Sexta-feira, 08.01.16

padre edgar 3.png

 na página do bloco de esquerda  de abrantes

 

Segundo uma página de apoio ao  candidato Rev. Edgar, o Prof. Marcelo Rebelo de Sousa é um ''delator'', é um filho de ministro fascista e afilhado dum ditador e foi educado num luxo ''obsceno''

 

Outro dia morreu em Torres Novas um delator do PCP,  Francisco Canais Rocha,  que cobriu de vergonha a Intersindical,

canais rocha.jpg

Foto Observador 

 

 

e o delator é o Marcelo.

 

Num país normal e numa revolução normal Canais Rocha teria pago numa cadeia a delação, aqui foi enterrado com pio cortejo e a CGTP fez o elogio histórico dum traidor 

 

A Fernanda Leitão, tratou do Canais, assim:

Opinião, por Jornal O Templário)
As judiarias da vida
(© Jornal O Templário)

Recentemente, li uma entrevista que José Luís Judas deu a um jornal diário. Judas, que foi o primeiro chefe da CGTP, militante de repleta folha de serviços do PC, nos bons tempos da União Soviética, teve uma crise de azia por lhe ter caído na fraqueza o 25 de Novembro de 1975 e, antes que fosse tarde, saltou para o PS, que logo fez dele presidente da Câmara de Cascais. Também podia ter saltado para o PSD, como outros fizeram, que teria promoção garantida. Os partidos têm-se vindo a mostrar como albergues espanhóis: cabe lá tudo, porque as verdadeiras diferenças não são de monta e a desvergonha partidária passa a borracha por cima de tudo o que não lhe convém ver discutido.
Já há uns anos largos que em Cascais se diz do Judas o que o Maomé nunca disse do toucinho, por causa daquelas obras mal explicadas, mas em geral rendosas, que certos autarcas fazem com desvelo e muito descaramento.  Foi até processado mas, para não variar na Justiça que temos, o processo foi arquivado. Ainda assim, na citada entrevista, Judas chora baba e ranho, considera-se injustiçado, perseguido, uma vítima. O que é muito português;: pintam a manta e depois, oh mamã dá-me colinho que estão a bater ao menino.
Ora o Judas, o Judas, para o que lhe havia de dar. E a renegar o PC, e a queixar-se do PS, quem sabe se à espera que outro partido caia na cantiga do vigésimo premiado. Eu conheço esta peça há muitos anos, mais concretamente desde a chamada primavera marcelista, altura em que o PC se lançou ao assalto dos sindicatos. Infiltraram tudo. Sabia-se no meio que os capitães do assalto eram o Judas e o Canais Rocha, um de Torres Novas que, por ter amor ao partido e bom estômago, também colaborava com a PIDE, como a canalhada do MRPP descobriu no labirinto das fichas nos idos de 1975. Por razões óbvias, eles mostravam-se pouco, não davam a cara, manejavam tudo na sombra. Algumas vezes tive uma sensação de mal estar observando Judas a meter o nariz em tudo, a espiar tudo, mas calado e sonso. Dissimulado.
Pouco depois do 25 de Abril de 1974, numa manhã Judas irrompeu pelo meu gabinete, acompanhado de uma ganga de camaradas do PC e do PS. Ele, com um sorriso canalha, entregou-me a carta em que, textualmente, se dizia que eu era saneada por motivos ideológicos. Ao mesmo tempo, os seus jagunços arrancavam das paredes os posters com poesias e belas gravuras, pisavam-nos a pés e rosnavam que era tudo “propaganda fascista”. Fiquei a saber, naquele momento, que os comunistas da revolução consideravam fascistas o Camões, o Fernando Pessoa, e até o José Gomes Ferreira...   Ia ser muito complicado lidar com tanta ignorância e falta de inteligência.  Antes de saír do gabinete, olhei o Judas nos olhos (uns olhos fugidios de rato) e disse-lhe que, se ele não me matasse naquela hora, um dia haveria de ter notícias minhas e desagradáveis. Porque a guerra estava declarada, era matar ou morrer, por ser evidente que as pessoas com os olhos abertos, que pensavam pela sua cabeça, cultas e viajadas demais para não irem na treta do paraíso soviético, eram saneadas, expelidas pelos lacaios da ditadura vermelha. Silenciar os adversários é uma obsessão, uma tara de todos os fanáticos e desonestos.
Nos dias que se seguiram, as hostes do Judas andaram a pintalgar as paredes da zona com insultos aos saneados, com difamações. Eu estava absolutamente tranquila: nunca servi a ditadura salazarista, sempre me senti contra ela, e cheguei mesmo a ser presa. Não era uma democrata do 26 de Abril, como eles. O meu processo de saneamento rolou pelos tribunais durante 26 anos!!!, graças à legislação feita por aqueles senhores que nós sustentamos no parlamento. Legislação incompetente e estúpida. Acabei por me exilar no Canadá. Milhares de pessoas inocentes e válidas ficaram com a vida estragada, foram objecto de insultos reles por parte desta gente sem escrúpulos, sem carácter e sem educação.
De que se queixa agora o Judas? Não teve ele, durante todos estes anos, muito mais do que merece? Que quer o PC e os seus dinossauros, quando vêm prometer democracia, liberdade e boa governação? São tolos ou querem fazer de nós parvos?

