depois de ter sido notificado pela Ordem dos Arquitectos o licenciado de Portalegre
encontra-se à beira da depressão segundo nos confidenciou um trabalhador dum famoso atelier da Calçada Marquês de Abrantes
suzy de noronha, bomba anti-queques
''Hoje fui à «Expo» ter com a minha filha e as minhas netas, acompanhada da minha filha mais velha. Sem sombra de dúvida, as construções que apareceram em vez do que lá estava, antes da Expo, foram uma grande obra, mas há qualquer coisa de padronizado, passado a papel quimico, bairro de moda, que não me da «pica», não é esta arquitectura contemporânea que me fascina. Em vez do que lá está hoje, gosto da patine do tempo, dos bairros e casas antigas, do cheiro a passado, mas não passadista, das decorações e trabalhos em mármore e gesso, azulejos de cores e desenhos suaves, pombalinos ou dêco. Enfim gosto, o que que hei-de fazer. Do bairro novo que ali nasceu, só gosto do oceanário e do teatro Camões, ah e também gosto das cascatas de água. Fomos a um café e achei o serviço abaixo de tudo o que pode imaginar num bairro daqueles. Pão duro, mau serviço, chocolates requentados. É o turismo português, onde é que está a ASAE aqui??''
Senhora de Baptista Pereira, Musa deste Blogue, no seu imprescíndível blogue que nos flipa: azul ao longe
A nossa musa, foto retirada do seu blogue intimista, onde nos faz partilhar a sua intimidade, como sou voyeur, deliro.....
''Segundo Carrilho da Graça: “Quando nos aproximamos do pavilhão queremos uma imagem clara, instantânea, e mediática. Queremos construir com a sua presença a pausa, o silêncio, o intervalo com que iniciamos a visita. O percurso pelos diversos sectores expositivos é uma viagem e o edifício é a nave paralítica que nos transporta.” aqui
foto de arquitecturismo.wordpress.com
Bem o fabuloso Carrilho da Graça diz que o pavilhão do conhecimento é uma 'nave paralítica''.
Magnífica metáfora, a do licenciado
E o MIIA, o que será? Um cubo paralítico?
A diferença entre ''cubo paralítico'' e o ''caixote da praxe'' que foi como o definiu António da Fonseca Ataíde Castel-Branco é muito grande?
Pode um gajo ofender-se por chamarem a uma obra sua ''caixote da praxe''', quando diz a propósito duma pretensa obra-prima sua que é uma nave paralítica?
Anotamos de novo que a nossa Musa não gosta da 'nave paralítica'' e diz que quase toda aquela treta da Expo é:'' padronizado, passado a papel quimico, bairro de moda.''
A nave paralítica também foi tirada a papel químico?
De onde, Dona Ana?
De qualquer forma mostramos a nossa admiração a Carrilho da Graça por constuir naves paralíticas e à Dona Ana por o fustigar.
Marcello de Ataíde
O Prof. Arq. Duarte de Ataíde Castel-Branco, peticionário, abrantino, resistente anti-fascista, paradoxalmente candidato a Presidente da A.Municipal de Abrantes pelo CDS, aristocrata de sangue e de espírito, foi um dos homens essenciais na salvação de São Domingos e na preservação do conjunto monumental do Convento e do centro histórico abrantino.
O homem que desafiou a Ditadura, o aristocrata que convenceu Agostinho Baptista (de que a mulher a D.Maria do Céu nos dizem madrinha duma autarca actual) simbolizou a Civilização contra a Barbárie, a Cidade contra o ruralismo fascista simbolizado no mamarracho que está no Campo da Feira alcunhado como Palácio da Justiça.
Já foi homenageado pela CMA e pela Ordem dos Arquitectos local, onde pontificava Rui Serrano, os mesmos que agora querem reproduzir a barbárie fascista arrasando São Domingos.
Por isso Duarte Castelo-Branco assinou a petição contra a mesma frontalidade que enfrentou a palhaçada eleitoral das eleições que levaram Thomaz ao poder, tomando partindo por Arlindo Vicente.
Revelaremos um dia destes alguns pormenores dessas velhas histórias, que recordam a façanha do Marquês de Fronteira, D.Fernando de Mascarenhas que quando em 69 não havia sítio para se reunir a CDE, respondeu : as reuniões fazem-se no Palácio Fronteira.
