Sexta-feira, 17.06.16

luandino.jpg

Em 1965, Luandino Vieira arrebatava o  Grande Prémio de Novela da SPE (Sociedade Portuguesa de Escritores). Estava no Tarrafal, campo da morte reaberto pelo fascista e PMI (Pequeno e Médio Intelectual) Adriano Moreira,  desde 1961,  condenado a 14 anos de cadeia por ser oposicionista.

A horda fascista começou a uivar, assaltaram à moda dos nazis a SPN, as forças vivas (a sociedade civil) da metrópole e ilhas adjacentes e colónias desatou a apoiar o Doutor Salazar, a Santa Madre Igreja participou no linchamento do escritor e do júri, com inédito furor cristão, e assim por diante.

A Pide multiplicou as prisões, entre elas a do quase abrantino ALFREDO JORGE DE MACEDO BOBELA  DA MOTTA,

 

Quem foram os canalhas cá da terra, mais dos  concelhos vizinhos que incensaram a decisão de liquidar a SPN e de perseguir um escritor?

Tenho alguns nomes, provavelmente arraia miúda. O fascista Firmino mandou um telegrama ao Ministro do Interior espumando de indignação

fascista firmino.png

No Sardoal, outro bravo que não resistiu

'' «Indignação geral da vila de Sardoal pela traição da Sociedade de Escritores. Exige-se castigo dos traidores. a) Arménio Monteiro.»'' . Este mandou 3 telegramas.

No pinhal, os mestre-escola fizeram o mesmo designadamente em ''Proença-a-Nova, da Sertã e de Vila de Rei''. 

Mas, mais vergonhosa que esta atitude, foi a do Presidente da Fundação Gulbenkian, o ex-oposicionista liberal Azeredo Perdigão, que se portou como um cobarde, agindo assim para proteger o tacho vitalício.

azeredo.png

 

Encontro entre os telegramas, nomes de sonoros ''intelectuais''  que enchiam a pança em Luanda e que depois, cá na Metrópole, ocuparam cargos políticos e mandarinatos intelectuais após a descolonização.

Estou a ver o nome dum mulato cabo-verdiano, que de chefe de posto chegou a catedrático em Lisboa, seguindo a Escola colonialista do Moreira e que vi, a última vez, disfarçado de branco, na campanha do Freitas.

As citações  e o essencial da informação são retiradas desta tese:

 

luanda.png

que convém ler para saber o que foi a pouca-vergonha e o linchamento e como se portou o Azeredo Perdigão. Do Conselho de Administração da F.Gulbenkian fazia parte o Ferrer Correia, que não se demitiu, depois desta palhaçada do ex-liberal Perdigão.  

 

Na obra citada há bastantes  referências a Alfredo Bobela da Motta,  certamente comunizante e membro do MPLA.

O Pai dele era este

augusto bobela da mota.jpg

Augusto Bobela da Mota, fidalgo dos Telheiros, Governador Geral da Índia, oficial da Armada, e abrantino.

O filho, importante escritor angolano lá passou um calvário na PIDE-DGS.

ma

PS-Ouvi um idoso bramar pela rádio oficiosa contra os blogues por promoverem a atribuição duma medalha ao Dr.Eurico Consciência. Acontece que o Autor dessa proposta foi o Sr.Dr. José Amaral, Ilustre Advogado desta terra, em carta entregue por ele na Secretaria da Câmara, reproduzida em vários fóruns e que naturalmente a imprensa vendida foi incapaz de reproduzir. Foi publicada no face, no Médio-Tejo Digital,  e em vários blogues.

 

 



publicado por porabrantes às 18:04 | link do post | comentar

Sexta-feira, 10.06.16

jacinto campos.jpg

Homenagem do Rotary do Entroncamento ao Dr.Eurico Consciência que a classe política abrantina se recusa a homenagear, por ter falta de classe.

a redacção

foto: jacinto campos com a devida vénia



publicado por porabrantes às 13:51 | link do post | comentar

Domingo, 15.05.16

99.jpg

Observador

O Luís Pacheco, grande escritor que viveu sempre do ''crava'' (é pá, tens aí uma de vinte paus? ) animou as Jornadas Culturais de Abrantes com o ''Rodinhas''.

jogos juvenis.jpg

Bem, também já tinha animado Santarém com um monumental calote numa tipografia com o funcionário das Bibliotecas Panzer, Herberto Hélder.

Acabaram as jornadas e o escritor não desandava e continuava a cravar, tanto que o dr. Consciência, cérebro das jornadas, teve de o transportar (não sei no Jaguar, se no Alfa-Romeo que costumavam estar estacionados em frente do Sr.Camilo) à estação do Rossio, comprar-lhe bilhete para Lisboa ( só ida) a ver se o ''maldito'' desaparecia.

O Rodinhas era o Granjeio Crespo, assim chamado porque se movia num carreira de rodas.

Quando espetaram umas cruzes no Jardim da República uns antepassados da tropa do Creativ Camp, os ''criativos'' foram presos pela PSP e finalmente o agente Martins (da PSP, ou seria chefe???) chamou a PIDE do Entroncamento.

