
É muito difícil a Duarte Lima escapar incólume à suspeita de que teve algo a ver com o sucedido
A notícia caiu com estrondo, vinda do Brasil. O advogado Duarte Lima, segundo a Acusação, assassinou a sua cliente Rosalina Ribeiro. O móbil: não deixar rasto de prova de cinco milhões de euros que ela terá depositado numa conta do seu advogado para, desta forma, os desviar do bolo da herança disputada entre Rosalina e a filha de Tomé Feteira.
Li o documento de Acusação. A investigação está bem feita, tendo em conta as circunstâncias em que a Polícia teve de trabalhar, sem testemunhas directas e sem o principal suspeito por perto. Embora tenha lacunas graves, que não esmorecem todas as suspeitas sobre a sua credibilidade. A utilização da arma, por exemplo. Não é claro como terá Duarte Lima adquirido a arma do crime. Por outro lado, está evidenciada informação que coloca Duarte Lima dentro do homicídio. Sobretudo o exame do carro que terá revelado vestígios de sangue no seu interior, a reconstituição da viagem até ao local do crime e, em particular, a profunda contradição entre o seu depoimento inicial e a narrativa reconstituída do crime realizada pela investigação criminal brasileira. Dito de outro modo, se a Acusação não é um documento inatacável, com alguns buracos negros que precisariam de melhor explicação, não é menos verdade que será muito difícil a Duarte Lima escapar incólume à suspeita de que teve algo a ver com o sucedido. E o seu silêncio, ainda que compreensível neste momento, perante a avalanche de condenações precipitadas, não o defenderá, aos olhos dos cidadãos do seu país, da hipótese de ter cometido um crime hediondo.
Em primeiro lugar porque representa o rompimento radical da relação entre advogado e cliente. Se o advogado nos mata, para que servem os advogados? É verdade que é apenas um caso, mas mancha essa relação de confiança sagrada. Em segundo lugar porque o seu próprio país, que lhe deu fortuna e reconhecimento pelos lugares públicos e políticos que desempenhou, merece essa explicação. Ou então, tornar-se-á um caso de repugnância absoluta, pois o próprio julgamento à revelia, com a prova aí apresentada, ainda adensará mais a certeza de que matou por dinheiro a pessoa que nele depositou a maior confiança. Esconder-se atrás dos formalismos legais é fugir à exigência moral. Muito maior do que a exigência do Direito. E isso não terá perdão.
Onde porém anota uns dias depois que a autópsia forense foi feita com provável negligência e que isso pode dificultar bastante a vida à acusação para a usar como prova dalguma coisa em tribunal
Como se sabe Moita Flores foi investigador da PJ e sabe do que fala. São artigos destes que abordam com sensatez a situação do caso ''Herança Féteira''.
Miguel Abrantes
Princípios inquestionáveis
a) a D.Rosalina tinha direito à vida

b) A D.Rosalina foi assinada a tiro

c) A justiça brasileira acusa um político laranja e expoente do cavaquismo mais boçal de ser o assassino. O Duarte Lima era o Advogado da D.Rosalina.
aventar
d) D.Rosalina manteve uma relação amorosa com o milionário Lúcio Tomé Feteira e se este estivesse vivo, as coisas resolviam-se doutra maneira....
sic
e) O juiz Sr.Dr.Carlos Alexandre, martelo de marginais, meteu Duarte Lima atrás das grades, não pelo caso Dona Rosalina, mas por
''crimes de burla qualificada, fraude fiscal qualificada e branqueamento de capitais''.
Além de Duarte Lima é arguido o filho e outro ex-deputado laranja.
Quem é o amigo abrantino de Duarte Lima?

Este.
Tem direito à palavra?
Tem.
E a D.Rosalina tem direito à vida?
Não.
Passemos então a dar a palavra à criatura:
in Ribatejo
Agora os comentários:
a) Duarte Lima, diz o Fernandes veio de terras de Miranda. É um facto.
Não diz que foi antigo seminarista, do coro da Universidade Católica e que nasceu numa família com extremas dificuldades económicas....
b) Diz o Fernandes, : ''na tipologia clássica da política não foi um videirinho''
O que é um ''videirinho''????
Estou-me nas tintas para a ''tipologia clássica'' agitada pelo de Lagarelhos. Vou ao dicionário: ''Popular: o mesmo que videiro. O que para chegar aos fins, não olha aos meios, nem hesita em cometer baixezas''.
Por exemplo o Buiça foi um videirinho, isto é para mudar um regime ''não hesitou em cometer a baixeza'' de matar D.Carlos......
Na política, o Duarte Lima não usa armas de fogo. E .....
Videiro : Popular ''O que trata cuidadosamente da vida ou dos seus interesses; fura-vidas.''
Ou seja segundo a definição o Duarte Lima foi um perfeito videiro ou videirinho, na política e na vida.
c) Diz o Fernandes que há uma : lógica da comunicação entre transmontanos
Deve ser uma coisa especial, desconhecida dos tratados normais de lógica. Certamente duvidosa. Como é que o Fernandes a define?
A lógica de comunicação entre transmontanos é esta : caça ao tacho e o Duarte Lima, pelos vistos, segundo o Fernandes, distribuía tachos porque senão, segundo a lógica normal portuguesa (não a galega), os pudorosos transmontanos não fariam bichas....

tachos para bons e leais transmontanos cavaquistas
d) Diz o Fernandes que o Duarte Lima fez uma ''negociata''.
Digo eu: se fosse só uma....
Diz o Cândido de Figueiredo: ''negociata'' : '' negócio, em que há logro ou trapaça''.
O Tribunal desconfiou, não conseguiu provar o logro e o Lima safou-se. Mas o Fernandes que sabia da ''negociata'' ou seja de como se fizera o ''logro ou a trapaça'', porque o diz textualmente, continuou a dar-se com o Lima no Solar dos Presuntos....
weektips
Também pode dar-se o caso do Fernandes devido à sua origem étnica pensar ainda em galego e não saber o significado da palavra ''negociata''....
e) Diz o de Lagarelhos : é acusado de assassinar uma cliente dona de milhões
Infelizmente é acusado de matar a Dona Rosalina, a quem o Fernandes confisca o nome, como o Duarte Lima alegadamente confiscou a vida, mas que segundo as notícias e segundo o Sr.Dr. José Miguel Júdice, Advogado da Senhora Dona Olímpia Féteira, não era dona de milhões, porque estes não pertenciam à Rosalina mas à herança donde ela alegadamente terá passado parte da massa para as contas do videirinho transmontano.
Tiram-lha a vida, o Fernandes nem lhe dá o direito a chamar-se Rosalina mas atribui-lhe uma fortuna......
....que era de terceiros...
f) coisa em que não acredito diz o de Lagarelhos.
As crenças e opiniões do Fernandes não fazem fé em juízo, como lhe explicou outro dia, uma Juiz do Tribunal de Abrantes.
Aliás não fazem fé nem sequer em Lagarelhos....nem no Brasil, desafiando nós o Fernandes para desembarcar no Rio e explicar à polícia as razões do seu piedoso acto de fé na inocência do Lima. A polícia talvez o encaminhe para a Globo onde um autor de telenovelas aproveite a sua narração como guião dum novo original que podia ter o título:
g) Diz o Armando Fernandes: Até ser condenado em tribunal é inocente.
Tem razão. Tive de esperar pelo fim da coluna para encontrar uma afirmação acertada.....
Dizer que o Fernandes fez uma afirmação acertada é certamente pouco lisongeiro....para mim....
Miguel Abrantes
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