Domingo, 31.12.17

Um amigo faz um reparo a este post. Duvida da amizade entre o major Luiz de Quillinan e Eça de Queirós.

A amizade foi constatada por Ernesto Guerra de Cal, o grande especialista na bibliografia eciana. (ver ''Língua e Estilo de Eça de Queirós'')

Eça era cônsul em Bristol e Quillinian adido militar em Londes.

Guerra da Cal anota que no seu arquivo particular consta uma carta do major a Eça em 1882, onde no sobrescrito se lê:

 

'' A. L. de Quillinan. Esq. Secretary of the Portuguese Legation. 12 Gloucester Place. Postman Square. London». 

 

Já agora para os curiosos sobre o militar veja-se este número da Galeria Republicana

ma



publicado por porabrantes às 09:39 | link do post | comentar

Terça-feira, 31.10.17

O Órgão do Cónego

 

Entrou o escrivão, todo empertigado na sua missão notarial. Vinha a mandos do Cónego buscar o órgão de Sua Excelência Reverendíssima. O Cónego bradara lá do alto do púlpito, que se os homens eram irmãos, as paróquias também o deveriam ser, as rivalidades velhas eram anti-ecuménicas e pouco pastorais, próprias de Jeovás e de Mórmons e não de católicos pós-conciliares, de colores e de ida anual a pé a Fátima no 13 de Maio como dizia no décimo-segundo mandamento. Porque o décimo-primeiro era sustentar o clero e as suas obras pias. Uma devota lembrou a Sua Excelência Reverendíssima que os mandamentos de Moisés eram só dez e o Cónego, sábio e teólogo, replicou, irado, que D.Moisés já não era Arcebispo-Primaz e que portanto os seus mandamentos tinham caducado. A beata fugiu, não fosse o Cónego obrigá-la ali mesmo a testar a favor da Comissão Fabriqueira, enquanto lhe aplicava a Santa Unção. Tenho netos e a minha fazenda é para eles, disse ela à vizinha, que a excomungou dizendo que ademais o Antigo Testamento era coisa de protestantes, obra pornográfica, como se podia ver por Sodoma e Gomorra......

O escrivão enfrentou o olhar marcial do sargento que policiava a Igreja a mandos do Cónego.
-O que é que você quer?

-Venho buscar o órgão do Senhor Cónego.

-O Senhor Prior não deixou cá nenhum órgão. O que está cá é da Igreja e você não o leva, porque Você não é cá da paróquia, é da concorrência....

-Ouça lá deixe-se de criancices, agora somo todos conciliadores....

O sargento abriu a gaveta e olhou para o que lá estava dentro. Quando a usara nunca ninguém o ousara contradizer, quanto mais um beleguim......

A coisa, uma Walter 7, 65, era uma recordação bélica do seu trabalho em prol da ordem republicana. O Cónego até a abençoara, recusando no entanto a dizer missa por São Walter, como lhe pedira o sargento, dizendo que esse tal Walter devia ser comunista como o Kalasnikov, no dia em que o sargento a empunhara, bravo e decidido, e apontara ao Anacleto e ao Baptista, respectivamente Presidente e Tesoureiro da Junta de São Macário, ex-legionários convertidos ao Bolchevismo pela Dona Fernandinha, a passionária local, que assim lhes garantira que não seriam saneados. Derramara água benta na canhota, o padre agradecido, só seria Cónego muitos anos depois, porque São Walter o livrara duma soberana sova, à conta de defender que a casa da falecida Felismina era da Paróquia e não da Junta.

O gesto marcial aterrorizou o escrivão que debandou, para se ir queixar ao Cónego, que não conseguira reaver o órgão de  Sua Excelência Reverendíssima.