  

Era melhor estarem calados.....

 

mn

 

devida vénia ao Templário



publicado por porabrantes às 16:32 | link do post | comentar

Segunda-feira, 11.08.14

''

Primeiro líder afastado

 

Primeiro líder afastado

Um dos principais 'mistérios' da Intersindical (que viria a adotar a designação de CGTP no congresso de 1977) prende-se com o afastamento do seu primeiro líder. Suplente do Comité Central do PCP, Canais Rocha foi o primeiro coordenador da central logo a seguir ao 25 de abril.

Na versão de Américo Nunes, em agosto de 1974, "por razões de ordem pessoal alheias à atividade sindical, Francisco Canais Rocha saiu de coordenador da Intersindical". Que razões foram, nada adianta.

Numa entrevista concedida em 1986 ao investigador José Barreto, Canais Rocha explicou o seu afastamento "não por divergências políticas" com o PCP, "mas pelo meu comportamento na polícia". Quadro clandestino do PCP, Canais fora preso em 1967. Torturado pela PIDE, não resistiu e falou.

Pouco depois do 25 de abril, o MRPP acusou-o publicamente de ter 'colaborado' com a polícia. O próprio PCP terá feito uma investigação nos arquivos da PIDE/DGS, onde terá encontrado elementos comprometedores. Em consequência, Canais foi expulso do PCP. A saída da central era inevitável.


Ler mais: http://expresso.sapo.pt/cgtp-branqueia-a-sua-historia=f631517#ixzz3A6E0i3nP
''

 

 

José Pedro Castanheira no Expresso

 

O panfleto do MRPP é este (parte) e está on-line

 

 

 

http://www.amigoscoimbra70.pt/download/Documentos%20de%201974%20p%C3%B3s%2025%20Abril/1974_12_03_D_Decla_Luta_Popular_MRPP.pdf

 

É naturalmente um texto polémico inserido na luta entre o MRPP e o PCP e deve ser lido dentro deste parâmetro.

 

Mas o texto do Avante, que saiu na época em que Canais foi preso, dizendo que resistiu à polícia política não passa de pura propaganda.

 

Não sei se voltarei ao  tema

 

MA

 

 

 

 

 

 



publicado por porabrantes às 16:43 | link do post | comentar

Domingo, 10.08.14

 

 

in

 

 

 

 

 

 

e houve quem tivesse sido injustamente expulso do PCP, porque um controleiro não podia falar,  e portanto expulsava-se o subordinado, mesmo que não houvesse provas, o que foi expulso, esse sim, foi Ministro, ironias da democracia

 

uma entrevista a Canais Rocha

 

Documento composto FR - Entrevista a Francisco Canais Rocha

        

  

http://cad.cgtp.pt/ica/index.php/824;isad

           

Arquivo da CGTP

 

 

MA



publicado por porabrantes às 23:40 | link do post | comentar

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