Quinta-feira, 29.07.21
 
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Camião invadindo a Praça Alexandre Herculano, do centro histórico de Constância, no dia 26 de Julho de 2021. Foto do grupo + Constância do Facebook.
 
 
O falo era adorado pelos povos antigos como um símbolo da  fecundidade da natureza.  Sabe-se que constitui um tema recorrente na psicanálise  enquanto signo de poder. O que não se sabia era que o falo caído pode ser a imagem de um executivo sem visão nem ambição, impotente para erguer sequer um "frade", colunelo que um camião derrubou porque a autarquia não há meio de corrigir a sinalética e a toponímia , permitido a existência de duas ruas com a mesmo nome na mesma freguesia. Uma a norte e outra a sul, nomeadamente, do Tejo. A imagem do falo caído, resulta de um acidente recente de viação, contra o vetusto pelourinho do centro histórico da vila de Constância. Desleixo de uma autarquia que permite que por engano haja camiões destinados  à margem sul, da CAIMA,  a  entrarem na margem norte, na zona de protecção e salvaguarda. O inevitável, aconteceu. Este acidente contra aquele imóvel de interesse público é mais um acto resultante da negligência deste executivo para com a defesa do património. Há trapeiras a desaparecer num lado e a aparecer no outro e uma lamentável descaracterização da vila, com especial incidência no casario. A falta de protecção do património pode fazer recuar o Governo na classificação do centro histórico? Não sabemos para já. 
450 sobre a autonomia do  nosso concelho  e de elevação   a Vila da povoação (data ignorada pela câmara) será que  no actual território  existe coesão territorial económica e social?
Ou, pelo contrário, existem três freguesias, três comunidades autónomas sem interacções, laços ou relações significativas?
A separação entre Constância e o "outro lado do Tejo"  foi uma evidência até muito recentemente.
E hoje? O que mudou?
Como avaliar o actual nível de coesão?
Quais os indicadores de avaliação?
E o caso da Pereira? Deixou de ser considerada aldeia pela mão do PDM...
A falta de uma ponte com boas acessibilidades  e rápido fluxo rodoviário não estará a impedir o desenvolvimento do concelho? Um concelho dividido pelas águas.
Qual a alternativa na impossibilidade da construção de uma nova ponte a médio prazo?
Reforma administrativa?
Haverá uma terceira via? Como potenciar a zona de servidão militar? Trazendo investimentos de larga escala para aqui, a nível científico e tecnológico? Atraindo mão de obra qualificada? 
O problema existe.
Fugir dele não é solução.
Nesta maré de recuperação económica devido à  pandemia, pergunto:
-Que fez a nossa assembleia municipal de Constância para informar a comunidade sobre as oportunidades do Plano de Recuperação e Resiliência? As verbas já estão a chegar.
É urgente a recuperação económica dos nossos comerciantes e empresários.
 Podemos e devemos trabalhar a duas velocidades.
A curto e médio prazo e a longo prazo.
Para ser sincero, estes autarcas que estão no poder dizem-me pouco ou  quase nada. Não os conheço na sua maioria. Nem me identifico  com a leitura minimalista e corporativa que fazem do exercício do poder local.  E não sinto interesse em dialogar com os mesmos. Dialogar o quê? Não vejo nada de atractivo  nas suas  intenções políticas. O recandidato vem falar de medidas para o próximo mandato as quais poderão integrar qualquer programa de qualquer partido. Fixar pessoas,  mais empresas e apostar numa praia, etc é coisa que fica bem em qualquer território do interior, com características semelhantes ao nosso. Mas qual é a visão estratégica?  Para mim o futuro só pode passar pela educação a um nível de excelência. A oferta pós secundário  há-de polarizar as respostas.  Enquanto essa realidade não chega temos de nos organizar em torno do nosso potencial turístico e cultural, apostando num produto turístico como seja a proposta que já tornei pública da marca "Constância". O plano de desenvolvimento terá de trabalhar a duas velocidades.
António Mendes teve a oportunidade de gerir o concelho no tempo das vacas gordas e de sair como Comendador . As novas gerações 
de autarcas locais apresentam-se com muita vontade para falar e pouca para trabalhar..
Esta inércia mata.
Tenho ouvido diversos constancienses e posso dizer que há um sentimento de tristeza e de desilusão.
Sentem a sua/ nossa vila... morta.
É por eles e pelos nossos que estou disponível  para combater os "mornos" que não trouxeram mais valias para a nossa qualidade de vida.
Trouxeram tristeza e inércia.
Não, obrigado!
A valorização do nosso território  tem sido um desafio 
 para os poderes central e local ao longo destes 45 anos de autonomia das autarquias. 
A existência de  diferentes velocidades no que concerne ao desenvolvimento tem conduzido as políticas no sentido de uma aposta na convergência dos territórios com a mobilidade, política, economia e emprego. 
Há uma corrente que defende precisamente 
a convergência de territórios e não a valorização ou coesão territorial.  O argumento radica no facto das  regiões se desenvolverem a diferentes velocidades, defendem. As regiões seriam assim objecto de  análise , caso a caso, na medida dos desafios geográficos, políticos e sociais, em que estejam inseridas. A agenda do desenvolvimento assume  assim uma perspectiva construtivista que, na aparência nada parece ter de censurável.   Só na aparência., claro.
 Colunelo ("frade") do Pelourinho de Constância, 
derrubado por  um camião, no dia 26 de Julho de 2021. Foto de Ricardo Escada.
 
