Sábado, 13.05.17

A Anabela Natário conta, no ''Expresso'', que......

em 13 de Maio de 1917 a questão religiosa que andava nas parangonas era o caso do padre polígamo de Portalegre, que vivia com 2 amásias (ah leão!) e que queria continuar a cantar missa.

D.Manuel Conceição  Santos (que foi amigo do Cónego Freitas)

d.manuel santos.png

 

 

e o político católico do Mação, António Lino Neto tentam meter o tonsurado fora de ordens sacras, mas a ''opinião liberal'' ou seja os maçons solidarizam-se com a ''justa luta'' do Padre Graça Ribeiro.

A Anabela baseia-se na Imprensa e no Arquivo Lino Neto, que está na U.Católica, e no dossier há cartas do Cónego Silva Martins, que foi o fundador do Colégio de Fátima, Pároco de S.Vicente de Abrantes e Presidente da Câmara do Sardoal nos tempos d'el Rei D.Carlos. 

cónego silva martins.png

 Boletim da CM Sardoal

  mn



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Quarta-feira, 19.10.16

Em 1921 um partido resolveu consagrar-se ao Coração de Jesus.

 

cc 3.png

 

 

Era o Centro Católico, o partido confessional, apoiado pelos Senhores Bispos, que seguindo a política de ''ralliement'' que os Católicos franceses já seguiam, com a benção de Roma, se afastava da política monárquica, apesar dos protestos do Alfredo Pimenta, do Nemo (nome jornalístico do Conselheiro Fernando de Sousa, etc)

Havia problemas em relação a alguns Bispos, pois parte deles tinham sido nomeados antes do 5 de Outubro e deviam favores a D.Manuel II e aos políticos rotativos que os tinham escolhido. Mas a pressão de Roma valia mais que a fidelidade ao soberano exilado, apesar de D.Manuel também mexer os seus cordelinhos na Santa Sé.

O Centro Católico era o partido que elegeria Salazar como deputado e o Professor de Coimbra era um dos seus teóricos.

Quem eram os abrantinos que deviam ter ido ao Congresso do CC?

 

cc 2.png

guilherme henrique moura neves.png

O Centro Católico negociou através do seu homem-forte, o dr Lino Neto, em 1921, com a Junta abrantina do Integralismo Lusitano, a possível eleição do dr. David Serras Pereira, como deputado.

Nessas eleições saiu eleito Salazar, que pouco tempo esteve em S.Bento.  

ma

 

acho que aqueles que escrevem sobre a História da República, cá no burgo, não podem reduzir toda a acção anti-republicana ao P.Raposo, como se vê houve gente mais importante



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Terça-feira, 07.06.16

casaquismo.png

Doutor Candeias Silva na Zahara, sobre republicanos abrantinos

 

adesivo.png

dulce ferrão.png

rocha.png

recem-chegados.png

 Extracto da Lista dos Deputados

rocha 2.png

in Fantoches, nº 40, 1923

Ficamos com a informação que o António Correia ( político abrantino, já aqui abordado) teria sido monárquico antes do 5 de Outubro, segundo Rocha Martins, contemporâneo dos factos..

 

Já se publicou outra notícia, que está linkada (raio de palavra), que diz que a 5 de Outubro de 1910, o Correia, que era  ao tempo militar, teria aderido à República, jogando a vida.

 

Militou na Direita Republicana.

 

Outro ''perfeitamente'' identificado pelo Rocha é o Lino Neto, que foi do Partido Progressista e depois do 5 de Outubro passou ao Centro Católico.

 

O Rocha Martins também virou a casaca várias vezes. Era  regenerador-liberal no tempo da Ditadura do João Franco, foi polemista e jornalista monárquico, além de  historiador , com uma activa acção anti-republicana. Com a morte de D.Manuel II, aderiu à República, recusando servir os monárquicos salazentos. Foi o mais temido jornalista da Oposição anti-fascista do seu tempo.

 

Resta a Dona Dulce. Era a mulher do Carlos Ferrão, Director da Vida Mundial e notório oposicionista e polígrafo. Um homem de respeito.

 

mn 

 

PS- Como se vê pelo título a revista do Rocha era um panfleto. E um panfleto como fonte histórica tem de ser interpretado com cuidado. O Rocha está a puxar a brasa à sua sardinha

  



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Quarta-feira, 08.07.15

 

 

santarém cde 69.jpg

 Maria Fernanda Corte Real Graça e Silva, jurista, abrantina, comunista, burguesa (tenho de ir beber um copo com o filho, o cher Orlando), anti-fascista, ex-dirigente do MUD Juvenil, uma das mulheres mais importantes nos anos 40 no movimento estudantil,  mulher do Advogado Dr.Orlando Pereira, desafia a ditadura falando pela CDE de Abrantes, ao lado de Maria Barroso, no comício da Oposição na capital do Distrito, em 1969.