Todo o beatério, especialmente o Apostolado da Oração, os Neo-catecumunais, a Juventude Vicentina, a Tertúlia do Espírito Santo (era o ano da pomba, dissera Roma), os Drogados pelo Catolicismo, A Casa de Santa Quitéria e o Bispo Resignatário D. Apolinário Pardal   ficaram muito aborrecidos por nesse domingo a Missa Cantada não ter ao seu serviço o órgão do Cónego e o escrivão por mais que agitasse a batuta não conseguia afinar o coro. Sem o órgão do Cónego nem sequer a Fátima, a barítona gorda e desgrenhada da Ameixeira conseguia dar o dó de peito.

Telefonaram para a Sé, ameaçaram levar o caso ao Tribunal eclesiástico, contactaram a jurista da Obra, mas desistiram assarapantadas quando o colega do escritório disse que a Doutora se divorciara, ela que não fazia divórcios porque era pecado, Amem, já não podemos pedir-lhe que nos dê o órgão do Senhor cónego....

O Decano do Cabido disse que era um assunto muito delicado, que devia ser pelo menos resolvido pelo Senhor Bispo, mas o problema era que não havia Bispo, só restava o Administrador Apostólico, que estava na Terra Santa chefiando uma peregrinações de ex-seminaristas e catequistas, onde havia nada mais que três Presidentes, oito vereadores, as respectivas comadres, excepto a Teresa do Céu que o Bispo expulsara da excursão por levar debaixo do braço, a ‘’Relíquia’’ do bacharel José Maria Eça de Queiroz, conhecido ateu e libertino. E Roma ? O Santo Padre está na Austrália bradando contra os padres pedófilos, aqui o Decano benzeu-se, e tentando converter a prima octogenária que é Jeová.....

Já me parecia que este Papa não é boa rês, o Sr. Cónego não tem nenhuma prima nem sequer afilhada dessa ralé. São gente do pior....

O Decano prometeu telefonar ao Cónego, para impedir que a beata continuasse a descompor o Santo Padre e acabasse por ter de lhe dar tratamento de choque. Nessa tarde, depois do chá das 5, estavam todos em amável tertúlia na sede dos Drogados pelos Catolicismo, velho chalé queirosiano que uma beata rica deixara à Fábrica da Igreja.

-É como o TGV-disse D.Josefa-tenho a certeza que foi inspirado pelo Demónio! Não o digo a rir. Mas vejam aquele fogaracho, aquele fragor! Ai arrepia!

O padre Amaro galhofou-assegurando à srª D.:Josefa que era ricamente cómodo para andar depressa! Mas, tornando-se logo sério, acrescentou:

-Em todo o caso é incontestável, que há nessas invenções da ciência moderna muito do Demónio. E é por isso que a nossa Santa Igreja as abençoa, primeiro com orações e depois com água benta. Hão de saber que é o costume. Com água benta para lhes fazer o exorcismo, expulsar o Espírito Inimigo; e com orações para resgatar do pecado original que não  só existe no homem, mas nas coisas que ele constrói. É por isso que se benzem e se purificam as locomotivas....Para que o Demónio não se possa servir para seu uso.

D.Maria da Assunção quis imediatamente uma explicação. Como era a maneira usual de o Inimigo se servir do TGV?

O padre Amaro esclareceu-a com bondade. O Inimigo tinha muitas maneiras, mas a habitual era esta: fazia descarrilar um comboio de modo que morressem passageiros e como essas almas não estavam preparadas pela Santa Unção, o Demónio ali mesmo, zás, apoderava-se delas!

-É de velhaco-rosnou o Cónego, com uma admiração secreta por aquela manha tão hábil do inimigo.

Nisto tocou o seu telemóvel. Soou a musiqueta do carrilhão de Fátima, sinal de que era da Sé que falavam. O Cónego, coçou as partes e pôs-se ao aparelho. Depois duma fala demorada, desligou-o e disse radiante: Vamos ter órgão!

A D.Maria da Assunção, feliz e curiosa, perguntou: Então Vossa Excelência Reverendíssima vai voltar a ter órgão. Como é isso?

-Monsenhor Laranjeira, o Decano, vai mandar-nos o Padre Reparaz, um exorcista de fama para fazer com que o Sargento volte à razão. Se os Diabos fogem  quando chega este Padre, o Sargento vai ter de me devolver o órgão.

