Rodrigo Álvares, prior de S.Vicente, comprara umas casas sem licença régia e deixara uma à amásia, Inês Fernandes.
O Rei confisca as casas e vende-as a Margarida Anes.
A Margarida, que não era uma santa, era muito protegida pelo Rei, tinha sido amante de Diogo Anes, padre de Tomar e por isso andara fugida à justiça, mas alcançara em 1501, o perdão régio.
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Por carta de Abrantes de 2 de Março de 1506, D.Manuel I dirige-se ao todo poderoso ministro de Castela, o Cardeal Cisneros, dizendo-lhe que vai conquistar Jerusalém e pedindo apoio contra a ''pérfida seita de Mafoma''.
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Em 1521, D.Manuel faz entrada solene em Lisboa, com a 3ª mulher, Leonor de Habsburgo, irmã de Carlos V, depois de viúva, Rainha de França .

A Câmara de Lisboa fez solenes festejos para agasalhar os reis.
Para o que nos interessa, contratou jovens abrantinas e da Castanheira para bailarem folias, com 30 foliões.
A foliada era um baile acompanhado de pandeiros. Estava proibido pela Santa Madre Igreja, mas era permitido em certos dias de festa, como este em que os monarcas honravam a capital.
(1)
Dizia Mestre Gil....
A CML gastou vasta soma em vestir e alimentar as abrantinas
(2)
Deve ter sido o primeiro rancho folclórico abrantino. a fazer uma digressão à capital.
A história do século XVI não é apenas feita de Almeidas sanguinários, mas também de alegres e humildes raparigas tangendo pandeiros....
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(1)- Carolina Michaellis de Vasconcellos, Cancioneiro Geral,
(2)-Freire de Oliveira, Elementos para a História do Município de Lisboa, 1882, Tomo I
''Impresso nas oficinas da Livraria Bertrand. [Damaia e Lisboa]. 1968. De 28,5x18 cm. Com [38]+[3] fólios inumerados. Encadernação artística inteira de pele de carneira natural, gravada a seco nas esquadrias e nas conchas; e com aplicações das réplicas dos fechos e ferragens manuelinos, executado pelo mestre encadernador Frederico d'Almeida, em Lisboa. Magnifica encadernação, contendo a reprodução anastática do documento e dos averbamentos posteriores, sendo estes transcritos nos últimos 3 fólios inumerados; junto com a reprodução perfeita do belo selo manuelino pendente de uma fita de seda. Em colofon: « Este foral foi fac-similado na íntegra, segundo o original existente na Câmara Municipal, por ocasião do quinquagésimo aniversário de Abrantes cidade, sendo a câmara constituída por: Dr. Agostinho Rodrigues Baptista, presidente; Dr. João Manuel Esteves Pereira, vice-presidente; Eng. Luís Fernando de Almeida Velho Bairrão; Dr. Luís Gonzaga Moura Neves; Dr. Manuel Francisco Dias; Dr. Eugénio Pires Grosso; Fernando Tavares Dias Simão; e Armindo Augusto Tavares, vereadores. A leitura de todos os documentos apensos ao termo do foral foi feita pela Dra. Maria do Carmo Jasmim, conservadora do ANTT sob a orientação de João Paulo de Abreu Lima. Acabou de imprimir-se nas Oficinas de Bertrand (Irmãos), Lda. aos 30 de Março de 1968, com a tiragem de 1000 exemplar''
Na Livraria Castro Silva (Lisboa), donde se reproduz o texto e imagens com a devida vénia
Editado por ocasião da comemoração dos 50 anos de elevação de Abrantes a Cidade.
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O filho bastardo de Colombo organizou uma fabulosa biblioteca sobre navegações marítimas e a gesta de seu pai. No lote havia 3 três cartas datadas de Abrantes, assinadas por D.Manuel I
(...)24 —Epistole serenissimi Regis Portugalie de victoria cõtra infidelis habita. Ad Julium papam secijduz & ad sacrum collegium Reuerendissimo[rum] & dfio[rum] cardinalium.