 

Transcrevo a notícia:

'' Grande vibração no comício democrático em Santarém

SANTARÉM 4—(Do nosso enviado especial) — Um entusiasmo vibrante caracterizou a primeira sessão de propaganda dos candidatos democráticos do distrito de Santarém, realiza-da no Cine-Teatro local Muitas centenas de pessoas assistiram á sessão, que foi presidida pelo dr. Fidalgo Pereira, que estava ladeado pelos candidatos No palco sentaram-se ainda representantes <te comissões concelhias do Movimento Democrático e o representante da autoridade. O dístico da «Democracia» e «Amnistia» e as cores nacionais decoravam a sala Uma bandeira portuguesa cobria completamente a mesa da presidência
A sessão foi aberta peio gr. Alves Castelo, da Comissão Coordenadora da C.D.E. de Santarém, que em breves palavras inicieis, pediu uma salva de palmas por todos os que caíram pela Democracia e manifestou. depois a confiança na vitória fina das forças democráticas. dos homens comuns.
O mesmo orador apresentou, depois um a um, os seis candidatos, a quem a assistência dispensou calorosas salvas de palmas, ao mesmo tempo que gritavam «Liberdade», «Democracia» e «Abaixo o Fascismo».
Desigualdade entre a Oposição e a U. N.
O primeiro orador foi o dr. João Luís Lopes, candidato á advocacia Começou por pôr em relevo a desigualdade entre a Opinião Democrática e a União Nacional, nas presentes eleições
No finai, o dr. João Luís Lopes pediu uma ampla amnistia.
Falou, a seguir, o dr. Antunes da Silva. Fez ume crítica severa ao Regime, Historiou as razões que levaram o Estado Novo a promover as eleições citando a frase de Salazar de que «não se pode governar contra a vontade dum povo».
Maria Barroso: uma voz empolgante
Maria Barroso, a oradora seguinte, deu, com a sua voz extraordinária, palavras que foram aplaudidas entusiasticamente pela assistência.
Lembrando que estivera em Santarém há 22 anos, a grande actriz apresentou-se como combatente do Regime.
Com simplicidade — mas também com extrema convicção, que empolgou a assistência — Maria Barroso referiu-se a vários aspectos da actual situação portuguesa.
António Reis, que falou a seguir, dissertou longamente sobre as questões do ensino.
No fim da sua exposição pediu a reforma democrática do ensino e a normalização da situação universitária, segundo as bases aprovadas na reunião nacional do Movimento Democrático. Afirmou que «qualquer reforma democrática do ensino tem de passar por uma reforma geral das estruturas portuguesas». A finalizar referiu-se á situação da agricultura, defendendo a expropriação de latifúndios e sua entrega a associações de agricultores.
O eng.° Lino Neto — recebido, a seguir, com calorosa salva de palmas — começou por criticar o conceito da Pátria, do Estado Novo, dizendo que Pátria é o Povo.
Acentuou que o Povo português demonstrou sempre ser patriota, enquanto as classes dominante se vendiam ao estrangeiro.
Em apoio da sua afirmação lembrou os períodos de D. João I, dos Filipes, do Liberalismo e, finalmente, dos tempos de propaganda da República. «O povo português sabe governar-se, mas não o deixam» — disse.
O papel do escritor
O escritor Alexandre Cabral 1evantou-se, depois, para ler o seu discurso.
Depois de nós só a Turquia
O dr. Fidalgo Pereira, falou, a seguir, das condições em que se desenvolve uma campanha eleitoral, considerando que estas eleições são idênticas ás anteriores. Quando se referiu ao general Humberto Delgado, que apelidou de «o general Sem-Medo», foi alvo de uma impressionante ovação.
Comparou, depois, a situação de Portugal com outros países europeus, demonstrando, com auxílio de estatísticas, que o nosso País ocupava quase sempre o último ou os últimos lugares («depois de nós só a Turquia)».
A finalizar fez um largo exame dos problemas mais prementes do distrito.
Por último lugar falou a dr. Maria Fernanda Silva, de Abrantes, que se empenhou na desmistificação da noção salazarista de «democracia orgânica», historiando as lutas de Oposição, desde o Movimento de Unidade Democrática até aos nossos dias.
A assistência guardou, depois, um minuto de silêncio em memória do general Humberto Delgado e de todos os que caíram na luta pela Democracia. Seguiu-se a entrega de um ramo de flores ao candidato António
Reis por uma representante da juventude do distrito.
A sessão terminou com a declamação, por Maria Barroso, do poema «Ode á liberdade, de Jaime Cortesão, entusiasticamente aplaudido pela assistência.''  

