
Foto no face da Senhora D.Maria Antónia Rainho. Com a devida vénia
A Junta do Rossio, a quem agora cabe a gestão dos jardins do Aquapólis Sul, deixa florescer as ervas à beira dos Mourões, imóvel de interesse público, classificado graças às gestões autárquicas de Ernesto Estrada (Junta) e João Manuel Esteves Pereira (CMA).
Se não têm capacidade para gerir isso ou sequer registar os imóveis propriedade da Junta, como se viu e vê, no caso da fonte da Amieira, para que aceitaram o contrato inter-administrativo?
Continuando, sob a batuta do Carvalho das vacinas do CRIA e do Bento (dos depósitos milagrosos na sua conta por benfeitores anónimos) fizeram-se obras no local, sem que as escavações prévias fossem asseguradas, situação que motivou as censuras do IGESPAR.
Para terminar a prosa, convém advertir que um dos primeiros autores a classificar os Mourões como ponte militar e a terminar com o mito da ponte romana foi o Capitão Rodrigues Vicente, como aqui se viu.
Finalmente de quem é o terreno dos Mourões?
Era da CMA e foi vendido em hasta pública no dezanove.
O dono actual desconheço.
ma

A foto é de hoje. Mostra o matagal numa zona que devia estar ajardinada na envolvente dum monumento de interesse público.
Gastou-se aqui mais de 10 milhões de euros para manter um matagal.
Foto do Eduardo Casto.
com a devida vénia
mn

Os Mourões sao um imóvel de interesse público, inseridos numa área onde inclusive apareceram restos romanos, a tropa camarária cuida assim a envolvente do monumento.
Fotos Abrantes com Futuro
Sr. Vasco Bastos teve a bondade de transcrever este post referente ao seu Tio Capitão Rodrigues Vicente, personalidade importante na vida abrantina na década de 60, importante bairrista, como dirigente da Liga dos Amigos de Abrantes, e colaborador assíduo da imprensa regionalista.
O post foi publicado no facebook do Grupo Rossio, bem como a foto com esta legenda:
CAPITÃO ANASTÁCIO RODRIGUES VICENTE E ESPOSA SRª Dª JUSTINA FERREIRA VICENTE
'' Aquele "Pingalim" tantas vezes o Ouvi trabalhar.Era o terror dos ciganos que teimavam em acampar debaixo da ponte...''
Sobre Rodrigues Vicente publicaram-se aqui alguns posts:
O Senhor Capitão Rodrigues Vicente
O Senhor Capitão Rodrigues Vicente e a ponte militar do Rossio (Mourões)
Capitão Rodrigues Vicente e os Mourões
Voltarei a salientar a prioridade de Rodrigues Vicente sobre Salgueiro Maia na identificação dos Mourões como ponte militar (provavelmente já outro autor o teria feito antes dele...) e que o que conta Candeias Silva neste texto, está errado...
Não culpo Salgueiro Maia de nada, porque ele nunca publicou nada sobre os Mourões. A culpa será de outro.
Como estou a mexer em jornais velhos não posso deixar de recordar que a Liga dos Amigos de Abrantes, onde Rodrigues Vicente tanto trabalhou foi despejada por ordem de Nelson Carvalho em 2002.
Em vergonhosas circunstâncias descritas no Jornal Primeira Linha de 14-11-2002.
Neste blogue faltava a fotografia do grande abrantino que foi o Capitão Anastácio Rodrigues Vicente. Agora já não falta.
Graças ao Vasco Bastos. Obrigado amigo.
vs
MUSP Santarém
Ora porra, podiam ser menos desleixados.......
Lamento ser tão bruto e com esta linguagem poder ferir a alma sensível de alguma autarca ou reintegrada, mas este tipo de ''serviço'' prestado por concessionárias é bastante merdoso......
E controlo-me para que o calão não inunde o post.....
Isto lembra-me o ''restauro'' em Santa Maria do Castelo
Felizmente está morto Diogo Oleiro
Ou morreria de pasmo e dor, outra vez, porque Santa Maria, que recuperou, era a menina dos seus olhos, antes era um palheiro (conta Oliveira Martins, o bom do Joaquim Pedro, nas Cartas Peninsulares, decorado com uma litografia do chefe político local, o Avellar Machado).

