Sexta-feira, 20.07.18

Neste post, que é uma das coisas mais importantes publicadas sobre História de Abrantes, este ano, o arqueólogo dr. Álvaro Batista recusa que se possa dizer que houvesse alguma vez uma colónia fenícia em Abrantes.

E tem razão.

Depois afirma que os cérebros do MIAA, o Davide Delfino, o Gustavo Portocarrero estabeleceram a confusão quando numa actas disseram que algumas moedas romanas tinham sido encontradas ''em vários sítios de Abrantes'', quando foram descobertas pelo Autor citado, na Pedreira em Rio de Moinhos,

Finalmente acusa os citados mais a arqueóloga da CMA, Filomena Gaspar, de não terem em conta a contribuição de Diogo Oleiro e Maria Amélia Horta Pereira e as descobertas feitas por eles, porque podiam ''estragar'' as suas teses um pouco delirantes.

E ainda diz que alguns usam trabalhos alheios e são capazes de não  os citarem. Há descarados no reino da Arqueologia.

mn    



publicado por porabrantes às 22:36 | link do post | comentar

Quinta-feira, 19.07.18

Davide Delfino volta a atacar. Numa dissertação aos itálicos teve a ousadia de elogiar o serviço de arqueologia cá do burgo, que tão generosamente o acolheu, primeiro como bolseiro da Fundação Estrada e depois avençado da autarquia.

Foi em Duronia, uma terriola com 510 habitantes, cujo patrono é o típico San Rocco, onde disse:

'' Parlando della sua esperienza ad Abrantes ha illustrato il concetto di archeologia municipale, a tutela e vigilanza delle opere e come grazie a questo servizio i ritrovamenti vengono in qualche modo tutelati, altrimenti tutto andrebbe perduto. Si tratta di una carta archeologica che ogni comune ha, attraverso la quale, prima di eventuali lavori di costruzione, è possibile individuare patrimoni archeologici che in questo modo vengono salvati''

Ou seja o académico acha que isto (que é meritório) funciona para impedir selvagens de fazer isto

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Como se sabe, não funcionou....

Na terriola, umas bestas tinham feito uma estrada em cima duma estação arqueológica, e vá de lhes recomendar, ingénuo, a solução abrantina.

Ora a solução é política, trata-se de escorraçar edis que permitem o crime, aqui ou em em Itália e os tachistas que pactuam com eles.

Nada mais, ou no caso de Duronia chamar os carabineiri para prender o síndaco, mas já sabemos que num país dirigido por fascistas, os carabineiri estão ocupados a perseguir pretos, para que a Itália permaneça branca.

mn    



publicado por porabrantes às 12:12 | link do post | comentar

Segunda-feira, 02.07.18

Acabamos de saber que o  único arqueólogo que há na CMA foi pressionado a modificar um post de 2017, onde criticava o miserável e delirante catálogo da Expo do MIAA desse ano,  porque  isso ofenderia a autarquia, a cacique e o Vereador da Cultura Luís Dias.

cacique

Quem o declara é o dr.Álvaro aqui

 

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O assunto já por nós tinha sido analisado o ano passado, num post onde desbaratámos as teses dos autores anónimos.

 

Portanto o dr. Álvaro Batista resolveu ''amaciar'' a furibunda crítica onde liquidou as delfinices, para não ofender caciques, mas acrescentou um post-scriptum que se transcreve com ilustrações:

(...) Lamentamos qualquer falsa interpretação e dizemos que estamos e continuaremos aqui a lutar pela arqueologia do Concelho de Abrantes e que Abrantes pode e deve continuar a contar comigo na defesa da arqueologia do Concelho.

Importa olhar para o passado e analisar o que está errado ou certo e melhorar continuamente. A Arqueologia do Concelho não é do Álvaro Batista, como não é da Filomena Gaspar de A ou B de quem assume momentaneamente os desígnios do Município. A arqueologia é de todos nós.

