Domingo, 07.07.19

A Paróquia regida por um tipo condenado a 5 anos por burla e falsificação de documentos. A mais poderosa instituição de caridade, o CSIA também.

Ou seja toda a direcção envolvida.

Instituições que agregam os que se bateram por Portugal, envolvidas (através de pelo menos um membro da Direcção ) numa fraude à Segurança Social por causa de medicamentos. (Leio o processo e deito as mãos à cabeça). Falamos da Liga dos Combatentes.

Os toxicodependentes (já não sabemos se autênticos ou fictícios) do Projecto Cónego também.

O Montepio Soares Mendes, instituição secular,  a que anda ligado o nome honrado de Solano de Abreu, também envolvido, através de funcionários, nessa coisa.

A Câmara com o prestígio pelas ruas da amargura, graças ao programa da TVI, e ao escândalo Jorge Dias.

Um partido governante que meteu um narcotraficante nas listas.

Ou seja boa parte das instituições abrantinas envolvidas numa voragem de escândalos e irregularidades.

Esta é a paisagem do cabeço.

Parece que se safam as freguesias rurais, excepto a Bemposta, onde a autarca da CDU, D.Maria Fernandes tem desmontado as façanhas do caciquismo familiar e rural.

Que fez Abrantes para ter tal crise institucional?

Antes de se começar a desmontar peça a peça cada um dos casos, há que traçar a pergunta.

Porque chegámos a isto?

mn    



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Sexta-feira, 02.10.15

combatentes.jpg

A Delegação de Abrantes da Liga dos Combatentes prestou vibrante homenagem aos caídos por Portugal, no Cemitério dos Cabacinhos, onde se encontra também sepultado um dos seus Presidentes, General Marques Godinho, assassinado pelo fascismo.

general godinho 1917 foto.png

A Presidente da Câmara Maria do Céu Albuquerque e o Presidente da Assembleia Municipal faltaram à cerimónia.

Esteve presente o Sr.Presidente da CM do Mação, dr. Vasco Estrela e outras entidades, bem como o ''TCor Pires Martins da DCLC, em representação do Presidente, Tenente General Chito Rodrigues''

combatentes 2.jpg

 '' O Núcleo de Abrantes comemorou o seu 91.º Aniversário, com a presença do TCor Pires Martins da DCLC, em representação do Presidente, Tenente General Chito Rodrigues''

 

''No restaurante da Quinta D’Oliveiras, em Alferrarede, decorreu uma sessão solene marcada pela imposição da Medalha Comemorativa das Campanhas de África, ao Sócio Combatente José Leituga. Nesta cerimónia, foram entregues sete Testemunhos de Apreço e as medalhas de agraciamento aos Sócios que este ano atingiram os 25 de anos de permanência na Liga dos Combatentes.

Posteriormente, usou da palavra o Presidente do Núcleo de Abrantes, Sr. Sérgio Matos, numa intervenção emotiva e bem estruturada. Inicialmente fez um agradecimento pormenorizado às entidades convidadas, e dirigiu-se aos Sócios Combatentes deixando uma mensagem de esperança, onde manifestou total disponibilidade para o seu apoio. Seguiram-se vários discursos por várias entidades convidadas, alusivos ao dia do Núcleo e da Liga dos Combatentes.''' in página Liga dos Combatentes

 

Mais informações na página da Liga

 

Os nossos parabéns à Liga e aos bravos veteranos de Portugal

 

a redacção

créditos: Liga e Público

 

 



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Terça-feira, 21.04.15

O Senhor Tenente-Coronel João José da Costa Pereira pediu-nos há tempos informação sobre o Alferes Lobato Falcão, um destacado militar anti-fascista, relacionado com a nossa região (Alvega). A partir dessa informação reconstruiu a biografia possível deste esquecido herói abrantino e publicou-a na página web da Liga dos Combatentes de Torres Vedras, com uma amável referência a este blogue. Publicamos o seu post, com o nosso agradecimento e a devida vénia. 