 
Recordo que o município de Constância, pela voz do seu antigo presidente, António Mendes, esteve na vanguarda da contestação da lei do fundo de equilíbrio financeiro  que por via dos seus critérios, penalizava os municípios mais pequenos e de baixa densidade. 
Temos aí um ministério dito da coesão territorial que prevê acções de promoção das diferenças entre os territórios de baixa densidade e superior.  A criatividade dos nossos governantes não tem fim...
Encontra-se aprovado pelo Conselho Europeu, nomeadamente, o plano de recuperação e resiliência português. 
Quais os projectos de investimento dos nossos actores locais e regionais? Como dizia a ministra da área recentemente 
"O PRR será tanto mais do nosso território, do nosso interior, quanto maior for a capacidade de execução na eficiência energética, na habitação, na área da saúde, na área dos transportes". Grande parte destas verbas não têm beneficiários identificados. 
É já notícia que Portugal vai receber treze por cento das verbas do PRR nos próximos dias.
 
Alguém conhece a estratégia da assembleia municipal de Constância para a aplicação e eficaz divulgação  do PRR?   
As políticas decorrentes deste plano deveriam chegar a todas as pessoas.
Para que serve uma assembleia que não é voz  nem porta de acesso  a este extraordinário  instrumento  de financiamento colectivo?
As verbas do PRR e do programa Portugal 2030,  totalizam 40 mil milhões de euros. 
Uma parte importantíssima destas verbas vai ser executada através dos programas operacionais regionais.
Não há tempo a perder  com autarcas  sem  ambição e visão. Temos de aproveitar  as verbas que aí vêm. Temos de erguer o "colunelo" e provar ao senhor da terra do "eu tinha falo" que é possível ser  muito mais activo e vigoroso...
 
José Luz (Constância)
PS- Não uso o dito AOLP.
 
 
 


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Sábado, 24.07.21
Marca "Constância" um sonho
apenas a dois passos...
 
A criação de um produto turístico designado por marca "Constância"  mantém a sua actualidade enquanto projecto  possível para o desenvolvimento do território do concelho de Constância e  zonas limítrofes. 
Hoje em dia o conceito de "produto" está desligado da designação tradicional, aparecendo de uma forma generalizada nos mais variados sectores da actividade económica. Fala-se em "produto turístico" e  bem. É possível, num determinado território,  combinar elementos materiais e imateriais e direccioná-los para uma actividade específica que abranja tudo o que uma pessoa possa consumir  utilizar,  observar, experimentar  durante uma viagem ou estadia. Essa actividade própria pode englobar:  o património existente nesse território, os equipamentos e as infra-estruturas, e as atracções. O "produto turístico"  ficará completo com a chamada acessibilidade ao "destino turístico".  O consumidor, em suma, acaba por adquirir uma combinação de actividades, como por exemplo, o produto "Constância". Este poderia ser constituído por canoagem, trilhos,  estabelecimentos hoteleiros,  transporte, animação, restauração, organização de viagens, montra digital com oferta de comércio e serviços variados, visitas a ruínas e Monumentos (Alcolobre,  Torre, Terra Fria, Igrejas paroquiais  e  da Misericórdia, capelas multiseculares, Pelourinho, cruzeiros, monumento a Camões),  visitas a  locais de cultura, ciência e de lazer (Casa-Memória  de Camões, Jardim-Horto de Camões, Parque ambiental e Borboletário, Centro de Ciência Viva), participação em fóruns camonianos, certames do livro e de antiguidades, feira camoniana, a título de exemplo..
Em 2013 tive um sonho:  a marca "Constância", como produto turístico. A criação de uma entidade de "participações locais" com a intervenção do município e das entidades privadas, pode bem ser o  motor de desenvolvimento turístico local. A promoção da marca assente num conceito válido  foi ideia que desenvolvi então, em 2013.
Tudo passa por um calendário fixo de actividades com pacotes de oferta promocional.  O marketing ficaria a cargo da entidade com "participações locais". De futuro, o município, retirar-se-ia, gradualmente, de cena.
É urgente criar-se uma marca  que leve ao desenvolvimento turístico e cultural do nosso território. O formato que a minha candidatura definiu em 2013 implicava que o poder autárquico tivesse de partilhar tomadas de decisão com a sociedade civil. É por isso que os partidos  fogem da proposta como o diabo da cruz. Não querem perder o controlo do poder.  A lógica dos partidos é supra-concelhia. Os autarcas não têm vontade  política própria. Salvo raras excepções. Só com pessoas auto-confiantes e forte poder carismático se poderá construir uma onda renovadora...
É preciso acreditar e sonhar.
O novo hotel de Constância pode bem fazer parte desse sonho e dessa criatividade.
Este percalço da pandemia não pode fazer recuar a iniciativa do desenvolvimento.
A prioridade de momento é a recuperação económica do comércio e das nossas empresas.
Mas sem se perder de vista uma visão estratégica a médio e longo prazos.
Sem uma equipa forte e coesa não há projecto que resista.
Dessa equipa tem de fazer parte a comunidade.
Não queremos homens "providenciais"  que por tudo e por nada gritam em defesa  da honra ou que  façam o saneamento político  de toda a equipa mantendo-se apenas a si próprios no barco... que se prepara para acolher novos migrantes até ao próximo saneamento.
Não há tempo a perder com experiencialismos nem com aprendizes.
A pandemia deu cabo de nós.
Precisamos de gente forte para que não venha novo Vate cantando como outrora:
 