Damos a palavra ao arquitecto e ao cidadão:
Vamos deixar que a lição de Castel-Branco seja destruída por um grupo de ignaros deslumbrados pela arquitectura de plástico da carrilhada ?
A resposta é só uma
Não!!!!
Miguel Abrantes
PS
Reparem nas anotações manuscritas do Arquitecto onde conta em primeira pessoa como com Agostinho Baptista salvou São Domingos!
O Sr. José Damiano Rodrigues teve a bondade de responder ao nosso post. Sendo o seu comentário longo mas bastante pertinente,
tomamos a liberdade de o converter em post:
Obviamente que não falo da família do Dr. Catroga! Só por necessidade de refrega assume tal desiderato! Falo das famílias dos interesses instalados, de todos aqueles que cegamente votam no partido da"mão" para poderem ter aspirações a algo, nomeações e/ou trabalho; falo dum concelho que não tem saneamento básico, nem estradas alcatroadas, nem cultura,nem acção social, nem parque escolar e condições, nem liberdade de imprensa nem de expressão...tem isso sim, muitos jovens licenciados desempregados, outros com escolaridade mas a trabalhar no campo, muitas famílias a viver sem condições de dignidade, outras a ter de sair do concelho (veja-se os dados estatísticos sobre a sangria populaçional), muitos polícias com atitudes pidescas, muitos beatos e seminaristas a gerir o status quo que só interssa a poucos...mesmo assim mantém o poder! Abrantes é um concelho tétrico e decrépito! Basta ver toda esta estéril dicussão sobre um projecto que de certeza não vai avançar! Por acaso vossas excelências já se informaram sobre as prioridades do ministério da cultura na área da museologia? Ainda não perceberam que a torneira europeia fechou para a região de Lisboa e Vale do Tejo? Vão fazer como Rio Maior que se candidatou a fundos como sendo uma pacata vila alentejana? Vão ter de pagar o projecto, os tais 750 mil euros, e não vão ter museu!
Trata-se, segundo sei, da obstinação da elite política local, que manda, sistematicamente, areia para os olhos das pessoas, iludida por uma colecção que contém, ao que parece,muitas peças falsas e outras de proveniência duvidosa aquiridas ilicitamente atravês de um jovem autodidactada "viciado" em arqueologia. Até aqui em Coimbra sabemos da profícua colaboração com a Fundação Estrada! Esse Museu não será construido porque nenhum museu deve ser construído numa base em que:
a) não foi feito estudo de viabilidade antes da decisão política;
b) nunca, mas nunca, ninguem no seu perfeito juizo, toma uma decisão estruturante, e depois faz estudos de autentificação sobre a colecção permanente;
c) até podem escolher as peças verdadeiras,mas nunca as obtidas ilicitamente que ao que consta são as que melhor caracterizam a vossa zona; d)nenhum museu deste teor possui uma missão que assente neste pressupostos, em que vale a peça, per sí, e esquecem-se da dimensão humana, do Homem que a fabricou num contexto histórico especifico, algo que condiciona logo o futuro serviço educativo do respectivo museu; e)nessa pseudo- elite, alguém que deve ter tido pessimas notas a museologia e ao que parece é uma ridícula professora de história, parece haver uma necessidade imediata de modernismo balofo, basta olhar para o vosso centro histórico(só se salva a Biblioteca) que se caracteriza pelo superficialismo estético descaracterizador do património e do seu valor artistico e humano.Em vez de MIAA deveria ser o MIAM: Museu da Insensatez e da Abominável Mentira.
Com consideração, José Rodrigues.
Nota
Infelizmente temos de dizer que concordamos com grande parte do que diz o Sr. Rodrigues. Mas ele é um optimista nato, pensa que ao fecharem a torneira em Lisboa ou em Bruxelas, não haverá Museu.
Nós não estamos tão certos, apesar das vacas magras, a insensatez da clase política abrantina é tal que são capaz de ir individar ainda mais o concelho para outro disparate do género do açude do Tejo.
E depois pagarem subsídios para que haja ''desportistas'' a aproveitar as mansas águas fertilizadas pelos resíduos de certa ETAR.
Por isso, enquanto persistirem no disparate do bunker têm-nos à perna.
Como nos terão à perna enquanto não tiverem uma política de defesa do Património coerente e válida.
Não fazemos juízos de valor sobre a colecção, mas desde já dizemos que a equipa ''científica'' é deprimente e não damos muito valor àquilo que dizem. Gostavamos de ver a opinião de gente credível e especializada sobre a colecção.
