Segunda-feira, 25.03.19

Em 26 de Maio de 2015,  dois avençados da CMA, Davide Delfino e Gustavo Portocarerro, recomendavam à CMA, através do ''relatório de autenticidade do acervo da Colecção Estrada, actualizado a 15 de Maio de 2015''   a realização de estudos químicos e de termolumiscência sobre peças da colecção Estrada, para determinar a autenticidade de certas peças (bastantes) e confessavam a sua incapacidade para as catalogar sem esses estudos.

cdd2

 

Já em relatórios anteriores (2014) elencavam as peças que necessitavam de análises arqueométricas.

A CMA por via de protocolo, datado de 2007, era a detentora dessas peças e comprometera-se a estudá-las.

Só em Março de  2019 e depois de um cidadão ter pedido acesso aos estudos (a que se opôs o Luís Dias com vãos argumentos, derrotados pela tutela), é que foram encomendar parte dos estudos, pedidos pelo Delfino e Portocarrero cinco anos antes.

ad

Entretanto as verbas que deviam ser para a investigação científica eram gastas nas múltiplas viagens ao estrangeiro da ex-cacique.

mn

    



publicado por porabrantes às 13:09 | link do post | comentar

Segunda-feira, 18.03.19

davide delfino (2)

Na nossa missão de anotarmos as últimas contribuições historiográficas sobre Abrantes, não podemos deixar de referir as questões levantadas pela Doutora Raquel Vilaça e pelo Doutor João Luís Cardoso, in o ''Tejo Português durante o Bronze Final, in Anejos de AEsp, LXXX, (1) '' sobre algumas das opiniões e ''descobertas'' do Delfino e associados (Filomena Gaspar & Gustavo Portocarrero).

Antes disso convém aconselhar ler o texto dos dois académicos, que constitui uma brilhante síntese sobre o estado da questão.

fen

Portanto os investigadores dizem que além de se darem informações confusas, são escassas as escavações para se poder retirar a conclusão sobre se existia a tal muralha de pedra seca.

Também perguntam, se afinal existir, qual é a sua datação se é do Bronze Final ou do tempo dos ''afamados fenícios''.

  Vilaça, R., Cardoso, J.L. (2017), O Tejo português durante o Bronze Final, In: Celestino Pérez et al. (eds.), Territórios comparados: Los valles del Guadalquivir, el Guadiana y el Tajo en época tartésica, Anejos del Archivo Español de Arqueología, LXXX, Instituto Arqueologia, Mérida, pp. 237-281.

mn

 



publicado por porabrantes às 15:10 | link do post | comentar

Sábado, 02.03.19

Nas Actas do MIAA foi publicado este artigo

del plg

Está aqui posto on-line

 

Entre outras coisas diz-se

delfino pl

O texto está sem aspas...

 

Em 1986, o  dr. Álvaro Batista e o dr. Candeias Silva escreveram isto:

batista inventário 2

Em 1996, na Carta Arqueológica, Álvaro Batista e Candeias Silva assinam a introdução e são os principais autores. Também aparece a Filomena Gaspar (agora zangada com o dr. Batista) como autora.

Lá está publicado isto

carta arq

ver aqui

 

Está claro onde o Delfino e o Gustavo Portocarrero  e a Filomena Gaspar foram buscar as expressões como '' continua não ser fácil estabelecer uma  síntese credível''  

 

Foram buscar ao trabalho de 1986 do Candeias Silva e do Álvaro e à Carta Arqueológica de 1996.....    

 

Isto tem um nome e começa por p.....

 

Segue a capa do trabalho de 1986 dos Drs Candeias e Batista (que na época ainda não se licenciara...)

batista inventário

mn

finalmente teremos pachora para desmontar alguns dos erros factuais que  dão no artigo???? 

    

 

 

 



publicado por porabrantes às 00:12 | link do post | comentar

Segunda-feira, 26.11.18

Em 2015 foi feita no Castelo uma sondagem arqueológica, da responsabilidade de Gustavo Portocarrero e Davide Delfino.

