Sábado, 10.02.18

A maçonaria no distrito de Portalegre - Página 45




 




António Ventura - 2007 - ‎Vista de fragmentos

Ao mesmo tempo que mantinha essa colaboração no Comércio do Alentejo, Eusébio Leão não descurou o trabalho político na sua terra. A 19 de Fevereiro de 1893 assumia a direcção política de O Abrantes, para o qual escreveu duas dezenas e meia de artigos, até Julho de 1893, abandonando então o cargo. Foi precisamente nessa época que Eusébio Leão foi iniciado na Maçonaria, a23de Março de 1893,com nomesimbólicodesconhecido,eautorizado,pelo decreto n.o 17 de 23 ...''

 

 

 

O livro do Doutor António Ventura traz importante informação sobre maçons actuando na política abrantina

 

Vale a pena ler

 

mn



publicado por porabrantes às 13:53 | link do post | comentar

Quarta-feira, 07.05.14

O Guerra Junqueiro dedicou não ao Soriano, mas à sua porra descomunal,  um poema célebre

 

 

Torre de Babel ou A Porra do Soriano

 

 

outra edição relativamente recente, da magnífica e desaparecida editora E ETC. Junqueiro quis fazer desaparecer o poema, mas não conseguiu. Para além de figurar noutras recolhas, a Natália Correia publicou-o na famosa ''Antologia da Poesia Erótica e Satírica'.

02 - A Torre de Babel ou a Porra do Soriano seguida de As Musas

 

O Manuel Ferreira, excelente alfarrabista do Porto oferece uma edição clandestina do século XIX, que pensa ser a original

 

 

 

 

aparentemente editada sem licença do Junqueiro, mas também oferece outra edição de 1882

 

 

Que diz o poema?

 

A Torre de Babel                   

ou a Porra do          Soriano

Poema de Guerra Junqueiro

 

Eu canto do Soriano o singular mangalho !
Empreza colossal ! Ciclopico trabalho !
   Para o cantar inteiro e o cantar bem
Precisava de viver como Mathusalem.
   Dez seculos !
                Enfim, n'esta pobresa métrica
Cantemos essa porra, porra kilometrica,
d'onde pendem os colhões de que dão ideia vaga
as nadegas brutais do Arcebispo de Braga.
*
Sim, cantemos a porra, o caralho iracundo
que, antes de nervo crú, já foi eixo do Mundo !
   Mastro do Leviathan ! Iminencia revél !
   Estando murcho foi a Torre de Babel !
   Caralho singular ! É contemplal-lo
                                     É vel-o
tezo ! Atravessaria o quê ?
                            O sete estrelo !!
Em Thebas, em Paris, em Lagos, em Gomôrra
juro que ninguem viu tão formidavel porra !
   É uma porra, arquiporra !
                            É um caralhão atroz
que se lhe pódem dar trinta ou quarenta nós
e, ainda assim, fica o caralho preciso
para foder da Terra, Eva no Paraizo !!
   É uma porra infinita, é um caralho insonte
que nas roscas outr'ora estrangulou Le Comte*.
*
Oh, caralho imortal ! Gloria d'estes luzos !
Tu poderias suprir todos os parafusos
que espremem com vigor os cáchos do Alto Douro !
Onde ha um abysmo, onde ha um sorvedouro
que assim possa conter esta porra do diabo ??!
   Marquez de Valadas em vão mostra o rábo,
em vão mostra o fundo o pavoroso Oceano !
   - Nada, nada contém a porra do Soriano !!
*
Quando morrer, Senhor, que extraordinaria cóva,
que bainha, meu Deus, para esta porra nova,
esta porra infeliz, esta porra precita,
judia errante atraz de uma crica infinita ??
- Uma fenda do globo, um sorvedouro ignoto
que lhe ha-de abrir talvez um dia um terramoto
para que desagúe, esta porra medonha,
em grossos borbotões de clerical langonha !!!
*
A porra do Soriano, é um infinito assumpto !
Se ella está em Lisbôa ou em Coimbra, pergunto ?
   Onde é que começa ?
                      Onde é que termina
essa porra, que estando em Braga, está na China,
porra que corre mais que o próprio pensamento,
porque é porra de pardal e porra de jumento ??
   Porra !
          Mil vezes porra !
                           Porra de bruto
que é capaz de foder o Cosmos n'um minuto !!!

(a) Guerra Junqueiro.                    