Segundo a Lei de Bases do Património Cultural (lei 107/01), cabe ao estado e aos Municipios a defesa (entre outros) do seu património arqueológico. Tem havido erros, falta de cuidado em acompanhamento de obras, tem-se verificado atropelo a edifícios classificados de parte a parte do Municipio e de entidades privadas. Foi a muralha no largo 1º de Maio,

bunker artur

 foi o retirar de um portal seiscentista em frente à Igreja de S. Vicente, foi a destruição parcial do que foi então a ermida de Santo Amaro

 

santo amaro 9

 

 

 

 

...). Existem faltas de parte a parte. O progresso não pode nem deve destruir o que seja  classificado ou não por cá aquela palha ou projectos desnorteados e desrespeitosos pelo Património Cultural Português. A DGPC tem de ser mais acutilante e ver que não é só património religioso ou público que merece o seu parecer, mas ter em atenção que a arqueologia não é o parente pobre da arquitectura como o ocorrido no Convento de S. Domingos em Abrantes, que segundo ao que ouvi não se lembraram da arqueologia mas só da arquitectura.

Estamos aqui ao serviço da arqueologia concelhia, mas importa mudança de Leis para os prevaricadores que destroem património. Deverão existir penas mais duras que não multas, instaurar processos que nada valem após a destruição de património arquitectónico ou arqueológico. À que mudar uma nuance da Lei que diz que embora nós deveríamos ser os defensores da arqueologia, não podemos entrar em qualquer local, como devíamos, pois é essa a nossa função em prol do estado, dizemos não podemos entrar numa obra sem o consentimento do proprietário. Paradoxo pois então ao proprietário é permitido destruir, pagar uma multa e submeter novo processo, sabe-se lá, talvez para a construção de uma garagem. Deveriam os Municípios validar após a destruição, pagamento de multas e novo projecto para um local em que  o proprietário deveria ser obrigado a reconstruir de novo o que destruiu, ou a colocar no sitio aquilo que retirou? (...) ''

 

 

Finalmente no tempo de Santana-Maia ainda os Vereadores da Oposição criticavam os atentados ao património, os de agora preocupam-se pouco com isso. Fique o reparo ao Armindo Silveira.

 

mn 

 

devida vénia ao Álvaro Batista

  



publicado por porabrantes às 21:17 | link do post | comentar

Domingo, 01.07.18

chiavari

A comuna de Chiavari por não poder fazer obras, espetou um cartaz dizendo que a culpa é da ''dottoressa Campana'', a arqueóloga que assinalou que havia um muro com interesse histórico.

Os edis transformaram-na no ''bode expiatório''

Parece que isto, típico da política populista italiana, excitou muito um ex-arquéologo do MIAA, que está muito preocupado com a ''dottoressa Campana''.

Ora o homem enquanto esteve entre nós permanceu cego, surdo e mudo a todas as barbaridades autárquicas sobre S.Domingos.

Ou seja não teve o valor da famosa ''dottoressa Campana''.

De forma que a CMA deve contratar a ''dottoressa Campana'', para vir para cá aterrrorizar caciques e defender o património.

ma



publicado por porabrantes às 19:36 | link do post | comentar

Terça-feira, 01.05.18

O mais antigo documento escrito do Ocidente europeu



publicado por porabrantes às 19:53 | link do post | comentar

Domingo, 08.04.18

Neste artigo muito interessante

A investigação da antiguidade do Homem no Portugal de oitocentos:

um contributo Para a História da ciência

 

de João Luís Cardoso

 

Abordam-se as primeiras escavações arqueológicas na região de Abrantes, feitas pelo General Carlos Ribeiro e a enorme polémica internacional que daí surgiu

 

 

ver no blogue este assunto

 

mn

 



publicado por porabrantes às 21:11 | link do post | comentar

Sexta-feira, 23.02.18

Neste artigo (2016) Luiz Oosterbeck (e outros) datam as pinturas rupestres peninsulares mais antigas de há mais de 40.000 anos.

As últimas investigações de João Zilhão, da Universidade de Barcelona (convém explicar que uma Universidade séria não é um estaminé do Mação) que vão sair na prestigiosa revista Nature datam as ditas pinturas de há 65.000 anos, graças a uma técnica de datação revolucionária.

Leia o artigo na Vanguardia.

Naturalmente se quiser fazer um mestrado sério de arqueologia, vá para Barcelona e não perca tempo no pinhal.

Afinal o Luiz Oosterbeck doutorou-se  em Londres e não naquela coisa chamada UTAD.

ma



publicado por porabrantes às 09:09 | link do post | comentar

Terça-feira, 05.12.17

Letras e livranças são uma chatice. Um dia um cliente entrou no escritório de  Advogado de Mário Soares e queria que este tratasse de uma cobrança de uma letra de 50 contos.

Ao fim de várias horas de ''chatice'', Soares teve vontade de lhe dizer ''tome lá os 50 contos e vá chatear outro''.