Tendo certa vez falado a uma política local do Joaquim Pedro, disse-me que era um chato que trabalhava no Tribunal de Contas a não deixar a autarquia fazer um teleférico e um restaurante flutuante no Aquapólis, porque para fazer o teleférico era preciso demolir os Mourões....
No Pego não há Mourões e somos felizes....
Respondi: Claro, V.Exa é um monumento pegacho mas não pode ser classificado dado ser inclassificável....
Marcello de Noronha
PS- Quem é o tipo que anda por aí a plagiar outra vez Diogo Oleiro? Faço-lhe continência!
O Capitão que refere era meu tio por afinidade e o nome próprio era Anastácio.Foi Comandante da GNR em Abrantes e Santarém.Tem obras de cariz militar editadas e tive oportunidade de passear com ele várias vezes junto aos Mourões(eu morava no Rossio).E foi ele que me explicou o que era aquele, para mim, amontoado de rochas, meu passatempo e prancha de saltos durante o Verão, ponto de partida para a "corrida ao pato" e outras aventuras:- Sim! uma antiga ponte militar.Confesso que tenho saudades...
Caro Sr. Vasco Bastos
Desculpe só agora editar o seu comentário. Obrigado por nos esclarecer que o Sr.Capitão Rodrigues Vicente se chamava Anastácio. E que foi ele o autor de várias obras de bibliografia militar como aquela que aqui referenciámos.

Voltaram os plumitivos da História oficial a declarar que tinha sido o Salgueiro Maia que descobrira que os Mourões eram uma ponte militar, apesar de aqui se ter apontado que fora o antigo Presidente da Liga dos Amigos de Abrantes a escrevê-lo antes num jornal local. Um dia destes quando tiver tempo vou digitalizar o artigo todo, sobre a História do Rossio ao Sul do Tejo da autoria do seu Tio e colocá-lo aqui.
Porque houve gente, incluindo algum historiador local que antes do Salgueiro Maia lhes mostrar um mapa que sustentava que aquilo era uma ponte romana. Não tenho à mão o texto do historiador. Mas tenho um documento oficial que diz isso
Cabe pois ao seu Tio, a prioridade entre outros serviços à cidade, como dirigente regionalista e publicista estimulante, ter ajudado a desfazer um mito, que alguns senhores/as ainda querem manter. Se não bastava com um testemunho escrito em letra impressa, temos agora o seu testemunho.
1967- Mourões com esta legenda oficial da ex-Direcção Geral dos Monumentos Nacionais: ''Cais em Abrantes. Vista Geral do Sul.''
E cabe ao seu Tio a melhor síntese histórica sobre o Rossio ao Sul do Tejo que é o artigo que citámos e publicaremos. Como cabe a outros terem o espólio da Liga dos Amigos de Abrantes em parte incerta. Coisa que constitui um atentado ao património desta cidade.
Face a isto, só me resta agradecer-lhe e desejar-lhe Boas Festas e dar aos nossos leitores outra prenda de Natal, isto:
Legenda do arquivo da DGMN : Cais em Abrantes. Vestígio de rampa de acesso. 1967
As duas fotos são segundo a DGMN de Analide Óscar.
M. N
Créditos: Arquivo da DGMN
A versão oficiosa da História de Abrantes que encontra no Candeias Silva o seu pontífice e no Martinho Gaspar o seu sacristão, tem vindo a sustentar que a descoberta oficial da origem militar dos Mourões como ponte novecentista se deve ao Oficial de Cavalaria e revolucionário de Abril, Salgueiro Maia.
O Salgueiro Maia depois de ser colocado na prateleira pelo Eanes dedicou-se a coisas de Património, tirou um curso superior que lhe permitiu complementar a sua formação académica e tinha um certo gosto por coisas de História.
A ele devemos a criação em Santarém do Museu de Cavalaria da EPC, hoje em Abrantes.
É uma coisa que se deve agradecer.
Mas a História deve ser verdadeira e não dar a Salgueiro Maia, o que pertence a outro militar.
O Rossio e os Mourões nos inícios do século XX
Reproduz-se de seguida excerto dum artigo, num jornal local, em época relativamente anterior à comunicação do achado de Salgueiro Maia aos abrantinos (feito numa sessão cultural celebrada em Abrantes, da responsabilidade da ADEPRA-Associação de Defesa do Património da Região de Abrantes, nos finais da década de setenta ,salvo erro). O artigo é da responsabilidade do Sr.Capitão Rodrigues Vicente, já falecido, que entre outras actividades bairristas foi dirigente da Liga dos Amigos de Abrantes e responsável pela publicação do Boletim da Liga.
A Liga teve a última sede na Rua Grande e terminou de forma selvagem às mãos da edilidade presidida por Nelson Carvalho, coisa que será aqui abordada quando houver pachorra.
Vão-me responder que Salgueiro Maia exibiu uma mapa e mais papéis relativos à ponte que estavam num arquivo histórico militar.
Não contesto.

