Domingo, 14.10.12

A jornalista Fernanda Leitão aterrorizou o gonçalvismo e a tropa fandanga com artigos valentes durante o PREC num jornal de Tomar que se tornou símbolo da Liberdade.

 

Ainda lá escreve e bem, não poupando nem gregos nem troianos. Reside actualmente no Canadá. Em homenagem a um mulher que nunca precisou, como a Senhora Dona  Manuela de Azevedo, de que os colegas frequentassem acções de formação de igualdade de género para se fazer respeitar,  reproduz-se com a devida vénia um artigo seu .

No caso da Fernanda Leitão usando a pena como Brites de Almeida usou a pá de padeira. 

Tínhamos prometido retratar esse legionário pacifista chamado Otelo Saraiva de Carvalho, que Eanes garantiu à RTP ter bom coração. Vejamos o que dele conta Fernanda Leitão.

 

Edição nº1214 de 29-03-2012. Director: José Gaio Martins Dias
(Opinião, por Fernanda Leitão)
Carta do Canadá
Eu estive lá 
(© Jornal O Templário)

Verão de 1975. A noite estava quente e sem brisa. Durante todo o dia uma estação de rádio insultou o governo espanhol e convidou a uma manifestação junto à embaixada de Espanha. Largas centenas de pessoas se juntaram na praça onde fica a embaixada naquela noite: uns quantos por militância partidária da esquerda comunista, muitos para verem o que se passava. Eu estive lá. Encontrei conhecidos e com eles fiquei: Teresa Tarouca, Nuno Salvação Barreto, um militar chamado Antonino e o Conde Zoio, pai do cavaleiro tauromáquico. Havia um pesado silêncio na multidão, cortado pelos gritos fanáticos dos militantes. Começaram a saír da representação diplomática fulanos arrastando pesadas caixas e malas. Era o saque. Vi um conhecido ajoujado com uma mala enorme, mal fechada, que deixava ver pratas. Era um jornalista. Fui direita a ele apenas lhe dizer que eu estava a ver e não me ia esquecer. Não digo o nome dele porque já morreu e porque os filhos não têm culpa. Depois pegaram fogo à embaixada. O silêncio da multidão aterrorizada foi quebrado pelo berro homérico de Salvação Barreto, prometendo mau futuro às hostes vermelhas (dias depois, grande coincidência, Salvação Barreto foi chamado a um encontro que veio a ser uma cilada: foi apagada a luz da sala onde foi recebido e choveu pancada de todos os lados, cobardemente. O famoso forcado esteve mal e hospitalzado por um tempo). Subimos a Avenida António Augusto de Aguiar e ali pudemos ver uma chaimite parada com dois militares do MFA que palravam e riam: Dinis de Almeida e Otelo Saraiva de Carvalho. Muito divertidos. Continuámos a andar, para castigar os nervos. Quase chegados ao Chiado, encontrámos uns jovens que pintalgavam as paredes. Cheia de raiva fria, que é a pior, pedi-lhes um spray emprestado e, pela primeira e única vez na minha vida, escrevi numa parede pública: UDP = UNIDOS DIVIDIREMOS AS PRATAS.
 Nos meses que antecederam esta façanha, Otelo assinou milhares de mandatos de captura em branco que os seus jagunços utilizaram para vinganças pessoais, em muitos casos. No meio deles foi Luís de Sousa Holstein, Duque de Palmela, vítima de três fuzilamentos a fingir, na parada de Caxias, porque o COPCON de Otelo gostava de divertir-se. E porque a família dele, tal como a dos outros presos, não sabia onde ele estava, sua mulher foi ao comando dessa agremiação, esperou horas e quando finalmente o poderoso Otelo a recebeu, disse-lhe apenas:”Não lhe venho pedir nada. Venho só saber porque é que o meu marido está preso”. Ao que o farçola, muito mais baixo do que a senhora, respondeu em casca grossa: ”Oiça lá, porque é que o seu marido é duque?”. Dona Maria Teresa, olhando-o de alto a baixo, retorquiu: “Ah, então é isso, estão a querer esmagar as famílias tradicionais do país”. Depois do saque e incêndio da embaixada, Otelo foi o dirigente e o responsável pelas FP-25, uma organização criminosa que assaltava bancos e matava pessoas, uma delas foi Gaspar Castelo Branco, director dos Serviços Prisionais, e outra foi um bébé que uma bomba desfez no seu berço. Entretanto, no Botequim, onde pontificava Natália Correia, o médico Fernando Teixeira escrevia versalhada que se encaixava em músicas populares. A Otelo calhou-lhe ficar em zarzuela cantada pela actriz Maria Paula:”donde vas taconero y ordinario...”. Foi para o presídio de Tomar uns parcos tempos e depois amnistiado por um PR que não teve o discernimento de entender que estava a passar uma mensagem de impunidade criminosa.
 Estas recordações ocorrem-me por causa das sucessivas promessas de revolta militar que Otelo anda a papaguear em jornais que, pelos vistos, têm falta de memória e de aprumo. 
Perguntará quem tem a gentileza de me ler: mas não acha uma revolta militar possível? Respondo com o coração nas mãos: ao estado a que Portugal chegou, tudo é possível - revolta militar, golpe de estado civil, cair de podre nas mãos da Alemanha, e por aí fora. Até pode haver o milagre de o actual PR ter uma hora de lucidez, coragem e pundonor, resolvendo o assunto de acordo com a constituição, tendo em vista a salvação do país.
 Só não creio que seja possivel uma qualquer solução escolhida chamar Otelo, porque todos sabem que ele não é um caso de política. É apenas, e só, um caso de polícia – à luz dos valores dos países do primeiro mundo.

