Maurício de Oliveira, abrantino, foi com Chico Mata, o mais importante jornalista cá do burgo na Imprensa Nacional.
Mas também foi o autor involuntário duma das maiores ''gaffes'' da história do jornalismo.
Quando era um dos dirigentes da ''Capital'', de que foi chefe de redacção e depois Director, agonizava Salazar, no HCVP, na gíria ''Covil do Velho Pirata'', na designação oficial, Hospital da Cruz Vermelha.
Todos os dias, como hoje fazem os avençados do caciquismo, era mandado um ''press-release'', indicando o que o Ditador papara ao almoço.
Comida de doente às portas da morte.
E aquilo era colado numa folha e mandado para a tipografia,onde era impresso.
Jornalismo de fita-cola e propaganda governamental.
O Maurício telefonava todos os dias para uma tasca, no Bairro Alto, para saber qual era a ementa do almoço, compunha uma nota com a encomenda e mandava lá o contínuo buscar as viandas e o combustível (tinto & bagaço), porque almoçava na redacção.
A ''Capital'' não tinha tipografia e mandava a papelada para imprimir ao ''Século'', que estava em frente.
Quando o tipógrafo compunha a primeira página, verificou que Salazar nesse dia almoçara '' uma sopa, um bife, um café e um bagaço''.(1)
Lá pensou isto é impossível, o homem está a morrer e telefonou para a ''Capital'' ,para saber se havia engano.
Tinham trocado a ementa do Pai da Pátria, pela encomenda do Maurício na tasca da esquina.....
ma
(1) História contada pelo Jornalista Daniel Ricardo, no livro ''Memórias Vivas do Jornalismo, Fernando Correia da Silva & Carla Baptista, Caminho, 2009
O Observador publica um artigo sobre Marcelo Jornalista, de Vítor Matos. Aí conta-se que o jornalista abrantino Maurício de Oliveira, director da Capital, delatou Marcelo......a Marcello Caetano.
Muito interessante o artigo.
mn
O Senhor Comandante Gabriel Lobo Fialho foi um distinto oficial de Marinha, membro da Academia da Marinha, e, para o que nos interessa, Director da Revista da Marinha. Esse cargo tinha sido exercido pelo jornalista abrantino, Maurício de Oliveira, que num artigo, o Comandante Lobo Fialho retratou assim: (...) ''
''Maurício de Oliveira, de seu nome completo Maurício Carlos Paiva de Oliveira, nasceu em Abrantes em 20 de Outubro de 1909, filho de um oficial do exército Agostinho Barreto Rodrigues de Oliveira e de D. Carolina da Purificação Trindade Paiva de Oliveira. Este oficial do exército ascendeu no fim da sua carreira ao generalato como Brigadeiro do Estado Maior.
Maurício de Oliveira logo que acabou o seu curso no Liceu Camões, apenas com 17 anos, ingressou no jornalismo que seria a paixão da sua vida. Começou como repórter do jornal "O Rebate" donde transitou em 1929 para o "Diário de Lisboa" no qual exerceu todas funções desde repórter, a redactor e por fim a Secretário Geral. Passou neste jornal os melhores anos da sua vida, cerca de 36 anos, saindo em 1967 para fundar com outros colegas "A Capital" na sua segunda fase. Em 1971 foi convidado para director do "Jornal do Comércio" onde veio a falecer prematuramente com 62 anos.'' (...)
O Senhor Comandante trabalhou com Maurício de Oliveira e conheceu-o bem.
Candeias Silva diz sobre Mauricio de Oliveira, o que se transcreve, na História Cronológica do Concelho de Abrantess (da pré-história a 1916), edição CMA,2016
O Candeias nomeia Maurício, Director do ''Diário de Lisboa''.
No entanto, segundo o Académico da Marinha, Maurício de Oliveira nunca foi Director do Diário de Lisboa, coisa que qualquer pessoa que tenha sido um atento leitor desse Jornal sabe.
Maurício deixou umas Memórias
Talvez fosse melhor o Doutor Candeias lê-las, ou ler isto, antes de nomear o grande jornalista .........Director de qualquer outra publicação que ele não dirigiu. (1)
Bibliografia:
Maurício de Oliveira |
Grande amigo da Marinha |
pelo Comandante Gabriel Lobo Fialho
ou Memórias de Jornalistas (donde se retirou a foto do livro do abrantino) de Gonçalo Pereira
Créditos: Revista da Marinha
Feito isto vou ler ''A Cambada'' da Vera Lagoa, que o Gonçalo recomenda
mn
(1) Vamos ter de anotar criticamente esta publicação página a página?
Safa!!!!! como dizia o Cavaco
O fundador da ''Capital'' e jornalista abrantino Maurício de Oliveira entrevista a primeira jornalista portuguesa Vírginia Quaresma, a profissional que deu em primeira mão a notícia de que Portugal ia entrar na 1ª Guerra Mundial. No Silêncios e Memórias do Prof. João Esteves
Maurício de Oliveira, chefe de redacção da Capital, jornal de que foi director na segunda fase, outro abrantino, o ex-Ministro de Salazar, Henrique Martins de Carvalho (filho).
A imagem é do estudo de Daniel Ricardo, ''A Capital, Contestação pelo Sencionalismo''.
Oliveira foi um jornalista já aqui abordado especialista em assuntos de Marinha e autor de vários livros sobre a Guerra Civil de Espanha e sobre a 2ª Guerra Mundial.
ma
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