
Na reunião de 26 de Janeiro a autarquia atribuiu uma isenção fiscal no astronómico valor de 65.890 € a uma empresa para aumentar a área duma das grandes superfícies locais.
Enquanto o pequeno comércio morre ou recebe esmolas, enquanto deixaram cair o velho mercado, continuam a apostar nas grandes superfícies e a favorecê-las.
Se isto é uma política de esquerda, a esquerda anda pelas ruas da amargura.
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E se alguém fizesse uma antologia do que há sobre Abrantes nos blogues ? É o que vamos começar a fazer, reproduzindo sem comentários certas bocas, pelo seu relevante interesse:
''PARTE 2
Em Portugal existiu algo de semelhante em várias zonas do país, mas especialmente em Abrantes – a que conheço melhor. A Jerónimo Martins ( Feira Nova/Pingo Doce), querendo, na realidade, dar uma facada na sua concorrência fez uma jogada a esta acima descrita, em tudo semelhante.
Podendo construir um local de raiz e com especificações próprias adequadas à sua maneira de trabalhar, em Abrantes( e noutros locais…), preferiu não o fazer; antes “traçou” a concorrência analisando-a. Quando viu a possibilidade de uma brecha, comprou o franchising de um concorrente ( Intermarché), pagou ao franchisado, salvo erro, uns 200 mil contos na altura para este sair do negócio e ainda pagou a penalidade que este tinha que sofrer da marca Intermarché por a abandonar e adquiriu o local (não só ali, mas noutros sítios do país..). O local era (é) muito apetecível à época – Encosta da Barata, a 500 metros de entrada para a auto estrada, e acima de tudo, para quem entrava em Abrantes de um dos lados da cidade estava esta instalação – o que faz com que quem venha às compras se sinta impelido a parar logo ali.
Deu um soco no estômago de um concorrente, pagando um preço mais caro por isso, mas conseguiu o ponto de venda que lhe interessava. E espetou um atraso de 2 anose um ter que recomeçar de novo (a tal facada) num perigoso concorrente.
Isto não é nenhum segredo militar, veio nos jornais e quem contava esta história da “facada” era uma pessoa do Intermarché, ao Jornal Público, creio que isto há uns 8 a 10 anos…
As ” autoridades da concorrência ” que fiscalizam estes atropelos não viram nada, não descobriram nada, não ouviram nada…
mas continua(ara) m a receber ordenados pagos regularmente todos os meses, e a terem contratos de trabalho permanentes…''
in http://dissidentex.wordpress.com/2008/02/page/2/
Temos planos de ordenamento urbanistico
e temos o resultado..........
que ampliado mostra a medíocre e casuística aplicação dos instrumentos técnicos de ordenamento, a falta de qualidade dos ditos, os interesses dos donos dos terrenos, os lobbies locais em acção, etc, tudo combinado para produzir este resultado aterrador....
mostrei outro dia a foto do bunker ao arq. Ribeiro Telles...
levou as mãos à cabeça....
isto não lhe mostro....
afinal o Senhor já tem 90 anos......
fica aqui ao seu dispor, caro leitor,
e uma nota.....
se deixassem a mão invisível do mercado, ditar ela, a sorte desta cidade....
o resultado seria decerto melhor....
afinal Abrantes cresceu sem planos de ordenamento até ao século XX....
(fora condicionamentos impostos no século XIX para a defesa da cidade que quase ditaram a demolição da Igreja de São Vicente para que da torre não se pudesse disparar para o Castelo, como fizeram os insurrectos que comandados por Correia de Lacerda.... nos livraram do ocupante francês...)
Marcello de Noronha, da Tubucci

Resta meter aqui os créditos das imagens

Rev. Jonh Dott um cidadão americano, parece-me que pastor protestante em Abrantes
Tem outras boas fotos abrantinas aqui
Vou também adicionar o blogue de Mister Dott aos nossos, e apesar de ser católico estou para lhe encomendar uma novena evangélica contra os borra-botas que lixaram (e lixam) a nossa cidade e a nossa paisagem.
Thanks Mister Dott!!!
M.Noronha
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