-A D.Josefa, lânguida e espiritual, deu um suspiro de alívio. Ah Felizmente já poderei voltar àquela Igreja e vou aproveitar para mudar a cabeleira da Nossa Senhora das Dores. Então há uns anos o Sargento não lhe pôs uma peruca loura ?

O Padre Amaro benzeu-se e disparou: Que bruto é esse mamarracho. Toda a gente sabe que Maria não pintava o cabelo.....

 

Enquanto se aguarda a chegada do Senhor Padre Reparaz, agradece-se o contributo involuntário dum pobre homem da Póvoa do Varzim a esta crónica. Era filho do Conselheiro Teixeira de Queiroz e estava casado pela Igreja, o grande hipócrita, com Dona Emília de Resende. Mas do que ele gostava, o sabujo, de era de correr atrás das Lolas com D.Carlos de Bragança e de dizer heresias. Como estas em que difamou o Padre Amaro, pilar da Igreja e apóstolo de Leiria. Mas pior que isso, foi dizer mal do Cónego Dias. Pior que ele, só o sargento. Porque é que não terão também exorcizado Eça de Queiroz?

 

Autor: Marcello de Noronha

 

publicado por Edite Fernandes

 

 

publicado por porabrantes às 15:57 | link do post | comentar


publicado por porabrantes às 17:50 | link do post | comentar

Segunda-feira, 22.08.16

Repomos os comentários em dia, apesar da preguiça estival, diz-nos o Sr.Dr. Velez:

 

Comentário no post A Expulsão da Anabela

.Falou-se de GENTE DAS NOSSAS GENTES, que alguns como eu ainda tiveram oportunidade de conhecer; o que será uma mais valia para nós próprios...Claro que sim, o Sr. Capitão Andrade; claro que sim os Caldeira de Mendanha; claro que sim o Comendador Dr. Francisco Soares, prestigiado cirurgião a exercer em Coimbra, que ao longo de toda a sua vida só fez o bem aos seus amigos e concidadãos, mas gratuitamente, nunca tendo sido amigo da Liga do filho do outro...sempre jogando com ligas verdadeiras, tanto nas mulheres como com as da vida, mas definitivamente nunca gostou de rezas e pendões, nem da padralhada e foi um dos homens que influênciou a minha maneira de ser.Num dos Natais pós 25 de Abril, disse-lhe que me filiei na J. Centrista. Respondeu-me irado: és doido ou comes merda ? Oh Xico ! Hoje não é dia para isso. Nunca virou a casaca e eu também não, mas ainda hoje me questiono o que lhe devia ter respondido.Sobre ele e brasões, também podia dizer umas coisas, mas não me apetece.Sobre outros brasões, até posso falar: mais nêsperas e menos caroços.A mulher de César não pode dar baldas e sobre ela não se deve dizer: salto na cabra e vendo-a.Amigo Xico Soares: fazes cá falta.

António Velez

 

Caro António:

Virar a casaca é, muitas vezes, próprio de oportunistas. Já os conhecemos. Às vezes há oportunistas com brasões. O Visconde da Abrançalha tinha um Tio que o protegia, o levava ao Café Marrare e a Paris a instruir-se e a ver as coristas, chamava-se D.Álvaro....

D.Álvaro.png

As casacas  do D. Álvaro, não lhe foram viradas, a família  vendeu-as em leilão, mais os livros, que os alfarrábios queimam as pestanas e as obras de Bocage são impróprias de beatos,

