Quinta-feira, 15.10.15

São Domingos foi quartel de Infantaria ao longo do século XX.

SAO DOMINGOS CAÇADORES 1.jpg

Havia muitos soldados (e oficiais) e poucas mulheres disponíveis para os galãs fardados. O Comando estava preocupado com isto e ditou normas.

higiene s.domingos 1.jpg

higiene s.domingos 2.jpg

Com quem deviam fornicar os praças de S.Domingos ?

(O manual não se aplicava aos sargentos e oficiais)

 

A autoridade militar depois de avisar que as doenças venéreas, entre elas o popular esquentamento, eram perigosas, advertia que era preferível ir às prostitutas ''matriculadas'' na cidade, porque havia menos riscos de infecções. Um documento precioso para a história da vida militar e das condições de higiene na Abrantes da época (1940)

 

higiene s.domingos 3.jpg

O documento tem uma dedicatória do seu Autor, um higienista militar, a Mestre Diogo Oleiro.

 

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Terça-feira, 22.06.10

Armando Fernandes escreve na Barca ''(os) sujos e ignaros fidalgotes de província''.

 

Ora descende Armando Fernandes duma família certamente empobrecida de ''fidalgotes de província''

 

Escreve Aquilino Ribeiro ''MANUEL DOS REIS DA SILVA BUÍÇA - Buíça é um título que pertence a um Brazão d'Armas que foi cunhado em 1724 por um seu antepassado - pertencia a uma família nobre brasonada, e abastada, do Norte de Portugal.''

 

Toda a gente sabe (escreveu-o Armando Fernandes, que é parente próximo do regicida MANUEL DOS REIS DA SILVA BUÍÇA, filho dum abade de Vinhais), e que a sua família deixou de usar o apelido Buiça para fugir com o rabo à seringa.

 

Mas todas as descrições apresentam  MANUEL DOS REIS DA SILVA BUÍÇA como um fidalgote de província, da mais remota e subdesenvolvida de Portugal certamente, mas como um homem higiénico e relativamente culto.

 

Aderiu Armando Fernandes (que já percorreu quase todo o espectro político) a alguma seita  que quer obrigar o pobre Buiça a ser um porco e um ignaro?

 

O repúdio dos antepassados, aquilo que Freund chamava matar o pai, é admissível mas emporcalhá-los e torná-los analfabetos é revoltante.

 

O filho do Abade de Vinhais antes de ir matar o Rei deixou uma carta aos filhos: ''Meus filhos ficam pobrissimos; não tenho nada que lhes legar senão o meu nome e o respeito e compaixão pelos que soffrem. Peço que os eduquem nos principios da liberdade, egualdade e fraternidade que eu commungo e por causa dos quaes ficarão, porventura, em breve, orphãos.''

 

Pede que respeitem, o apelido do Buiça cujos antepassados tinham um brasão em 1794.....

 

Foi esse nome que a parte da família do Sr. Armando Fernandes renunciou por razões de comodidade pessoal....

 

Mas houve outros na família menos dados ao medo que continuaram a usá-lo  e se honram dele.

 

E o Sr.Fernandes lá por ter agora amigos duma seita  obscura não tem de enxovalhar Buiça chamando-lhe porco e analfabeto.

 

Aqui podem ver uma carta duma sobrinha neta que conta a história, descreve com base em Aquilino e em papéis da família como era o regicida. Tudo o contrário do que sugere Fernandes.

 

E se Fernandes não se referir a Buiça e queria generalizar está a meter água na sopa e a receita sairá aguada.

 

Um tal Luís de Camões, que era um fidalgote de província, era ignaro?

 

Um tal, Camilo Castelo Branco,  também era ignaro?

 

Depois vem  a fonte bibliográfica onde o Fernandes bebeu.

 

Uma tal Madame Junot que passou a vida a dizer que era Duquesa de Abrantes porque o ex-sargento Junot recebeu tal mercê de Napoleão.

 

Mas pode-se confiar no seu testemunho?

 

Escreveu um historiador francês:  Jean Tulard, dans sa "Bibliographie critique des Mémoires sur le Consulat et l'Empire" a placé les Mémoires de la duchesse d'Abrantès parmi les tout premiers (n° 2), mais pour des raisons alphabétiques uniquement. Car il écrit "Il convient toutefois de n'utiliser qu'avec précaution le témoignage de la duchesse d'Abrantès que Théophile Gautier a surnommé, non sans raison, la duchesse d'Abracadabrantès."

 

Napoleão chamava-lhe a pequena peste

 


"Le duc et la duchesse d'Abrantès en famille" par Marguerite Gérard (Grasse 1761 - Paris 1837)

 

E não contente com isto arrasou as pretensões aristocráticas da ''Duquesa'' no Memorial de Santa Helena.

 

Portanto as Memórias da Duquesa devem ser lidas com prudência e não são a Bíblia.

a Princesa vista por Rafael Bordalo

São mais do género de ''Portugal a vol d'oiseau'' da Princesa Ratazzi (vagamente Bonaparte) que um fidalgote ignaro e porco (para seguir a definição de Armando Fernandes), Camilo Castelo Branco ''traduziu'' com um título demolidor ''Portugal em voo de Pássara''.

 

Miguel Abrantes

 

 

Sobre Buiça ler aqui um artigo duma parente sua do ramo da família que não fugiu com o rabo à seringa.

 

E ainda para ver qual o grau de higiene de Portugal no tempo de Camilo uns parágrafos seus insultando Ratazzi e falando da bicharia que frequentava os hotéis de Lisboa:

 

"Fala muito de faguêtes que a incomodam, e diz que Vm.cê é o diminutivo de V. Exc.a. Investigando a linguística, observa que não dizemos o rei, mas el-rei; e que oel é recordação mourisca e vestígio da ocupação dos árabes. Confunde o artigo espanhol el (do latim ille) com o artigo arábico al, prefixo a muitas palavras portuguesas. As Therezas philosophas são muito mais vulgares que as Therezas philologas. Diz que o nosso ai Jesus! também é muçulmano, e o se Deus quiser também é vestígio arábico. É uma mulher das arábias, ela!
Foi aos touros; viu os capêlhas portugueses, e os torreros e os forçados (forcados) que ela diz assim chamarem-se, forçados, porque forçam os aplausos. Está em primeira mão esta sandice.
Em uma página útil e talvez a única proveitosa aos viajantes, informa acerca dos hotéis. Diz que no "Hotel de Lisbonne" há muitos ratos; no "Alliança" percevejos; e no "Gibraltar" baratos (não confundir preços baratos com "baratas", ou "carochas"). Depois desta asseveração impugnável, esteia a sua afirmativa em uma passagem do Cousin Bazilio onde se lê que em Lisboa há percevejos. Luxo escusado de erudição. Os percevejos em Lisboa são duma tamanha evidência fétida e matemática que se dispensava o testemunho do snr. Eca de Queroz (...). "



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