Estas epístolas, datadas «Ex oppido Abrantes. Die XXV Septembris. M. Dd. vij» e reunidas no mesmo opúsculo, existiam na Columbina, sob o n.° 3.039 do Registrum. Fernando Colon anotou: «est in 4º costo ë Roma I qtrim». Eugénio do Canto reproduziu-as em 1905, servindo-se do original existente no Department of Printed Book, British Museum, G. 6.953; mas neste mesmo ano tinha já promovido a reprodução da ed. parisiense, que apenas continha o texto da Epistola Serenissimi Regis Portugalie ad Julium papam Seciiclum de Victoria cõtra infideles habita. Venundantur Parrhysiisi Palatio Regio a Guillermo Eustace sub tertio Pilari. M. D. VII.
As duas edições desta epístola ao papa Júlio II divergem, como observou Braamcamp Freire (Archivo Historico, V, 243). F. Colon não possuiu a ed. parisiense, mas a outra, que tudo indica ser italiana — talvez de Roma
-25— Taprobane insula orientalis ethiopie acquisitio p emmanuelè regé... belli victorosa cum sarracenis propugnatis, arabia gloriosa p portugalen regè ano 1507 gesta —1— Sanct.m° in X° ac beatissimo — D — abrantes 25 septèbris 1507 — est in 4º costo è frãfordia 1 feni de m.do enero de 1522.
Registrum, n.° 3. No Abecedário, col. 541: De taprobane cequisitione. Não existe atualmente. Eugénio do Canto não a reproduziu, nem sabemos de algum bibliógrafo que a descreva, ou biblioteca que a possua.(...)
Joaquim de Carvalho in Joaquim de Carvalho.org
São testemunhos importantíssimos para a gesta dos descobrimentos e datam da estadia de D.Manuel em Abrantes. O exemplar nº25 está desaparecido. Das outras 2 há edições difíceis de encontrar, mas acessíveis.
| Título | Epistola serenissimi regis Portugalie ad Julium papam secundum de Victoria contra infideles habita. [Ex oppido Abrantes, 25 septembris 1507.]. |
| Autor | Manuel I (roi de Portugal) |
| Editor | Eugenio do Canto |
| Editor | Impr. nacional |
| N.º de páginas | 12 páginas |
Fernando Colombo compôs a Vida do Almirante que é a biografia do seu pai e por isso acumulou uma das maiores bibliotecas do seu tempo.
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a opinião sobre o desaparecimento da 3ª carta é para mim discutível, vamos investigar
.
D.Fernando de Portugal, senhor de Abrantes, foi enterrado em São Domingos por sua mulher a Infanta D.Guiomar.
O seu irmão, o Infante D.Luís, também natural da vila de Abrantes, foi entre outras coisas Prior do Crato e pai de el-Rei D.António I que resistiu à Invasão de Espanha.
D.Manuel, pai deles, residiu largamente na vila de Abrantes.
Na Universidade Nova discute-se a privança de El-Rei Venturoso, onde andaram copioso grupo de abrantinos e ainda donde El-Rei saneou quase tudo o que cheirasse a Almeida, por não ter confiança ''política'' neles.
E discute-se a Casa de D.Fernando, ou seja o projecto político de D.Manuel de criar uma grande Casa abrantina em torno de D.Fernando e de D.Guiomar Coutinho,
tema abordado pelo dr. Hélder Carvalhal, da Universidade de Évora, já autor dum importante ensaio sobre a Casa do Infante D.Luís.
A Tubucci decerto estará presente nesta jornada de trabalho.
mn
a ler:
CARVALHAL, Hélder Filipe Machado, A casa e o senhorio do infante D. Luís (1506-1555): estrutura, clientelas e relações de poder, 3.ª edição, U.Évora, Orientadora: Mafalda Soares da Cunha (U.Évora), Co-orientadora: Isabel dos Guimarães Sá (ICS-ULisboa/U.Minho)
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O Venturoso, aqui retratado por Henrique Ferreira (1718), protector de São Domingos, teve a desventura de se confessar a um galego de Vinhais, insensível às necessidades do Rei em comunicar com o povo.
Posto por S.Noronha
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