Isto acho que foi contado por Soares à Maria João Avillez e anda publicado num livro.

Entretanto .....hoje em dia na prática dos negócios letras & livranças são quase peças arqueológicas....

Mas sendo assim....parece que as empresas arqueológicas as usam....

E.....

Um cliente passou umas livranças à empresa arqueológica de Casais da Cacique, de quem eram gerentes....

 

O montante das livranças era de :

 

'' Livrança subscrita pela empresa (…), Lda., no valor de € 28.346,62 e com vencimento em 21.01.2015;
b) Livrança subscrita pela empresa (…), Lda., no valor de € 5.675,92 e com vencimento em 21.01.2015;
c) Livrança subscrita pela empresa (…), Lda., no valor de € 1.585,21 e com vencimento em 05.03.2015;
d) Livrança subscrita pela empresa (…), Lda., no valor de € 1.405,74 e com vencimento em 05.03.2015.''

 

O devedor não queria pagar, condenado em 1ª instância, apelou à Relação, sustentando várias coisas, entre elas que as livranças entregues estavam em branco....

 

Voltou a ser condenado. As razões jurídicas são demasiado técnicas. Leia-as aqui no douto acórdão da Relação de Évora.

mn   

 

 

 

 

 



publicado por porabrantes às 16:38 | link do post | comentar

Segunda-feira, 25.09.17

Violentas críticas de Luís Raposo e José Morais Arnaud ao poeta Castro Mendes...



publicado por porabrantes às 21:01 | link do post | comentar

Segunda-feira, 28.08.17

 

 

luis_oosterbeek.gif

O Luiz Oosterbeek na sequência dos fogos catastróficos de 2003 escreveu ao Ministério da Cultura pedindo um subsidiozinho de parcos 23.500,00 €..

 

O que ó homem queria fazer????

 

Entre outras coisas alugar um helicóptero:

O documento a que tivemos acesso discrimina:

 

(....)'' aluguer de 1 helicóptero por um período de 8 horas. Foram consultadas diversas empresas, sendo o melhor preço apresentado pela OMNI (helicóptero Bell Jetranger, por 675,00 €/hora + IVA, ou seja, um total de 6.426,00 €);''(...)

Helicoptero-Www_actualidadcanarias_com_.jpg

 

Na história estava também metida a Filomena Gaspar

 

filomena gaspar miaa.jpg

Pretendiam andar a verificar lá do espaço aéreo o impacto dos fogos nos calhaus arqueológicos.

 

O documento a pedir a ma$$a ía dirigido ao Ministério da Cultura e era assinado pelo tipo, com o pomposo título de ''

parque.png

Entre os colaboradores estava ainda a Sara Cura (tinha de estar), etc e um tal Prof José Gomes.

 

gomes.png

Acontece que o Gomes (já falecido) não tinha nenhuma formação académica para ser tratado por Professor.

 

O documento dizia que havia neste concelho inúmeros sítios afectados pelo fogo e que precisavam duma intervenção rápida.

 

Face a isto pergunta-se

 

Onde é que foi parar o famoso Parque Arqueológico e Ambiental do Médio Tejo?

 

Que acções foram feitas neste concelho para preservar esses sítios?

 

Que eram:

 

Alqueidão

Atalaia

Berteal

Bicas

Caldeirão

Casa Branca

Casal do Bacharel, Oeste

Cemitério Velho

Crucifixo, Abrigo

Crucifixo, corte da estrada

Crucifixo, depósito de água I

Crucifixo, depósito de água II

Crucifixo, Olival

Crucifixo, Planalto

Relvinha Verde 1

Relvinha Verde 2

Relvinha Verde 3

Relvinha Verde 4

Rio de Moinhos

Tapada ou Buraco da Moura

 

Nada e andou a CMA a gastar uma fortuna na torre do MIAA e os sítios arqueológicos ao abandono... 

E ainda: têm sido sistematicamente plantados eucaliptos no Concelho. Onde estão os estudos de impacto arqueológico sobre esses locais, que já andam pelo 2.000 hectares em 2017?

 

E a pergunta: face ao impacto dos fogos de 2017, será preciso outra vez alugar um helicóptero prá  dr ª Filomena ter uma vista panorâmica?????

 

mn 

PS- Era Vereadora da Cultura a Dona Isilda Jana

agradecemos do Doutor .....X a cedência do documento

 



publicado por porabrantes às 19:50 | link do post | comentar | ver comentários (2)

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