O resultado foi anunciado como ''revolucionário'', tinham descoberto o passado fenício desta terra.

 
Projeto: PNTA/2013 - Evolução da ocupação humana de um espaço: intervenção arqueológica no castelo de Abrantes

Um trabalho ciêntifico obedece a regras

Entre elas fazer-se  um relatório 

O relatório desta escavação, que é de 2015, continua pendente.

pendente

 

Há pior????

O relatório da escavação de 2005, da responsabilidade de Filomena Gaspar também continua pendentehttp://arqueologia.patrimoniocultural.pt/index.php?sid=trabalhos.resultados&subsid=2919259&vs=54141

 

Convenhamos que a Dona Filomena levar 13 anos com um relatório pendente é um  bocadinho estranho....

 

mn

 

 

 

 



publicado por porabrantes às 19:12 | link do post | comentar

Sexta-feira, 20.07.18

Neste post, que é uma das coisas mais importantes publicadas sobre História de Abrantes, este ano, o arqueólogo dr. Álvaro Batista recusa que se possa dizer que houvesse alguma vez uma colónia fenícia em Abrantes.

E tem razão.

Depois afirma que os cérebros do MIAA, o Davide Delfino, o Gustavo Portocarrero estabeleceram a confusão quando numa actas disseram que algumas moedas romanas tinham sido encontradas ''em vários sítios de Abrantes'', quando foram descobertas pelo Autor citado, na Pedreira em Rio de Moinhos,

Finalmente acusa os citados mais a arqueóloga da CMA, Filomena Gaspar, de não terem em conta a contribuição de Diogo Oleiro e Maria Amélia Horta Pereira e as descobertas feitas por eles, porque podiam ''estragar'' as suas teses um pouco delirantes.

E ainda diz que alguns usam trabalhos alheios e são capazes de não  os citarem. Há descarados no reino da Arqueologia.

mn    



publicado por porabrantes às 22:36 | link do post | comentar

Quinta-feira, 19.07.18

Davide Delfino volta a atacar. Numa dissertação aos itálicos teve a ousadia de elogiar o serviço de arqueologia cá do burgo, que tão generosamente o acolheu, primeiro como bolseiro da Fundação Estrada e depois avençado da autarquia.

Foi em Duronia, uma terriola com 510 habitantes, cujo patrono é o típico San Rocco, onde disse:

'' Parlando della sua esperienza ad Abrantes ha illustrato il concetto di archeologia municipale, a tutela e vigilanza delle opere e come grazie a questo servizio i ritrovamenti vengono in qualche modo tutelati, altrimenti tutto andrebbe perduto. Si tratta di una carta archeologica che ogni comune ha, attraverso la quale, prima di eventuali lavori di costruzione, è possibile individuare patrimoni archeologici che in questo modo vengono salvati''

Ou seja o académico acha que isto (que é meritório) funciona para impedir selvagens de fazer isto

42546034545_04d3c20dee

Como se sabe, não funcionou....

Na terriola, umas bestas tinham feito uma estrada em cima duma estação arqueológica, e vá de lhes recomendar, ingénuo, a solução abrantina.

Ora a solução é política, trata-se de escorraçar edis que permitem o crime, aqui ou em em Itália e os tachistas que pactuam com eles.

Nada mais, ou no caso de Duronia chamar os carabineiri para prender o síndaco, mas já sabemos que num país dirigido por fascistas, os carabineiri estão ocupados a perseguir pretos, para que a Itália permaneça branca.

mn    



publicado por porabrantes às 12:12 | link do post | comentar

Sexta-feira, 30.06.17

A responsável pelo Museu D.Lopo de Almeida é a Drª Filomena Gaspar

filomena gaspar miaa.jpg

Neste momento não sabemos quem são os responsáveis científicos pelo projecto MIAA ,dado que a CMA acaba de editar este catálogo sem créditos científicos

 

miaa 10 ant.jpg

 O caciquismo publicitou isto assim

abaixo de cadela.png

O dr. Álvaro Baptista, único técnico credenciado nesta área da CMA, desbaratou isto assim.

