uma convergência de acesso ao poder que não assegura uma reforma do sistema político, uma reforma da segurança social, uma definição do essencial das funções do Estado? Uma convergência avessa à mudança e ao reformismo que se contenta com a reversão e a manutenção das realidades?
Neste quadro, traição era não dizer o que penso.

 

António Galamba no I

 

com a devida vénia

mn



publicado por porabrantes às 17:29 | link do post | comentar

Segunda-feira, 09.03.15

e visa António Costa. AG era um dos seguristas mais importantes

 

galam.png

quem são os deputados com avenças????

algum dia damos uma dica

ma

 



publicado por porabrantes às 22:16 | link do post | comentar

Sábado, 14.06.14

 

 

 

 foto CM Abrantes/M.C.Albuquerque

 

O pior da política é a hipocrisia e o cinismo.
Ouvimos hoje o Dr. António Costa na Feira Nacional da Agricultura, onde o Secretário Geral do PS tem ido sempre desde que foi eleito em 2011, dizer que não se dedicava a questões estatutárias como se os seus apoiantes não estivessem nas federações a usar todos os expedientes para perturbar ainda mais a vida do PS e para desvalorizar as Primárias aprov...adas por ampla maioria para 28 de Setembro.
O PS marcou eleições primárias para a escolha do candidato do PS a primeiro ministro, com o voto favorável do Dr. António Costa, que, directa ou indirectamente, tudo tem feito para desvalorizar uma mobilizadora do Povo Socialista e inovadora na política portuguesa.
É preciso parar com a hipocrisia.
O problema criado ao PS depois de duas vitórias eleitorais tem um rosto, o Dr. António Costa.
A solução para o problema está agendada a 28 de Setembro, sem hipocrisia, o Dr. Costa e os seus apoiantes devem participar nesse quadro eleitoral estabilizado. Sem cinismo e sem querer fazer os militantes e os simpatizantes de parvos.
O Dr. António Costa e os seus apoiantes sabem que há congressos extraordinários electivos.
O Dr. António Costa e os seus apoiantes sabem que nenhum processo eleitoral pode ser realizado em menos de dois meses, coincidindo com as férias dos portugueses.
Ainda ontem Setúbal, na quinta maior federação do PS, a Comissão Política da Federação chumbou a proposta de diretas e congresso extraordinário electivo.
Mas se o Dr. António Costa tem tanta pressa como diz ter então comece já por aceitar o convite de vários órgãos de comunicação social para debater com o Secretário Geral do PS o partido e o País.

 

 

 

António Galamba

Membro do Secretariado Nacional do PS

 

 

com a devida vénia ao Dr.Galamba

 

e a pergunta porque é que o Costa tem medo de num frente-a-frente, frontal e aberto, face a todos os portugueses, defrontar Seguro?????

 

porquê, senhores????

 

diz o Dr. Galamba que neste ofício da política, o pior é o cinismo...

 

há pior, a cobardia....

 

a vacuidade de ideias....

 

o golpismo lacónico, a mania de conspirar metido em sótãos esconsos como era próprio do Guterres, quando usou a navalha traiçoeira contra Soares, navalha previamente benzida pelo padre Melícias.....

 

mn



publicado por porabrantes às 10:04 | link do post | comentar

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