Quinta-feira, 30.08.18

Manuel Joaquim Ricardo era um haussa da Nigéria, caçado por guerreiros muçulmanos, foi vendido para o Brasil. Terminaria como um dos homens mais ricos de São Salvador da Bahia e naturalmente senhor de escravos.

Católico, Manuel Joaquim era devoto de Santo António, o santo especialista em encontrar escravos fugidos. E cá actualmente em encontrar coisas perdidas.

Manuel António compaginava o catolicismo com a devoção pelo candomblé.....

 

um grande artigo de João Reis (Universidade Federal da Bahía, São

Salvador – Bahia – Brasil)

 

 

 

 

DE ESCRAVO A RICO LIBERTO:

 

A TRAJETÓRIA DO AFRICANO

 

MANOEL   JOAQUIM RICARDO

 

NA BAHIA OITOCENTISTA*

 

 

 

mn

 



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Terça-feira, 20.03.18

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ver aqui

 

comprar o livro

 

Num concelho de fronteira,  onde as milícias concelhias viviam do fossado em terra islâmica, é óbvio que a compra e venda de cativos mouros tinha de estar regulamentada no foral afonsino.

 

ma 



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Segunda-feira, 19.03.18

O Juiz Conselheiro Francisco José Velozo foi um homem dum saber e duma erudição prodigiosa.

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Neste trabalho, que é um capítulo da sua tese de licenciatura, disserta sobre a influência profunda do direito islâmico no sistema penal medievo, vigente no Sul  e Centro do País.

E aborda o castigo previsto para o dono dum escravo mouro, que no Médio Tejo, faça das suas.

O dono responde penalmente pelas tropelias que fizer o mouro.

escravos mouros médio tejo.png

Francisco José Velozo, ''O Homicídio no Direito Muçulmano ''

 

Tinha de andar com cuidado o dono do escravo, porque a sua cabeça podia rolar, dado que respondia pelos crimes que eventualmente praticasse o muçulmano cativo.

 

Era assim em Tomar, Torres Novas...Ourém, etc....

 

Ler teses destas, onde se nota o magistério do grande Mestre que foi Marcello Caetano, é um gosto.

 

ma   

 



publicado por porabrantes às 20:40 | link do post | comentar

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François Soyer, El comercio de los esclavos musulmanos en el Portugal Medieval, rutas y papel economico, in Espacio Tiempo y Forma, nº 23, 2010

 

Depois venha uma doutorada transmontana explicar a François Soyer que não havia escravos na Idade Média

 

ma

 

 



publicado por porabrantes às 15:06 | link do post | comentar

O escravo ateu

 

''A António, escravo de João Fernandes, morador na vila de Santarém, perdão por, com fúria, ter dito ao seu senhor que descria de Deus, pelo que andava amorado. 1502-12-29. Portugal, Torre do Tombo, Chancelaria de D. Manuel I, liv. 37, f. 59v.''

 

O escravo do preto

 

''A Estêvão Pais, criado que fora de Pedro de Anhaia, mercê, por se assim é, de metade de um escravo por nome António, que ficara de Pero Fogaça, preto forro, natural de Benim, o qual falecera, vindo para o reino em um navio, sem fazer testamento, nem ser casado, nem ter herdeiros, vindo da Ilha do Príncipe. 1520-05-15. Portugal, Torre do Tombo, Chancelaria de D. Manuel I, liv. 38, f. 26.''

 

O escravo de Constância

 

''A António Cubas, escravo de João Rodrigues, morador em Punhete, perdão por ter fugido da cadeia depois de visto o parecer de D. Pedro de Meneses, desembargador do Paço. Portugal, Torre do Tombo, Chancelaria de D. Manuel I, liv. 44, f. 85v.''

 

já agora

 

António Cubas fora preso por mandado dos juízes de Abrantes depois duma inquirição sobre um fogo posto na Charneca, termo de Punhete fora considerado culpado por ter sido visto a apanhar cinza no lugar da queimada, facto relacionado com um privilégio concedido às freiras do Mosteiro de Santa Clara de Lisboa, o que era não era motivo para ser preso. António Cubas fora preso e antes de lhe serem postos os ferros conseguira fugir. Terá de pagar 300 reais a Afonso Botelho, com cargo de recebedor, para as despesas da Relação, tendo-se de passar uma carta comprovativa desse pagamento nos 15 dias seguintes, sem esta carta não haverá perdão. Pagou os ditos 300 reais que foram carregues por Marcos Esteves, capelão e escrivão. Não indica o nome do escrivão.