 

Aquilo que diz o catálogo é uma adaptação das imaginativas teses do ex-avençado MIAA, Delfino expostas na História Breve de Abrantes. Foi ele que embirrou que Santa Maria teria sido templo romano, e à viva força quer que a estátua lá encontrada seja uma ''deusa''. (p.28 da obra citada).

 

miia santa maria.jpg

O texto contém falsidades graves, não foi encontrada nenhuma estátua na década de 60 em Santa Maria. A estátua

estátua castelo.png

foi encontrada nos inícios do século XX, quando se removia o solo da Igreja e não em 1960.

Que raio de Museu é este que nem sequer sabe datar as suas peças?

O texto, cuja responsabilidade terá de ser atribuída aos serviços da Filomena Gaspar, diz que é uma divindade feminina. O Delfino já tinha sustentado a mesma coisa (apesar de não ter especialização relevante para classificar estatuária romana (1)) na obra citada e juntamente com a Filomena e o Gustavo Portocarrero, no Catálogo da VII Antevisão.

O maior especialista português da Antiguidade Clássica, Bairrão Oleiro. já nos anos 40, dissera que não era uma divindade, recusando que fora Ceres (atribuição proposta por Vergílio Correia) e afirmara que devia ser uma estátua votiva funerária, datada do primeiro ou segundo século DC.

 

Se não é uma estátua duma Deusa, lá se vai à viola a tese do Delfino sobre o templo romano em Santa Maria.

 

O rapaz diz que foram encontradas tegulas numa escavação à beira de Santa Maria, o autor da escavação, dr. Álvaro Baptista, diz que nunca lá encontrou tegula nenhuma.

 

Lá se vai outra vez à viola a rocambolesca tese do Davide Delfino......

 

Um Museu que não sabe se uma estátua foi encontrada em 1960 ou nos inícios do século XX ...que credibilidade tem?

 

Para elucidar esta gente, publica-se outra vez o estudo do Prof.Bairrão Oleiro

 

6494142_lRc1f.jpg

E se a douta Filomena lesse a bibliografia?

E  se ao menos consultasse as fichas do Museu....?

Quanto à tutela, que é o Luís Dias, ò Vereador ponha ordem nessa casa!

luis_dias_2.png

ma      

PS-Ainda falta outro post sobre as enormidades ditas no ''Catálogo''

(1) -O homem publicou trabalhos académicos sobre pré-história e Roma é outra história



publicado por porabrantes às 18:00 | link do post | comentar

Sexta-feira, 23.06.17

O Doutor Davide Delfino deu na História Breve de Abrantes, na parte sobre Arqueologia pré-histórica, 6 ou 7 citações da sua profusa obra, mas esqueceu-se de ler este estudo importante sobre arqueologia pegacha.

O editor do ''breve'' opúsculo, é o Alves Jana, autor duma História do Pego, podia ter-lhe recordado, mas se calhar não conhecia.

Aqui fica a referência e uma foto dum ''calhau''  pegacho.

cahau pegacho.png

Os autores que estudaram a arqueologia pegacha e que não mereceram referência por parte desta gente são

núcleo.png

pego geo.png

Os autores referem que a descoberta da peça foi feita anteriormente a 1978 e estudaram in loco a estação e avisaram para a extraordinária riqueza da região em matéria paleolítica.

Alves Jana e a esposa, que foram Vereadores da Cultura não procederam à classificação e protecção da estação, como seria de esperar.

jana - copia.png

isilda ps.png

 

Já os conhecemos.

