Quinta-feira, 28.02.19

Na ''História Cronológica do concelho de Abrantes, da  pré-história a 1916,'' de Candeias Silva diz-se sobre o capitão António Maria Baptista

1 baptista

pag 189

O Candeias não cita nenhuma fonte para justificar a alegada ''acção destacada'' do capitão Baptista.

Onde terá ele ido buscar a  ''acção destacada''?

Martins Júnior, republicano histórico e testemunha presencial desses momentos, escreveu no ''Presidente Landru''

 

 

7287476_dATnt

 

Parece que o destaque foi um discurso na parada do Quartel, obrigado a isso por Martins Júnior

O Baptista tinha ficado trémulo a aguardar no Convento o resultado a revolta republicana e nada fez, segundo MJ.

 

Mesmo quando chegaram as notícias da vitória republicana em Lisboa, e o povo de Abrantes, vitoriava a República em frente do Quartel, o prudente Baptista esperava para ver.

O quê?

O que decidiria o Major Abel Hipólito.....

Os de Infantaria estavam cheios de medo dos canhões do Castelo.

Daí a prudência do Baptista, só quando adesivou o Hipólito, é que o Baptista se tornou revolucionário.

Finalmente é o livro do Martins Júnior, uma fonte fiável para a nossa História?

Um dos melhores estudiosos de História contemporânea, o Prof. Adelino Maltez usa-o aqui.

E é a única obra que temos sobre a República em Abrantes (e não só)

ma

  

  



publicado por porabrantes às 09:18 | link do post | comentar

Quarta-feira, 07.12.16

comandante lobo fialho.png

O Senhor Comandante Gabriel Lobo Fialho foi um distinto oficial de Marinha, membro da Academia da Marinha, e, para o que nos interessa, Director da Revista da Marinha. Esse cargo tinha sido exercido pelo jornalista abrantino, Maurício de Oliveira, que num artigo, o Comandante Lobo Fialho retratou assim: (...) ''

''Maurício de Oliveira, de seu nome completo Maurício Carlos Paiva de Oliveira, nasceu em Abrantes em 20 de Outubro de 1909, filho de um oficial do exército Agostinho Barreto Rodrigues de Oliveira e de D. Carolina da Purificação Trindade Paiva de Oliveira. Este oficial do exército ascendeu no fim da sua carreira ao generalato como Brigadeiro do Estado Maior.

Maurício de Oliveira logo que acabou o seu curso no Liceu Camões, apenas com 17 anos, ingressou no jornalismo que seria a paixão da sua vida. Começou como repórter do jornal "O Rebate" donde transitou em 1929 para o "Diário de Lisboa" no qual exerceu todas funções desde repórter, a redactor e por fim a Secretário Geral. Passou neste jornal os melhores anos da sua vida, cerca de 36 anos, saindo em 1967 para fundar com outros colegas "A Capital" na sua segunda fase. Em 1971 foi convidado para director do "Jornal do Comércio" onde veio a falecer prematuramente com 62 anos.'' (...)

 

O Senhor Comandante trabalhou com  Maurício de Oliveira e conheceu-o bem.

 

Candeias Silva diz sobre Mauricio de Oliveira, o que se transcreve, na História Cronológica do Concelho de Abrantess (da pré-história a 1916), edição CMA,2016

mauricio 2.png

O Candeias nomeia Maurício, Director do ''Diário de Lisboa''. 

 

No entanto, segundo o Académico da Marinha, Maurício de Oliveira nunca foi Director do Diário de Lisboa, coisa que qualquer pessoa que tenha sido um atento leitor desse Jornal sabe.

 

Maurício deixou umas Memórias

mauricio.jpg

Talvez fosse melhor o Doutor Candeias lê-las, ou ler isto, antes de nomear o grande jornalista .........Director de qualquer outra publicação que ele  não dirigiu. (1)

 

 

Bibliografia:

Maurício de Oliveira

 

Grande amigo da Marinha

pelo Comandante Gabriel Lobo Fialho

 

ou Memórias de Jornalistas (donde se retirou a foto do livro do abrantino) de Gonçalo Pereira

 

Créditos: Revista da Marinha

 

Feito isto vou ler ''A Cambada'' da Vera Lagoa, que o Gonçalo recomenda

 

mn

 

(1) Vamos ter de anotar criticamente esta publicação página a página?

