Sábado, 16.03.19

Em 1521, D.Manuel faz entrada solene em Lisboa, com a 3ª mulher, Leonor de Habsburgo, irmã de Carlos V, depois de viúva, Rainha de França .

800px-Eleanora_of_Austria,_Queen_of_France

A Câmara de Lisboa fez solenes festejos para agasalhar os reis.

Para o que nos interessa, contratou  jovens abrantinas e da Castanheira para bailarem folias, com 30 foliões.

A foliada era um baile acompanhado de pandeiros. Estava proibido pela Santa Madre Igreja, mas era permitido em certos dias de festa, como este em que os monarcas honravam a capital.

folia(1)

Dizia Mestre Gil....

A CML gastou vasta soma em vestir e alimentar as abrantinas

folias(2)

Deve ter sido o primeiro rancho folclórico abrantino. a fazer uma digressão à capital.

A história do século XVI não é apenas feita de Almeidas sanguinários, mas também de alegres e humildes raparigas tangendo pandeiros.... 

mn

(1)- Carolina Michaellis de Vasconcellos, Cancioneiro Geral,

Niemeyer, 1904
 

(2)-Freire de Oliveira, Elementos para a História do Município de Lisboa, 1882, Tomo I

 

 

 



publicado por porabrantes às 15:44 | link do post | comentar

Sábado, 08.10.16

foral 1966.png

1966.png

 ''Impresso nas oficinas da Livraria Bertrand. [Damaia e Lisboa]. 1968. De 28,5x18 cm. Com [38]+[3] fólios inumerados. Encadernação artística inteira de pele de carneira natural, gravada a seco nas esquadrias e nas conchas; e com aplicações das réplicas dos fechos e ferragens manuelinos, executado pelo mestre encadernador Frederico d'Almeida, em Lisboa. Magnifica encadernação, contendo a reprodução anastática do documento e dos averbamentos posteriores, sendo estes transcritos nos últimos 3 fólios inumerados; junto com a reprodução perfeita do belo selo manuelino pendente de uma fita de seda. Em colofon: « Este foral foi fac-similado na íntegra, segundo o original existente na Câmara Municipal, por ocasião do quinquagésimo aniversário de Abrantes cidade, sendo a câmara constituída por: Dr. Agostinho Rodrigues Baptista, presidente; Dr. João Manuel Esteves Pereira, vice-presidente; Eng. Luís Fernando de Almeida Velho Bairrão; Dr. Luís Gonzaga Moura Neves; Dr. Manuel Francisco Dias; Dr. Eugénio Pires Grosso; Fernando Tavares Dias Simão; e Armindo Augusto Tavares, vereadores. A leitura de todos os documentos apensos ao termo do foral foi feita pela Dra. Maria do Carmo Jasmim, conservadora do ANTT sob a orientação de João Paulo de Abreu Lima. Acabou de imprimir-se nas Oficinas de Bertrand (Irmãos), Lda. aos 30 de Março de 1968, com a tiragem de 1000 exemplar''

 

Na Livraria Castro Silva (Lisboa), donde se reproduz o texto e imagens com a devida vénia

 

Editado por ocasião da comemoração dos 50 anos de elevação de Abrantes a Cidade.

 

mn



publicado por porabrantes às 23:32 | link do post | comentar

Quarta-feira, 08.04.15

hernan colombo.jpg

O filho bastardo de Colombo organizou uma fabulosa biblioteca sobre navegações marítimas e a gesta de seu pai. No lote havia 3 três cartas datadas de Abrantes, assinadas por D.Manuel I

 

(...)24 —Epistole serenissimi Regis Portugalie de victoria cõtra infidelis habita. Ad Julium papam secijduz & ad sacrum collegium Reuerendissimo[rum] & dfio[rum] cardinalium.