O estudo foi publicado em 1978, in

1978.png

 Devida vénia aos Autores pelos extractos publicados

mn

  



publicado por porabrantes às 10:59 | link do post | comentar

Domingo, 22.01.17

Pelo seu interesse e actualidade voltamos a publicar um post de 2014

 

 

 

 
Álvaro Batista disse sobre O sapo da fonte na Segunda-feira, 31 de Março de 2014 às 17:05:

     

 

 

 

 

Boa tarde a todos
Respondendo a MN importa esclarecer antes de mais o seguinte:
-A construção da A23/ IP6 não dispunha de acompanhamento arqueológico. As intervenções em Quinta da Légua - Amoreira, Pedreira - Rio de Moinhos e Fonte do Sapo - Mouriscas deveram-se à então minha intervenção para a Amoreira junto do IPT de Tomar, Rio de Moinhos em relatório enviado ao IPPC e na Fonte do Sapo por minha indicação à Filomena Gaspar. Ora, quaisquer dos trabalhos feitos nas estações mencionadas foram feitas em cima da hora e nenhuma delas revelou extrema importância ao ponto de ser classificada e protegida. Se assim o fosse certamente o IPPC teria tomado medidas na altura. Importa aqui referir que no caso da Pedreira a necrópole ficou debaixo da estrada tapada com geotêxtil. Em qualquer dos casos julgo que não poderia ter feito melhor do que fiz em prol da defesa do património arqueológico concelhio. Se para proteger um local basta por vezes a colaboração de proprietários, musealizar implica primeiramente escavações arqueológicas (excepto algumas mamoas). Importa ter em atenção que não consigo andar em todo o sitio protegendo e escavando. É humanamente impossível andar protegendo mamoas do Bronze e arte rupestre a norte do concelho e simultaneamente a escavar no Olival Comprido ou em Alvega. Eram necessários meios que não existem. Escavações na Qtª de S. João - Casa Branca - Alvega são fundamentais se querermos investigar se ali se situaria A velha Aritium. No caso do Olival Comprido escavações se impõem (PNTA seria obrigatório), dado que este local se encontra no PUA (R3) como zona de expansão urbana. Ali se impõem escavações atempadas e não na hora ou através de alguma empresa de arqueologia (como são favoráveis algumas opiniões). Importa afirmar que qualquer licenciamento para o local por parte do Município é ilegal. Como estas duas estações, no concelho de Abrantes inúmeras outras existem a precisarem de intervenção. Mas, sozinho não o farei e muito menos como responsável, face à categoria que detenho de Assistente de arqueólogo.
Sem dúvida que Abrantes necessita de um novo Museu que dignifique a arqueologia e o concelho. Agora é efetivamente necessário uma estratégia pra o concelho que abranja amplas orientações, intervenções, musealização, classificação...
Por minha parte farei o que estiver ao meu alcance pelo património arqueológico concelhio dentro das minhas limitações como assistente de arqueólogo.
Espero que fique bem claro que quem diz ser arqueólogo do Município é Filomena Gaspar me apenas responsável por acções que impliquem a minha directa intervenção. Por muito boa vontade que se tenha assumir trabalhos de arqueólogo e ser remunerado como assistente não o farei, excepto aqueles que decorrem do protocolo existente com o IPT e PNTA.
Como diz MN tudo isto é Politica. Mas, existem politicas e politicas.

Blogue: Escola do Rossio

 

 


Bem hajam
Álvaro Batista

 

Caro Álvaro:

Desculpe o atraso na edição do seu comentário, mas ele referia-se a um post de 2013 e para lhe responder havia que consultar uma papelada. Aquilo que nos diz suscita-nos estas breves reflexões. 

