Quinta-feira, 02.05.19

bispo de portalegre

Neste estudo de Pedro Brandão, Igreja Católica e Estado Novo, Moçambique/ 1969-1974, publicado em Latitudes, 2006,  mostram-se os elogios da PIDE-DGS ao então Bispo de Tete, que para mal dos nossos pecados apascentou esta diocese, e através da sua correspondência o seu alinhamento com os ultras do colonialismo e da repressão militarista (que fizera Wyriamu) e a sua crítica aos missionários que denunciavam as violações bárbaras dos Direitos do Homem. E aos Bispos que faziam a mesma coisa.

 

ma   



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Terça-feira, 26.03.19

moçambique feiticeiro 1913

No tempo do bruxo, Moçambique era um território de florestas. Quando Portugal saiu ainda era.

A desflorestação dos últimos 20 anos .... explica boa parte da tragédia

moçambique 2019

(pub pelo Sr.Miguel Castelo Branco, com a devida vénia)

O saque aos recursos naturais permitido pelos corruptos governos da Frelimo explica boa parte do que aconteceu



publicado por porabrantes às 13:28 | link do post | comentar

Domingo, 24.03.19

afonso baptista coelho

 

O então major Alfredo Baptista Coelho comandava interinamente, no Castelo, a Artilharia. Teve de se enfrentar ao golpe de Machado Santos (1916). Oficial de dilatada carreira colonial, distinguiu-se em campanhas em Moçambique no início do século XX e finais do dezanove . Foi um dos companheiros de armas do lendário Mouzinho de Albuquerque e seu amigo.  Desempenhara o cargo de Governador Geral dessa colónia. Foi ainda Ministro das Colónias (1919) , já coronel, depois da queda de Sidónio. 

O site Santo Tirso com História, que o biografa, relata a acção em Abrantes:''(...) Quando regressou de vez do Ultramar, e antes de partir para França, foi colocado no regimento de Artilharia aquartelado em Abrantes. Dirigiu-se para ali. Não estando o comandante, e como não havia oficial de patente superior (era major), teve de assumir o comando do regimento.
Atravessava-se uma época de agitação política, com graves reflexos na disciplina militar.
No próprio dia da chegada, foi chamado ao telefone pelo comandante do regimento de Infantaria aquartelado na mesma povoação. Esse oficial queria sondá-lo sobre a atitude que tomaria na hipótese de se dar certo movimento de que se falava. Baptista Coelho, mostrando estranheza pela pergunta, respondeu que em qualquer circunstância, a sua atitude, como certamente a do seu interlocutor, seria o cumprimento dos regulamentos militares. E desligou o telefone. Mas ficou apreensivo, receando alguma surpresa. Caiu a noite. Não se deitou, e manteve-se de ouvido à escuta. Em certa altura, ouviu um estranho ruído, que era o do arrastar de peças de artilharia. Desceu, de pistola em punho. Ordenou que as peças voltassem ao seu lugar. E foi obedecido. Deu voz de prisão aos sargentos que dirigiam o movimento. E foi obedecido também. A sua voz e a sua atitude mais uma vez fascinavam os seus subordinados.
De madrugada, soube que o almirante Machado Santos chegara de noite a Abrantes, à frente dum regimento que sublevara, e se acolhera ao quartel de Infantaria, cujo regimento aderira também ao movimento.
Apareceu pouco depois o coronel comandante do regimento de Artilharia, a quem relatou o acontecido.
Esse oficial, que conhecia o valor de Baptista Coelho, procurou convencê-lo a ir prender Machado Santos!
A ideia parecia de louco. Mas o coronel insistia e converteu o pedido em ordem. Baptista Coelho, embora julgasse ser esse o último dia da sua vida, não hesitou.
Dirigiu-se ao quartel de Infantaria e fez-se anunciar ao almirante, que pouco depois o recebia.
As primeiras palavras travadas deviam ter sido verdadeiramente dramáticas. Baptista Coelho nem tinha força material, nem autoridade legal para prender um oficial que era de patente mais elevada. O almirante, estupefacto, ao ouvir-lhe que vinha ali, em obediência a ordem superior, para o prender, sentiu o impulso, como logo anunciou, de lhe dar um tiro na cabeça. Mas, em face da heróica serenidade de Baptista Coelho, conteve-se e convidou-o a entrar numa sala. Conversaram demoradamente, a sós. E, por mais inverosímil que o facto pareça, daí a pouco Machado Santos acatava a ordem de prisão e entravam os dois no quartel de Artilharia.
O movimento revolucionário estava gorado e o Almirante mostrava-se agradecido pela maneira correctíssima e nobre como tinha sido tratado por Baptista Coelho.
Apesar das instâncias deste, a atitude do coronel para com o almirante foi diferente. Telegrafou comunicando a grande nova (sem falar de Baptista Coelho!), de que tinha sob prisão Machado Santos e de que partia com ele para Lisboa. Ali tiveram os dois a recepção que era de esperar: o coronel, pouco depois general, foi recebido como herói; e o fundador da República, exposto à fúria da populaça, que fora prevenida da sua chegada, sofreu os maiores vexames e enxovalhos.(...)''

 

 

 

publicado originalmente:

Prof Dr.António Augusto Pires de Lima in O Concelho de Santo Tirso – Boletim Cultural - Vol. II - N.º 1 - 1952
Edição da Câmara Municipal de Santo Tirso

Ou seja o coronel Abel Hipólito puxou para si os galões da vitória que eram de Baptista Coelho.........

