Dizem-me que esta foto (que raptámos ao Flávio Areias devido ao seu valor documental ) pode representar:
A) Os Correios onde se pagam os chequezinhos das pensões, RSI, etc......, também servem (os correios) para comprar selos, mandar e receber cartas (por exemplo se eu mandasse uma carta à Dona Tânia a perguntar qual a percentagem de residentes em São Macário que recebe RSI, tinha de meter a carta aqui), e ainda para comprar acções dessa porcaria da privatização dos correios.

B) Um veículo AUDI de gama médio-alta donde sai uma mulher em traje regional zíngaro. Será a proprietária?
Pode não ser...
O carro pode ter sido emprestado, alugado, etc...
C) Segundo os etnólogos e estudiosos do papel da mulher na transmissão da cultura esta desempenha um papel crucial na manutenção dos valores da comunidade, transmitindo o uso de elementos arcaizantes como é o caso deste traje regional ( próprio da comunidade de São Macário), os tabus (como o valor da virgindade, segundo referiu a antropóloga Tânia), os hábitos alimentares atípicos ( a proibição de comer carne de porco, por exemplo, entre judeus e muçulmanos).
D) Que terá ido a mulher fazer aos CTT?
Deixo uma hipótese. Enviar uma carta a Maria do Céu Albuquerque, protestando pelo facto do cargo de mediadora cigana ter sido atribuído sem concurso público,
privando os outros cidadãos/ãs da oportunidade de desempenhar o cargo. Em democracia a igualdade de oportunidades, a Igualdade face à Lei é a regra, em Abrantes a Tânia tem mais direitos que as outras ciganas.
Está visto que a senhora do traje regional foi aos correios exercer o seu direito cívico de protestar. Deve ser isso.....
MA
A mediadora ''cultural'' cigana Tânia Sousa deu uma entrevista à Folha Gratuita.
cujo texto é este:
A funcionária municipal por escolha étnica ( não se escandalizem, é muito mais grave a escolha do boy Pina ou da girl Isilda, é uma escolha apenas por camisola partidária e no caso da Isilda recrutada para fazer uma coisa onde não tinha experiência nenhuma) diz nesta entrevista
coisas inadmissíveis numa funcionária pública.
Diz a Dona Tânia que é habitual na comunidade cigana as raparigas casarem com 14 anos e os rapazes com 15.
Ora prevê o Código Penal
Crimes contra a autodeterminação sexual
Artigo 173º
O casamento consumado significa que houve relação sexual com menores ou entre eles e que adultos (pais, parentes ou outros)
que o fomentem podem ser punidos com prisão de 1 a 8 anos.
Mas o problema dos casamentos de menores, ''arranjados'' pelos pais está a generalizar-se, não entre os ciganos, mas entre a nova vaga de emigração muçulmana, onde a coisa é ainda mais bárbara. Crianças de 12 anos, do sexo feminino, são casadas à força com adultos de 30 ou 40 e ''exportadas'' para Marrocos ou para o Paquistão.
E os ulemas que chegam são fundamentalistas e defendem esta prática.
A Tânia diz que conhece famílias ciganas onde se pratica este costume (o casamento entre menores). A sua obrigação legal, enquanto funcionária municipal (se o fôr) é apresentar queixa ao MP.
Tal obrigação coloca-a num dilema difícil, se denuncia perde a confiança da comunidade, se não denuncia comete um delito.
No fim da entrevista há uma coisa pavorosa, a Telma defende a ancestral prova da virgindade, como ''valor cultural cigano''.
Parece-me que a Telma antes de ser nomeada mediadora, tinha ela própria de ser assimilada,isto é convencida que isso é uma prova degradante para a condição feminina.
E em termos de estratégia grupal, umas das formas da comunidade cigana combater a assimilação, ou seja a adopção dos costumes que eu, sem pudor pelo politicamente correcto, digo que são superiores na nossa cultura, é constituída pela prova da virgindade e pelo casamento endogâmico (às vezes quase consanguíneo).
E como disse, também sem pudor, este senhor

Claude Guéant, Ministro do Interior da republicana França:
“contrairement à ce que dit l’idéologie relativiste de gauche, pour nous, toutes les civilisations ne se valent pas”.
O relativismo cultural é a política que perfilha Maria do Céu Albuquerque e que gera tal imbróglio, a política que meteu a Tânia a ter de fazer estas inadmissíveis declarações...onde..... o mínimo que se pode dizer caridosamente é que mete os pés pelas mãos.
A culpa disto tudo nem sequer é da Céu, é.....dessa mente prodigiosa da Isilda Jana....
Marcello de Noronha
com ternura
querida Tânia Sousa, Olé,
única funcionária abrantina escolhida devido a um critério étnico
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~ Nelson Mandela- Long Walk to Freedom (1995)
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