 

 

''JOSÉ LOBATO FALCÃO, ALFERES MUTILADO INVÁLIDO DA I GRANDE GUERRA

Um Combatente e um Resistente Inconformado

Aproxima-se do fim aquele que foi o ano do primeiro centenário do inicio da I Grande Guerra (1914-1918), também conhecida pela Grande Guerra Europeia, ou I Guerra Mundial. Muitas foram as evocações desta efeméride, muito se escreveu e muito se discutiu sobre este conflito que marcou o inicio do Século XX e cujas lembranças ainda hoje se mantêm vivas na memória de muitos portugueses.

Por mais que se fale, se evoque e se discuta, muito ficará sempre por dizer e por recordar. Foi um conflito que mobilizou cem mil soldados de Portugal para combaterem em três frentes, Angola, Moçambique e na Flandres. Soldados mal preparados, mal armados e mal equipados. Além de que a entrada no conflito não era consensual na sociedade portuguesa.

Foi assim um conflito que, além dos soldados mobilizados, envolveu uma grande parte da população portuguesa e cujas consequências se iriam fazer sentir, por muitos e longos anos.

Esta guerra provocou aos portugueses milhares de mortos, de feridos e de prisioneiros de guerra, e esteve na génese de uma mudança de regime, com a implantação de uma ditadura repressiva que iria oprimir o povo português por quarenta e oito longos anos.

Quando se fala do conflito e nas suas consequências esquecemo-nos, por vezes, que muitos daqueles que sofreram as agruras da guerra, ficando com marcas no seu corpo, além de serem abandonados pelo novo poder, então instituído por Sidónio Pais, não foram poupados quando, no regresso se fez o ajuste de contas.

É o caso de um combatente desta guerra, republicano convicto e gravemente ferido na frente de combate na Bélgica, em 28 de Outubro de 1918, um mês antes do Armistício. Uma vez regressado a Portugal e por não concordar com a ditadura imposta em 28 de Maio de 1926, acabará por ser preso e deportado para as colónias.

Defensor da instrução pública, mandou construir e ofereceu ao Estado Português a primeira escola primária que existiu no lugar de Casa Branca – Alvega Abrantes.

A vida deste homem, assim como a de muitos outros nas mesmas circunstâncias, a forma como enfrentaram as adversidades da guerra e, mais tarde, viveram os tempos difíceis da deportação e assistiram, á distância, ao sofrimento dos seus familiares, são actos dignos de registo e de não caírem no esquecimento.

José Lobato Facão - Cópia.jpg

 

JOSÉ LOBATO FALCÃO[1]

.José Lobato Falcão nasceu na pequena localidade de Ortiga, Novo Redondo - Alvega, concelho de Abrantes e Distrito de Santarém, a 23 de Abril de 1898, filho de João Lobato e de Luíza Marques.

Com 18 anos oferece-se para prestar serviço militar, sendo alistado como voluntário no Regimento de Artilharia nº 8 (RA 8), em Abrantes, no dia 12 de Janeiro de 1916.

Mobilizado para a frente Ocidental, em França, embarca em Lisboa no dia 17 de Março de 1917, como soldado servente com o nº 447 da 1ª Bataria do 3º Grupo de Busca de Alvos, do RA 8. Chega ao Teatro de Operações da Grande Guerra, em França, no dia 25 de Março de 1917 e é integrado, com a sua Bataria, na 59ª Divisão de Artilharia Britânica.

Combatendo ao lado dos ingleses é promovido a 2º Sargento a 01 de Janeiro de 1918, sendo gravemente ferido em combate, no tórax, no dia  28 de Outubro, deste mesmo ano.

Foi submetido a várias operações no Hospital Britânico nº 1 e em hospitais portugueses de campanha, vindo a ser dado como incapaz para o serviço militar, por razão dos ferimentos. Regressa a Portugal, em 1919, desembarcando em Lisboa no dia 30 de Abril.

Em 1921, a 5 de Abril, casa-se com Joaquina de Matos Miguens que era natural da Aldeia da Mata - Alter do Chão, professora primária com quem tem duas filhas: Lisete, nascida a 23 de Dezembro de 1921 e Armandina de Matos Miguens Falcão, nascida a 31 de Julho de 1924.