Safa!!!!! como dizia o Cavaco

 

 

 



publicado por porabrantes às 11:09 | link do post | comentar

Domingo, 30.10.16

 

Em 14 de Junho de 2016, o Doutor Candeias Silva, doutorado em História pela Universidade Clássica de Lisboa, membro da Academia Portuguesa de História, duma coisa obscura chamada CHELA e da Associação de Arqueólogos Portugueses lançava um livro, editado pela CMA, com prefácio da cacique, que dá pelo nome de

História Cronológica do Concelho de Abrantes, da PRÉ-HISTÓRIA A 1916candeias lançamento.png

No canto do salão nobre do Palácio Falcão, atrás uma cortina, mirando o tecto,, está o  Doutor Arquitecto António de Ataíde Castel-Branco.

Ampliamos a imagem porque o post vai dirigido a ele e tem a ver com a Senhora Sua Avó......

acb 14.png

A páginas 181, dispara o Candeias, com um dos maiores disparates que li recentemente

maria cristina.png

A Senhora Dona Maria Cristina de Ataíde, avó do António, mãe do Professor Duarte de Ataíde Castel-Branco não era filha do Visconde da Abrançalha. Este morreu em 1905, sem descendência.

Visconde de Abrançalha_DSC09352 - copia.JPG

 

 Por motivos da vida conjugal do Visconde, a mulher dele teve descendência, ainda em vida do titular, duns amores que manteve com um Figueiredo.

A minha amiga D. Maria Cristina era sobrinha-neta de  João José Henriques Trigueiros de Aragão de Castro e Ataíde, o cacique abrantino, que o Senhor Dom Luís I fez Visconde, certamente por pressão do Partido Regenerador, do qual o João José foi disciplinado militante, sob ordens de Avellar Machado. O pobre D.Luís era um rei constitucional e fazia o que lhe mandavam.

D.Maria Cristina Duarte.jpg

Exemplo de grande Senhora, com um savoir-faire incomparável, a Senhora Dona Maria Cristina, que em 1953-1954 passou a residir na Quinta da Omnia, no Rossio ao Sul do Tejo, teve a desdita de perder cedo o marido, João Villas-Boas Castel-Branco, mas isso não a impediu de ser uma anfitriã extraordinária e de ser uma das fundadoras da Assistência Social Católica, no Rocio, sob a sábia direcção do P.Luís Ribeiro Catarino.

Os pais da D.Maria Cristina foram o João Ataíde e a D.Maria Beatriz de Ataíde.

Um historiador para escrever, deve documentar-se. Uma Câmara não deve publicar publicações, sem credibilidade científica, onde se atribuem a cidadãs falecidas, ainda há pouco tempo, paternidades falsas. E o Doutor Candeias, que devia favores a Duarte Castel-Branco, tinha a obrigação de não cometer erros destes. (ou outros, o que diz do General Godinho não é rigorosamente verdade).

Francamente, não sei onde arranjei pachorra para escrever isto, mas devia-o à Mãe de Duarte Castel-Branco. Está escrito.

ma 

imagens: CMA: blogue do sr. Trigueiros de Aragão (o Visconde regenerador); DGPC (Prof. Duarte Castel-Branco e D.Maria Cristina)



publicado por porabrantes às 18:21 | link do post | comentar

ASSINE A PETIÇÃO

posts recentes

A única obra que temos so...

Maurício de Oliveira não ...