"As terras sem defesa, esteve perto
De destruir-se o Reino totalmente;
Que um fraco Rei faz fraca a forte gente."
 
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José Luz (Constância)
 
PS- não uso o dito AOLP.
Foto de Ricardo Escada. Vista geral do Outeiro da Conceição.

 



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Sexta-feira, 23.07.21

Dedicado ao José Luz, Presidente do Conselho Fiscal da Casa de Camões:

Matias Coelho, o espertalhão das dúzias no Mirante

a redacção 



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Quarta-feira, 14.07.21

Dizem existir nas obras de Paula Rego uma história a ser contada, o suspense, para lá da obra em si – origjnal – que lhe serve de inspiração. As histórias alimentam-na e ela alimenta-as, por sua vez.  Ainda que de forma efémera e subtil, o poder da arte está presente nas criações artísticas, com as suas influências no ser humano.

Capa do catálogo da XI Exposição Primavera, da «Galeria de Constância», 1991.

A criadora Paula Rego, é sabido, tem-se inspirado desde cedo, na literatura oral ou escrita, nas artes pictórica, musical ou mesmo cinematográficas. Em 1990 aceitou ser a primeira artista associada da «National Gallery» londrina.

No ano anterior  a esta sua ascensão esteve exposta na «Galeria de Constância» de boa memória, a sua obra «Ring-a-Ring o’Roses (1989). As imagens, fortemente desenhadas integram o portefólio ‎‎de «Rimas ‎‎do berçário» decorrente dos desenhos que Paula Rego criou para o segundo aniversário da sua neta Carmen.

As rimas inspiradoras…

«Ring a Ring O’ Roses,
A pocketful of posies,
Atishoo! Atishoo!
We all fall down!»

Traduzindo

Ring-a-ring o’Roses

Um bolso cheio de «posies»

A-tishoo! A-tishoo

Todos nós caímos (1)

Acredita-se que esta rima foi uma paródia macabra alusiva à Grande Peste que varreu as Ilhas Britânicas em 1665.

Segundo o sumário da obra «Ring-a-Ring o’Roses (1989)», a autora já em pequena terá sentido um prazer especial em ver as gravuras de Gustave Doré, do «Inferno» de Dante…

''Ring O’ Roses''1( 1989) de Paula Rego, exposto  na «Galeria de Constância» em 1991.

Existem pelo menos três versões diferentes da música para «Ring a Ring o’ Roses». Todas elas construídas numa lógica de quadratura simples, de roda. Melodias simples, assim como letras fáceis e padrões silábicos, ajudam a música a ficar na nossa mente. A imagem daquele quadro também ficou na minha mente, desde o primeiro momento…

A sua autora continua ainda hoje a suscitar tanto a admiração quanto o embaraço.

Desde a sua primeira exposição em Lisboa nos anos 60 na Sociedade Nacional de Belas Artes que se encontram presentes nas suas criações, de forma subjacente, leia-se, alguns princípios de que serão exemplos: desmontar jogos de poder, denunciar o autoritarismo dos políticos, a hipocrisia, expor o sofrimento no amor e a sexualidade encapotada, exaltar o poder feminino, entre outros.

«Se tivesse ficado em Portugal possivelmente teria sido uma bêbada profissional» (sendo homem, claro, teria sido um bêbado importante). Palavras que Paula Rego «desenhou» ´para uma entrevista a Livingstone, então comissário da retrospectiva realizada no Museu Nacional Centro de Arte Rainha Sofia, em 2007. Eu acrescentaria até: se tivesse ficado em Portugal e em particular na vila de Constância, onde expôs em 1991 a sua dança macabra, a autora teria sido uma autarca ou, quiçá, consultora cultural municipal.

