''Tomei meios para impedir que o inimigo obtivesse informações, o que espero que seja eficaz. Eles certamente têm conhecimento dos acontecimentos , mas duvido que saibam tanto quanto supomos,; por exemplo, não acredito que eles saibam que as tropas espanholas partiram.
A passagem em Abrantes não deve ser interrompida, é claro; mas ninguém deveria ter permissão para passar o rio se não fosse para a cidade; e a comunicação entre a cidade e o campo deve dificultar-se o mais possível. '
Lord Wellington, carta a Beresford, 7 de Fevereiro de 1811
''No dia 1º de Outubro, marchámos para Punhete. Foi uma vez uma vila tolerável, mas agora é quase um monte de ruínas. O semblante pálido dos habitantes foi para nós uma suficiente garantia da sua extrema pobreza. É quase impossível uma descrição mais real da noção da destruição de propriedade que aqui. As casas foram, como sempre, saqueadas e queimadas, ou destelhadas , e a madeira, juntamente com as portas, janelas, mesas e cadeiras, carros carregadas para o acampamento, e dadas aos soldados para cozinharem. Até mesmo as igrejas não foram respeitadas: tudo foi removido debaixo dos seus telhados sagrados, e o edifício convertido em um local de repouso para cavalos, mulas, e burros.''
Outubro de 1811, Carta dum oficial inglês in


Memórias do tenente Louis Bégos, que esteve largo tempo em Abrantes, durante a 1ª invasão, sob comando do coronel Joseph Xaver Segesser von Brunegg. Eram os dois suíços e mercenários e suíços eram os melhores regimentos de que dispunha Junot.
Bégos chegou à vila alguns dias depois de Junot e mais tarde passaria aqui vários meses. Queixa-se das condições de alojamento.
O trecho publicado refere-se à marcha de Castelo Branco à vila, onde vai encontrando pelo caminho soldados imperiais, degolados, esventrados ou mesmo sepultados vivos, vítimas da cólera das guerrilhas e dos feros campónios, que descreve como bárbaros.
Mas os suíços também vivem do saque e para manter a ordem, Bégos manda fuzilar 20 dos seus.
Quando vierem explicar que as invasões foram uma espécie de missão humanitária de capacetes azuis para instaurar o liberalismo, leiam os oficiais que as comandaram.

Bégos no ocaso da vida, quando era um tenente-coronel curtido em mil campanhas e compôs os relatos marciais, dedicados à memória da sua Mãe.
mn
Um amigo suíço que se dedica à história militar enviou-nos a biografia do coronel Joseph Xaver Segesser von Brunegg que foi comandante militar de Abrantes, durante a ocupação francesa e chefiou um dos regimentos suíços que se bateram contra os portugueses e que se distinguiram pela sua brutalidade, saqueando todas as aldeias que encontraram.

(1)
Os primeiros comandantes da Guarda Suíça Papal foram uns Segesser von Brunegg
Bem antes de serem pacíficos banqueiros, os suíços foram assassinos profissionais do piorio....
mn
Cornelius Müller - Engi
Luzerner in französischen Kriegsdiensten unter
Kaiser Napoleon I.
1805 bis 1815
Teil 1.1 (Soldaten)
O capitão-mor abrantino foi preso em 1808 por afrancesado, em Campo Maior.
ler Rui Rosado Vieira, Campo Maior: A Revolução Patriótica de 1808
e a Repressão Política de 1824-1834, Revista de Estudios Extremeños, 2017, Tomo LXXIII, Número III, pp. 2685-2736
De passagem por Abrantes,
''(...)Lancei meu olhar pelas ruas e habitações e não encontrei nada em troca, além de sujeira, deformidade e resmungos. O lugar é grande, ruinoso e miserável, cheio de pobreza.E pior que isso, descontente. Um oficial achou que era uma cidade chata. Cheia de muros a desabarem e igrejas num estado desolado. É impossível não anotar isto. Há um número de porcos de gordura prodigiosa, que andam pelas ruas em massa. Valderas (um oficial da expedição) pensou que era uma ''pig city'' . As ruas estavam cheias de bagagens, mulas caídas e cavalos de artilharia prostrados. (...)''
Sir Robert Ker Porter in Letters from Portugal and Spain written during the march of the troops under Sir John Moore. London: Hurst, Rees, and Orme.
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Por carta de Abrantes, de 17 de Junho de 1809, Arthur Wellesley denuncia a Lord Castlereagh, um irlandês como ele, Ministro dos Estrangeiros britânico. a brutalidade das tropas inglesas que saqueiam um país aliado.

Castlereagh
História do Império, de Monsieur de Thiers, Paris, 1866 Tomo 2
mn

É um violentíssimo manifesto do povo de Orense contra Junot


mn

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