 

devida vénia ao blogue 1969 Revolução Ressaca e ao seu autor Gualberto Freitas

 

o recorte acho que é do Diário de Lisboa, então dirigido por Ruella Ramos (que mandava o Saramago escrever os editoriais como ele queria...), de  6-10-1969

 

Do lado do fascismo encontrava-se....Magalhães Mota, como candidato, que terminou ao lado do Armando Fernandes no PRD.

 

Mas para ser justo, haverá que dizer que, como deputado da ala liberal, Mota combateu a Ditadura, coisa que não posso dizer do Fernandes...

 

Finalmente a culpa não é nossa pelo facto de Manuel Dias não ter falado neste comício da CDE

 

Faltavam-lhe muitas das coisas  que tinha a Camarada

 

Maria Fernanda Corte-Real

Graça e Silva

 

que honrou os compromissos de Abrantes com uma velha dama, esta

 

alvega republica artur.jpg

(azulejos numa casa de Alvega, genial foto do Artur Falcão)

 

ma

 

nota: Nunca vi a mulher de extraordinária cultura que foi a Senhora Drª D. Maria Fernanda Corte-Real Graça e Silva dar uma entrevista a dizer que os ''fascistas'' a queriam enforcar na Barão da Batalha, mas vim um ignorante e falsificador da história dizer isso num jornal, de que é directora uma amiga minha 



publicado por porabrantes às 14:15 | link do post | comentar

Segunda-feira, 11.08.14

 

P. Henrique Neves (roubado ao blogue Mouriscas- Terras e Gentes)  do Sr.Maia Alves

 

''Pois o Govêrno, que tinha obrigação de saber o que se passa, e conseqúentemente, da existência dêstos pareceres, não lhe foz referência alguma, de modo que ficamos sabendo que os católicos em Portugal tem de continuar a ter padres, que estão fora da disciplina eclesiástica, à frente do igrejas paroquiais, como acontece na freguesia das Mouriscas, concelho de Abrantes.

Ficam sabendo os católicos que têm de continuar a ver trancadas as portas das igrejas paroquiais unicamente com o fim de afastar o público.

Como eu falo sôbre factos concretos, cito o exemplo da igreja de Santa Cruz do Castelo, que é um monumento nacional.

Ficam os católicos sabendo que têm de continuar a ter os seus seminários, que foram absolutamente espoliados pelo Estado, alvo e objecto do inquéritos extraordinários, como sucedeu há pouco com o seminário da diocese de Portalegre, ordenados por associações secretas, como sucedeu recentemente com o seminário da diocese de Beja, que nem sequer estava ainda a funcionar.

Com efeito, neste país há associações secretas que actuam sôbre as repartições públicas como se fossem organizações normais da constituição do Estado.''

 

22-2-1925, no Parlamento

 

António Lino Neto, Deputado do Centro Católico (o partido de Salazar, que pela época andava aliado com os democráticos, mas que tinha de protestar para mostrar serviço)

 

 

Sobre Lino Neto, ler esta nota de João Almeida, donde se retirou a foto

 

mn



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Segunda-feira, 16.01.12

 

 

António Lino Neto, do Mação, foi o líder da resistência católica à selvagem política de Afonso Costa e das lojas ''democráticas'' de aniquilar a liberdade religiosa em Portugal.

Como explicou Fernando Catroga em obras luminosas aquilo que queriam A.Costa e as lojas ''democráticas'' era substituir o catolicismo, alma de Portugal, por uma nova religião e para isso conspurcar a democracia, esmagando a liberdade.

Há sempre quem resista, disse Zeca Afonso.

Lino Neto foi o líder da luta pela Liberdade e o paladino da Resistência.

Uma resistência democrática, uma luta de morte pela defesa dum Portugal civilizado.

Quem honra Afonso Costa odeia a Liberdade, como quem honra Salazar.

É o caso do dr.Lacão e do doutor Candeias.

Quem honra como nós Lino Neto, reivindica a luta pela Liberdade.

É preciso separar as àguas entre democratas e totalitários.

Como em 1975, quem estava com Mário Soares defendia a Liberdade, quem estava com o gonçalvismo queria impor as grilhetas da opressão ao nosso povo.

Onde estava Lacão em 1975?

M.Noronha 



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