PARA UM DICCIONARIO
dos
PÒRTÜGUEZES NOTÁVEIS DO MEU TEMPO
D. ÁLVARO
(..)
Bocca arqueada, enorme, mas fresca,
entreaberta sempre, como a rosa que
elle usava na lapella da casaca,— de
qualquer das quarenta casacas que tinha, pretas
urnas, outras verde garrafa, outras azues de botoes
amarellos, outras de panno forte a duas costuras
para de dia, outras de abotoar, outras com
botões de bronze representando cabeças de bichos,
outras...
Quarenta casacas, emfim I
Das quaes se fez leilão.
E, por signal, no leilão, o pregoeiro deixandose
ir na toada de annunciar as obras de Bocage,
que o Lopes livreiro da rua do Oiro acabava
de reeditar prefaciadas pelo Rebello da Silva, e
de gritar:
Mais dois volumes do mesmo autor!
Mais outro volume do mesmo autor!
Mais trez volumes do mesmo autor!
Passou ás casacas, e:
—,Mais quarenta casacas do mesmo autor!
gritou.
Grande elegante, o D. Álvaro.
Um dos príncipes do Chiado, e de S. Carlos;
um dos soberanos do Marrare. Em Paris, n'uma
viagem com seu sobrinho, hoje visconde da
Abrançalha, cuidava estar ainda no Chiado, no
Marrare, e, sempre á vontade, combinava com
este cavalheiro:
Ás cinco horas no café Montmorency; o
primeiro que chegar, espera pelo outro.
O primeiro que chegava perguntava a algum
dos moços:
O meu tio veiu?
Já appareceu por cá o meu sobrinho?
O moço nunca sabia. ''

 

é o que conta Mariano Pina na  

ilustração.png

 já não tendo casacas familiares para vender, há quem pura e simplesmente vire a única que tem. 

Mariano Pina era amigo de Eça,

mariano pina.jpg

 

devia ser meio anarquista para se meter com os  vende-casacas.

 

mn 

foto do Mariano: Biblioteca Nacional

 



publicado por porabrantes às 19:00 | link do post | comentar

Terça-feira, 11.06.13

Quem brinca aos tribunais, queima-se.

 

É como aqueles meninos que brincam com fósforos!!!!! 

 

 

 

Toda a  cena que levou a sucessivas manifestações de jericos nos Paços do Concelho, além de ter servido para desprestigiar esta edilidade, (e a anterior) e infelizmente uma cidade prisioneira de políticos incapazes e duma sociedade civil acomodatícia, teve hoje o início do seu desfecho judicial no Tribunal Administrativo e Fiscal da bela Cidade onde Eça foi Administrador do Concelho e onde meteu o Cónego em amores pecaminosos à sombra duma Sé onde muitas vezes ouvi missa.

 

 Lusa

 

A figura do Administrador era a de um Funcionário nomeado pelo Governo Central para velar pela Ordem Pública (polícias, etc) e zelar para que as edilidades cumprissem as Leis. Imagino como seria José Maria Eça de Queiroz fiscalizando estes executivos que perdem minutas e o tráfico de muares pelas ruas em pleno século XXI.

 

Que matéria-prima para um magnífico romance!!!!

 

Escreveu Eça: ''O jornal exerce todas as funções do defunto Satanás, de quem herdou a ubiquidade; e é não só o pai da mentira, mas o pai da discórdia."   


Hoje certamente diria que em Abrantes esta satânica missão cumpre aos blogues, porque os jornais estão amordaçados. E ter uma imprensa amordaçada  é como transformar Belzebu num animal doméstico, um lindo lulu com cornos, da maioria.


Cumpra-se pois o mandato de Eça de Queiroz e espalhe-se a discórdia! 


Foi distribuído no Tribunal citado, na levítica Leiria, não o processo de  separação litigiosa entre o Rev.Amaro e alguma concubina rural (que era o processo que o dr. Vasco da Gama Fernandes jurava na pastelaria Soraya que adoraria patrocinar), mas este




onde a CMA é



Ré: 




261525 Entrada: 
11-06-2013
Distribuição: 
11-06-2013
Autor: CONSTRUÇÕES JORGE FERREIRA & DIAS, Lda. 
Réu: Município de Abrantes
Unidade Orgânica 1 842/13.7BELRA 

Valor: 
6.693.719,68 €
Acção administrativa comum - forma ordinária



6.693.719,68 € ou seja a parca soma de 



6,7 milhões de euros!!!!

que representa uns parcos 60% do orçamento municipal!!!!


