Sábado, 07.11.15

 

Agora já não há comarca, embora ainda haja cloaca.

 

Algum dia, alguém fará uma lista de  magistrados que passaram pelo Tribunal desta terra.

 

Começamos pelo Excelentíssimo e Meritíssimo Conselheiro Acácio.

 

acácio álvares de melo.png

 

ACÁCIO PEDRO RIBEIRO ÁLVARES DE MELO

 ''Nasceu em Trancoso. Formou-se em Direito na Universidade de Coimbra (1860). Seguiu carreira na magistratura. Iniciou-a como delegado do procurador régio (1865). Em 1876, ocupava este lugar na comarca do Sabugal. Em 1878, era juiz de Direito de 1.ª Instância de 3.ª classe na comarca do Sabugal. Foi promovido a juiz de Direito de 1ª classe e colocado na comarca de Abrantes (1885), tendo ainda servido no Fundão (1893) e em várias varas da comarca do Porto (1894 e 1897). Ascendeu à 2.ª Instância e foi nomeado juiz da Relação dos Açores (1897). Em 1899, foi transferido para o Tribunal da Relação de Lisboa. Subiu a presidente desta instituição por Decreto de 27 de Agosto de 1910. Tomou posse a 31 de Agosto do mesmo ano. Terminou a sua car­reira na magistratura como juiz conselheiro do Supremo Tribunal de Justiça (1910).''

 

Foi naturalmente colega de Eça na Faculdade, embora andasse para aí no 2º ano, quando José Maria entrou na Porta Férrea.

 Eça inventou um Conselheiro Acácio que não era parecido com este.....porque, apesar dos dois terem um bigode  '' grisalho, farto, caído aos cantos da boca''    a careca não coincide, a do herói do Primo Basílio era....'' vasta e polida.''

 

O Acácio que passou pela comarca abrantina medrou naturalmente também à conta da política. Era um liberal.

 

Em 1874, oficiava do Sabugal, onde era Delegado do Procurador Régio, '' remetendo o auto de investigação incluso, relativo à tentativa de levantamento de uma guerrilha carlo-miguelista no concelho do Sabugal''. (Arquivo Histórico Militar)

 

O Conselheiro Acácio do Eça era solteiro e vivia amancebado com uma criada que o enganava.

 

O Conselheiro Acácio Álvares de Melo teve uma filha (pelo menos) a quem deu um nome digno da Cleópetra, foi a   Maria Egipcíaca Ribeiro de Melo, que fez um grande casamento, com o filho do 2º Conde de Farrobo.

 

Bem talvez esteja a exagerar, quando se casou a D. Maria Egipcíaca , já estaria falida a família Farrobo, que tinha sido a mais rica de Portugal? Quem quiser investigar, investigue...

 

Em 1874, o Duque de Abrantes e Linhares, um  espanhol, comprava a Quinta das Laranjeiras, que agora é o Jardim Zoológico, e que algum amigo do Costa ameaçou privatizar, em consequência da falência. Eça & Ramalho gozaram nas Farpas com a forma como o espanhol modernizou a Quinta do Farrobo.

 

Que fez o juiz Acácio em Abrantes?

 

Foi juiz em 1885 e é nesse ano que se dá o um grande comício do Partido Progressista e onde os republicanos como Ramiro Guedes

ramiro guedes.jpg

aparecem com grande visibilidade a protestar politicamente no cenário cá da terra.  Deixo o comício para outro dia. No dito uma das estrelas foi o Visconde do Tramagal Dr. João Themudo Mendonça......

 

Agora quero arranjar paciência para meter aqui os vários magistrados que chegaram a Presidentes da Relação de Lisboa, como o Conselheiro Acácio, e que passaram por cá.....

 

mn

créditos:

foto do Dr.Acácio e biografia: Página da Relação de Lisboa

Eça de Queiroz: O Primo Basílio

Eça de Queiroz & Ramalho Ortigão: As Farpas

Arquivo Histórico Militar

 

 

 



publicado por porabrantes às 13:08 | link do post | comentar

Quarta-feira, 14.12.11

A Margarida Trincão, directora da Barca, faz uns editoriais de que eu gosto muito.

 

Antigamente havia uns velhotes que diziam que compravam os jornais só para ler os editoriais.

 

Depois a coisa mudou.

 

Apareceram  directores que escreviam mal e tinham um escriba para lhes fazer o editorial.

 

Davam umas dicas e o homem escrevia.

 

Não lhe vou a chamar ''negro'', que é a palavra técnica para definir o escritor ou escriba que faz coisas dessas para outros assinarem, porque o do Diário de Lisboa antes do 25 de Abril era ribatejano e branco .Chamava-se José Saramago.

 

 

A Margarida faz os editoriais sozinha, num estilo inconfundível e são os melhores da região.

 

Transcrevo um com a devida vénia e faço uns comentários, depois de dizer que estou solidário com a ''Barca'' face à evidente e injusta discriminação de que foi alvo no caso tão badalado dos contratos de publicidade camarária.

 

A razão pode estar na Margarida escrever editoriais como este:

 

                   

22-9-2011 

 

O prazo para os pategos verem o balão está a vencer!

 

 

Neste caso os pategos não têm de ver o balão mas o Barão!!!!

 

 

 

Agora, temo uma coisa.

 

Na Relíquia do Eça, o heróico Teodorico vai à Palestina comprar uma autêntica raridade da época de Cristo, certificada pela Igreja , adquire a ''autêntica'' coroa de espinhos do Senhor, consegue o certificado da Autoridade Eclesiástica, mas na confusão dos seus amores com a fogosa Mary e na pressa da partida, troca a encomenda prá Titi pelo presente de despedida da Mary.

 

Quando desembrulha o pacote em Lisboa, numa assembleia presidida pela Titi, com teólogos, beatos, eminências e reverências, o que lá está são as calcinhas da Mary, com um romântico bilhete onde reza ''para o meu portuguesinho valente da M.M.''

 

Expulso da herança, Teodorico vai lutar pela vida e quando a Titi morre a Igreja recebe, como no caso de Maria Amélia Baeta, a fortuna. A Titi deixa um legado ao sobrinho libertino que consiste num telescópio para ver a herança a milhas.

 

Deve reconhecer-se que o Cónego Graça tinha menos sentido de humor que a velha beata e não deu nenhum telescópio aos familiares de Solano de Abreu e de Maria Amélia. Certamente estavam muito caros.

 

 

 telescópio pouco católico-igual ao de Galileu Galilei.

 

 

No caso do Senhor Barão, acho que nos vai acontecer, aos abrantinos como ao Teodorico.

 

 

Ou pior....

 

Porque ninguém nos oferecerá um telescópio, tendo nós de o adquirir por conta própria, para ver o Alves........

 

lá longe em qualquer paraíso com off-shores.....

 

 

Miguel Abrantes, simpatizante queiroziano

 

 

nota: cédula pessoal





Nome:Teodorico Raposo
Avô: Rufino da Conceição, padre
Avó: Filomena Raposo, a “Repolhuda”
Pai: Rufino da Assunção Raposo
Mãe: Rosa
Nascimento: Sexta-Feira da Paixão, à tarde.

AVERBAMENTO
Tia: Maria do Patrocínio, devota.

 

in http://leiturapartilhada.blogspot.com/2007_05_01_archive.html

 

 



publicado por porabrantes às 17:41 | link do post | comentar

Domingo, 18.09.11

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

posto por a.abrantes



publicado por porabrantes às 18:57 | link do post | comentar

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