Segunda-feira, 24.02.14

 

 

Uma iniciativa louvável. Um bem-haja a quem organiza. E perguntamos nós, será que as terras agrícolas e as águas de Abrantes não estão poluídas por nitratos????

 

'' 

Nas Zonas Agrárias do Alto Oeste, Baixo Oeste, Grande Lisboa, Lezíria do Tejo e Núcleo de Abrantes foram recolhidas algumas amostras para abastecimento público que apresentaram níveis de nitratos superiores ao VMA (50 mg/L) para este tipo de águas (Quadro 5). Em amostras de água destinadas à rega, recolhidas em todas as Zonas Agrárias ou Núcleos em estudo, verificaram-se níveis de nitratos superiores ao VMA, que neste caso é de
30 mg/L (Quadro 6).''

 

PESTICIDAS E NITRATOS EM ÁGUAS SUBTERRÂNEASNA REGIÃO DO RIBATEJO E OESTE EM 1996, 

Sofia B.A. BATISTA , ; Maria José A.P.A. CEREJEIRA (2); Ascensão TRANCOSO (3); Maria São Luis CENTENO (4);,António Manuel S. SILVA FERNANDES (5)

 

 

Esta era a situação em 1996, progredimos algo?

 

 

Ou a situação agravou-se?

 

Em 2004 a nossa estimada Margarida Trincão  escrevia que a situação não tinha melhorado, mas que se iam tomar medidas.

 

Cinco anos depois, no boletim de propaganda ''Passos do Concelho'' o sr. Carvalho escrevia

 

 

 

 

 

 

 

 

Passos, Março-Abril, 2009

Coisa que dá para perguntar quem foi o iluminado autarca que por mor de razões mandou fazer um furo no Tainho (propriedade agrícola da família Simão) e desatou por mor de matar a sede abrantina, a regar as vísceras dos nossos conterrâneos com nitratos, provavelmente para adubar o eleitorado para que ele votasse PS. 

 

 

Em 2009 Luís Ribeiro escrevia  também:

''Os resultados indicam como áreas de alta susceptibilidade à contaminação a região da Golegã-Chamusca, Abrantes e o polígono Cartaxo-Benavente-Alverca-V. Franca de Xira correspondentes a áreas de agricultura intensiva e ainda zonas de muita alta susceptibilidade
correspondentes a a"uentes do Rio Tejo onde estão instalados extensos arrozais (Paralta et al., 2001), sendo em geral concordantes com as classes de valores de nitratos e pesticidas observados em 1996 e 1998.''

 

 

A zona da Bemposta é de cultivo de arroz, qual a quantidade de nitratos a adubar a água de Água Travessa ?

 

 

No entanto uma portaria de 2012 do Ministério da Agricultura não considerava Abrantes zona vulnerável a nitratos!!!!

 

Onde teria a cabecinha a delicada Assunção Cristas?

 

Bem no Politécnico de Castelo Branco foi feito um estudo sobre a qualidade das águas das fontes abrantinas, da autoria de Cátia Batista Francisco e os resultados são quase arrasadores:

 

 

(...) O presente trabalho teve como objectivo avaliar a qualidade da água de nove fontanários no Concelho de Abrantes. Das amostras analisadas verificou-se que as águas desta região são ácidas e de baixa mineralização, tornando-se a maioria delas impróprias para consumo humano
devido aos parâmetros microbiológicos analisados. Em suma, a água que apresentou melhores resultados foi a da fonte de São Miguel e a
fonte dos Amores. Por outro lado a fonte de pior qualidade foi a Fonte da Ónia. É de concluir que quanto mais afastadas dos centros urbanos, melhor a sua qualidade. (...))

 

 

Fica avisado o  nosso estimado amigo Arq. Doutor António Castel-Branco que não beba essa água, mas pode dá-la a beber ao licenciado careca e ao resto da seita, porque adubados pode ser que melhorem a qualidade das obras que fabricam.

 

Já estou  farto de nitratos, mas quando se faz uma pesquisa bibliográfica aparece o inesperado:

 

'' 

Em Portugal, um dos casos mais flagrantes é o das minas da Panasqueira, situadas no Cabeço do Pião e Barroca Grande, no Concelho do Fundão, que foram sujeitas aos efeitos da acumulação de mais de 400 toneladas de arseno-pirite (FeAsS), ao longo de pelo menos 30 anos.
Esta acumulação de arseno-pirite, proveniente da extracção de volfrâmio, constitui um risco elevado para a população residente naquela região, face ao perigo existente não só de contacto directo ou indirecto mas principalmente pela contaminação da água utilizada para consumo humano. De facto, o Rio Zêzere é um dos locais mais afectados pelas escombreiras das minas da Panasqueira e a sua água abastece a Albufeira de Castelo do Bode que por sua vez fornece os sistemas do Concelho de Abrantes e da Empresa Portuguesa das Águas Livres (EPAL), fornecedora de 34 Municípios da região da Grande Lisboa.''

 

in Ana Filipa Nunes Leitão Alegre, Saccharomyces cerevisiae como biossensor de arsénio na água: caso de estudo da Ribeira do Bodelhão e do Rio Zêzere, UNL, 2012

 

 

Entre os nitratos e o arsénico que devo preferir????

 

Deixo-vos com o sr dr. Pedro Marques, que trabalhou na Administração da Área de Saúde neste concelho e que também criou polémica acerca da água do Pego.

 

A propósito uma das zonas mais expostas ao arsénico é a de Bragança, com as consequências conhecidas por todos....

 

 

 

 

ma

 



publicado por porabrantes às 19:02 | link do post | comentar

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