 

1- Todos sabemos que no terreno a preservação das estações arqueológicas abrantinas tem sido um trabalho quase de carola feito especialmente por si. É um mérito que ninguém lhe pode tirar, um serviço inestimável à Cultura e a Abrantes. E todos sabemos que sendo o Álvaro arqueólogo e sabendo mais que alguns doutorados, o classificam profissionalmente na CMA como ''assistente de arqueólogo'' e não lha reconhecem o seu labor. Acontece ao Álvaro o que aconteceu ao Eduardo Campos...

 que além de ser tratado dessa maneira, foi humilhado publicamente a título póstumo por não ser da ''cor'' e ainda por ter sido capaz de escrever no ''Primeira Linha'' que era um crime lesa-Abrantes instalar o Arquivo Histórico ao lado dum depósito de sucata no cu de judas.

Esta forma de ostracismo profissional roça a perseguição política ( o que é aconteceu àquele rapaz que ganhou o concurso público para Director do Arquivo? Porque é que o Arquivo funciona sem Director? E a Biblioteca?), é mesquinha e digna de inquisidores rupestres.

Enquanto o Álvaro se sacrifica e trabalha a Filomena Gaspar concilia com o trabalho de arqueóloga municipal com interesses empresariais na área da arqueologia. Enquanto o Álvaro tem um salário baixo, a CMA mantém contratos de avença na área da arqueologia pelo menos com três pessoas (o Gustavo, o Oeesterbeck e o Delfino) que são professores do ensino superior e portanto estão na prática pluri-empregados....

 

2-O Olival Comprido, para quem não sabe, fica em Alferrarede e é propriedade  da Casa Agrícola Moura Neves. Fica ao lado do cemitério local. Foi alvo de 3 escavações a última em 2003. As três foram dirigidas por Filomena Gaspar. A base de dados oficial não informa quem patrocinou qualquer escavação. Mas tenho informação oficial por outra via que houve participação de entidades privadas. Que se encontrou na última????

 

 

''Tegulas, "lateres", pregos, tijolos de coluna, mosaicos (do século III d.C.) , cerâmica comum, "dolia", anforas, duas mós, "terra sigillata" hispânica (século I/II), clara D (séculos IV/V), contas de colar (azul, verde), vidro (séculos IV/V), tesselas de várias cores, moedas (século III/IV), lascas, lâminas e núcleos de sílex, ossos (cervídeos, bovídeos e ovicaprídeos) e blocos aparelhados de granito.''

 

 

''A estrutura escavada era aparentemente uma villa romana, a mais espectacular do concelho: ''Foi escavada a "pars urbana" da "villa", com salas forradas a "opus tesselatum". Foram encontradas estruturas de duas fases da "villa", bem como vestígios de uma ocupação anterior (II Idade do Ferro) e de uma posterior a que os autores não atribuiram datação cronológica. Um pouco a Norte, foi aberto outro sector (B) que revelou uma canalização em "opus caementicium" e "opus signinum", um tanque de decantação e um espelho de água de grandes dimensões a pouca profundidade. Uma segunda fase dos trabalhos veio revelar a presença de uma sepultura em caixa.''

 

O estado de conservação era bom...em 2003. O local foi vedado com consentimento da Família Moura Neves e a vedação paga por uma entidade mecenática.

 

De 2003 a 2009 vão seis anos e Isilda Jana como Vereadora da Cultura. De 2010 a 2013 Isilda Jana foi responsável pelo projecto MIAA na CMA. Que se fez no Olival Comprido???

 

Como se conservaram os mosaicos romanos únicos no concelho?

 

Foto : Carta Arqueológica Abrantes

O estado da estação romana em 2014 ainda é bom?   

 

Ou esteve abandonado?

 

Ou está a degradar-se?

 

Com tanto dinheiro gasto no MIAA e em estudos que não foram tornados públicos sobre a viabilidade da coisa, etc, não poderia ter sido comprado este terreno, feita a escavação e musealizada a villa romana?