Ocorre-me aqui citar bem a jeito, algumas sentenças escritas pela saudosa amiga, Manuela de Azevedo, fundadora da Associação da Casa de Camões. (2009), cuja divulgação devemos ao Museu Nacional da Imprensa em particular. É assim que, sem meias palavras e de forma assertiva, a antiga escritora e jornalista, dizendo o que lhe vai na alma sobre a actualidade política da vila de Constância, diz também muito do que é a visão limitada e por vezes corporativa dos meios pequenos em que vigora com alguma facilidade o caciquismo tradicional. Razões de uma outra grande mulher que, ao invés de ter sido acolhida por um país estrangeiro, persistiu em ficar por cá…

Oiçamos:

«O programa cultural da Casa de Camões em Constância merecia que as duras turbulências políticas dos últimos anos o não atingissem. Todavia sempre vai havendo verba para festivais de música «pop», a que ocorrem milhares de festivaleiros, fortalecendo o que de mais minimizante possui a cultura de um povo deixando sem resposta a boa vontade do esforço de quem tenta que Portugal suba a par do conceito das nações civilizadas. Na verdade, valham-nos os cérebros portugueses que no estrangeiro sobem ao grau de classificação dos primeiros».  

Não sabemos se a nossa fundadora estaria a citar a Paula, mas pode depreender-se que não a excluiria do seu pensamento, por certo. A «Galeria de Constância» ficava mesmo ali ao lado da Casa-Memória.  A obra de Paula Rego esteve exposta na Primavera de 1991.  Tratou-se de mais uma exposição colectiva, em que participaram ainda: Cruzeiro Seixas, Raúl Perez, Sérgio Telles, Augusto Barros, Lucília Moita e Santos Lapa. A década de 90 foi uma espécie de período dourado cultural, em que estiveram muito activos quer a «Galeria de Constância» de José Ramôa Ferreira, quer o Centro Internacional de Estudos Camonianos. Foi também a década da emergência e explosão da comunicação social local.

Imagem parcial da vila de Constância, por Ricardo Escada.

Manuela de Azevedo, já no final da sua vida activa cultural, continuava a sonhar com uma comissão de especialistas e mecenas, «capaz de transformar a formosa Constância num grande centro de estudos e turismo como o é hoje Stratford-upon-Avon capaz de envergonhar uma senhora da actual Direcção da Associação da Casa-Memória ao dizer que esta é uma obra do 25 de Abril…». 2009 !

Hoje (!) como ontem, sempre podemos cantar, dançando, para evitar as pragas…

«Ring a Ring O’ Roses,
A pocketful of posies,
Atishoo! Atishoo!
We all fall down!»

José Luz

(Constância)

José Luz

(Constância)

PS – Não uso o dito AOLP.  A Fundação Mário Soares capturou no seu início, a vários bancos, as verbas que poderiam ter sido destinadas à futura Fundação da Casa-Memória de Camões (revelação de M.A nas suas memórias). O conceito cultural e turístico que existe na Casa-museu de Shakespeare, gerida por uma sociedade, foi discutido na associação de Constância por diversas vezes.  Infelizmente, os intentos da Manuela de Azevedo e de outros membros dos órgãos sociais, de se criar um conceito local semelhante para Camões, não chegaram a ser realizados nunca. A Manuela foi substituída e outros já se afastaram, de cansaço. Não há cultura colaborativa. Sem predisposição pessoal para a inovação, nunca haverá mudança.  Nem com influências dominantes ao sabor dos partidos políticos. A cultura não pode estar ao serviço das ideologias. Esse erro paga-se caro.

(1) Há quem afirme que a rima do berçário ‘Ring-a-ring-o’-roses’ é sobre a praga londrina de 1665:

-As “rosas” são as manchas vermelhas na pele.

-Os “posies” são as flores que as pessoas carregavam para tentar afastar a praga.

-“Atishoo” refere-se aos ataques de espirro de pessoas com peste pneumónica.

-“Todos nós caímos” refere-se a pessoas morrendo.

 

 

 


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Sábado, 10.07.21

PRESTAÇÃO DE CONTAS 2020

DECLARAÇÃO DE VOTO



Tratando-se de um documento iminentemente técnico os eleitos da CDU consideram que o mesmo está de acordo com as normas legais em vigor e reflecte o que foi a actividade da Câmara Municipal no ano de 2020 e por essa razão nada temos a opor.



Quanto ao conteúdo e no que directamente influi na vida das pessoas, os eleitos da CDU manifestam a sua opinião crítica, essencialmente no que se refere à realização de obras ou apenas alterações sem gosto, sem qualidade, mal feitas ou inacabadas.