É a nossa contribuição para as festas municipais,


abrilhantadas pelos nossos garbosos bombeiros!!!!



 


Fica pois notificada como representante legal da CMA


a senhora doutora Maria do Céu!!!!!


Marcello de Noronha

 




publicado por porabrantes às 21:46 | link do post | comentar | ver comentários (3)

Quinta-feira, 19.04.12
 
 
Nelson Carvalho
Hace 3 horas
O amiguismo rói e corrói o Estado, as instituições,
 a acção e as escolhas públicas,
O amiguismo funda uma rede de minifúndios de poder,
 de padrinhos e afilhados, que se substitui ao Estado e
 o mina e o desvirtua. 
O amiguismo progride e tem terreno fértil ...
Ver traducción
Me gusta · · Compartir
A 5 personas les gusta esto.

Ellvira Felicidade Tristão O amiguismo está por todo o lado e
 todos se queixam dele, praticando-o e acusando os políticos disto.
Ver traducción
Hace 3 horas · Me gusta · 1
 
 
 
  • Disse o Sr Carvalho no facebook, com a mesma séria e conselheiral satisfação,  com que o seráfico Acácio respondeu ao Sr.Basílio de Brito:

    Primo Brasílio - Conselheiro Acácio, rejubiloso fico eu também! Ora quem diria! O grande talento nacional, o nosso ilustre orador, o nosso célebre Conselheiro Acácio!

    Conselheiro Acácio - Não me faça V.Exª corar, a mim, um indigno servidor da Nação... Humílimo servo do bem público... Mas eu já sabia que V.Exª estava em Lisboa, li-o nas interessantes notícias do jornal da Politécnica! E então como decorreu a vida, lá pelo Brasil?

    Primo Brasílio - Sobrevivi, eis-me viril, saudável, forte...

    Conselheiro Acácio - A vida é um bem inestimável. Sobretudo nesta era de grande prosperidade pública! E que diz V.Exª ao progresso nacional e científico depois de tão larga ausência?

    Primo Brasílio - Mas porque é que os ingleses não tomam conta disto tudo?

    Conselheiro Acácio - Exª! Exª! Estamos numa era de grande prosperidade pública!

    Primo Brasílio - Desde que cheguei a Lisboa que a minha oração é esta:Meu Deus, manda-lhe outra vez o terramoto!

    Conselheiro Acácio - Exª! Exª! Estamos numa era de grande prosperidade pública!

    Primo Brasílio - E não há meio de o terramoto chegar!...

    Conselheiro Acácio - Senhor Basílio de Brito, ainda alguém há-de pensar que V.Exª não é patriota, português, ilustre descendente do nosso infinito Viriato! Portugal atravessa uma era de grande prosperidade pública!

    Primo Brasílio Meu Deus, manda-lhe outra vez o terramoto!


    (in o Primo Basílio) 



    Nós dizemos ao humilde servidor do Sr. Barão do Vale Curtido, que era melhor ocupar a reforma a fazer coisas úteis, por exemplo aquários:



    1º Passo um : Aqui tem o Sr. Comendador os materiais:


    • 1 (um) galão de água mineral de 10 litros;*
    • 10 (dez) litros de água;
    • 1 (uma) serrinha;
    • 1 (um) filtro de água para aquários;
    • 1 (um) aquecedor pequeno;
    • 1 (um) peixe.

    * Galões de 20 litros também podem ser usados, mas serão necessários 20 litros de água.



    Concretizando

     
    2º Aqui tem V.Exa os resultados:
    Divirta-se. 
    A redacção
    créditos: Facebook do Sr. Comendador da Cultura Portuguesa dr. Nelson Carvalho
                  ( para os Srs. Queiroz, Basílio e Acácio)


publicado por porabrantes às 12:21 | link do post | comentar

Segunda-feira, 06.02.12
''
Um carnaval à moda de Eça!
 