O dr.Eurico recordou a cena numa entrevista à Rádio Oficiosa e também comentou que sempre achara que o Sócrates era um ''aldrabão nato'' e que o Manuel Dias achava que o 25 de Abril não teria  feito sem ele.

E que o Manuel Dias o tratara mal ('' que tão mal se portou comigo'').

manuel dias maria barroso 1975.jpeg

 Rádio Oficiosa

 

A entrevista (gira, graças à verve do Advogado ) foi outro dia resposta pelo Jana e resumida na Gazeta da Lena sem as partes inconvenientes.

Já agora explica-se que o PS a nível distrital foi montado em 74-75 a nível distrital pelo Advogado abrantino, foi essa a ideia que nos transmitiu uma vez o dr.Bandos.

A história de levar o divino Pacheco à estação e despachá-lo para Lisboa, a ''grande velocidade'' foi descrita numa crónica do dr.Eurico no ''Jornal de Abrantes'', salvo erro, quando da morte do Autor de ''Puta que os Pariu''

Hoje, no Observador, João Paulo George (o escritor que sabe mais de Pacheco) e um dos filhos dele, evocam o génio que aterrorizou as Jornadas Culturais empurrando a cadeira de rodas do Granjeio Crespo. Uma boa entrevista de Joana Emídio Marques.

ma



publicado por porabrantes às 12:47 | link do post | comentar

Quinta-feira, 21.04.16

(...)

Principalmente os da EICA (Escola Industrial e Comercial de Abrantes), porque fui seu aluno quando tudo estava em aberto e a sua orientação e aconselhamento foi importante para desenvolver em mim uma personalidade e uma expectativa da vida. Escrever aqui o nome de alguns desses professores é o mínimo que posso fazer para expressar o enorme reconhecimento que tenho pela sua acção. Por todos, aqui vão alguns desses homens e mulheres, do meu tempo, que deram sentido ao ensino como forma de aprendizagem para a cidadania: Maria Justina Oleiro e os padres Jana e Narciso, cujas aulas de Religião e Moral eram um estímulo ao desenvolvimento de uma cidadania responsável; José Vasco, cujas aulas de Higiene abriam horizontes aos espíritos juvenis, de forma elevada; Eurico Heitor Consciência, professor «emprestado» que transformou o Direito Comercial, de terra árida e seca, numa orquestra em que todos gostavam de tocar; Esteves Pereira e Luís Alves, que foram capazes de transformar as aulas de Contabilidade em espaços de aprendizagem dinâmicos; Maria Helena e António Bandos, um casal que soube ensinar que a História não era «histórias», mas coisa vivida; Oliveira Martins, que complementava a exactidão da ciência com o seu enorme exemplo para os alunos; Mário Passarinho e Palma Borges, que transformaram as aulas de Educação Física em momentos lúdicos; Luís Ribeiro, que tornou a Economia Política em coisa de gente; Hélder Tiago e Hélder Miguel, professores muito jovens à procura de espaço; Ferraz Diogo, professor maduro, comprometido; e tantos outros, que a escassez de espaço não permite aqui citar, mas cuja acção foi igualmente empenhada.Uma última palavra para o Director, ao tempo, Américo Santo. Um homem que, percebo-o hoje, de forma clara e sem que nem ele, provavelmente, se desse conta, fazia o impossível: fechar todas as portas fazendo que com algumas delas, ao mesmo tempo, se mantivessem abertas.Um dia, uma professora, oriunda da Escola Veiga Beirão, em Lisboa, que fazia na EICA o seu ano de estágio profissionalizante, dizia, bem alto, a toda a turma em que eu me encontrava: «Eu já andei por muita escola e nunca vi nada assim!» Referia-se, com alguma insatisfação, ao carácter extrovertido dos alunos. Ao seu destemor em colocarem questões nas aulas. À sua permanente insatisfação por uma escola melhor e mais aberta. Os alunos daquela Escola Técnica queriam compreender, saber mais. Estar na escola como estavam em sua casa, nas ruas da cidade, nos cafés, nos locais onde a cidade se vivia; esta atitude era potencializada pelo facto de os professores serem também as pessoas que encontravam nas ruas da cidade, nos cafés, nos locais onde a cidade se vivia, os pais dos seus amigos, os conhecidos dos seus pais. (...)

o amigo Estêvão de Moura no Público

 

O Doutor Estêvão de Moura foi, se bem me lembro, funcionário do Escritório do Dr.Consciência, em Lisboa. Quando se doutorou o seu ex-Professor dedicou-lhe um artigo, no Jornal de Abrantes, que se  chamava ''Uma Ode ao Doutor Estêvão''.

 

com a devida vénia ao Estêvão e ao Público, O título do artigo é ''Reinventar a comunidade e a escola'' (2003) 

 

mn



publicado por porabrantes às 15:55 | link do post | comentar

Segunda-feira, 07.09.15

No curto espaço duma semana são três críticas devastadoras.