O POMTEZE, Plano de Ordenamento das Margens do Tejo e do Zêzere foi completamente descaracterizado com a substituição de capeamentos cerâmicos por materiais pobres que imitam o granito, a introdução de gradeamentos e rampas em ferro e a tentativa de melhoramento do Parque Infantil que em nada ficou beneficiado, a substituição do telhado da Estrutura de Apoio no parque de merendas (tasquinha) mantendo as laterais danificadas, são apenas alguns exemplos daquilo que não devia ter sido feito.



A não intervenção no Lago junto ao Restaurante Pezinhos nos Rios, a não colocação de uma cobertura amovível no Anfiteatro dos Rios e a não instalação de cadeiras no mesmo espaço seriam beneficiações que, após ter-se gasto quase 500.000€ naquela obra, teriam enriquecido em muito o bem-estar dos utilizadores.



O projecto apresentado para a Avenida das Forças Armadas nada nos tranquiliza quanto ao avanço da descaracterização existente no Pomteze. A redução de estacionamento na Avenida e a solução proposta para o Largo Heitor da Silveira nada contribui para a manutenção das características urbanas e ribeirinhas da Vila.



O arranjo de parte da Estrada Militar em Malpique, sem que a mesma reverta para a posse do Município, não é uma solução correcta do ponto de vista patrimonial.



No ano de 2020 continuou-se a não investir na manutenção dos caminhos florestais.



O Gabinete de Saúde Oral, uma responsabilidade do Ministério da Saúde, em que o Município investiu 25.759.00€ continua sem funcionar.



A actividade cultural, com as desculpas do Covid, foi inexistente. O Cine-Teatro continua encerrado sem sabermos se está definitivamente pronto a abrir.



A rega do Campo de Futebol Municipal, onde foram gastos perto de 10.000€ continua sem funcionar.



Apenas com a retirada de 700.000€ de investimento, efectuada com a revisão orçamental de Setembro, foi possível encontrar na Nota Prévia a descrição de “previsões rigorosas” . Caso tal não tivesse acontecido, em vez dos 80% de realização das GOPs pouco se teria ultrapassado os 50% e em vez de falarmos em previsões rigorosas teríamos que falar em previsões desastrosas.



Para terminar salientamos como positivo o encerramento do processo do Açude de Santa Margarida e a Extensão de Saúde de Montalvo, que esperamos, tal como em Santa Margarida, tenha os profissionais necessários para manter o seu funcionamento regular, e a “meia” Estrada Militar com as ressalvadas referidas.



Pelas razões apontadas os eleitos da CDU não poderão votar favoravelmente, optando pela abstenção.



Os eleitos da CDU

Constância, 25 de Junho de 2020



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Sexta-feira, 25.06.21

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Numa arrasadora entrevista ao ''Mirante'', o amigo José Luz desmascara contundente o ''assalto à Casa de Camões'', a perda dum património único, a acção da excelentíssima esposa do ex-Presidente Máximo Ferreira, promovida a cacique da coisa por afinidade, e a gestão do actual Presidente.....

ler tudo 



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Quarta-feira, 16.06.21

Mais uma crónica do Zé Luz sobre Constância. Saborosa e acutilante.

Monumento aos combatentes de Constância  une esquerda em Constância... com omissões

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Foi com alguma pompa e circunstância provincianas  que a câmara socialista de Constância inaugurou no dia  de Portugal , de Camões e das Comunidades Portuguesas o seu pequeno monumento  "Aos combatentes do Concelho de Constância por Portugal'.
Tal como já tinha publicado, na legenda deste  "monumento" em aço corten (de estética desagradável) não há qualquer referência ao Império nem à Guerra de Espanha.
Já escrevi que não concordo com uma visão assim, selectiva da história.