 Eça considerava a sua passagem por Leiria o seu exílio administrativo, como referiu na carta escrita a Eduardo Coelho em Agosto de 1870, apenas alguns dias após a sua chegada à cidade.
 
Embora Eça vivesse isolado entre a sua escrivaninha e o gabinete da Administração, não deixou de frequentar a aristocracia leiriense: participavam em convívios, em bailes e em caçadas aos coelhos com as nobres famílias locais.

 

 Foi há 136 anos, no Carnaval de 1871, num baile de máscaras que Eça de Queirós foi apanhado numa trama amorosa! O romancista envolveu-se com uma bela fidalga, da fina roda leiriense, e não tardou que a alta sociedade de Leiria se apercebesse do facto. Tanto quanto se sabe, pensa-se que esta tenha sido a sua primeira relação com uma mulher casada.     

  região de leiria

 

 

 

Terá sido na noite de 21 de Fevereiro, que o Barão do Salgueiro organizou um baile de Carnaval em sua casa, no Palácio do Terreiro e ao qual Eça compareceu, despudoradamente, vestido de Cupido, com um fato de malha muito justo, com aljavas cheias de setas e com asas de cambraia. Depois de ter dançado uma quadrilha com a baronesa de Salgeiros, ousou perseguí-la para fora dos salões entrando numa das divisões íntimas da residência. O par foi encontrado abraçado pelo cocheiro da casa e Eça acabou a ser lançado, violentamente, para fora de casa, pela escadaria abaixo. Quando chegou a casa, a coxear e com o fato todo esfarrapado disse ao seu amigo Júlio Teles: “Consummatum est – olha sou um Cupido desasado!”.

  Sé de Leiria (in Dentro de ti, ò Leiria)

 

 

 

Este episódio ao qual Eça não achou graça, ficou-lhe atravessado nas suas memórias de Leiria, tendo mesmo comentado ironicamente: “O que chocou aquela boa gente do tempo de D. Dinis, não foram os excessos da autoridade administrativa… foi o trajo de tirôles! Se me encontrassem aos abraços à Senhora, vestido de Cónego da Sé, todos teriam achado muita graça!”.

 

 Este acontecimento está retratado na sua obra Os Maias, onde João de Ega aparece desasado devido à grande toza semelhante àquela em que o escritor apanhara em virtude de uns amores adúlteros com a Gouvarinho..''

 

in  abcissa h

http://abcissa_h.blogs.sapo.pt/    

 

 

Nota: Convém acrescentar que o Cupido era Administrador do Concelho de Leiria (isto é uma espécie de mini-governador civil....)  e o Sr.Barão cornudo, para usar palavras do goto do bravo General Bernardes, ou ''cocu'' era o chefe político local José de de Faria Pinho e Vasconcelos Soares de Albergaria, sendo  a feliz Madame Bovary, não qualquer Ema, mas a Excelentíssima Senhora Dona Luísa da Silva e Ataíde, da Casa do Terreiro.

 

 

 

Lamentamos que Eça não tenha ido em excursão a Lagarelhos ou ao Souto para ''chercher la galega'' ou ''chercher la campónia'', mas até agora não se descobriram documentos que o provem.   

 

Não se podem queixar eventuais descendentes do Barão, porque  não houve filhos deste matrimónio.

 

Portanto como Eça foi infeliz em Leiria na sua actividade de ''chercher la Athayde'', viria a emigrar para Paris onde se dedicou a ''chercher la Bovary...''                                                                                                   

 

 

 

 

 

 

 

Notas de Marcello de Noronha

 

 



publicado por porabrantes às 19:52 | link do post | comentar

ASSINE A PETIÇÃO

posts recentes

Um reparo

O Órgão do Cónego

O leilão de casacas do Ti...

CMA processada :em mais d...

O Sr. Dr. Acácio de Carva...

