O intelectual João Pico, ex-colega do político e gerente comercial Armando Fernandes, faz um post de genealogia onde critica o historiador Traquina.
As nossas fontes garantem que o próximo alvo será outro primo dele, Martinho Gaspar
A questão em causa é a luta anti-clerical no Souto:
'' Assinale-se a omissão de um "episódio " bastante divertido praticado pelo Martinho Galérias à saída da missa, cuja Igreja, como bom militante maçónico queria ver "destruída" e despojada dos apetrechos religiosos, incitando a populaça a entrar e destruir tudo. Este gesto era feito levando as suas três filhas bem seguras pelas mãos, ao que a cada sinal de avanço do pai incitando a populaça a avançar, imediatamente se seguia a repreensão deste às filhas, para que elas ficassem quietas e se chegassem para trás. E lá voltava ele a incitar a populaça, amos, vamos avancem e novamente puxava as três filhas entusiasmadas e delirantes para que ficassem quietas.'' (J.Pico)
E ainda a história genealógica do histórico Padre Baptista, caudilho da resistência do Pinhal à invasão francesa.
Agora dedicado à história, esperamos novas interpretações do Mestre e um convite da CMA para que integre a Comissão do Centenário da Cidade.
mn
Resolvemos concorrer com o Sr.Pico.
Este é a primeira contribuição e é assinada por Beja Santos

Mário Beja Santos (ex-Alf Mil, Comandante do Pel Caç Nat 52, Missirá e Bambadinca, 1968/70), com data de 28 de Julho de 2010
é retirada com a devida vénia do blogue essencial para o estudo das campanhas da Guiné
Luis Graça & Camardas da Guiné
Há por lá muita informação, dada pelos participantes das campanhas, sobre abrantinos e pessoas que passaram pelo Regimento de Infantaria de Abrantes e quartéis da região (Santa Margarida, Tancos, etc) antes de irem combater as hostes de Amílcar Cabral
Visita obrigatória para quem se interessa por este assunto
1. Mensagem de Mário Beja Santos (ex-Alf Mil, Comandante do Pel Caç Nat 52, Missirá e Bambadinca, 1968/70), com data de 28 de Julho de 2010:
Queridos amigos,
O Manuel Traquina prima por ser despretensioso, presta no seu livro uma justa homenagem aos condutores e mecânicos.
Confesso que estava a ler e dei conta da tremenda injustiça que foi não ter dado o justo relevo aos condutores e mecânicos que tanto me ajudaram no Cuor e na região de Bambadinca.
O que seriamos nós sem aquelas máquinas a rugir pela picada fora?
Um abraço do
Mário
Memórias de um tempo de guerra, algures entre Bula e Buba
por Beja Santos

Chama-se Manuel Batista Traquina, faz parte da nossa agremiação e vazou em livro as suas memórias e considerações colaterais sobre a guerra que experimentou entre 1968 e 1970. O produto final toca pela simplicidade e desafectação: “Os Tempo de Guerra, De Abrantes à Guiné”, por Manuel Batista Traquina, Edição Palha de Abrantes, 2009.
No essencial, temos aqui o registo da CCaç 2382. O seu comandante, Carlos Nery Sousa Gomes de Araújo sente orgulho em recordar no prefácio um comentário de Carlos Fabião quando este assumiu o comando o COP4, assim se referindo à CCaç 2382: “A melhor companhia do Sul da Guiné”. Foi uma companhia afortunada, só dois dos que tinham embarcado em Maio de 1968 é que morreram.
Manuel Traquina era o responsável pela manutenção do parque de viaturas. Mas o seu registo tem um espectro muito amplo: reúne as suas reminiscências desde que assentou praça nas Caldas da Rainha, a sua passagem pela Escola Prática de Serviço e Material, depois Elvas, mais adiante Beirolas, e depois Abrantes, já com a CCaç 2382; o prato substância, claro está, serão os acontecimentos que ele viveu no teatro de operações, sobretudo de Bula a Buba.
Escreveu em jornais a sua experiência, tece considerações sobre a legitimidade da guerra, não esqueceu as viagens do fim-de-semana (sempre com a gasolina partilhada pelos companheiros de viagem), vai observando a composição social e não foge aos comentários. Por exemplo, em Beirolas, no Depósito Geral de Material de Guerra: “Neste aquartelamento depressa me apercebi que ali se encontravam filhos de gente importante, bastante influentes para que os filhos ali passassem o serviço militar, sem o risco e o inconveniente da guerra colonial. Havia mesmo aqueles que entravam e saíam trajando civilmente e que à porta do quartel deixavam estacionados Ferraris e outros carros idênticos, que deixavam transparecer a vida abastada dos seus proprietários”.