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Vou dar dois exemplos que ilustram o meu ponto de vista:
- Os militares que foram mobilizados para a defesa do Império não estavam a combater "por Portugal" apenas, mas pela defesa do Império Colonial  e das populações cuja defesa incumbe ao Estado. Aliás, é sintomático que, no Dia de Camões, dia do génio da lusitanidade, se tenha vergonha de cantar "Os Lusíadas" neste "monumento". Seria  até uma excelente oportunidade consagrar no dito "monumento"  uma legenda assim:" À constância se deve toda a glória".As novas gerações vão olhar para aquela legenda ( onde faltam letras nos nomes do Concelho e do nosso país, num evidente mau gosto estético) e não vão relacionar o dito com o ultramar, ou com o Império, palavras proibidas no léxico marxista... É, seguramente, caso pensado. 
- Tomaz Vieira da Cruz foi voluntário na Guerra de Espanha, na luta contra o comunismo de então.  Lutou contra o marxismo. Daí a exclusão que a legenda deste "monumento" faz? Tomaz é uma espinha nos desígnios do marxismo cultural. O seu prestígio internacional não passou ao lado, por exemplo,  da enciclopédia britânica. Mas passou ao lado no discurso do Tenente-general da Liga dos Combatentes o qual não se coibiu de citar Camões, O'Neill e mesmo Lima Couto. É grave. Omitir um dos filhos mais ilustres de Constância, na presença do padre, dos órgãos autárquicos, das associações e daquelas entidade todas, civis, militares, etc. É quase um ultraje à memória deste grande poeta da diáspora, combatente na Guerra civil. É caso pensado.  Só pode ser, como adiante se perceberá. Sobre Tomaz já tinha escrito anteriormente. Deixem-me dizer-vos que também Ernest Hemingway esteve nesta guerra.  Foi correspondente em Madrid.  A sua obra "Por quem os sinos dobram" deve o seu sucesso ao que consta, por causa da experiência deste escritor na luta fratricida de Espanha. 
O Tenente-General que discursou acha que as críticas "de alguns" ao monumento são descontextualizadas. Mas não justifica a sua reacção. Creio que recebeu da câmara algumas dicas... Fala em "visão redutora" de alguns críticos deste monumento. Mas depois acentua que o monumento "foi aprovado por unanimidade no município". Grande novidade. São todos de esquerda e contra o Império Colonial Português. 
A sua visão da guerra do ultramar coincide em parte com o discurso da esquerda parlamentar. Ouvi tudo. Percebo a sua estratégia em querer desacreditar a nossa política ultramarina.  Onde é que eu já li isto... Estive atento. Ouvi-o falar de Camões e dizer que Camões tratou a nossa vila como vila das flores e dos frutos.  Esta dica deve ter vindo da câmara?  Não dá para acreditar. Falou de O'Neill e de Lima Couto. Nunca citou Tomaz Vieira da Cruz afinal o constanciense que integrou "Os Viriatos" na Guerra de Espanha.  Concordo com o que disse sobre o juramento dos militares, sobre a Pátria, sobre as fragilidades do estatuto do antigo combatente. Todos os oradores tentaram justificar a  "simplicidade" do dito   monumento. Sai mais barato não é?!
É notório o incómodo... Afinal nem todos os constancienses estão maravilhados com as latas ferrujentas. Qual é a descontextualização da crítica? Não percebi, de todo. Qual o motivo  do ataque aos impérios?  Então não foram os republicanos que aquando da Revolução decidiram defender o Império? Diz o Sr que a geopolítica mudou muito cedo  e que na prática "corríamos todos em vão". Só é estranho terem dado por isso já muito tarde ...  O discurso do "bota abaixo" dos impérios caiu muito bem nos ouvidos dos Exmos Vogais dos órgãos autárquicos ali tratados por "deputados".  Muita pompa a circunstância  e duas latas e meia. Muitos agradecimentos ao Sr presidente que cedeu instalações à liga da sua terra (instalações que não são dele) O que fica de tudo isto? Um tímido e pouco digno "monumento" que não refere o Império nem a Guerra de Espanha.  E vem baralhar os jovens. Ao longo de todo o discurso do militar há  ainda uma reacção à onda que tenta negar o esforço de guerra de Portugal. Há aqui uma ambiguidade.  Aparentemente o orador estará a criticar aqueles que acham que não se devem inaugurar monumentos aos combatentes.  Temos visto alguns deputados e partidos radicais com este discurso no PS, por exemplo... Acontece que o orador disse mais sobre ao que vinha. Disse que o combatente corria por valores em que acreditava ou jurou defender e que os desfechos das guerras lhes são totalmente alheios. Disse que todo o soldado deseja a Paz. E é em nome dessa paz que ele, orador, crê  justificar-se mais este monumento. Pareceu-me um discurso  reactivo e sempre na defensiva.  Por vezes a puxar pela emoção da plateia. Pena é que a legenda do monumento seja selectiva e ideológica. Quem tem medo do Império?
A Liga tem um objectivo político claro e louvável: pugnar por um estatuto digno para o antigo combatente.
A câmara municipal, por sua vez, l corre atrás de todas as oportunidades para manter as boas graças do Zé pagode. Desta vez e em dia de Camões choveram convites para toda a gente, associações, colectividades, secretários, tesoureiros, entidades religiosas, civis, militares, militarizadas. Não foi ainda desta vez que se convidou o Conselho Fiscal da Casa de Camões. As boas práticas não são o forte do novel autarca que por razões de quarentena esteve ausente. Desejo-lhe tudo de bom nessa cruzada.
 
 
José Luz (Constância)
 
PS- Não uso o dito AOLP. 
O município de Constância tem uma visão negacionista da nossa história do ultramar que resulta do facto das forças ali representadas serem de esquerda.. Para eles a diáspora portuguesa  não pode ser exaltada. É tabu. A coroa que vão pôr no Camões é parte da encenação de uma peça com vários actores. Camões exaltou o império que eles querem silenciar no "monumento" aos combatentes. É um paradoxo previsível.
 


