Sexta-feira, 03.08.18

Sabemos muito pouco sobre a história da Oposição à ditadura em Abrantes. Boa parte do que se foi publicando, saiu neste blogue. Mesmo o que a Zahara publicou sobre o General Marques Godinho, foi em parte daqui retirado.

Aquilo que se publicou no blogue refere-se sobretudo à história da Oposição da campanha do General Delgado para cá (1958) e anda associado a nomes como o dr. Vergílio Godinho, dr.Orlando Pereira, dr.Correia Semedo, dr.José Vasco,

arq. Duarte Castel-Branco, drª Maria Fernanda Corte Real e Silva (que provavelmente teve mais importância entre 1960-1974 que muitos dos citados) e que com o marido passara já pelos cárceres da ditadura,  e que com Mário Soares e Salgado Zenha estivera na direcção nacional do MUD Juvenil.

Além disso fora clandestina nas redes do PCP.

Estas ligações propiciaram a que Salgado Zenha convidara o dr. Orlando Pereira para fundar o PS de Abrantes, em 1974, que ele recusou, por manter uma ligação ao PCP.

A história da Oposição nos anos 30 e 40 estava (e está por fazer) embora aqui se tenham evocado alguns nomes, como Fernando Farinha Pereira.

Saiu agora, da autoria da Drª Manuela Poitout, ''Raul Wheelhouse, médico, oposicionista e maçom - reviralho e maçonaria no Alto Ribatejo, ''publicado na revista Nova Augusta, nº29, que é um contributo muito importante para o estudo do ''reviralho'' na nossa zona e não só.

A autora, de créditos firmados na investigação regional, estuda o papel do prestigiado médico da Santa Casa sardoalense, na montagem (ou relançamento porque a informação que temos é que já havia outras redes maçónicas em Abrantes, a que esteve ligado por exemplo Diogo Oleiro) do Grande Oriente na região.

E o nome ao lado do médico que surge é o de Fernando Farinha Pereira

fernando farinha

A partir do triângulo 331 do Entroncamento, Farinha Pereira vai ficar responsável por montar a maçonaria em Abrantes.

No triângulo do Entroncamento vai filiar-se também o Alferes Lobato Falcão, já aqui referido.

As actividades maçónicas são em parte a cobertura para se montar uma rede conspirativa, dirigida  entre outros pelo dr.João Soares e por militares. Pretendia-se criar um levantamento militar nacional contra a Ditadura. 

Cria-se uma rede civil, particularmente activa no Rossio ao Sul do Tejo, inclusive com reuniões no Tramagal, em casa do médico da MDF, Correia da Fonseca, e ainda na do ex-deputado democrático dr. João Damas (Poitou,45)

Que no entanto na época estava já ligado ao grupo estado-novista do dr.Manuel Fernandes e em ampla discórdia com o cacique Henrique Augusto da Silva Martins.

Segundo a autora citada, o homem fundamental na conspiração na zona foi o guarda-livros da Casa Serrano, Manuel Jacinto, natural da Chamusca...., residente na Rua Avellar Machado, no Rossio....,

manuel jacinto

 que terminaria deportado para os Açores (como o médico) e e só foi libertado em 1939.

Sete anos de presídio em Angra do Heroísmo.

Na conspiração estava previsto que o major José Garcia Marques Godinho liderasse o golpe em Infantaria, aboletada em São Domingos. (Poitout,47)

Boa parte das actividades do Jacinto, passaram-se no Rossio . E aí é  ainda apontado o nome do dirigente comunista Manuel Alpedrinha, um dos poucos comunistas com filiação maçónica, na mesma loja lisboeta, a Rebeldia que Wheelhouse.

A autora refere ainda a posterior carreira do médico na tentativa de refundação do socialismo português.

Um dos primeiros autores a referenciá-lo foi o Doutor Jorge Santos Carvalho, in

''As Relações Jugoslavo-portuguesas (1941-1974)''. , Coimbra, 2012.

Só por curiosidade uma carta de António Sérgio em polémica com Wheelhouse

sérgio

sobre a refundação do socialismo democrático português (1)

 Portanto um estudo pioneiro e fundamental, o da drª Manuela Poitout para a História da Resistência ao fascismo na região.

A ler sem falta.

Aqui só se respigou o referente a Abrantes e muito resumidamente.

mn

(1) Arquivo António Sérgio

Foto do anti-fascista Manuel Jacinto, Torre do Tombo

 

 

 

         



publicado por porabrantes às 18:21 | link do post | comentar

Sábado, 05.11.16

Dizia o Parlamento, de que era Director Luís Vasconcellos de Azevedo e Silva que Abrantes recebia tropas frescas

 

infantaria 11.png

As tropas vinham para S.Domingos

 

Com tropas frescas não haveria nenhum adiantado mental que quisese prostituir o convento, foda-se, podia apanhar um tiro da sentinela

 

Tinha havido eleições e sairam estes deputados

deputados.png

já aqui tinham sido referidos

deputados 1858 ab.png

 Diz o ''Parlamento'' que a fraude e a intimidação dos eleitores alastrara pelo país

 

fraude.png

Devia dar um cv dos barachéis eleitos e ver o que fizeram...

 

O Sr.Varzeano diz-me que o Bartolomeu era de Punhete e sogro  do 2º Conde de Tomar.....o Costa Cabral. Para um amigo que nos segue o Bartolomeu era Cavaleiro da Ordem de S.Maurício, dada pela Casa de Sabóia 

 

As eleições foram ganhas pelo P.Histórico (esquerda) e dá-me ideia que o Bartolomeu era cartista (ou seja da Oposição)...

 

O José Vaz Monteiro era um grande proprietário rural da Chamusca, médico, Vice-Presidente da Companhia das Águas, em Lisboa. Também foi vinicultor, o vinho duma das suas Quintas, o Vinho da Arruda, foi servido na Inauguração da Torre Eiffel! Também foi Advogado e fundou a prestigiada Ganadaria Vaz Monteiro, que ainda hoje é um orgulho nacional.

 

Falta o Thiago

 

Era Militar, participara na Patuleia, ou seja da revolta que aliara miguelistas e setembristas e republicanos, para expulsar o pai (1) do genro  do punhetense Cavaleiro de S.Maurício.Foi Ministro das Obras Públicas e Presidente do Parlamento.

 

Agradeça-se ao Prof. Adelino Maltez....

 

Haveria que fazer isto a todos os deputados do Liberalismo..

 

Consultada a cronologia de Candeias Silva nada refere sobre a chegada de tropas frescas a S.Domingos, nem sobre a eleição para deputados. Mas  adianta que em 1858 nasceu António Farinha Pereira e que teve um filho maçon, este

fernando farinha.png

Fernando Farinha Pereira. Perguntamos nós, só um filho maçon?

 

Se perguntassem a Fernando Farinha Pereira se era maçon, ele diria, que estava obrigado ao silêncio, porque era um homem de honra. Se lhe perguntassem se Isabel II o fez Cavaleiro da Ordem do Império Britânico diria que sim, depois de muito rogado. É que salvei uns aviadores britânicos dos nazis, com a ajuda do meu companheiro de caçadas Dr.Chambel.   

o parlamento.png

 

ma  

 

(1) Costa Cabral, 1º Conde de Tomar

 

 



publicado por porabrantes às 19:31 | link do post | comentar

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