Uma afirmação irresponsáv...

arquivos

Outubro 2019

Setembro 2019

Agosto 2019

Julho 2019

Junho 2019

Maio 2019

Abril 2019

Março 2019

Fevereiro 2019

Janeiro 2019

Dezembro 2018

Novembro 2018

Outubro 2018

Setembro 2018

Agosto 2018

Julho 2018

Junho 2018

Maio 2018

Abril 2018

Março 2018

Fevereiro 2018

Janeiro 2018

Dezembro 2017

Novembro 2017

Outubro 2017

Setembro 2017

Agosto 2017

Julho 2017

Junho 2017

Maio 2017

Abril 2017

Março 2017

Fevereiro 2017

Janeiro 2017

Dezembro 2016

Novembro 2016

Outubro 2016

Setembro 2016

Agosto 2016

Julho 2016

Junho 2016

Maio 2016

Abril 2016

Março 2016

Fevereiro 2016

Janeiro 2016

Dezembro 2015

Novembro 2015

Outubro 2015

Setembro 2015

Agosto 2015

Julho 2015

Junho 2015

Maio 2015

Abril 2015

Março 2015

Fevereiro 2015

Janeiro 2015

Dezembro 2014

Novembro 2014

Outubro 2014

Setembro 2014

Agosto 2014

Julho 2014

Junho 2014

Maio 2014

Abril 2014

Março 2014

Fevereiro 2014

Janeiro 2014

Dezembro 2013

Novembro 2013

Outubro 2013

Setembro 2013

Agosto 2013

Julho 2013

Junho 2013

Maio 2013

Abril 2013

Março 2013

Fevereiro 2013

Janeiro 2013

Dezembro 2012

Novembro 2012

Outubro 2012

Setembro 2012

Agosto 2012

Julho 2012

Junho 2012

Maio 2012

Abril 2012

Março 2012

Fevereiro 2012

Janeiro 2012

Dezembro 2011

Novembro 2011

Outubro 2011

Setembro 2011

Agosto 2011

Julho 2011

Junho 2011

Maio 2011

Abril 2011

Março 2011

Fevereiro 2011

Janeiro 2011

Dezembro 2010

Novembro 2010

Outubro 2010

Setembro 2010

Agosto 2010

Julho 2010

Junho 2010

Maio 2010

Abril 2010

Março 2010

Fevereiro 2010

Janeiro 2010

Dezembro 2009

Novembro 2009

Outubro 2009

Setembro 2009

Agosto 2009

Julho 2009

tags

25 de abril

abrantaqua

abrantes

alferrarede

alvega

alves jana

ambiente

angola

antónio castel-branco

antónio colaço

antónio costa

aquapólis

armando fernandes

armindo silveira

arqueologia

assembleia municipal

bemposta

bibliografia abrantina

bloco de esquerda

bombeiros

brasil

candeias silva

carlos marques

carrilhada

carrilho da graça

cavaco

cdu

chefa

chmt

cidadão abt

ciganos

cimt

cma

cónego graça

constância

convento de s.domingos

cria

diocese de portalegre

duarte castel-branco

eucaliptos

eurico consciência

fátima

fogos

gnr

grupo lena

hospital de abrantes

hotel turismo de abrantes

humberto lopes

igreja

insegurança

ipt

isilda jana

jorge dias

jorge lacão

josé sócrates

jota pico

júlio bento

justiça

mação

maria do céu albuquerque

mário semedo

mário soares

mdf

miaa

miia

mirante

mouriscas

nelson carvalho

nova aliança

património

paulo falcão tavares

pcp

pego

pegop

pina da costa

portugal

ps

psd

psp

rocio de abrantes

rossio ao sul do tejo

rpp solar

rui serrano

santa casa

santana-maia leonardo

santarém

sardoal

saúde

segurança

smas

sócrates

solano de abreu

souto

teatro s.pedro

tejo

tomar

touros

tramagal

tribunais

tubucci

todas as tags

favoritos

Passeio a pé pelo Adro de...

links
Outubro 2019
Dom
Seg
Ter
Qua
Qui
Sex
Sab

1
2
3
4
5

6
7
8
9
11
12

13
18
19

20
21
22
23
24
25
26

27
28
29
30
31


mais sobre mim
blogs SAPO
subscrever feeds