Obviamente dizemos que Abrantes precisa dum Museu, capaz de ser um pólo de reflexão sobre a sua História e Identidade, e este não é o modelo que defendemos.
Este modelo é um retrato da incultura, do novo-riquismo e do despesismo.
Um espelho da classe política que temos.
Agradecemos ao Sr. Rodrigues
Miguel Abrantes
Um amigo nosso, o Ricardo Tamagnini, de Lisboa acaba de assinar a petição, coisa que agradecemos e deixa-nos este pertinente comentário:
''As cidades de província tendem a sofrer de complexos de inferioridade. Trazer a modernidade para a cidades intermédias sob forma de cimento e e' mais do que uma erro de gestão municipal, mas o total desconhecimento de estratégia de Planeamento urbanístico. Temos um património urbano invejável. Talvez não damos o devido valor porque temos outro gigante, a Espanha, como vizinha. A Alemanha e Inglaterra invejam-nos nisto. E não o permitem em Bath, Heidelberg, Edinburgo.`''
O Ricardo tem toda a razão só um provinciano com complexos de inferioridade, caso do marido da ''Chefa'', é que acha que a modernidade é espalhar betão por todo o lado.....
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Bath, uma pérola da arquitectura urbana inglesa. Acham que iam deixar o Carrilho meter aqui o ''caixote da praxe?
Foto BBC
Que diria esta Senhora? Moderaria a linguagem e não sairia certamente ''Fuck the tower!!!!''

Edgar Metcalf caricaturizando a Queen Mother.

A Queen Mother verdadeira
Mas esta, sem tantas responsabilidades, a venerável Queen Mother, amante do Gin (por isso viveu até aos 102 anos) e dos cavalos de corrida bem como das apostas hípicas dispararia sem pensar um minuto: Fuck the tower!!!!
Arq. Beatriz Noronha
Nós fazemos nossas as palavras que diria a Rainha-mãe acerca dum ''caixote da praxe'' em Bath:
FUCK THE TOWER!!!!
Marcello de Ataíde
Com a devida vénia retiramos do Público de hoje a entrevista de Alexanda Prado Coelho ao arquitecto americano Barry Bergdoll, e pedimos aos leitores que façam uma reflexão sobre as suas palavras.
Verão que o raciocínio de copiar o Guggenheim de Bilbau em Abrantes e a aposta numa vedeta (Carrilho da Graça) para termos visitantes ao edifício e não ao conteúdo do Museu é uma moda provinciana cujo fim foi decretado pela recessão económica. M. Abrantes
O mundo mudou e a arquitectura está a mudar, diz o norte-americano Barry Bergdoll, curador do MoMA de Nova Iorque e júri do concurso da Trienal de Arquitectura de Lisboa para uma casa em Luanda. O tempo dos arquitectos-estrela começou simbolicamente com o Guggenheim de Bilbau e acabou (também simbolicamente) com o museu de Zaha Hadid em Roma. Por Alexandra Prado Coelho
Da acta de 12-4-10 retiramos a resposta de Maria do Céu Albuquerque a um cidadão que criticava a morosidade e a dualidade de critérios dos Serviços de Urbanismo:
''Acrescentou que, pese embora reconheça que nem tudo funciona da melhor forma, o actual executivo tem vindo a encetar esforços para uma melhor eficiência nos procedimentos ao nível do urbanismo, dando o exemplo a criação recente do espaço Mais Urbanismo.''
Se tudo não funcionava da melhor forma haverá um responsável. O raspanete vai directamente dirigido ao inefável Pina da Costa que tutelava o urbanismo no mandato anterrior.
Pina da Costa com as orelhas a arder......
Que o Urbanismo sob VPC era uma desgraça já se sabia, é ele ( e mais o resto dos Vereadores and Albano) o responsável pelo maior crime urbanístico de Abrantes: O MIIA de Carrilho da Graça.
Esperemos que não tenham de responder por ele, porque seria sinal de que o projecto do Carrilho não iria para o sítio adequado. Este:
Mas estranhamos que a Presidente só agora tenha dado pelo caos.
Se VPC anarquizou o Urbanismo, que fará nos Municipalizados?
Portanto só resta à D.Maria do Céu uma opção razoável:
VPC para o olho da rua, já!!!!
Marcello de Ataíde
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