Segunda-feira, 08.12.14

No dia em que o ''licenciado'' Pinto de Sousa inaugurou o açudezinho de Abrantes, o  António Balbino Caldeira era notificado de que passava a arguido por ter posto em causa que o Zé Sócrates fosse engenheiro.

 

É a coincidência abrantina que este velho post da Esquerda Net revela.  

 

O poder local prestava vassalagem ao cacique-mor que inaugurava uma obra inútil.  

 

Sobre a forma como o MP, vassalo e obediente ao poder socrático, usou da pressão como arma dissuasória contra vozes discordantes, escreveu  o prof. Adelino Maltez:

 

'' Temo que o nosso ministério público, perdido em tantas notas pé de página, não consulte o essencial do texto, talvez por não ter suficiente formação em hermenêutica bíblica. Seria interessante que interrogasse D. António Marcelino por causa do artigo que o mesmo publicou no jornal Correio do Vouga, face à denunciada cabala de conspiração contra o regime. Seria curioso que contratasse o Professor Paulo Morais para perito em matérias de pato-bravice. Ou que fizesse uma acareação entre o Professor Marcelo Rebelo de Sousa e o Professor Saldanha Sanches, para que dessem conteúdo probatório a todos os conceitos que utilizam, ao abusarem do epistemológico método indutivo dos casos práticos, oriundos da velha técnica da imaginação criadora dos académicos exemplos''

 

Estão a imaginar o falecido Bispo de Aveiro, metido numa sala esconsa dum Palácio da Justiça, porque qualquer animal revestido dos ouropéis fátuos do poder embirrara com uma crónica ácida do Bispo, no Correio do Vouga?

 

Quando era padre da Diocese de Portalegre, o padre Marcelino dirigia, entre muitas coisas,  grupos de casais católicos, estranha forma de ''apostolado jantante ecuménico''.

 

Não era ele que dirigia o grupo onde estava o dr. Esteves Pereira, Presidente da CMA. Era outro.

 

Mas dirigiu o grupo onde estava o eng. Octávio Duarte Ferreira e a mulher, a Senhora D.Maria Helena Duarte Ferreira, que ainda hoje continua no Tramagal a aplicar o pecúlio da família, lá na Vila, a fazer boas obras.

 

Quando me vêm pedir esmola natalícia pró cónego, prá misericórdia (que anda a esmolar para meter 6 janelas numa casa dada pelo dr.Armando Moura Neves à Sopa dos Pobres, organização que nada tinha a ver com a santa casa, antes das aventuras do  Capitão Horácio), pró cria, lembro-me da obra da  Senhora D.Maria Helena Duarte Ferreira, que sem pedir massas a ninguém, faz o Bem.

d.antónio.jpg

 Diocese de Aveiro

Ter-lhe-ão escrito os bombeiros de Constância, dizendo que que querem ma$$as para meter umas retretes femininas em Santa Margarida da Coutada? 

 

Estava a falar de D. António Marcelino, que também dirigiu um grupo de casais católicos onde andava o dr. Consciência. Deve ter sido aí que o Bispo se contagiou no fabrico artesanal de crónicas ácidas.

 

Mas D.António tinha uma vantagem sobre o dr.Balbino, estava protegido por uma mitra, e o poder socrático não se atreveu a processá-lo, com medo de levar com o báculo nos cornos.

MA 



publicado por porabrantes às 15:56 | link do post | comentar

Domingo, 07.12.14

Estava o São Pedro à cunha como raramente se vira e na tribuna o dr. Mário Soares fazia o primeiro comício do PS cá na terra.

Soares andava a tratar da descolonização e falou nisso. Disse mais ou menos isto (cito de memória): ''Estive reunido em Bruxelas com o meu amigo Agostinho Neto e ele,que é um amigo de Portugal, disse-me que tinha muitas saudades nossas, especialmente de tomar uma taça de verde e de comer um pastel de bacalhau''.

petisco.jpg

 gamado a meu petiscos

 

Nisto o meu amigo Alcino, de origem africana,solidário com o Neto, e com os povos ''irmãos'',  levantou-se da plateia e subia a escada de madeira que unia o palco ao balcão e foi abraçar o dr.Soares, exprimindo atabalhoadamente o seu entusiasmo pelas amizades africanas do líder socialista.

Soares, político de raça, lá lhe deu um grande abraço, mas foi o cabo dos trabalhos para o separar do tribuno e o conduzir disciplinadamente à plateia.

Ah grande Alcino, instalador de gás de primeira!

Era 27 de julho de 1974, recorda a cronologia do Eduardo Campos.

O Rui Ramos diz num artigo certeiro que Soares foi um grande político de Oposição. Foi. E decisivo. E   ficará na História como o lider menchevique que derrotou os bolcheviques em 1975. Disse a Kissinguer que não seria um Kerenski e não foi. E por isso lhe devemos estar agradecidos. Mas o soarismo também foi isto:  

partidocracia.png

 ou seja a partidocracia, mal não do PS, mas de todos os partidos lusitanos.

 

ma

ps-há uma boa crónica do dr. Eurico Consciência (líder socialista da época) onde evoca Soares dançando num dos típicos arraiais abrantinos de Verão, nesta noite de 27 de Julho de 74.

 

créditos: documento da Fundação Mário Soares



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