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Domingo, 13.06.21

Nesta entrevista, o dr. Matias Coelho, P. da Associação da Casa de Camões disserta sobre sobre os bens deixados a essa casa, pela escritora Manuela de Azevedo e pela bondosa acção da poluidora Caima para com a instituição.

Mas esquece-se duma coisa, a biblioteca que ela legou (a que se juntaram mais preciosas colecções  de livros, como a camoniana Fortes) e que deixaram vergonhosamente  ser destruída por infiltrações de água, como diz no Mirante, José Luz, dos órgãos sociais dessa casa.

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Dos corpos sociais fazem ainda parte vários autarcas, entre eles o P. da Câmara.

As desculpas de mau pagador encenadas, soam a lérias e não satisfazem ninguém minimamente preocupado com o património cultural.

São um insulto a Manuela de Azevedo, uma vergonha total.

Como quer Constância ser a pátria de Camões, quando deixa apodrecer a bibliografia do vate ?

Ao menos que tivessem vendido os livros nos alfarrabistas, sempre teriam ido parar a quem gosta deles.

Sobre o silêncio sepulcral do PS e da CDU sobre isto, como sobre muitas outras omissões sobre o progressivo empobrecimento do património dessa terra, que temos vindo a noticiar, haveria muito a dizer.

Mas basta com isto: essa gente envergonha-nos.

ma   



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Segunda-feira, 07.06.21








Cdu Constância












Doação de Leite

Vereadora Júlia Amorim presta esclarecimento

que a seguir se transcreve



Fui confrontada, hoje, pelo Senhor Presidente na reunião de câmara sobre se concordava com a publicação na página de faceboock da CDU sobre a doação de leite.

Após acalorada troca de opiniões, informei a câmara municipal que iria publicar um esclarecimento onde relataria com factos a falta de clareza e rigor na forma como este processo foi gerido.

Este é infelizmente só mais um caso dos muitos que têm acontecido ao longo do mandato autárquico e perante os quais as vereadoras eleitas pela CDU têm adoptado uma oposição construtiva, apresentando correções, propostas e recomendações nem sempre aceites.

Só que desta vez tocou bem fundo a indignação da população porquanto e independentemente da quantidade, o facto é que um bem alimentar essencial é deitado ao lixo por uma entidade pública por mera inabilidade.

Perante esta situação não poderia a CDU deixar de dar voz à indignação da população e dos seus eleitos denunciando esta situação.

Posto isto, passemos aos factos:

1- Na reunião de câmara de 6 de Maio foi proposto pelo Senhor Presidente a aceitação da doação de

14 560 PK de leite num valor estimado de custo de aquisição de 7.935,20 euros.

2-Na informação escrita elaborada pelo Secretário do Senhor Presidente é dito que no dia 23 de Abril, foram entregues nos armazéns da câmara municipal 14 560 PK de leite nova Açores square e que consultado o mercado é possível verificar que um pack de 2 vezes 1 litro tem um custo de 1,09 euros;

3- Na factura nº 2700412512 é indicado que foram doadas 29 paletes correspondentes a 3640 PK de leite cujos lotes de validade variavam entre 9 e 16 de maio

4- Na factura nº 2700412484 é indicado que foram doadas 28 paletes correspondentes a 3640 PK de leite cujos lotes de validade ía até 13 de maio

5- De acordo com as duas facturas o total de PK recebidos pela câmara municipal foi 7280 PK e não de 14 560 PK conforme consta na informação presente na reunião de câmara.

6- Ao ter conhecimento que se encontrava em armazém leite fora de validade solicitei por escrito esclarecimentos ao Senhor Presidente, tendo sido informada do seguinte:

a) Recebemos 57 paletes de leite;

b) Listagem das entidades dentro e fora do Concelho a quem foi doado leite:

426 Litros - Bombeiros Voluntários de Constância

420 Litros - Santa Casa da Misericórdia Constância/Santa Margarida

180 Litros - Santa Casa da Misericórdia Constância/ Lar São João - Constância

440 Litros - Loja Social de Constância

60 Litros - Mosteiro Clarissas - Montalvo

204 Litros - Casa da Quinta - Atalaia

600 Litros - Centro Social Paroquial - Atalaia IPSS

300 Litros - Centro Social de Asseiceira

300 Litros - Centro Social do Entroncamento

300 Litros - Cáritas do Entroncamento

300 Litros - Cáritas Vila Nova da Barquinha

270 Litros - Santa Casa da Misericórdia Barquinha

300 Litros - Fundação Dr. Francisco Cruz Praia do ribatejo

23 400 Litros - Câmara Municipal de Abrantes

432 Litros - Vidas Cruzadas - Abrantes

1 500 Litros - Câmara Municipal da Chamusca

c) Sobraram 13 paletes e meia de leite

Não foram registados os litros de leite levantados pelos funcionários da Câmara Municipal.