 

 

in Templário

 

D.Luís de Sousa Holstein-Beck, Duque de Palmela 

 

 

 

 

era sobrinho duma abrantina, de 

 

 

 

 

D. Maria Assunção Paes do Amaral, Marquesa do Faial  ......

 

 

 

Só uma ralé da pior espécie é que se dedica a fazer o que fizeram a D.Luís.

 

Haveria certamente mais adjectivos, mas acho que a Fernanda Leitão já usou muitos.

 

Marcello de Noronha

 

créditos foto de F.Leitão: Templário

créditos foto da Marquesa do Faial: Abrantes, Cidade Florida

 

sublinhados nossos 



publicado por porabrantes às 21:39 | link do post | comentar

Domingo, 15.01.12

 

a Marquesa do Faial conservou exemplarmente o património no seu Castelo de Alferrarede, a cidade deve-lhe uma homenagem.

 

in Salvem da demolição o Real Convento de São Domingos

 

MA 



publicado por porabrantes às 13:56 | link do post | comentar

Quinta-feira, 28.04.11

Quando se faz propaganda deve fazer-se bem para não cair no rídiculo.

 

Na operação montada pela Esta para mostrar que o Conde de Alferrarede dizia que estava tudo OK em Abrantes e portanto o caixote do

Carrilho da Graça teria de ser do agrado do eng. Paes do Amaral, não podia faltar o disparate e a fífia mais grosseira, avolumada pela 

transcrição de parte da ''entrevista'' e do link metido na página municipal para o texto.

 

Passo a transcrever parte das asneiras responsabilidade directa da menina 

 Sofia Schabowski autora da prosa e indirecta da Directora da folha – Hália Costa Santos

 

''” Quem o diz é Pais do Amaral, novo presidente não executivo da Media Capital, que passa boa parte do seu tempo em Abrantes, mais precisamente em Alferrarede, numa propriedade que herdou do seu tio-avô, há cerca de 20 anos. Deste familiar herdou também o título de Conde de Alferrarede.''

 

Disse isso o Conde?

 

Querem que eu acredite?

 

O título e as terras de Alferrarede (Quinta do Bom Sucesso) foram herdadas de D.Maria da Assunção de Sá Paes do Amaral, Marquesa Viúva do Faial  e não do seu marido D.António de Sousa e Holstein-Beck, que foi 4º Marquês do Faial e 4º Conde do Calhariz, e herdeiro da Casa Palmela, falecido em 1941.

 

 

 

 

O Conde de Alferrarede é pois herdeiro da Marquesa do Faial, representante do título de Condessa de Alferrarede, de que nunca se encartou. 

 

O Conde de Alferrarede nasceu em 31 de Julho de 1954.

 

Como é que podia ter recebido uma herança em 1941???

 

Explica-me a menina Sofia, explicam-me os beneméritos divulgadores da propaganda municipal?

 

 

Lápide no Castelo de Alferrarede : "Mandou fazer este Castello neste morgado que foi instituído 28 de Dezembro de 1387 Carlos de Sá Paes do Amaral Pereira Menezes de Almeida Vasconcellos Quifel Barberino 1º Visconde de Alferrarede Cavaleiro da sagrada Ordem de Malta na era de 1891".  (foto e texto retirados da página da ex-DGMN)

 

 

Podia continuar, mas recomendo aos propagandistas do carrilhismo que antes que abram a boca, se informem um bocadinho.....

 

Marcello de Noronha

 

(a pedido do meu amigo Miguel Abrantes) 




publicado por porabrantes às 15:05 | link do post | comentar

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