Physical location
Chancelaria de D. Manuel I, liv. 44, fl. 85v
Creation date

 

e muito mais escravos aqui

 

devida vénia Torre do Tombo donde se retiraram os dados

 

mn



publicado por porabrantes às 14:52 | link do post | comentar

Domingo, 18.02.18

escravos 2

José Hinojosa Montalvo, Intercambios comerciales entre Portugal y Valencia a fines del siglo XV, ''El Dret portugues''

 

Actas das II Jornadas Luso-Espanholas de História Medieval, Volúmes 1-2, pag 772, INIC, Instituto Nacional de Investigação Científica, Porto, 1987

 

O Doutor Candeias não regista para 1492, o bravo João de Abrantes, negreiro, entre os heróis no rol que fez em ''Abrantes na Expansão Ultramarina''

 

Mas teremos de registar o Juan de Abrantes, presumivelmente abrantino, como  grande empresário de ''import-export''

 

Não nos venham contar que faltava espírito comercial aos abrantinos de quinhentos.

 

Uma dúvida, seria judeu?

 

Boa parte da ''trata'' estava nas mãos de portugueses (e abrantinos) desta comunidade.

 

O Prof.  Hinojosa adverte contudo que a presença de mercadores portugueses no tráfico de escravos em Valência era residual nesta época.

mn 

 

sobre o assunto: Grandes empresários abrantinos: O negreiro Simão

 

Um bispo abrantino vende escravos chineses

    

  



publicado por porabrantes às 19:07 | link do post | comentar

Domingo, 17.12.17

 

Qual era o impacto do tráfico negreiro na fortuna dos homens poderosos de Abrantes no século XVIII?

Os ''historiadores'' locais não o conseguiram apurar.

Mas alguns  cantaram a grandeza de D.Rodrigo, o grande Marquês, diplomata e intelectual ilustre, que jaz em Santa Maria do Castelo.

O aristocrata tinha fartos interesses no Brasil e bastantes escravos.

escravos

A historiadora brasileira Denise Vieira Demetrio, nesta tese da Universidade Federal Fluminense, aborda com muita profundidade o assunto.

denise.png

 

   Ler a tese é um bom presente de Natal.

 

E temos de agradecer à Doutora Denise Demetrio esclarecer-nos sobre a dimensão atlântica da poderosa Casa abrantina e ainda o gráfico que lhe roubámos.

ma    



publicado por porabrantes às 22:58 | link do post | comentar

Sábado, 15.04.17

faup.png

Nesta tese de mestrado, Susana Ferraz além de estudar e dissertar brilhantemente sobre o património em Luanda e Angola, revela-nos um dado curioso, o nome dum grande empresário abrantino.

Era o Simão Pinto de Abrantes que se dedicava ao tráfico negreiro em Angola por conta própria.

O Simão queixa-se, numa inquirição mandada fazer pelo Rei do Congo (grande   exportador de ébano), como outros colegas, dos prejuízos que na costa de Angola, sofriam os ''empresários do ramo'', pela concorrência que lhes fazia o comércio de S.Tomé.

O documento foi enviado a D.João III, em 1548

negreiro.png

O pobre Simão tinha comprado 130 escravos para revender e havia dificuldades para arranjar barco para os escoar.

Não sei que remédio deu D.João III às queixas dos negreiros.

Também não sei se o Simão negreiro ganhou uma medalha de empreendedorismo e se conseguiu fazer chegar à sua terra  parte da carga.

Mas sei, que pela época quase todos os donos dos barcos que faziam tráfico fluvial, entre Abrantes e Lisboa, usavam como ''marítimos''  escravos negros (já tinham chacinado lusos e espanhóis  todos os guanches) e provavelmente pardos.

O irmão do Rei, o abrantino D.Luís, deu-lhe um escravo negro homossexual, João de Sá, o Panasco, que era de muita estimação e conhecido pela sua verve. ''O Panasco'' tinha inclusive acompanhado D.Luís à campanha de Tunes e conhecido Carlos V.

O negro humorista (são célebres as suas tiradas) terminaria com carta de alforria e como Cavaleiro da Casa do Rei, mas não Cavaleiro de Santiago, como o querem fazer, alguns historiadores de arte demasiado corporativos e inventivos.

mn     

 

extracto do documento extraído da tese citada    



publicado por porabrantes às 18:10 | link do post | comentar

Sábado, 30.01.16

o Ávila era escravo e ganhou carta de alforria por se casar com uma branca, abrantina

cabo abrantina.png

será que o Américo Nascimento vai nomear o dono do escravo ''herói de Cabo Verde''? ou vai nomear ''heroína'', Isabel Rodrigues, a branca abrantina que se casou com um homem de cor?

Espero que o escravo cabo-verdiano, que cá veio parar, não tivesse sido vendido por um judeu abrantino, chamado Diego Pelegrino, que era o rabino da comunidade judia abrantina estabelecida em  Cabo Verde.

A ''gente da nação'' ou seja os judeus controlavam o tráfico negreiro nas rotas do Atlântico. 

A citação é de 

judeus.png

 

Por Peter Mark,José da Silva Horta

 

A Edição é da Universidade de Cambrige.

 

mn



publicado por porabrantes às 17:08 | link do post | comentar

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