(Mourões por volta de 1968)
Porque é que não convidaram o capitão abrantino e tiveram de ir a Santarém desencantar o golpista de Abril ( e se calhar de Março...) ?
Rodrigues Vicente para escrever o que escreveu, certamente teria ido aos arquivos militares ou outros e se calhar tinha os dados em casa.
Mas era mais fino (para a prosaica mente provinciana dos organizadores) trazer um ''especialista'' de fora para deslumbrar os abrantinos....
O mesmo raciocínio político da tropa que manda na autarquia (que são os mesmos, ou aparentados ) que está sempre disposta a deslumbrar-se perante qualquer investidor ''misterioso'' que por aqui desembarca e a dar-lhe crédito e terrenos.
O Maia não pode ser comparado a esses ''mecenas'', mas veio repetir parcialmente o que já tinha dito Rodrigues Vicente. E provavelmente outro antes dele.

(Mourões depois da classificação como Imóvel de Interesse Público-1971- foto) IGESPAR
Resta uma formalidade burocrática. Dizer qual é o Jornal e a data de publicação. Mas vamos aguardar. Deixemos a tropa dos caça-subsídios ter o trabalho de passar umas horas na António Botto, a folhear colecções de jornais antigos.
Assim aprendem coisas.
Aos nossos amigos que queiram saber a data e o jornal perguntem para porabrantes@hotmail.com que teremos o melhor gosto em responder.
Marcello de Noronha, da Tubucci
NOTA-O Capitão Vicente sustenta no texto que a ponte militar foi erguida sobre os ''alicerces '' duma ponte romana e quer ver ainda ali restos romanos. Coisa duvidosa. Mas susceptível de discussão. Perto foram encontrados restos arqueológicos romanos pelo Álvaro Baptista no âmbito das suas ''curiosas'' actividades arqueológicas.
Mas a investigação arqueológica já quase não pode ser feita para comprovar isso, porque o Júlio Bento mandou fazer obras do Aquapólis na área de protecção do IGESPAR sem liçença do dito.E puseram máquinas pesadas a remexer a àrea. Resultado: adeus calhaus romanos ( se os houvesse...)
Volto à foto do leitor, diz ele que é anterior a 1968.
Não estou com pachorra para estudar a história das inundações do Tejo, mas parece-me que na segunda metade dos anos 60 uma inundação derrubou os 2 pilares dos Mourões e que lá para finais da década foram restaurados pela Junta de Freguesia local, que tinha parcos meios.
Agora com grandes meios não os vejo restaurar nada.
Perto das ovelhas e cabras acampavam os ciganos. Quem é que arranja uma foto do acamamento???
Obrigado caro leitor pela ajuda.
A Direcção da Tubucci

