Segunda-feira, 16.07.18

O Portal do Arqueólogo, dependente da DGPC, arrasa a inércia camarária no caso da Ermida de Santo Amaro:

 

 

 

37263
Tipo: Ermida
Distrito/Concelho/Freguesia: Santarém/Abrantes/Abrantes (São Vicente e São João) e Alferrarede
Período: Moderno
Descrição: Este imóvel, classificado como de Interesse Concelhio, corresponde à ruínas da Ermida de Santo Amaro, a qual remontará ao século XVI e terá sido construida a expensas do padre Manuel Nunes. Hoje são ainda visíveis, do lado sul, duas cruzes gravadas numa das pedras do cunhal. No âmbito da remoção de terras efetuadas neste local para a colocação de uma grua, observa-se no perfil estratigráfico exposto um nível de pavimento que, eventualmente, poderá corresponder ao pavimento da antiga ermida, e abaixo deste um nível com muitas cinzas e carvões e um lastro de argila, que poderá indiciar a presença de uma antiga estrutura de combustão.Na parede poente que não foi demolida observa-se os negativos de assentamento de azulejos, bem como vestígios de pintura mural, tendo-se colocado a hipótese de estes serem da antiga ermida, sendo, obviamente, necessários, outros estudos para confirmar esta hipótese.iv. No lado norte do terreno observa-se a presença de uma estrutura pétrea que poderá ser o remanescente da continuação da parede poente da antiga ermida
Meio: Terrestre
Acesso: Centro Histórico de Abrantes, pela Rua do Marquês de Pombal.
Espólio: -
Depositários: -
Classificação: Classificado como IM - Interesse Municipal
Conservação: Em Perigo
Processos: 2017/1(297)

santo amaro grua

Foto Tubucci

 

A DGPC considera que a brutal demolição feita pela empreiteiragem danificou seriamente o imóvel classificado e que é necessária uma intervenção urgente para salvar o que ainda pode ser salvo.

mn



publicado por porabrantes às 18:41 | link do post | comentar

Terça-feira, 11.10.16

 

Está aberto, como foi noticiado pela Imprensa, :

 

''Foi publicado no Diário da República, 2.ª Série, N.º 184,  de 23 de setembro de  2016, o Anúncio 207/2016 de 13 de setembro, relativo à abertura do procedimento de fusão e ampliação da classificação da «Igreja da Misericórdia de Abrantes, incluindo seis tábuas de pintura quinhentista e demais recheio», da «Sala do Definitório da Misericórdia de Abrantes» e do «Conjunto constituído pelo pequeno claustro, incluindo a cisterna com a ferragem, a fachada do Definitório da Misericórdia e a sacristia onde está o lavabo», classificados como imóveis de interesse público (IIP) pelo Decreto n.º 129/77, publicado no Diário da República, 1.ª série, n.º 226, de 29 de setembro, e redenominação para «Igreja da Misericórdia de Abrantes, pátio do Definitório, Casa do Despacho e claustro anexo, incluindo o património integrado», em Abrantes, União das Freguesias de Abrantes (São Vicente e São João) e Alferrarede, concelho de Abrantes e distrito de Santarém.''

DGPC

 

 

No entanto, a coisa fia mais fino e deve-se ler o parecer da Técnica da DGPC,  Sílvia Leite, para estarmos conscientes do valor patrimonial da Santa Casa e dos erros cometidos tanto por Provedores,  (designadamente Fernando Velez e o capitão Horácio Mourão de Sousa) como pela CMA, que licenciou obras que destruiram património relevante e que impedem o alargamento da zona classificada.

inauguraçao lar.png

Que diz a drª Silvia Leite????

dgpc.png

DGPC 2.png

(..)

 

a historiadora de arte critica a cartografia camarária por contrariar o estabelecido no decreto-lei de protecção, ao excluir da área protegida a...cisterna...

 

dgpc 3.png

a historiadora considera que não é extensível a área de classificação à zona do antigo celeiro medieval, porque ela foi descaracterizada pelas obras de adaptação a refeitório

 

DGPC 5.png

dgpc 6.png

(..)

 

Considerações a ter:  a Santa Casa e a edilidade de Humberto Lopes não tiveram o suficiente cuidado para evitar a descaracterização da área do antigo celeiro medieval, diz a dr Sílvia Leite e portanto, se assim for, prejudicaram  seriamente.o património abrantino

É de todo o interesse que esta reflexão da conceituada Historiadora sirva para que a edilidade actual não vá pelo mesmo caminho e descaracterize irremediavelmente S.Domingos, para onde se anunciam obras.

mn

 

créditos: Ribatejo, extractos do parecer da drª Sílvia Leite, da DGPC, o parecer  está on-line......

 

 



publicado por porabrantes às 19:37 | link do post | comentar

Sábado, 20.12.14

frescos.jpg

 Foto do Público de Hoje

 

com artigo de Cláudia Carvalho

 

santa maria anos 40 dgmn.jpg

dgmn anos 40-Diogo Oleiro? já estão à vista os frescos por cima dos túmulos!

 

que se remete para este post nosso aqui

 

e de novo a pergunta porque não esclareceu sobre isto: ''

Aproveitou para referir que, já no âmbito desta intervenção, foram levantadas pelos técnicos algumas questões, tendo sido solicitada a presença célere do IGESPAR, que já fez levantamento e orçamento para a realização de outras intervenções. '' disse a cacique, em resposta a Santana Maia.

 

santa maria figurativos 5.jpg

cma

 

E a resposta era:''

Nessa altura, os trabalhos pararam e avisou-se a DGPC daquela situação de risco. “Tivemos de suspender tudo, houve uma mudança de planos para a qual precisávamos de nova autorização”, conta José Artur Pestana.
Um ano depois, em Junho, a DGPC deu luz verde para a intervenção dos conservadores e foi então que se começou o trabalho de consolidação dos azulejos.

E, mais uma vez, o inesperado aconteceu: “O afastamento que os azulejos tinham em relação à parede permitiu-nos ver que a pintura de cima continuava.” “Isto veio acabar com uma das grandes bases da historiografia abrantina de que os azulejos são de origem — não são. Removendo alguns azulejos e analisando pelo tipo de reboco que tem, o tipo de areia, percebemos que só foram colocados aqui depois”, explica, argumentando ainda que não houve um critério na colocação daqueles azulejos. “Há um grande desfasamento, acabam a alturas diferentes, têm vários padrões, isto foi um reaproveitamento, agora de onde, não sabemos, mas que é anormal esta amálgama de azulejos, isso é.”''.

 

Porque é que a cacique não deu a informação total a Santana Maia?

Era segredo de estado?

Finalmente não se compreende que a Mural da História tenha começado a intervenção sem ler o que havia na DGMN sobre os restauros dos anos 60.

E ainda convém ler este artigo de Luis Urbano Afonso, que faz justas aclarações no artigo do Público. 

MN

 

 

 

 



publicado por porabrantes às 13:44 | link do post | comentar

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