Deduz-se que continuou ligado ao serviço militar pois em 3 de Novembro de 1923 é promovido ao posto de Alferes, por força da Lei 1464, de 15 de Agosto de 1923, sendo então 1º Sargento reformado.

Acusado de estar envolvido no levantamento militar reviralhista fracassado, conhecido por revolta do Castelo, e que eclodiu por todo o país na noite de 20/21 de Julho de 1928, com o objectivo de afastar a ditadura militar, foi demitido do Exército e deportado para Angola. Nesta província ultramarina foi-lhe fixada residência na cidade de Sá da Bandeira, onde terá residido durante dois anos. Foi durante este período de deportação que travou amizade com o sindicalista Mário Castelhano[1], igualmente deportado e a quem ofereceu a única fotografia que se conhece dele.

Talvez devido ao levantamento militar que se deu em Angola, em Março de 1930, é transferido para a Madeira, onde continua como deportado. Desconhece-se a data exacta da transferência de Angola para a ilha da Madeira mas sabe-se que, em Setembro de 1930, está com residência fixa no Funchal, onde apresenta um requerimento ao Comandante Militar solicitando-lhe que interceda para não ser, de novo transferido, agora para os Açores.

Em 25 de Fevereiro de 1931 regressa ao continente onde se apresenta na Policia Política e declara ir residir em Casa Branca, freguesia de Alvega e concelho de Abrantes. Em 1947, ainda reside nesta região de Abrantes, pois fez-se sócio da Liga dos Combatentes da Grande Guerra, na Sub-agência existente naquela Vila.

Mais tarde virá residir para Lisboa pois quando faleceu, em 20 de Janeiro de 1973, tinha como morada a rua Pinheiro Chagas nº 27, 3º Esq em Lisboa.

Encontra-se sepultado no cemitério de S. Miguel, em Torres Vedras, em campa com os símbolos da Liga dos Combatentes da Grande Guerra (Talhão nº 9, fila 4, coluna 3 e Coval nº 9).

Também se sabe, por conhecimento da correspondência trocada, entre a Direcção Central da Liga dos Combatentes da Grande Guerra e a Agência de Torres Vedras, na década de 1960, que foi ele quem comprou os mármores para a sua sepultura e que requereu autorização para ser sepultado em Torres Vedras, com os símbolos da Liga dos Combatentes da Grande Guerra.

Desconhece-se, entretanto, a razão porque quis ser sepultado em Torres Vedras se não se lhe conhecem familiares nesta região, nem existem registos da sua passagem pelo Lar de Veteranos Militares de Runa, que acolheu centenas de antigos combatentes da I Grande Guerra.

É nossa intenção continuar a pesquisar dados sobre este combatente e a dá-los a conhecer.

Para isso, pede-se a quem souber de elementos que possam levar ao contacto com algum familiar deste antigo combatente, o favor de entrar em contacto com:

José João da Costa Pereira

Tenente-coronel

Presidente do Núcleo da Liga dos Combatentes de Torres Vedras

Rua 9 de Abril, 8 – 1º

(Apartado 81)

2560-301 Torres Vedras

Telefs 261096496 – 925303511 – 964123931

Mails torres.vedras@ligacombatentes.org.pt ou cpereira.jose@gmail.com

 

[1] “ (…) Mário Castelhano nasceu em Lisboa, em 1896 e faleceu no Tarrafal, Cabo Verde, a 12 de Outubro de 1940. Foi um destacado militante anarco-sindicalista dos anos 20 e 30. De origem modesta, começou a trabalhar aos 14 anos na Companhia Portuguesa dos Caminhos-de-Ferro, tendo participado nas greves de 1911, 1918 e 1920, vindo a ser despedido pela sua participação na organização destas últimas greves.