 

 

 

Foto : Carta Arqueológica Abrantes

 

http://sic.cm-abrantes.pt/carta_arqueologica/carta.html

 

Já vai longo este post e há outros assuntos a tratar, mas vamos à razão pela qual esta estação e outras não estão defendidas e nem sequer classificadas. Diz o amigo Álvaro : ''No caso do Olival Comprido escavações se impõem (PNTA seria obrigatório), dado que este local se encontra no PUA (R3) como zona de expansão urbana. Ali se impõem escavações atempadas e não na hora ou através de alguma empresa de arqueologia (como são favoráveis algumas opiniões). Importa afirmar que qualquer licenciamento para o local por parte do Município é ilegal. Como estas duas estações, no concelho de Abrantes inúmeras outras existem a precisarem de inúmeras outras existem a precisarem de intervenção. Mas, sozinho não o farei e muito menos como responsável, face à categoria que detenho de Assistente de arqueólogo.''

 

Diz a informação da base de dados oficial que a escavação de 2001 pretendia:  Determinar se as estruturas identificadas anteriormente teriam continuação na propriedade contígua que está inserida na área de expansão urbana do PDM. 

 

Qual foi o resultado dessa diligência? Em 2014 o relatório da escavação ainda não está inserido na base de dados oficial, por isso não sabemos.

 

Mas sabemos que em 2009 foi aprovado o PUA -Plano de Urbanização de Abrantes e nele não consta nenhuma estação arqueológica assinalada nem defendida.

 

Oito anos depois!

 

Porquê?

 

Objectivamente só pode haver 2 razões: ou porque são incompetentes ou porque há outros interesses que primam sobre a defesa do património.

 

Falta a referência à situação profissional do Álvaro. É óbvio segundo o meu entendimento que essa situação tem de ser corrigida face  ao seu CV. Como se encontra agora é vítima duma clara injustiça.

 

Cumprimentos amigo

 

MN 

há outro comentário do Álvaro em resposta à Margarida, faremos lá uma nota



publicado por porabrantes às 12:06 | link do post | comentar

Quinta-feira, 05.01.17

Diogo oleiro.jpeg

Diogo Oleiro foi o maior arqueólogo abrantino do seu tempo e o lugar foi herdado pelo filho, o Prof. Doutor João Manuel Bairrão Oleiro.

A primeira atestação pública do mérito de Diogo Oleiro é de José Leite de Vasconcelos.

Mas Diogo Oleiro nunca andou em nenhuma Universidade.

Estes autores, Davide Delfino, Nuno Queiroz, Filomena Gaspar e António Martiniano Ventura resolveram que Diogo Oleiro era licenciado.

licenciatura oleiro.png

Neste estudo com vasta bibliografia, onde até se cita a Isilda, é obra citar a Isilda num trabalho universitário!, garantem à comunidade académica que o escrivão do Tribunal de Abrantes era licenciado.

licenciatura oleiro 2.png

A coisa tem mais agravantes porque Filomena Gaspar (licenciada) é a responsável pelo Museu Dom Lopo, fundado por Diogo Oleiro e devia saber saber algo da biografia do Mestre abrantino.

E os outros ( excepto o jovem Queiroz) também tinham essa obrigação.

Mas saiu, sonoro, o disparate.

Na bibliografia abunda a Isilda, e é omissa acerca de João Manuel Bairrão Oleiro e de Mestre Diogo.

Não é que Diogo Oleiro precisasse de ser licenciado, ele era homem para dar respostas à António Champalimaud.

Tendo um aborígene (1) chamado Engenheiro ao milionário, este ficou furioso e deu-lhe uma reprimenda. Como é que lhe chamo? Chame-me patrão.

A Diogo Oleiro bastava chamaram-lhe sábio.   

 ma

 

(por causa de licenciados daremos hoje ou amanhã uma prenda aos leitores) 

 

(1) aborígene (de ab-origine, os mais antigos habitantes de Roma, segundo Dionísio de Halicarnaso, segundo refere Mary Beard em SPQR- A History of Ancient Rome.) A Mary não se ofenderá de não lhe pormos os títulos académicos. É só catedrática em Cambridge. 



publicado por porabrantes às 19:58 | link do post | comentar

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