 

alfredo bapptista coelho 2

devida vénia Arquivo Histórico Ultramarino

 

 

 

'' No Parlamento: coronel Baptista Coelho o é na pasta das Colónias - the rigth man in the rigiht place - porque, magistrado íntegro, conhecendo há longo tempo toda a engrenagem do sou Ministério, superior às tricas da baixa política, o seu culto fervoroso pela obra de Sidónio País, a sua identificação com a República nova, só são excedidos pelo seu culto pela. lei, pela sua identificação com a idea da justiça.''' (1919)

 

mn

ver Memórias de Gonçalo Pimenta de Castro

 



publicado por porabrantes às 13:43 | link do post | comentar

honra e glória

Um dos soldados mais medalhados que saiu do RI2 era um moçambicano que se cobriu de glória em Angola

imagem do colega  Ultramarhttp://ultramar.terraweb.

que aqui detalha o batalhão abrantino que se bateu na campanha de África.

mn



publicado por porabrantes às 13:30 | link do post | comentar

Domingo, 08.07.18

postal colónias abrantes 1922

Em 1922 foi mandado para Abrantes este postal de Lourenço Marques,dizia

 

 

Cristina,

Envio-te uma das figuras mais atraentes que aqui há a

não serem as inglesas e algumas portuguesas o resto é tudo isto, e não são más, em breve tenho casamento feito com uma como esta,

não achas que esta é interessante? A cidade não é feia mais ainda não é

Lisboa(...).

 

devida vénia a

FILIPA LOWNDES VICENTE

Black Women’s Bodies in the Portuguese Colonial

Visual Archive (1900-1975)

 

 



publicado por porabrantes às 13:45 | link do post | comentar

Sexta-feira, 06.04.18

leopoldo da silva 3.png

Telegrama ao Presidente da República (Bernardino Machado)  do General Comandante das Forças Militares em Moçambique sobre morte de Leopoldo da Silva

 

Arq. F. Mário Soares com a devida vénia

 

 mn



publicado por porabrantes às 16:42 | link do post | comentar

Domingo, 23.10.16

pide carvalheira.jpg

Se bem me lembro esta carta foi publicada no ''Expresso'' pelo jornalista José Pedro Castanheira.

castanheira.png

retirado do site Xiconha

 

ma



publicado por porabrantes às 19:11 | link do post | comentar

carvalheira.jpg

Agraciado pelo Governo Português com a Medalha de Ouro de Mérito das Comunidades Portuguesas - 21 de Novembro de 1993

 

Se houve condecoração bem dada, foi esta.

 

Fotos dos Amigos do Niassa, onde pode ver um resumo da vida dum sacerdote a quem nenhuma velha fez testamento.

 

Teve uma vida pelas sete parte do Mundo repartida e morreu, onde crescera, em Abrantes.

 

Disse a primeira-missa em S.Facundo, o pai dele era o feitor de D. Beatriz Caldeira. Não sei o que está à espera a Junta de S.Facundo, ou o Rui André para lhe darem um nome a uma rua. Também serve o recado para o Presidente da Junta do Rossio, porque a sua casa estava nesta terra, bem como a tasca onde bebia o seu bagacinho depos da missa. 

 

santuaire.jpg

Sanctuaire de Notre Dame de Fatima Marie Médiatrice – Paris XIXème entregue por um judeu, a quem os nazis mataram a família nos ''laggers'' ao P.Carvalheira. O judeu era Sua Eminência, o Cardeal Lustiguer.  



publicado por porabrantes às 19:01 | link do post | comentar

Segunda-feira, 17.10.16

fonseca vaz.png

João Pinto Fonseca Vaz. distinho oficial da Marinha, do Sardoal, foi feito Conde de Sena, por D.Carlos.

O Diário Ilustrado explica porquê.

fonseca vaz di.png

fonseca vaz d2.png

mn



publicado por porabrantes às 22:09 | link do post | comentar

Quinta-feira, 12.05.16

 

 

(...) O fiscal único, durante o exercício de 1973. acompanhou como lhe cumpria, a

gestão da sociedade.

O balanço, a conta de resultados e o Relatório da administração estão elaborados

de harmonia com os preceitos legais e com as disposições estatutárias.

Nos exames a que procedeu, no exercício das suas funções, anotou, com agrado, a

correcção em que sempre encontrou tudo.

Os critérios valorimétricos adoptados são correctos relativamente ao tipo de

actividade da empresa.

Agradece-se ao Conselho de Administração a sua prestimosa colaboração, dando

prontamente as informações e esclarecimentos  que lhe foram solicitados.

Assim, tenho a honra de propor que aproveis o Relatório, Balanço e Contas do

exercício de 1973.

Lisboa, 30 de Abril de 1974.

O Fiscal único

  1. a) JOSË PARREIRA DE SOUSA CARRUSCA

Senhores Accionistas:

Não se afastando do seu único objectivo-o de assistir as viaturas tácticas Berliet-

Tramagal produzidas pela Metalúrgica Duarte Ferreira, S.A. R.L. , a Sociedade

voltou a ter de suportar sacrifícios decorrentes de alteração de critérios das

entidades a quem presta serviços.

Assim, de novo se saldou o exercício com prejuízo avultado, continuando,

porém, a lutar-se para que um claro entendimento do condicionalismo da

actividade que desenvolvemos permita. ao menos, alcançar equilíbrio estável para

Assim, de novo se saldou o exercício com prejuízo avultado, continuando,para

a vida da Sociedade.

Nampula, 12 de Março de 1974.

O Conselho de Administração:

Metalúrgica Duarte Ferreira. S. A. R. L.,

representada por

  1. MARTINS SIMõES

MARIO MARTINS DUARTE FERREIRA ; CARLOS DE MAGALHÃES

DUARTE FERREIRA (...)

 

 

MN

Há que pensar duas vezes antes de se meter em aventuras coloniais

 

 



publicado por porabrantes às 17:46 | link do post | comentar

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