7- Uma vez que os dados vinham em paletes perguntei por escrito qual a quantidade de litros de leite por palete tendo só hoje obtido a resposta verbalmente na reunião de Câmara que umas têm 600 litros outras 700 litros.

8- O senhor presidente não conseguiu informar-nos quer da quantidade exacta de leite recebido quer da quantidade exacta de leite que sobrou fora de validade.

9- Não se sabe a quantidade total de leite distribuído pela Câmara Municipal de Constância porquanto

29 432 litros foram distribuídos por várias instituições não tendo sido registados os litros de leite levantados pelos trabalhadores da Câmara Municipal

10- A menos que houvesse o milagre da multiplicação do leite se poderá acreditar que cada PK tem 2 litros, que a câmara recebeu 14 560 litros e distribuiu 29 432 litros.

11- Na falta de informação por parte do senhor presidente e após consulta de fonte fidedigna confirmei que um PK tem 6 litros logo a câmara recebeu 43 680 litros;

12- Se 43 680 litros de leite correspondem a 57 paletes então em média cada palete tem 766 litros de leite

13- Se sobraram fora de validade 13,5 paletes, a Câmara Municipal põe no lixo 10 341 litros de leite

14- Para efeitos legais a câmara municipal aceitou uma doação no valor 23,805 euros e não de

7.935,20 euros conforme consta na proposta apresentada pelo senhor presidente da Câmara.

Assim, sendo:

1- É ou não legítimo manifestar indignação por se deitar para o lixo cerca de 10 341 litros deste bem alimentar essencial? E Repito: Cerca, porque a entidade oficial não sabe a quantidade exacta.

2- Desconhecendo-se: a quantidade exacta do leite recebido, o que sobrou fora de validade e ainda a falta de registo dos litros de leite levantados pelos funcionários da Câmara é ou não legítimo concluir que não existiu rigor e controlo na condução do processo?

E, pergunto:

1-Se o Leite foi recebido a 23 de Abril há quanto tempo sabia a câmara que o iria receber?

2-Apesar do curto espaço de tempo para escoar o leite, não teria sido possível contactar os restantes municípios do médio Tejo (13) com quem tem relações privilegiadas, ou mesmo todos os municípios do distrito (21), a União Distrital das Instituições Particulares de Solidariedade Social do Distrito de SANTARÉM que conta com 184 instituições associadas, ou o Secretariado Regional de Santarém da União das Misericórdias?

3- Foi pedida a colaboração, ou opinião às instituições do concelho designadamente as que integram o Conselho Local de Acção Social?

4- Onde será entregue o leite fora de validade? Poderá a Resitejo recebê-lo como lixo? Quanto custará à Câmara Municipal de Constância a destruição de acordo com os requisitos legais?

5- Houve ou não incompetência, falta de rigor, transparência, agilidade e perspicácia na gestão deste processo?

Perante esta situação não poderia a CDU deixar de dar voz à indignação da população e dos seus eleitos denunciando esta situação.

Afinal de contas os munícipes têm o direito a conhecer “o outro lado da história” e a formar livremente a sua opinião.

Constância, 4 de junho de 2021

A vereadora da CDU, sem pelouros atribuídos

Júlia Maria Gonçalves Lopes de Amorim












publicado por porabrantes às 13:18 | link do post | comentar

Quinta-feira, 27.05.21

Comunicado da CDU:

CDU Constância
ESCÂNDALO!
DEIXAR ESTRAGAR QUASE 10.000 LITROS DE LEITE É UM CRIME QUE NÃO PODE FICAR IMPUNE!
Há cerca de dois meses a Câmara Municipal de Constância recebeu em donativo a quantia de quase 60.000 litros de leite, cujo prazo de validade terminou no passado dia 16 de Maio, para distribuir pelas Instituições de forma a evitar o seu desperdício.
Dada a elevada quantidade optou o Município, e bem, por alargar a distribuição a outras Instituições de Concelhos limítrofes, sem contudo conseguir fazer todo o escoamento.
É inacreditável que, tratando-se de um bem essencial, não se tenha programado de imediato a distribuição total desta oferta mesmo que para isso tivesse sido necessário alargar a outros concelhos.
Também a possibilidade de troca deste leite, por outro com prazo mais dilatado, que poderia ter sido feito por exemplo com o Campo Militar, que recebeu centenas de militares num exercício recente, teria sido uma opção inteligente que evitaria o encaminhamento deste bem para o lixo.
A falta de planeamento e de ação da parte do Executivo Municipal levou, assim, a mais um desperdício de um produto que muita falta faz a Instituições de Solidariedade e a muitas famílias do Concelho e do País.
Apenas o desleixo, a incompetência e insensibilidade podem justificar tão insólito desfecho de cerca de 10.000 litros de leite.

so.jpg

 



publicado por porabrantes às 11:05 | link do post | comentar

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