Quarta-feira, 22.05.19

Bento_gonçalves

 

 

Bento Gonçalves, 2º SG do PCP sobre o revolucionário abrantino Martins Júnior:

'' (...) Ainda no ano de 1925, os reaccionários tentaram a sorte. Em 19 de Junho, o comandante Cabeçadas tomou de assalto um barco de guerra de onde chegou a fazer uns tiros para terra. Porém, a indecisão é já manifesta covardia dos conspiradores reaccionários que não deram sinal de vida, em terra. O Governo julgou a aventura, talvez muito aborrecido e contrariado por não ser ainda desta vez que punham fim à fantochada da sua existência. Em Dezembro de 1925 ou Janeiro de 1926, Martins Júnior, pessoa ambiciosa e tresloucada, capaz de se bandear com a reacção, como depois se provou com a sua adesão ao fascismo, arrancou com a artilharia de Vendas Novas e trá-la para Almada e Cacilhas de onde, à mistura com uns vivas ao Partido Radical, fez uns tiros para Lisboa. O Governo, porque se tratava de elementos tidos como «radicais», foi menos macio e, depois de apagar mais o rastilho de Almada, deportou o Martins Júnior, alguns sargentos e praças para a Madeira e Açores. Um dos heróis desta «fita» foi José Maria de Almeida Júnior.Estas aventuras, conquanto fossem chefiadas por pessoas cujos nomes andavam ligados à vida da República liberal e arvorassem o estandarte da luta contra o partido da tirania e opressão, o Partido Democrático, eram inspiradas pelos futuros fascistas.(...)''

 

Martins Júnior era amigo do anterior SG Carlos Rates e tinha com o PCP organizado acções armadas em 1924.

Carlos Rates caiu em desagraça e naturalmente Martins também. Tanto ele como Rates aderiram ao Estado Novo.

O resto do texto está aqui

 

Continuará como nos folhetins....

mn

foto: Wiki



publicado por porabrantes às 21:52 | link do post | comentar

Quinta-feira, 18.01.18

Bento Gonçalves, que morreu no Tarrafal, foi o 2º S. Geral do PCP (o 1º foi Carlos Rates).

No Livro ''Palavras Necessárias'' retratou os golpes do abrantino Martins Júnior:

 

'(...)' Ainda no ano de 1925, os reaccionários tentaram a sorte. Em 19 de Junho, o comandante Cabeçadas tomou de assalto um barco de guerra de onde chegou a fazer uns tiros para terra. Porém, a indecisão é já manifesta covardia dos conspiradores reaccionários que não deram sinal de vida, em terra. O Governo julgou a aventura, talvez muito aborrecido e contrariado por não ser ainda desta vez que punham fim à fantochada da sua existência. Em Dezembro de 1925 ou Janeiro de 1926, Martins Júnior, pessoa ambiciosa e tresloucada, capaz de se bandear com a reacção, como depois se provou com a sua adesão ao fascismo, arrancou com a artilharia de Vendas Novas e trá-la para Almada e Cacilhas de onde, à mistura com uns vivas ao Partido Radical, fez uns tiros para Lisboa. O Governo, porque se tratava de elementos tidos como «radicais», foi menos macio e, depois de apagar mais o rastilho de Almada, deportou o Martins Júnior, alguns sargentos e praças para a Madeira e Açores. Um dos heróis desta «fita» foi José Maria de Almeida Júnior.

Estas aventuras, conquanto fossem chefiadas por pessoas cujos nomes andavam ligados à vida da República liberal e arvorassem o estandarte da luta contra o partido da tirania e opressão, o Partido Democrático, eram inspiradas pelos futuros fascistas. A reconhecida incapacidade política da pequena burguesia era aproveitada pela reacção que a par e passo a lançava em aventuras desesperadas. A reacção tinha agentes seus nos agrupamentos pequeno-burgueses para o que desse e viesse. Em qualquer circunstância favorável aos seus desígnios, esses agentes tratariam de concertar as coisas a seu favor. É que os reaccionários não tinham ainda descartado a hipótese de os aventureiros oportunistas da pequeno-burguesia serem alguma vez bem sucedidos num dos seus frequentes «golpes». E dado que tal viesse a suceder, os seus agentes tratariam de encaminhar o sucesso para o ponto em que os fascistas lhe pudessem deitar a mão. Se esta previsão não se desse, havia que esperar o esgotamento de toda essa actividade política putchista e ligar mais tarde toda essa gente a um putche verdadeiramente revolucionário (...)

 

devida vénia a https://www.marxists.org/portugues/goncalves/ano/mes/palavras.htm

 

O livro é

Palavras Necessárias
(Elementos para a História do Movimento Operário Português)

 

mn

 



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