Segunda-feira, 31.12.18

Eis a vergonhosa lista do latifúndio eucalipteiro no concelho e não só....

 

Que tal confiscar isto e torná-lo mata nacional ???

 

Mata nacional com sobreiros, carvalhos e castanheiros....

 

Quando se diz 'confiscar'' significa sem indemnização....

 

Quando alguém falar nisto haverá esquerda em Portugal...

 

Ou será que terá de ser o monárquico Ribeiro Telles, com noventa e muitos, a propor o confisco?

 

ma



publicado por porabrantes às 20:02 | link do post | comentar

Quinta-feira, 15.11.18

Há um manifesto promovido pelas multinacionais eucalipteiras em defesa da praga australiana.

Já há autarcas da região e associações a assinar.

As eucalipteiras estão associadas ao latifúndio monocultural e à poluição que devasta os nossos rios.

Os eucaliptos associados aos fogos, que são praga conhecida, e à destruição da biodiversidade.

Sempre que se fala disto regressamos a Gonçalo Ribeiro Telles:

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«É um abuso inqualificável dizer que está a arder uma floresta em Portugal. Cientificamente, esta afirmação não tem qualquer validade».
(...) O que está a funcionar como um barril de pólvora são povoamentos mono específicos (de uma só espécie) desprovidos de qualquer variedade biológica. Não se trata de mata ou de floresta, mas sim de mato, que exige a permanente limpeza para a produção de madeira destinada à indústria.
Considerado o primeiro ecologista português, Ribeiro Telles acusa os Governos, os autarcas e as universidades de «ignorância atroz», por terem uma noção completamente errada do território e por defenderem «a floresta inexistente». «É uma anedota absurda», lamenta.
O que deve ser feito, então, urgentemente? O ordenamento do território implica o investimento na mata, que deve funcionar por «zonagem», ao preencher as zonas frágeis em termos de erosão, ou seja, nos grandes declives e nas barreiras. Ao mesmo tempo, é importante construir as sebes para a agricultura, com o objectivo de defender as culturas. «A sebe é o estádio final da mata para permitir a agricultura do homem», explica, e «nada disto está a ser feito».
A terceira aposta, deve ser a recuperação dos montados de sobro ou de azinho (cortiça) ou dos soutos (castanheiros). O montado é uma interface entre a agricultura e a pecuária, uma pastagem «que raramente arde e que regenera facilmente».
Outro aspecto fundamental no ordenamento do território é a ocupação do espaço e a recuperação da aldeia. Para o arquitecto paisagista é necessário valorizar o sistema aldeão, porque corremos o risco de ter o País despovoado e à mercê dos grandes empreendimentos, idêntico à exploração dos madeireiros da floresta Amazónica.
«Numa escala diferente, estamos também a expulsar os índios, como acontece quando vimos as populações a correr quando há os fogos».
Encara como «embuste», a forma recorrente de se responsabilizar os proprietários por «deixarem os terrenos ao abandono». Diz que os donos das terras vieram para a cidade e perderam a orientação dos marcos, que foram sendo retirados ao longo dos tempos. Hoje é impossível reproduzir o cadastro, porque não sabem quais são os limites da propriedade.«DESASTRE» COM ORIGEM NOS ANOS 30
Gonçalo Ribeiro Telles enuncia três etapas que contribuíram para «a destruição do País». Os erros começaram no século XIX com plantação de pinhal bravo, que existia apenas nas areias do litoral. O País, que era um carvalhal compartimentado por culturas, passou a ter uma percentagem excessiva de pinheiro bravo. Mais tarde, por volta de 1930, assistiu-se à arborização de 400 mil hectares de baldios, no Gerês, com pseudo-tesugas, pinheiros, cedros, faias e carvalhos-americanos, que acabou por «expulsar» as comunidades de agropecuária do Norte.
Recorda que a política da época está retratada no livro «Quando os Lobos Uivam» de Aquilino Ribeiro.
A seguir, apareceram os eucaliptos, e novamente os pinheiros, para satisfazerem as indústrias de celulose e de madeiras para a construção civil. «Assim desapareceu a agricultura no fundo dos vales, a cabra que dava leite e cabrito, o leite que dava queijo, ou os matos que davam o mel e a aguardente de medronho. Um cenário muito diferente daquele que existe, onde se vê crescer o pau com destino para a celulose».
«Estas produções podiam não ter grande peso para o Produto Interno Bruto (PIB) mas contribuíam para a fixação de população no local», sublinha.
«Hoje somos um País sem população no interior - entregue às grandes extensões de povoamentos para a indústria - com taxas de emprego altíssimas no litoral. Portugal está transformado num deserto».
O ex-ministro de Estado e da Qualidade de Vida culpa ainda as autarquias por «não entregarem» as aldeias aos emigrantes que regressam à terra de origem e responsabiliza-as por disponibilizarem loteamentos, ao longo das estradas, sem um sistema de planeamento, equipamento e de concentração.
«Depois vê-se as pobres populações aflitas, metidas em casas no meio da chamada "floresta", quando os culpados são as autarquias que deviam ter incrementado o desenvolvimentos das aldeias».
«A política florestal tem sido desastrosa», e nenhum Governo, desde a década 30, conseguiu ter consciência das necessidades do País.
«É preciso iniciar imediatamente um verdadeiro ordenamento do território, o que demoraria menos de uma geração».
«A árvore está a ser perdida todos os dias. Se a árvore deixa de estar na mata, na sebe, nos pomares, no montado, na cidade, o que temos é uma cultura artificial que pode dar muito dinheiro durante um curto intervalo de tempo a alguns mas que pode acabar com o País», conclui, ao lamentar ainda a inexistência do Programa Nacional de Ordenamento do Território.