Estas epístolas, datadas «Ex oppido Abrantes. Die XXV Septembris. M. Dd. vij» e reunidas no mesmo opúsculo, existiam na Columbina, sob o n.° 3.039 do Registrum. Fernando Colon anotou: «est in 4º costo ë Roma I qtrim». Eugénio do Canto reproduziu-as em 1905, servindo-se do original existente no Department of Printed Book, British Museum, G. 6.953; mas neste mesmo ano tinha já promovido a reprodução da ed. parisiense, que apenas continha o texto da Epistola Serenissimi Regis Portugalie ad Julium papam Seciiclum de Victoria cõtra infideles habita. Venundantur Parrhysiisi Palatio Regio a Guillermo Eustace sub tertio Pilari. M. D. VII.

As duas edições desta epístola ao papa Júlio II divergem, como observou Braamcamp Freire (Archivo Historico, V, 243). F. Colon não possuiu a ed. parisiense, mas a outra, que tudo indica ser italiana — talvez de Roma

-25— Taprobane insula orientalis ethiopie acquisitio p emmanuelè regé... belli victorosa cum sarracenis propugnatis, arabia gloriosa p portugalen regè ano 1507 gesta —1— Sanct.m° in X° ac beatissimo — D — abrantes 25 septèbris 1507 — est in 4º costo è frãfordia 1 feni de m.do enero de 1522.

Registrum, n.° 3. No Abecedário, col. 541: De taprobane cequisitione. Não existe atualmente. Eugénio do Canto não a reproduziu, nem sabemos de algum bibliógrafo que a descreva, ou biblioteca que a possua.(...)

Joaquim de Carvalho in Joaquim de Carvalho.org

 

São testemunhos importantíssimos para a gesta dos descobrimentos e datam da estadia de D.Manuel em Abrantes. O exemplar nº25 está desaparecido. Das outras 2 há edições difíceis de encontrar, mas acessíveis.

 

Fernando Colombo compôs a Vida do Almirante que é a biografia do seu pai e por isso acumulou uma das maiores bibliotecas do seu tempo.

 

 

mn

 

a opinião sobre o desaparecimento da 3ª carta é para mim discutível, vamos investigar 

 

 .



publicado por porabrantes às 22:49 | link do post | comentar

Sábado, 28.03.15

D.Fernando de Portugal, senhor de Abrantes, foi enterrado em São Domingos por sua mulher a Infanta D.Guiomar.

O seu irmão, o Infante D.Luís, também natural da vila de Abrantes, foi entre outras coisas Prior do Crato e pai de el-Rei D.António I que resistiu à Invasão de Espanha.

D.Manuel, pai deles, residiu largamente na vila de Abrantes.

sa de abrantes 2.png

Na Universidade Nova discute-se a privança de El-Rei Venturoso, onde andaram copioso grupo de abrantinos e ainda donde El-Rei saneou quase tudo o que cheirasse a Almeida, por não ter confiança ''política'' neles.

E discute-se a Casa de D.Fernando, ou seja o projecto político de D.Manuel de criar uma grande Casa abrantina em torno de D.Fernando e de D.Guiomar Coutinho,  

sa de abrantes.png

tema abordado pelo dr. Hélder Carvalhal, da Universidade de Évora,  já autor dum importante ensaio sobre a Casa do Infante D.Luís.

 

A Tubucci decerto estará presente nesta jornada de trabalho.

 

mn

a ler:

 

CARVALHAL, Hélder Filipe Machado, A casa e o senhorio do infante D. Luís (1506-1555): estrutura, clientelas e relações de poder, 3.ª edição, U.Évora, Orientadora: Mafalda Soares da Cunha (U.Évora), Co-orientadora: Isabel dos Guimarães Sá (ICS-ULisboa/U.Minho)



publicado por porabrantes às 23:26 | link do post | comentar

Sexta-feira, 20.05.11

 

 

 

 

 

 

 

 

 

O Venturoso, aqui retratado por Henrique Ferreira (1718), protector de São Domingos, teve a desventura de se confessar a um galego de Vinhais, insensível às necessidades do Rei em comunicar com o povo.

 

Posto por S.Noronha 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 



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