Eça de Queiroz seduz mulh...

arquivos

Junho 2019

Maio 2019

Abril 2019

Março 2019

Fevereiro 2019

Janeiro 2019

Dezembro 2018

Novembro 2018

Outubro 2018

Setembro 2018

Agosto 2018

Julho 2018

Junho 2018

Maio 2018

Abril 2018

Março 2018

Fevereiro 2018

Janeiro 2018

Dezembro 2017

Novembro 2017

Outubro 2017

Setembro 2017

Agosto 2017

Julho 2017

Junho 2017

Maio 2017

Abril 2017

Março 2017

Fevereiro 2017

Janeiro 2017

Dezembro 2016

Novembro 2016

Outubro 2016

Setembro 2016

Agosto 2016

Julho 2016

Junho 2016

Maio 2016

Abril 2016

Março 2016

Fevereiro 2016

Janeiro 2016

Dezembro 2015

Novembro 2015

Outubro 2015

Setembro 2015

Agosto 2015

Julho 2015

Junho 2015

Maio 2015

Abril 2015

Março 2015

Fevereiro 2015

Janeiro 2015

Dezembro 2014

Novembro 2014

Outubro 2014

Setembro 2014

Agosto 2014

Julho 2014

Junho 2014

Maio 2014

Abril 2014

Março 2014

Fevereiro 2014

Janeiro 2014

Dezembro 2013

Novembro 2013

Outubro 2013

Setembro 2013

Agosto 2013

Julho 2013

Junho 2013

Maio 2013

Abril 2013

Março 2013

Fevereiro 2013

Janeiro 2013

Dezembro 2012

Novembro 2012

Outubro 2012

Setembro 2012

Agosto 2012

Julho 2012

Junho 2012

Maio 2012

Abril 2012

Março 2012

Fevereiro 2012

Janeiro 2012

Dezembro 2011

Novembro 2011

Outubro 2011

Setembro 2011

Agosto 2011

Julho 2011

Junho 2011

Maio 2011

Abril 2011

Março 2011

Fevereiro 2011

Janeiro 2011

Dezembro 2010

Novembro 2010

Outubro 2010

Setembro 2010

Agosto 2010

Julho 2010

Junho 2010

Maio 2010

Abril 2010

Março 2010

Fevereiro 2010

Janeiro 2010

Dezembro 2009

Novembro 2009

Outubro 2009

Setembro 2009

Agosto 2009

Julho 2009

tags

25 de abril

abrantaqua

abrantes

alferrarede

alvega

alves jana

ambiente

angola

antónio castel-branco

antónio colaço

antónio costa

aquapólis

armando fernandes

armindo silveira

arqueologia

assembleia municipal

bemposta

bibliografia abrantina

bloco de esquerda

bombeiros

brasil

candeias silva

carrilhada

carrilho da graça

cavaco

cdu

chefa

chmt

cidadão abt

ciganos

cimt

cma

cónego graça

constância

convento de s.domingos

cria

duarte castel-branco

eurico consciência

fátima

fogos

gnr

grupo lena

hospital de abrantes

hotel turismo de abrantes

humberto lopes

igreja

insegurança

ipt

isilda jana

jorge dias

jorge lacão

josé sócrates

jota pico

júlio bento

justiça

mação

maria do céu albuquerque

mário soares

mdf

miaa

miia

mirante

mouriscas

nelson carvalho

nova aliança

património

paulo falcão tavares

pcp

pego

pegop

pico

pina da costa

portugal

ps

psd

psp

república

rocio de abrantes

rossio ao sul do tejo

rpp solar

rui serrano

salazar

santa casa

santana-maia leonardo

santarém

são domingos

sardoal

saúde

segurança

smas

sócrates

solano de abreu

souto

teatro s.pedro

tejo

tomar

touros

tramagal

tribunais

tubucci

todas as tags

favoritos

Passeio a pé pelo Adro de...

links
Junho 2019
Dom
Seg
Ter
Qua
Qui
Sex
Sab

1

2
3
4
5
6
7
8

9
10

19
20
21
22

23
24
25
26
27
28
29

30


mais sobre mim
blogs SAPO
subscrever feeds