 

(retirado do blogue http://users.skynet.be/manel/pedrosorianoversos.htm com a devida vénia)

 

Pode ouvi-lo aqui declamado

 

 

 O que nos interessa é que o Pedro Soriano veio viver para Abrantes

 

 

 

 

Pode ler aqui a apresentação da edição da Tinta da China, que foi organizada pelo Prof. António Ventura, um dos maiores eruditos lusos sobre o século XIX e um grande bibliófilo, onde  conta toda a história do Soriano, incluindo a sua estada abrantina, quando apesar de se encontrar relativamente bem abonado, começa a suspeitar que Maria Eugénia, uma menor que seduzira e conduzira a um casamento simulado, o engana. Tudo isso vai conduzir ao assassinato do ''amante''.

 

Segundo indicação nuns apontamentos que vi de Diogo Oleiro as duas edições contemporâneas de Junqueiro constavam da biblioteca do Dr.Solano de Abreu, que tinha uma secção abundante de obras ''galantes''. Onde é que elas estarão???'.

 

Finalmente, deve-se ler esta reflexão oportuna do Eduardo Pita   

 

 

MN

 

esta obra (a porra bem como a citada pelo António Ventura, que conta a ''biografia'' do Soriano são das mais raras referentes a Abrantes do século XIX em relação a obra impressa)



publicado por porabrantes às 15:12 | link do post | comentar

Domingo, 09.09.12
  • Quando em Portugal existe Nun’Alvares, Camões, Bartolomeu Dias, ou S. Francisco Xavier, Portugal é verdadeiramente um povo, verdadeiramente uma pátria.
    E hoje?
    Tal nação, tal governo. Tal árvore, tal fruto. Quem nos governa, quem nos tem governado? Ladrões! 
    Nem só ladrões. Também idiotas vulgares, ambiciosos medíocres, loucos e pusilânimes a farsa além da infâmia, a estupidez além do crime.
    Quer dizer: o que há de mais baixo no homem, a imbecilidade, a vaidade, a inveja, a hipocrisia a cobiça - gula de porco, veneno de réptil, cinismo de macaco, rancor de fera — eis o governo da nação, eis o guia do povo, eis a norma da pátria.
    Voltamos à besta, pela escolha e cultura dos atavismos inferiores.
    É a sociedade organizada para o mal. Os refractários eliminam-se. Ou aplaudir e ser cúmplice, ou protestar e ser vitima.

    Guerra Junqueiro, discurso pronunciado em 27 de Julho de 1897

    Notas da Redacção: O Senhor Professor Doutor António Ventura é colega do Doutor Candeias 

    na Academia de História. O Senhor Professor Doutor Ventura é maçon e um grande Historiador. O senhor Doutor Candeias é Silva como o Cavaco, beirão como o nosso amigo, grande 
    Genealogista Sr. Dr. António Graça Pereira......O Senhor Professor Doutor Ventura é alentejano....
    Nota 3: O Sr.Guerra Junqueira era um mau  poeta segundo o Armando Fernandes. O Manuel Alegre também é um escritor menor segundo o Armando Fernandes.
    Nota 4: Segundo o Fernandes o Passos Coelho é um grande governante.
    Nota 5: Parece-nos que alguém precisa de comprar


    Como é que isto se explica?

    Um País de Canalhas

    Pensar Portugal. Nós somos um país de «elites», de indivíduos isolados que de repente se põem a ser gente. Nós somos um país de «heróis» à Carlyle, de excepções, de singularidades, que têm tomado às costas o fardo da nossa história. Nós não temos sequer núcleos de grandes homens. Temos só, de longe em longe, um original que se levanta sobre a canalhada e toma à sua conta os destinos do país. A canalhada cobre-os de insultos e de escárnio, como é da sua condição de canalha. Mas depois de mortos, põe-os ao peito por jactância ou simplesmente ignora que tenham existido. Nós não somos um país de vocações comuns, de consciência comum. A que fomos tendo foi-nos dada por empréstimo dos grandes homens para a ocasião. Os nossos populistas é que dizem que não. Mas foi. A independência foi Afonso Henriques, mas sem patriotismo que ainda não existia. Aljubarrota foi Nuno Álvares. Os descobrimentos foi o Infante, mas porque o negócio era bom. O Iluminismo foi Verney e alguns outros, para ser deles todos só Pombal. O liberalismo foi Mouzinho e a França. A reacção foi Salazar. O comunismo é o Cunhal. Quanto à sarrabulhada é que é uma data deles. Entre os originais e a colectividade há o vazio. O segredo da nossa História está em que o povo não existe. Mas existindo os outros por ele, a História vai-se fazendo mais ou menos a horas. Mas quando ele existe pelos outros, é o caos e o sarrabulho. Não há por aí um original para servir? 


    Vergílio Ferreira, in 'Conta-Corrente 2'
    in o CITADOR
     A redacção  


publicado por porabrantes às 12:03 | link do post | comentar

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