Arquivo Tubucci
Há muitos anos o PSD pela mão do dr. Pedro Marques e do Armandinho cometeu a insensatez de fazer João Pico Vereador-a-dias. Num desses funestos dias, era Julho de 2002, o Vereador-a-dias e o V. João Salvador apresentaram um requerimento:
Tratava a coisa deste imóvel protegido onde os municipais, chefiados pelo Bento, removiam terras na sua área de protecção infringindo a Lei com o mesmo descaramento com que alguém ia depositando massas valentes nas contas do agente técnico e ex-desenhador da MDF,
bem para ser justo é preciso recordar que o Bento fora capataz ou coisa que o valha na Apolinário Marçal e que o Vereador que o Pico substituía no seu labor a-dias, o Pedro Marques tinha lá sido Director Financeiro, aquilo tinha falido, e os gajos emigraram para a política.....
O Bento com uma lata do caraças (já estou a escrever com o vernáculo do meu barbeiro, nem todos podem ser carecas como o Pico e o Armandinho) respondeu-lhes com isto, que vai a seguir, mas convém adiantar que alguém teve de informar os laranjas que aquilo era um imóvel protegido desde 1967, salvo erro, e que esta brigada alaranjada não fazia a mínima ideia da importância do monumento.
Devem ser da mesma escola que o Doutor Candeias Silva que já sustentou que foi o Salgueiro Maia que desvendou o ''mistério dos mourões'', não sei se montado numa Chaimite....
Isto é o agente técnico Bento reconhecia que as obras estavam a ser feitas ilegalmente e gemia num apontamento manuscrito que alguém se queixara ao IPPAR.
Os senhores Vereadores só tinham uma saída segundo o Código do Processo Penal:''
Artigo 242.º
Denúncia obrigatória
1 — A denúncia é obrigatória, ainda que os agentes do crime não sejam conhecidos:
a) Para as entidades policiais, quanto a todos os crimes de que tomarem
conhecimento;
b) Para os funcionários, na acepção do artigo 386.º do Código Penal, quanto a crimes
de que tomarem conhecimento no exercício das suas funções e por causa delas.
2 — Quando várias pessoas forem obrigadas à denúncia do mesmo crime, a sua
apresentação por uma delas dispensa as restante.
Isto é tinham (porque neste caso o Vereador é equiparado a funcionário) de comunicar ao MP ao ilícito porque era um delito, por violação do previsto no art 48 da Lei do Património.
Pode exibir-me o Sr.Xerife cópia da participação ao MP ????
Ficam as coisas por aqui????? Não porque, mais tarde Júlio Bento mandava ao IPPAR nova missiva a que tive acesso através de métodos legais....
Na carta o Bento da nova-fortuna, em vez de ficar prudentemente calado, manipulava a verdade. Estava a CMA a fazer movimentações de terra a menos de 50 metros dos Mourões e a violar a Lei.
A autorização do IPPAR só veio em 2004.....Tudo o feito antes disso é ilegal e o que foi feito depois para lá caminha, porque foram exigidas escavações arqueológicas em 2004 e o pedido para as fazer à tutela só entrou em 2011.
Vou entregar a papelada à Tubucci, na pessoa do seu Presidente, Dr.Falcão Tavares. A Tubucci fará o que entender com os documentos que lhe entregarei, que são bastante mais que os aqui reproduzidos.
Quanto ao Xerife fará o favor de explicar aquilo que o ''acagaçou'' e o levou a não meter nos Tribunais, como era sua obrigação legal, Júlio Bento, Nelson Carvalho e o resto da pandillha.
A carta reproduzida a seguir, pode dar um indício, ligações empresariais também, mas há outras explicações:
Com os cumprimentos do Miguel Abrantes ao ex-Vereador João Pico .....
As ruínas desta ponte militar do século XIX estão classificadas como Imóvel de interesse Público. O ordenamento da margem do Tejo não respeita a sua monumentalidade e é de duvidosa legalidade. Restauro de 1967, depois de vários pilares terem sido derrubados pelas cheias.

Foto DGMN
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