Dentro das suas memórias, insere os documentos da história da unidade, não se coíbe do seu mister de cronista. Em 1 de Maio de 1968 embarcam no Niassa. As memórias ganham a partir daqui mais vivacidade: as referências ao infortunado Ramiro Duarte; a evocação da companhia como uma família de 160 pessoas; o colorido e a lufa-lufa de Bissau; um apanhado sobre a guerra da Guiné; a morte do Flora da Silva, um manjaco corajoso, cuja vida se perdeu perto de Bula; a descrição da Mampatá; o ataque a Contabane em 22 de Junho, que reduziu a tabanca a cinzas; as vicissitudes do furriel Pinho, o zelador das Transmissões; vicissitudes das colunas entre Buba e Aldeia Formosa; o sapateiro de Nhala, que não se sabe muito bem se era ou não agente duplo; história de “Os Maiorais”, como era conhecida a CCaç 2381; lembranças de crianças, como aquele pequeno Mamadu, que resolveu ir à caça das rolas com a Mauser e surpreendeu os guerrilheiros que se preparavam para um ataque a Mampatá; a vida operacional em Buba.
Buba está no coração das suas memórias, histórias de lavadeiras, quezílias entre militares, brincadeiras de mau gosto, a chegada do correio, os jogos de futebol, as letras de fado adaptadas às circunstâncias da guerra, as dores dos sinistrados, a nova estrada entre Buba e a Aldeia Formosa que se revelou não servir para nada, as pescarias no rio Grande de Buba, a homenagem aos condutores e aos mecânicos.
Manuel Traquina procura associar o leitor à compreensão do território: os rios, a existência de prisioneiros de guerra, como se chegou ao desenho do distintivo da CCaç 2382, a acção de Spínola, por exemplo. Mas também os condimentos do quotidiano: como tomar duche com a água escassa ou a cerveja pluriusos (bebida cujas garrafas eram utilizadas como aparelhos de alarme, as garrafas batiam no arame farpado e anunciavam aos sentinelas a presença do inimigo).
É um caderno de alguém que se comprazeu a ser útil, a fazer amizades e que ainda hoje se orgulha do dever cumprido. Escreve sem rancores, junta serenamente as suas notas de observação, confunde-se com a crónica dos acontecimentos da CCaç 2382. Não arma em herói nem em vítima. É um testemunho que os historiadores não poderão ignorar. Até pela sinceridade.
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Notas de CV:
Vd. último poste da série de 28 de Julho de 2010 > Guiné 63/74 - P6802: Notas de leitura (137): Invenção e Construção da Guiné-Bissau, de António Duarte Silva (3) (Mário Beja Santos)
Vd. poste de 30 de Maio de 2009 > Guiné 63/74 - P4441: Bibliografia de uma guerra (48) "Os Tempos de Guerra - De Abrantes à Guiné", de autoria de Manuel Batista Traquina
leia os muitos comentários aqui
posto com a devida vénia por Miguel Abrantes
O grande historiador do Souto e valente militar da guerra do Ultramar onde defendeu a Pátria contra o comunismo internacional, (como diria o Senhor D.Augusto César, Bispo de Tete, ) snr. Manuel Traquina ( representante do ramo legítimo da família do Padre Batista, conquistador de Abrantes aos franceses) protesta, diz o Mirante, porque o Lar de Velhos local está sem telhado e coberto com telas (de que material ?) desde as tempestades em Dezembro do ano passado.
O bravo militar Traquina, um soldado de Portugal
Apesar dos grandes esforços gratuitos do snr. Traquina, grande carola e bairrista, as instituições, especialmente o Governo Civil, dirigido pela decorativa Sónia Sanfona, musa do socialismo mais actual e amiga de Baptista Pereira (injustamente afastado pelos comunas de Alpiarça da recuperação da casa-museu do latifundiário e fidalgo que proclamou a República, José Relvas) e a CMA não mandam pôr um telhado novo.
Recordamos como diz o jornal que o Lar foi inaugurado pelo nosso amigo, peticionário e grande abrantino (insultado outro dia por João Pico, um ingrato sem vergonha nenhuma para os amigos da sua terra) eng.José Eduardo Marçal então ( 1995) Governador Civil do Distrito.
Foi o dinamismo e a eficácia do Zé Eduardo, bem como o seu bom coração e a sua refinada educação, bebida em instituições católicas e na sua família, que permitiu contruir o Lar.
Está uma lápide garantindo a eterna gratidão do bom povo local, um dos mais ordeiros deste concelho, ao nosso Amigo. Se ainda ele ainda fosse governador civil a coisa já estava resolvida.
Ninguém viu Jesus Cristo enviar São José para um lar.
Esvaziado o lar o melhor e o mais barato é demolir aquilo, uma construção que não tem ponta por onde se lhe pegue, incapaz de resistir a uma chuvada, que põe em causa o bom nome das trolhas da região.
No espaço livre pode ser construído um artistíco monumento, cercado de canteiros de flores, à D.Alice de Brito, missionária da alfabetização da mulher rústica do pinhal.
É certo que algumas eram burrinhas, confessou-nos uma velha amiga da D.Alice, com 93 anos e grande espírito eclesial. Para a Alice era um drama chumbar uma aluna, mas era implacável, com ela não havia burra que fosse a exame.
Marcello de Ataíde, baseado no Mirante, entrevista a utentes e a amiga de D.Alice de Brito
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