Carlos Batata & Filomena Gaspar,
A citação refere-se a uma prospecção em Pampilhosa da Serra.
Hoje a propaganda municipal enche os media com as ''extraordinárias descobertas'' feitas no Castelo de Abrantes pela equipa do MIAA, que para mim cientificamente deixa bastante a desejar.
Escapelizando a coisa verifica-se que descobriram que havia frescos em Santa Maria do Castelo (não foram eles, foi a equipa de restauro do ''Painel da História''), coisa que já se sabia desde Diogo Oleiro, nos anos 50.
Aqui está a carta referindo isso, aqui já publicada
Temos portanto que os frescos, já estavam descobertos desde pelo menos 1960. Há ainda a torre de taipa, islâmica alegadamente,
As escavações de 2014 deram este bonito resultado, onde vemos a Isilda e o Gaspar mirando estupefactos o buraco. (foto CMA)
Diz na notícia a Filomena '' Este é o local mais interior do país com uma torre deste género, feita com barro, material muito perecível, e existem muito poucas em Portugal''
Ora a Filomena não se lembra da geografia das torres mouras em Portugal, apesar do avô dela lhe ter mostrado uma pegada de Nossa Senhora na Pampilhosa.
Os mouros conquistaram quase toda a Península desde 711 e há vestígios arqueólogicos deles em todos os locais e bem no interior da Península e até em França para as bandas de Perpignan.
Saragoça, Pamplona ou mesmo Zamora eram importantes cidades islâmicas e estão muito mais ao Norte que Abrantes.
E só por exemplicar uma torre de taipa moura, cita-se a da Ucanha
Foto de João Sousa, com a devida vénia, retirada da Wikopédia, que está a poucos quilómetros de Lamego
Afonso Henriques fez doação, em 1163, à viúva de Egas Moniz da terra da Ucanha e o Prof. João Silva e Sousa, da UNL explica aqui que a torre da Ucanha foi construída pelo menos pelos árabes : '' Note-se a ponte de Ucanha, com sua torre, construída sobre fundações mouras (Ilustração 11).
O facto duma construção ser em taipa não demonstra de per si que seja ''moura'', o Autor citado diz: ''No entanto, a taipa não tem origens islâmicas, nem a sua utilização na Península Ibérica se fez apenas no período muçulmano; a utilização da taipa já se evidencia ao tempo da ocupação romana, mas a civilização islâmica em Portugal incrementou e foi influente na utilização da taipa e do adobe, de que os Berberes foram transmissores''.
Helena Catarino assinala outras escavações em fortificações de origem islâmica muito ''mais para o interior do país'', veja-se o castelo de Juromenha.
E a Abrantes islâmica dependia, antes da reconquista, tudo o indica, do reino taifa de Badajoz, que está muito mais para o interior da Península.
Só para finalizar, o Vereador Luís Dias diz que haveria um templo dedicado a Mercúrio.
Provavelmente havia um templo mas porque é seria dedicado a Mercúrio???
Qual a evidência arqueológica que o demonstra?
Extracto dum estudo de José da Encarnação & Candeias Silva, publicado no Ficheiro Epigráfico que pode ser lido aqui
A ara encontrava-se em Santa Maria do Castelo, como bem dizem os autores e já não se encontra lá e os técnicos municipais não sabem bem onde está.
Finalmente a cacique diz à Lusa, que o encontrado serve para reforçar a ideia da autarquia de construir o projecto MIAA '' num investimento global na ordem dos 14 milhões de euros e é uma intervenção que não se pode fazer toda de uma só vez" e ainda afirma que o MIAA será '' implementado em diversos locais da cidade.''
Em 18 de Outubro de 2014 disse ao DN que eram só 5 milhões.Também disse que ia celebrar um comodato com a Fundação Estrada. O dito não foi celebrado, nem será celebrado tão depressa.
E sem colecção para meter no MIAA, triplica o orçamento no escasso prazo de 9 meses!!!!
mn
ainda hoje: como não haverá provavelmente mini-hídrica no açude!!!!
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