 

Mestre Gonçalo, entrevista ao ''Diabo'', 17 de Agosto de 2005

 

 

mn

 



publicado por porabrantes às 16:10 | link do post | comentar

Terça-feira, 30.10.18

Face à autorização de cerca de 20 ha de eucaliptos na Bemposta, o Vereador A.Silveira ditou para a acta a seguinte declaração de voto, em 11-9-18,:

eucaliptos bemposta

Já se tinha falado aqui disso.

E portanto, apesar das explicações atabalhoadas da cacique eucalipteira, e das ameaças no final da reunião dum absurdo processo contra o único edil da Oposição no executivo, fica aqui a constatação duma denúncia de irregularidades na concessão de licenças para plantar a daninha árvore em área de montado.

 

ma 



publicado por porabrantes às 07:53 | link do post | comentar

Quarta-feira, 24.10.18

Bloco coloca em causa legalidade de plantação de eucaliptos na Bemposta autorizados pela cacique por despacho.

 

A desenvolver

 

cacique cortiça cor

Cacique que diz defender a cortiça, autorizou eucaliptos em área de montado

 

mn



publicado por porabrantes às 19:43 | link do post | comentar

Terça-feira, 23.10.18

gazeta beira

gazeta da beira



publicado por porabrantes às 22:25 | link do post | comentar

Quinta-feira, 18.10.18

rect

 ver aqui  e aqui

 

mn



publicado por porabrantes às 15:44 | link do post | comentar

Quarta-feira, 17.10.18

Publicámos hoje, induzidos por esta notícia do jornal ''O Mirante'', este post.  Temos de rectificar, não foram 2016 hectares, foram 216.

 

Mesmo assim é demais.

 

Não foi na última reunião da CMA, foi a 2 de Outubro.

Foram autorizados 216 hectares e o Bloco votou contra apresentando esta declaração de voto:


''SMPC nº 01 a 04- Emissão de pareceres para  rearborização com a espécie de eucaliptos

Declaração de voto-Contra




A Altri Florestal, SA. De uma “penada” vê ser dado parecer tecnico positivo pelo executivo PS da Câmara de Abrantes a cerca de 2016 hectares de eucaliptos em plena ZIF da Aldeia do Mato.

Depois do grande incêndio de 2017 não aprendemos mais do reforçar o dispositivo de combate a incêndios o qual não tenho dúvidas que daria uma resposta com mais rapidez.

É lamentável como viramos as costas à biodiversidade embora a divulguemos em fotos ou conferências.

Definitivamente a sustentabilidade, a biodiversidade e muito do que garante o nosso futuro coletivo e relegado para o mundo virtual, a desgraça, a miséria a destruição de espécies fazem parte do nosso mundo natural. Vivemos grandes paradoxos."



Os projectos em  questão foram estes:

171, 22ha em Azinhal, Freguesia de Rio de Moinhos

45,35ha em Vale de Zebro 2

 

Ambos os projectos estão integrados na ZIF da Aldeia do Mato.

 


Origem do engano do Mirante, uma gralha do nosso amigo Armindo Silveira, que em vez de escrever 216, escreveu 2016.

 

Acontece aos melhores.

 

Continuamos a sustentar que a CMA deveria analisar melhor a questão dos eucaliptos e que a florestação devia ser feita com outras espécies.

 

A lição de Mestre Gonçalo Ribeiro Telles continua sempre actual. Aprendam com ele.

 

Aprendam com o Senhor Presidente.

 

As nossas desculpas por este lapso involuntário.

 

mn

 

 



publicado por porabrantes às 20:58 | link do post | comentar

Sábado, 11.08.18

cdu

cdu 2

 mn



publicado por porabrantes às 09:20 | link do post | comentar

Sábado, 18.11.17

La Vanguardia foi um jornal que revolucionou a imprensa ibérica.

la vanguardia

Em 5 de Março de 1890, destacava o papel pioneiro do lavrador Soares Mendes na introdução do eucalipto em Portugal

vanguardia 2.png

O artigo que recomenda a plantação de eucaliptos em Barcelona, entre outras razões por serem bons para a saúde, é de S. de Mobellán de Casa Fiel e ocupava quase toda a primeira página.

O Autor era Sebastián de Mobellán, Conde de Casa Fiel, um polígrafo muito viajado.

O Conde não foi o exacto, esqueceu-se do nome completo do abrantino, José Paim Barreto Soares Mendes, que a meias com o ilustre inglês William C.Tait introduziu o eucalipto na Bemposta, como já se disse aqui. 

Outro dia se falará mais disto, se houver pachorra para consultar outras fontes.

mn



publicado por porabrantes às 18:31 | link do post | comentar

Sexta-feira, 18.08.17

arreciadas.png

arreciadas 2.png

Gazeta do Tejo,1995

 

O sr.Vergílio Marcelino é diácono

 

Pode ser que lendo isto a catequista aprenda.

ma 



publicado por porabrantes às 12:34 | link do post | comentar

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