 

No Ribatejo

 

 

(...)

 

Porque, pelos vistos, nestes casos, só se poderá negar seguramente a fractura de vértebras depois de realizada a tal TAC. Logo, se a Srª Drª não mandou fazer a TAC foi porque não se fazem coisas dessas no hospital de Abrantes.

Mas porque posso estar enganado, tenho que te pregar segunda estopada: a de me informares se no hospital de Abrantes existe ou não TACador, porque, se lá não houver nenhuma máquina dessas, moverei uns conhecimentos que tenho e …

Porque fazer paralíticos não me parece tarefa decente, nem coisa que louve um Hospital.

Além de que paralíticos, gente que nada faz, já temos cabonde. Então em Lisboa são aos montes!

Oh! C’os diabos! Como vês, já me pegaste as tuas obsessões: por causa dessa da gente que nada faz confundi os paralíticos com os políticos. Conto que os paralíticos me desculpem.

Eurico Heitor Consciência

 

com a devida vénia ao Advogado abrantino

 

Em vez de andarem a fazer peditórios  para comprar baldes de tintas, comprassem um ''Tacador''.

 

Convém dizer que o cronista diz que há uma enfermeira muito bonita no dito Hospital

enfermeira.jpg

'' Devo dizer que a enfermeira que me picou era muito bonita e simpática. Mas foi a única coisa boa que me aconteceu no hospital de Abrantes. Já vais ver.''

 

Omitimos mais piropos ao corpo de enfermagem dessa casa.

 

mn 



publicado por porabrantes às 12:32 | link do post | comentar

Segunda-feira, 11.05.15

Graça actualmente.JPG

cónego psicólogos falsos.png

 

Pensamos que é obrigação do Senhor Bispo de Portalegre e Castelo Branco mandar apurar responsabilidades sobre o que passa no Projecto Homem, que está sobre a sua alçada.

O facto da Hierarquia não ter exercido o seu dever atempadamente levou o assunto aos tribunais (onde perdeu a Igreja) e há responsabilidades criminais a apurar, que estão em Tribunal.

A valentia do ex-autarca socialista Pedro Moreira em denunciar esta situação, contrasta com a hipocrisia de muitas instituições da sociedade civil.

Podia dizer mais?

Claro que podia dizer mais coisas de que o Senhor Bispo foi atempadamente avisado.

Quem fez passar honestos psicólogos por drogados para receber uns trocos do erário público não tem ética nem vergonha na cara.

MN



publicado por porabrantes às 17:41 | link do post | comentar

Segunda-feira, 12.01.15

edite.jpg

 

 

 

o jornal que chamava inestimável ao Armando era o Ribatejo, a propósito não percam lá esta crónica do Dr.Eurico que está outra vez em forma (...): ''

Mas quero neste acto transmitir-lhe o que sempre vi nos mais de 50 anos de vida adulta e activa que tenho de Abrantes: os políticos de Tomar, como bons tomarenses, sempre defenderam os interesses de Tomar, com prejuízo directo por vezes das legítimas conquistas de Abrantes, mas os políticos abrantinos, frequentemente encabeçados por “estrangeiros” ignorantes dos problemas de Abrantes, acolitados por dois ou três oportunistas abrantinos, costumam interessar-se mais por si próprios (dinheiros, pó-pós de ricos, prestígio, penachos, etc.)  do que por Abrantes.

Com os acrescidos poderes que lhe dá o Secretariado do partido que provavelmente  estará no  Governo  daqui a um ano, se tal  acontecer terá Vª Exª que lavar a face de Abrantes do desprezo, dos insultos e dos escarros que sofreu recentemente com a extinção da sua Comarca e do seu Círculo Judicial, mas sobretudo com a transferência de grande parte das suas competências para Tomar(...)''

 

É o Dr.Eurico a desejar votos de Ano Novo à autoridade municipal

 

mn.



publicado por porabrantes às 22:29 | link do post | comentar

Quarta-feira, 02.10.13

 

Vista do  Hotel Turismo. Lá em embaixo à direita ainda não tinha sido aberta a modernista Azinhaga do Baptista, que sairia ao lado das instalações fabris da Apolinário Marçal e que a onomástica oficial consagraria como Rua de Angola, para consolo dos valentes mancebos que caçavam turras em Angola e para que os colonos brancos pudessem continuar a pensar que o sonho absurdo dum Portugal pluri-continental e multirracial seria alguma vez uma realidade....

 

Quem baptizou o arruamento como azinhaga do Baptista foi o Dr.Consciência e pretendia homenagear de forma irónica o dentista de Vale de Cambra, então Presidente da CMA, dr. Agostinho B.

 

Como o Correio de Abrantes não recebia subsídios da Autoridade publicou a ironia e como o distinto oficial do Exame Prévio tinha sentido de humor ou horror aos dentistas, a boutade do Dr.Eurico saíu na primeira página do semanário.

 

MN 



publicado por porabrantes às 17:47 | link do post | comentar

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