Passou, então, a ocupar-se em actividades de escrituração no Sindicato de Ferroviários de Lisboa, na Federação Ferroviária e na Confederação Geral do Trabalho. Membro da comissão executiva da Federação Ferroviária, ficou com o pelouro das relações internacionais e a responsabilidade de redactor-principal do jornal “A Federação Ferroviária”. Dirigiu, também, os jornais “O Ferroviário” e “O Rápido”. Participou na reorganização do Conselho Confederal da CGT, após o 28 de Maio de 1926, de onde saiu eleito responsável do novo secretariado e redactor-principal de “A Batalha”. Após a tentativa insurreccional de Fevereiro de 1927, a repressão policial acentuou-se, a CGT é ilegalizada e o jornal “A Batalha” assaltado, vindo Mário Castelhano a ser preso em Outubro do mesmo ano e deportado no mês seguinte para Angola, onde ficou dois anos.

Em Setembro de 1930, foi enviado para os Açores e em Abril de 1931, para a Madeira, participando na insurreição desta ilha contra o Governo. Com a derrota deste movimento, foge da ilha, embarcando clandestinamente no porão do navio Niassa.

Em 1933, estava de novo à frente do secretariado da CGT e faz parte do grupo que organiza o 18 de Janeiro de 1934. Preso a 15 de Janeiro, três dias antes do movimento, é condenado pelo Tribunal Especial Militar a 16 anos de degredo. Embarcou em Setembro de 1934, com destino à Fortaleza de S. João Baptista, em Angra do Heroísmo, e em Outubro de 1936, para o campo de concentração do Tarrafal, onde morreu.

Foi condecorado postumamente com a Ordem da Liberdade (…)” (in in Manuel Loff, Sofia Ferreira - © 2010 CNCCR - Comissão Nacional para as Comemorações do Centenário da República).

Fontes Consultadas

AHM, Arquivo Histórico Militar

Blogue Cidadãos por Abrantes (http://porabrantes.blogs.sapo.pt/alferes-lobato-falcao-1755611?mode=reply#reply)

Universidade de Évora, Projecto Mosca (http://www.cidehus.uevora.pt/)

[1] Esta fotografia, a única que se conhece do Alferes José Lobato, encontra-se na Universidade de Évora no arquivo Histórico e Social “A mosca” e foi oferecida pelo Alferes Lobato a Mário Amadeu Duarte Castelhano, seu companheiro de cativeiro em Angola – Sá da Bandeira. Tem, no seu verso, a seguinte dedicatória “ (…) ao amigo e camarada de deportação, Mário Castelhano, o Alferes Mutilado da g. guerra (…)” (Novo Redondo, Abrantes-Alvega, 23/12/1929).''

 



publicado por porabrantes às 19:13 | link do post | comentar

Terça-feira, 11.03.14

 

José Pereira    disse sobre A herança da CGT  no Sábado, 8 de Março de 2014 às 23:01:

     

Exmos. Senhores,
Procuro informações que me possam levar a familiares do Alferes Mutilado Inválido, José Lobato Falcão. Se me puder ajudar agradecia.
José João da Costa Pereira Tenente-coronel cpereira.jose@gmail.com Liga dos Combatentes - Torres Vedras

 

Sr.Tenente-Coronel

 

Temos poucos dados sobre o Alferes Lobato Falcão

 

 

além dos já publicados. Já tentámos junto dum amigo de Alvega verificar se ainda há família dele.

 

No Arquivo Mário Soares figura uma carta dirigida a Bernardino Machado, então exilado, onde há lista de deportados para Angola por actividades anti-28 de Maio, onde ele figura.

 

No Arquivo Histórico Militar consta o seu processo por actividades políticas.

 

Quando tivermos tempo de consultarmos este processo (nós ou um amigo) daremos novas.

 

Se existirem outros dados que apareçam, ser-lhe-ão enviados por e-mail.

 

De qualquer forma fica alertada a Liga de Combatentes abrantina ou qualquer interessado que pode contactar o Sr.Tenente-Coronel José Pereira.

 

O nosso obrigado pelo seu trabalho na defesa da memória dos Soldados de Portugal.

 

Cumprimentos

 

a redacção

  



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